Este capítulo é para a seguidora da minha Fic, RITA BASTOS, que hoje faz anos e me pediu que fizesse um capítulo para ela. PARABÉNS! =D
- Muito engraçadinho! – Adriana passa-lhe os dedos na ponta fria do nariz – Idiota mas tu gostas! – Adriana faz-lhe pirraça
- Fazer o quê né? – diz David sorrindo e roubando um outro beijo rápido a Adriana
David entretanto sentara-se ao fundo da cama com Adriana ao seu colo e ela fazia-lhe carinhos na cara e roubava-lhe pequenos beijos.
- Hum, você veio p’rá ficar certo? – pergunta David olhando-a nos olhos e apertando ligeiramente a cintura dela receando a resposta
- O que é que achas? – pergunta-lhe Adriana fazendo uma breve pausa – Claro! Agora não te largo tão cedo… Tu é que pedis-te! Agora vais ter de me aturar e sem te queixares! – diz Adriana divertida
- Eu não vou queixar, não. Pode acreditar! – David beija-a mais uma vez e ela aplicando uma força leve no peito dele deixam-se cair para cima da cama continuando com a troca de carícias
Ruben estava preocupado com David, e como Adriana não lhe atendera o telefone resolve ir ao quarto dele ver como ele estava. Convencido de que ele estaria muito em baixo, deprimido, e sozinho, Ruben entra usando a sua chave e sem bater.
- EI! EI! EI! DESCULPEM, PESSOAL! JÁ ESTOU A IR! – dizia Ruben muito atrapalhado com a mão á frente dos olhos deixando um espaço entre o dedo anelar e o médio para espreitar e tentando sair do quarto
Adriana e David riem-se da figura muito atrapalhada de Ruben, que já nem sabia se se havia de virar para a frente ou para trás.
-Ei! Fica aí Manz! A Adriana está de volta! – disse-lhe David muito sorridente e levantando-se da cama juntamente com Adriana que estava agora abraçada a ele
- Pois, pois, eu sei! Mas eu vou! Ver o meu Melhor Amigo coise!, com a minha Melhor Amiga, é um grande choque! É um género de má pornogr… – dizia Ruben gaguejando ainda com a mão á frente dos olhos mas Adriana interrompe-o
- Ruben! Deixa de ser parvo! – dizia Adriana enquanto apertava David mais contra si rodeando-lhe a cintura com os braços
- Ei Manz, destapa a cara vai! A gente não tava fazendo nada não! – dizia David muito descontraído
- Têm a certeza de que é seguro? – perguntava Ruben abrindo mais o espaço entre os seu dedo anelar e o médio
- Ruben! Anda lá! Não sejas parvo! – pedia Adriana descontraída
Ruben acaba por destapar os olhos perante as risadas satisfeitas de David e Adriana.
- Bem, as meninas já foram andando para esperar por nós no estádio e eu vim ver como estavas e buscar as cenas para arrancar-mos para Lisboa – declara Ruben agora menos atrapalhado
- Estou óptimo! – diz David sorridente e olhando para Adriana
- Pois já deu para perceber! – rectifica Ruben muito satisfeito
Nesse momento alguém bate á porta.
- Quem é – pergunta Ruben
- Sou, eu! Abram lá, miúdos! – pedia Jorge Jesus do outro lado da porta
Ruben e David olham um para o outro numa profunda expressão de pânico.
- Olha Adriana vais ter de te esconder durante uns segundinhos… - dizia Ruben já encaminhando-a para a casa de banho – Tranca-te!
- Vai demorar muito? – gritava Jorge Jesus do lado de fora do quarto
- Vai já mister! – dizia David escondendo a mala de Adriana e encaminhando-se para a porta com Ruben a seu lado
- Tanto tempo para abrir o raio de uma porta? – refilava Jorge Jesus a entrar no quarto
- Desculpe lá mister mas estávamos a arrumar as nossas coisas… - mentia Ruben
- Ainda? Vejam lá se se despacham! Partimos em 15 minutos! – declara Jorge Jesus saindo do quarto
- Uf! Esta foi por pouco! – dizia Ruben fechando a porta
- Já posso? – perguntava Adriana espreitando pela porta da casa de banho
- Força! – incentiva Ruben indo na sua direcção – Façam lá o que têm a fazer que eu vou arrumar os meus produtos na casa de banho, despachem-se! Quando voltar não te quero ver ó jeitosa! – ameaça Ruben num tom brincalhão e entrando na casa de banho
- Bem então se vocês têm de ir eu também vou andando para Lisboa antes que o Ruben se passe - dizia Adriana envolvendo de novo David nos seus braços
- EU OUVI ESSA! – grita Ruben fechado na casa de banho e Adriana e David riem-se em surdina
- E agora? – perguntava David
- Agora eu vou para Lisboa e depois encontramo-nos lá… - disse Adriana beijando-lhe os lábios
- Não é isso… Agora como é que a gente fica? – pergunta David
- Nós… Não sei mas eu voltei na esperança de ficar contigo… - disse Adriana - … como meu namorado… - acrescenta envergonhada olhando para baixo
- O que é que você me chamou? – pergunta David sorridente e tocando levemente com o seu perfil no rosto de Adriana
- Tu ouvis-te… Namorado… - confessa num sorriso envergonhado
- EISH! TANTO MEL JÁ ENJOA! NAMORAM E PRONTO! ANDEM LÁ COM ISSO! – grita Ruben ainda fechado na casa de banho
- CALA A BOCA BABACA! – grita David na direcção da casa de banho mas volta a concentrar-se em Adriana - Então e você quer ter um namorado chato que nem eu? Eu não te vou largar se você for minha namorada… - provoca David forçando-a a olhar para si
- Nem a minha ideia era outra! – conta Adriana com um sorriso mais aberto no rosto
- Então posso chamar você de namorada? – pergunta David envergonhado
- Não! Podes chamar-me de TUA namorada! – corrige Adriana feliz
David sorri-lhe e beija-a na boca.
- Então namorada, me desculpa, minha namorada, é melhor você ir andando para eu acabar de arrumar minhas coisas antes que o Ruben volte e se passe… - diz David divertido
- Pois é melhor… - concorda Adriana
- Jantamos juntos? – pergunta David
- Sim, claro!
- Então eu te pego em casa às sete e meia, tá bom p’ra você assim? – questiona David
- Está óptimo! – afirma Adriana roubando-lhe um beijo – Amo-te! – e sai disparada abrindo a porta
- Adriana? – David chama-a obrigando-a a parar e olhar para ele – Te Amo! – ambos sorriem e Adriana sai deixando David feliz, com o maior sorriso do mundo
"A distância pode separar dois olhares, mas nunca dois corações..."
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Capítulo 63 - Reencontro (Parte III)
Adriana desce as escadas, vê todos no salão de refeições e esconde-se de maneira a poder vê-los mas sem que eles o pudessem fazer.
A equipa técnica e médica estavam numa mesa rectangular bastante grande, foi a primeira vez que Adriana se apercebeu que a equipa por detrás do Benfica era assim tão grande.
Ao lado uma mesa redonda onde estavam os jogadores, e noutra mesmo ao lado as suas mulheres e namoradas.
A televisão da sala estava ligada, na verdade era um plasma grande que estava na Fox Life, e todas as raparigas olhavam para a televisão de cinco em cinco minutos aguardando ansiosamente pelo programa da Ellen e entretanto o genérico começa.
A equipa técnica e médica estavam numa mesa rectangular bastante grande, foi a primeira vez que Adriana se apercebeu que a equipa por detrás do Benfica era assim tão grande.
Ao lado uma mesa redonda onde estavam os jogadores, e noutra mesmo ao lado as suas mulheres e namoradas.
A televisão da sala estava ligada, na verdade era um plasma grande que estava na Fox Life, e todas as raparigas olhavam para a televisão de cinco em cinco minutos aguardando ansiosamente pelo programa da Ellen e entretanto o genérico começa.
- EISH PESSOAL! É A MINHA MELHOR AMIGA! VEJAM SÓ! – Grita Ruben levantando-se da cadeira e apontando para o televisor
O empregado aumenta o som da televisão perante a excitação de Ruben e de outros membros presentes na sala. Todos se focam na televisão e um silêncio instala-se na sala.
- Welcome to our show. Today is a premiere day. Our guests will be Mel Gibson, Joss Stone! And the most recent star, putting our country crazy for her, Adriana Vale! But first let’s start with Know Or Go! – dizia Ellen muito entusiasmada na televisão
Dez minutos depois…
- She is beautiful, she is Portuguese, born in Lisbon, talented and she was chosen to one of the most exclusive schools in our country, she is been requested by fans to airplay in our radios like crazy, with us Adriana Vale! – anuncia Ellen
Adriana entra muito bonita, num vestido simples mas deslumbrante ao som da música “Smile- Uncle Kracker”

- Hi! – diz Adriana com um enorme sorriso na cara e dando um beijo e um abraço a Ellen – Hi everyone! – diz acenando ao público que a aplaudia e sentando-se na poltrona em frente a Ellen
- Let me start to congratulate you because you are in fact really talented and when I heard your music I felt chills. There are not many people like you – declara Ellen num tom de voz sereno
- Thank you, that is a big compliment – agradece Adriana sorridente
- For the ones who doesn't know, Adriana was chosen to fill one of the 10 exclusive scholarships in Julliard and you can already listen to one of her songs in our radio, and from what I heard she’s really really good! – diz Ellen muito entusiasmada
- Oh, Thank you so much – agradeçe Adriana já sem jeito, sorrindo e passando os dedos pelo cabelo
- When did you realize that you really wanted to do this? – pergunta Ellen olhando Adriana com os seus olhos celestes
- I always knew I wanted to do this, since I was little. I started to sing when I was 3 and since 4 I started doing ballet. In my 10th grade I enrolled in an artistic and performing arts school in Portugal, my current school, and I fell in love with acting too – conta Adriana sorridente
- What was your first thought when you got the invitation to go to the States? – pergunta Ellen
- First I doubted it. I thought it was a joke or something, but when I realized it was real I was very happy – conta Adriana passando primeiro o olhar por Ellen e depois pelo público
- You didn't doubt for a second to refuse the invitation? - questiona a apresentadora
- Sure, after all I left in Lisbon very important people to me. My parents, my friends, and missing them is really hard to deal, especially now that I'm so far away from them – diz Adriana num tom de voz sério e informativo
- Do you think in coming back? – questiona novamente Ellen
- Of course! My life is in Portugal and as long as I have opportunities I will stay, but when bigger things appear I will leave without thinking twice – diz Adriana muito sinceramente
- Well, you are really talented and beautiful; there is a buzz with your campaign to Dolce Gabbana, because never such a young model did a campaign for them – informa Ellen
- Yes, the invitation came when I was a month in a course in London, and I was already a model with some work in Portugal, I went to the casting and they chose me. It was a big step and a dream that came true! – conta Adriana gesticulando com as mãos e mantendo o sorriso contangiante na cara
- Well I bet all the boys in the audience want to know the answer to this question, including my producer that is asking me to my ear piece. Everyone wants to know if a pretty face like you has a boyfriend… - diz Ellen metendo-se com Adriana
Toda a audiência aplaude confirmando a curiosidade do público em saber isso, era um facto, fossem estrelas já conhecidas, ou “novas” estrelas, o público adorava saber aquelas coisas.
Adriana contrai-se ligeiramente de vergonha, e com as mãos semicerradas, puxa o seu vestido para tapar mais as pernas cruzadas elegantemente.
- Well… - Adriana tentava arranjar maneira de escapar à pergunta ou de pelo menos sentir-se menos envergonhada quando respondesse
- Well boys! Pack your bags and give up. She is too much for you to handle! – Diz Ellen divertida
Toda a plateia se ri e aplaude. Todos os programas da Ellen tinham sempre uma vertente mais humorística e este não fugia á regra.
- Well...There is someone...but it’s not official – consegue Adriana por fim dizer
- How do you deal with the distance? – pergunta Ellen
- Ah...we are dealing with it, but I rather not talk about it – diz Adriana tentando esconder o embaraço
- Well it was a pleasure to have you in our show, and I hope to hear more about you and have you here more times. We will be back soon with a performance by Adriana Vale – diz Ellen olhando para a cama e com um indicador no ar apontando na direcção da câmara.
- With us! With "Doesn't Mean Anything",Adriana Vale!
http://www.youtube.com/watch?v=pe9gOSWuaHA&feature=related (foi como imaginei a actuação)
A actuação acaba e todos aplaudem e Ellen junta-se a Adriana.
- Oh My God! You put so much soul and feeling in your performances. Congratulations! – Diz Ellen enquanto agarra Adriana e a cumprimenta agradecendo - Will be right back!
O genérico do intervalo passa e dá lugar aos anúncios. Um novo murmurinho se instala na sala de pequenos-almoços.
- Oh meu deus! Ela esteve tão bem! – dizia Inês completamente histérica
- Concordo! Ela só não fará carreira daquilo senão quiser! – diz Andreia contente
- Com sorte ela já nem volta, vão ver! – dispara Fábio dando uma dentada no croissant e só parando quando vê a cara de David e a expressão que todos faziam olhando na direcção dele
Adriana, ainda escondida, pode reparar na cara de David.
Adriana, ainda escondida, pode reparar na cara de David.
Ah! Como aquilo lhe partia o coração. A sua expressão estava mórbida, os cantos da sua boca descaiam como num beicinho perfeito, os seu olhar estava preso no nada e o seu rosto estava meio que pálido.
Ele não responde, nem mais uma palavra é dita. Ele levanta-se calmamente, encosta a cadeira à mesa, atravessa a sala de pequenos-almoços, dá um aceno de cabeça ao mister e toma o caminho para os quartos.
Adriana fica a vê-lo sair e sente-se impotente, incapaz de qualquer movimento ou acção.
- És burro ou quê? – refila Ruben, sentado ao lado de Fábio, e dando-lhe uma sacudidela de trejeito na nuca
- Fogo meu! Olha aí! Não fiz por mal! – diz Fábio num tom meio enervado
- Fogo meu! Olha aí! Não fiz por mal! – diz Fábio num tom meio enervado
Adriana percebe que tinha de ir atrás de David e finalmente o seu corpo começava a reagir aos seus instintos.
“Ok, Adriana! Pensa, pensa! Como é que sei o quarto dele? O Ruben claro! Claro, escuro! Estão lá os outros! Bolas! A recepção… o homem não me vai dizer… Olha não custa tentar…” pensava Adriana já meio desesperada
- Olhe desculpe eu preciso de saber onde é o quarto do Sr. David Luiz Moreira Marinho- pede Adriana educadamente ao Senhor do balcão
- Desculpe menina mas não lhe posso dar essa informação – declara o homem serenamente
- Oiça você não está a perceber! É importante! – diz Adriana
- Oiça, eu não posso dizer-lhe… É confidencial! – diz o senhor insistente
- Oiça-me você! Eu tenho de subir e ir lá acima dizer aquele rapaz que o amo! Você nunca amou ninguém tanto que achou que ia endoidecer senão o fizesse? Se eu não disser agora a este rapaz que o amo ele nunca mais vai querer olhar para a minha cara. Por isso! Se já amor assim, eu peço-lhe, por amor de deus, diga-me qual o quarto dele! – implora Adriana
- Oiça! Não fui eu que fiz isto… - diz o homem baixando o tom de voz – Ele está no quarto 54 no piso 4… Vá, e se alguém lhe perguntar não fui eu! – volta-se a compor atrás do balcão e agarra-se ao pc
- Muito obrigada – diz Adriana entusiasmada. Com tanto entusiasmo, ela acaba colocando-se em pontas de pés, puxando o senhor, já idoso, pelos colarinhos e dando-lhe um beijo na cara – Você é um anjo! – e sai correndo disparada em direcção ao elevador
Ela carregava vezes sem conta no botão para chamar o elevador, não com que isso fosse fazer com que ele chegasse mais depressa mas na cabeça dela, ela acredita que fazia.
O elevador chega finalmente, vinha vazio e para subir só estava ela. Ela entra e carregou umas cinco vezes no piso 4. Queria definitivamente despachar-se, apesar de saber que David estaria lá, ela não queria correr o risco de acontecer o contrário.
As portas fecham-se e á medida que o elevador subia Adriana andava que nem uma barata tonta de um lado para o outro á espera que o elevador finalmente chegásse ao quarto piso, acção que é realizada em 38 segundos.
- Finalmente! – diz aborrecida atravessando as portas abertas do elevador, quase que a voar
Os seus olhos percorriam os números nas portas que ladeavam o corredor.
- 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54! É este! – diz ela parando em frente à porta do quarto
O seu coração batia a mil à hora, no mesmo ritmo que se ouviam coisas a caíram e baterem furiosas no interior do quarto.
Devia ser David, apesar de ela não lhe reconhecer essa atitude. Ouviam-se portas de armários a bater com força, coisas a serem atiradas para cima do chão, parecia que andava em arrumações, se bem, que um bocadinho violentas e muito barulhentas.
Adriana respira fundo e ergue a mão no ar para bater á porta mas é interrompida.
“After all this time, I never thought we'd be here, Never thought we'd be here, When my love for you is blind, But I couldn't make you see it, Couldn't make you see it, That I loved you more than you'll ever know, and part of me died when I let you go…” o telemóvel de Adriana que estava no bolso das calças começa a tocar.
Um silêncio impera no quarto de David enquanto ela muito atrapalhada vira costas à porta e enfia a mão no bolso tentando tirá-lo.
Finalmente consegue, era Ruben, ela desliga a chamada convencida de que ia a tempo e enfia o telemóvel no bolso mas a porta mesmo atrás de si abre-se. Era David.
Ela ainda virada de costas para a porta, agora aberta, onde David estava, encolhe-se ligeiramente quando ouve a voz dele
- O que é que está fazendo aqui moça? – pergunta David num tom de voz seco, sem reconhecer Adriana
Ela não tinha outra solução, não era o tipo de reconciliação que imaginara mas era melhor que nada. Ela respira fundo e vira-se para ele ao mesmo tempo que tentava esconder um sorriso mordendo o lábio
- Você? – pergunta David completamente apanhado de surpresa com um ar desiludido mas sem conseguir esconder um brilho nos olhos por a ver
- Apanhada! – diz Adriana elevando a mão direita no ar e sorri nervosa
Umas risadas envolvem o ar no corredor, eram Saviola e Aimar. Adriana não hesita e empurra David para dentro do quarto fechado a porta.
David continuava meio abananado, sem saber como agir, sem dizer nada, deixa-se ser levado por ela. Ela olha para ele e ele permanecia assim, inerte, sem dizer uma única palavra, e Adriana começava a ficar nervosa com o silêncio dele.
- Eu pensava que você estava... – tentava David dizer quando Adriana o interrompe
- Ouve-me! Não digas nada! Eu tenho mesmo de dizer isto agora antes que a coragem me acabe. Eu fui estúpida! Uma parva! Andamos há três meses a brincar ao gato e ao rato, e eu a tentar perceber se gostava de ti só como amigo. Depois surgiu o estúpido do Diogo e para ti apareceu a Carolina. As coisas lá se resolveram… Os atrasados mentais do Ruben e da Inês fizeram aquele arranjinho e nós entendemo-nos. Eu percebi que gostava de ti, mas tu estragas-te tudo quando disseste que me amavas. Quer dizer, não estragas-te tudo mas apanhaste-me de surpresa porque eu não sou de expor os meus sentimentos logo assim, e o teu “Amo-te” estava a forçar-me a dizer aquilo sem eu ter a certeza. Depois surgiu a oportunidade de ir para os Estados Unidos, e tu apoiaste-me em tudo e aquela noite que passei contigo deve ter sido a mais especial da minha vida até agora! – Adriana dizia isto muito rapidamente atrapalhando-se varias vezes, David continuava a olhar para ela sem dizer nada, apenas escutando-a e ela prossegue com o discurso muito apressado – Nunca me custou tanto deixar alguém como me custou deixar a ti, e eu sei que de uma maneira ou de outra tu esperavas que eu não fosse, e não querias que eu fosse apesar de não teres dito nada. Respeitas-te o meu sonho, mas as pessoas mudam, os sonhos também, e eu alcancei parte daquilo que queria, mas sem ti parecia que não tinha qualquer valor. E eu posso ter demorado muito a concluir mas eu Amo-te, Amo-te mesmo! Não sei como, não sei explicar porque mas Amo-te, tão naturalmente como respiro, como vivo, como existo. Sei que agora tu deves estar a odiar-me, e não me queres ver mais á frente mas eu não pensei quand…
Adriana não conseguiu acabar o seu discurso nervoso.
Em menos de nada David tinha unido com dois passos o espaço entre eles os dois, pousado a mão na nuca de Adriana e beijando-lhe os lábios.
Adriana estremeceu. Como ela sentia falta daqueles lábios, daquele toque e de David, especialmente, de David. Os lábios húmidos de David pressionavam suavemente os de Adriana.
Ela queria mais, por entre os lábios ligeiramente abertos de David Adriana faz passar a sua língua e então, ambas as línguas envolvem-se numa harmonia perfeita, ao mesmo tempo que os lábios se moviam não querendo dar um fim aquele beijo.
David envolve a cintura de Adriana com o seu braço direito e puxa-a contra o seu corpo. Puxa-a tanto que Adriana conseguia sentir os batimentos atabalhoados do seu coração e ele conseguia também sentir o coração dela, que ao contrário do dele tinha acalmado, ou não estivessem os seus lábios a serem beijados por David. O beijo dele, o toque dele traziam-lhe uma paz, uma segurança que jamais havia sentido nos braços de outra pessoa.
Adriana sobe a sua mão direita até ao cabelo de David e entrelaça os seus dedos no molho de caracóis. Por entre o beijo ambos sorriem do jeito carinhoso como Adriana o fez.
Um toque leve de lábios deu fim aquele beijo cheio de desejo, ambos se olham sem dizerem nada.
- … quando é que vou voltar a ter oportunid… - ela tenta completar o discurso mas é novamente interrompida por um beijo ardente de David
- Não fala nada – diz ele voltando a beijar a boca dela, agora apenas nos lábios
- Desculpa… Eu nunca devia ter ido… - diz Adriana permanecendo de olhos fechados
- Eu disse para você não falar nada… - insiste David roubando-lhe mais um beijo rápido
- Amo-te – confessa Adriana num sussurro que David ouve perfeitamente
- Fala de novo! Não estou acreditando…
- Acredita é verdade – diz Adriana num tom sincero
- Fala p'ra eu ouvir de novo – pede David com um sorriso
- Amo-te! Amo-te! Amo-te! – diz Adriana com um enorme sorriso e olhando nos olhos esverdeados de David
David encosta a sua testa à de Adriana e segura-lhe o rosto com a mão esquerda. David deixa os seus lábios tocaram novamente, e levemente os de Adriana mas ela não resiste a passar novamente a sua língua pela dele.
- Amo-te David Luiz Moreira Marinho! – jura Adriana por entre os sorrisos de ambos
- Estava a ver que não! – confessa David envolvendo a cintura dela nos seus braços e elevando-a a escassos centímetros do chão
- Agora deves estar a achar que sou uma idiota por tudo isto… - diz Adriana já no chão
- Eu não tou pensando você é mesmo! Pensei que tudo o que aconteceu nestes três meses era suficiente para você cá ou lá querer lutar por nós – diz David
- Muito engraçadinho! – Adriana passa-lhe os dedos na ponta fria do nariz – Idiota mas tu gostas! – Adriana faz-lhe pirraça
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Comunicado
Peço desculpa por não postar a continuação de um capítulo em que o titulo é "Reencontro", mas não se trata de querer descançar ou manter-vos "presos" mas é que o meu "querido" Word voltou-me a trair e não guardou (novamente) aquilo que estive a escrever e corrigir durante horas.
Peço-vos um pouco de compreensão mas de facto não é má fé mas sim um azar (novamente!)
Amanhã espero conseguir postar (finalmente) o reencontro dos dois.
Até amanhá
Beijinhos
E mais uma vez perdoem-me! :D
Peço-vos um pouco de compreensão mas de facto não é má fé mas sim um azar (novamente!)
Amanhã espero conseguir postar (finalmente) o reencontro dos dois.
Até amanhá
Beijinhos
E mais uma vez perdoem-me! :D
Capítulo 63 - Reencontro (Parte II)
Adriana acordou na manhã seguinte e estava muito nervosa. Ela tinha de ganhar coragem para falar com David, dizer-lhe que tinha voltado e que aquilo não passara tudo de uma estupidez e que ela queria ficar com ele, ali ou onde quer que fosse, e para sempre.
Ela enfiou-se no duche, deu uma volta na sua mala, a mesma que levara para Nova Iorque, e procurou uma roupa fresca pois estava em Março, e algum calor já se fazia notar.
Ela vestiu uns jeans, uma t-shirt lisa, um coletezinho com algumas contas, calçou umas botas e colocou um lenço ao pescoço.

Eram nove da manhã quando ela já estava despachada, já estavam a servir os pequenos-almoços portanto há meia hora.
Adriana desceu pelas escadas pois não queria correr o risco de encontrar quem quer que fosse. Quando ia a atravessar o primeiro piso, ouve umas vozes vindas da porta de acesso, ela podia reconhecer aquelas vozes. Eram Andreia e Inês que cochichavam amenamente no corredor e Adriana não resiste a parar para ouvir um pouco.
Ela enfiou-se no duche, deu uma volta na sua mala, a mesma que levara para Nova Iorque, e procurou uma roupa fresca pois estava em Março, e algum calor já se fazia notar.
Ela vestiu uns jeans, uma t-shirt lisa, um coletezinho com algumas contas, calçou umas botas e colocou um lenço ao pescoço.

Eram nove da manhã quando ela já estava despachada, já estavam a servir os pequenos-almoços portanto há meia hora.
Adriana desceu pelas escadas pois não queria correr o risco de encontrar quem quer que fosse. Quando ia a atravessar o primeiro piso, ouve umas vozes vindas da porta de acesso, ela podia reconhecer aquelas vozes. Eram Andreia e Inês que cochichavam amenamente no corredor e Adriana não resiste a parar para ouvir um pouco.
- Nem acredito que ela vai mesmo aparecer na Ellen! Isto é importantíssimo para a carreira dela! – balbuciava Inês muito entusiasmada
- Sim, só espero que seja mesmo importante para a carreira dela para ela estar a arriscar perder o David desta maneira… - revela Andreia num tom de voz preocupado
- Pois é. O Ruben anda preocupadíssimo com ele porque ele tem andado um bocado em baixo… - conta Inês também agora num tom de voz preocupado
- Sabes, eu não conheço muito bem o David mas eu acho que ele estava a gostar dela para valer… - confessa Andreia num timbre sincero e sereno
Adriana contrai-se ligeiramente junto á porta, o seu coração mirra de angústia e ela tenta controlar o batimento nervoso dos seus pés no chão.
- Pois mas eu conheço a Adriana, desde que namoro com o Ruben e ele sempre me disse que este era um dos grandes sonhos dela… Acho que ela não volta! Ela está a viver este sonho na plenitude… Quantas oportunidades como esta ela terá? – pergunta Inês sabendo a resposta à mesma
- Poucas, ou nenhuma, é verdade! Mas será que se ela perder o David, terá a oportunidade de encontrar alguém que a faça tão feliz como ele? – pergunta Andreia também sabendo a resposta á pergunta que fizera
- Sinceramente? Duvido! Acho que ela está mesmo a gostar dele mas só não foi capaz de o admitir na plenitude e usou esta proposta para fugir ao que estava a sentir mas agora que está lá não creio que vá voltar… Ela vive para aquilo! - diz Inês plenamente convencida do que afirmava
- Então acho que tão cedo não vamos ver o antigo David de volta… - diz Andreia um pouco preocupada
- Sinceramente, eu acho que nunca mais vamos ver o antigo David de volta, não sem a Adriana… - estas últimas palavras de Inês ouvem-se desvanecer no ar e depois são seguidas do fechar da porta do elevador
Adriana tinha percebido pela noite anterior que o David não estava no seu melhor, e agora arrependia-se de não ter falado com ele logo na noite anterior. Mas tinha sido uma noite stressante, com muitas emoções e David não lhe parecia no melhor estado, e as palavras de Inês e Andreia só vinham confirmar isso. Mas Adriana sabia que a verdadeira razão para não ter falado com ele na noite anterior chamava-se cobardia, ela tinha medo da maneira como David podia reagir ao seu regresso uma vez que ele não quis falar com ela.
Ela tinha ficado desiludida com a atitude dele mas agora podia compreendê-lo de certa forma, pelo menos fazia um esforço para tal.
O silêncio que se seguiu á conversa das duas amigas, foi interrompida pelas risadas de Ruben e Javi.
Dava para perceber que não estavam sozinhos, que havia mais jogadores mas eles eram os mais audíveis.
Riam à gargalhada á medida que se aproximavam do elevador, e entravam lá dentro quando o elevador dá excesso de carga. Foi Ruben quem se ofereceu para sair e esperar pelo próximo, mas como Adriana já bem o conhecia, Ruben não era de esperar e começa a ouvi-lo cantarolar á medida que se aproxima da porta das escadas.
- Oh she’s a diva! I feel the same and I wanna met her! – ia cantarolando Ruben á medida que dançava, dando á anca rumo à porta das escadas
Adriana sente a sua aproximação e fica muito atrapalhada, tenta esconder-se, mas no meio de tanta atrapalhação em subir para cima ou para baixo acaba escondendo-se atrás da porta.
Ruben entra disparado, empurrando a porta para trás com toda a força e acaba acertando em Adriana que se verga com dor e refila com ele
- Olha lá não vês por onde andas? – pergunta Adriana irritada a Ruben que já tinha iniciado a descida das escadas, mas sem esconder um sorriso por o ver
- TU? – ele esfrega os olhos – Eu estou a ver bem? És mesmo tu? – pergunta Ruben meio extasiado, parado no meio das escadas e olhando para o topo das mesmas onde ela se encontrava sorrindo na sua direcção
- Sim, claro que sou eu! Havia de ser quem? O Papa, queres ver? – diz Adriana muito despachada
- Oh Meu Deus! Tu voltas-te! – Ruben sobe as escadas a correr e abraça Adriana
Adriana partira há poucos dias mas as saudades pareciam de uma eternidade. Ele abraçava-a e percorria as costas dela com as mãos para ter a certeza de que aquilo não era um sonho.
- Isso era tudo saudades? – pergunta Adriana ironicamente
- Nem imaginas quanto! – revela Ruben continuando a abraçá-la fortemente nos seus braços
- Ainda bem! – Adriana abraço-o também contra si, ela adorava-o e por muito que pudessem discutir, ou ter os seus arrufos eles adoravam-se
- Temos de ir já ter com os outros! – diz Ruben muito entusiasmado e puxando por ela
- ESPERA! – diz Adriana desesperada travando-lhe o movimento – Não posso ir ter com os outros… Não enquanto não tiver ganho coragem para aparecer e falar com o David…
- Mas Adriana, ele anda desesperado vai passar-se quando te vir! – diz Ruben entusiasmado
- Ele está muito mal? – pergunta Adriana receando a resposta dele
- Oh não se pode dizer que esteja radiante com a tua ida e muito menos com o facto de não lhe atenderes as chamadas… Ele ficou desiludido… - confidencia Ruben
- Agora é que perdi mesmo a coragem… Não o queria desiludir mas foi-me difícil atender… Não sabia o que dizer… - diz Adriana desolada
- Senão sabes o que dizer o que é que te fez voltar? – pergunta Ruben tentando chamá-la á razão
- Tu sabes… - Ruben olha para ela esperando uma confirmação - … o David! – responde Adriana num tom de voz óbvio
- Então? Estás á espera do quê para ires ser feliz? – pergunta-lhe ele
- De coragem! De coragem! – balbucia ela em palavras sumidas – Olha, faz assim vai ter com eles eu vou ganhar coragem! Prometo que sim! Dá-me só um tempinho e não digas que voltei, por favor! – pede Adriana
- Se é a tua vontade mas não vou esperar muito… - afirma Ruben convicto das suas palavras – Vamos tomar o pequeno-almoço e eu vou esperar até lá… Despacha-te! – Ruben dá-lhe um beijo no rosto e vira-lhe costas mas lembra-se de um aviso e volta ligeiramente uns passos atrás – Outra coisa! Se voltaste para não ficar com ele, então nem apareças ao pé dele e enfia-te de novo no primeiro avião para Nova Iorque… Desculpa mas ele também é o meu melhor amigo! – Ruben sai descendo o resto das escadas num passo apressado
Adriana podia compreender o lado de Ruben. Chamava-se lealdade ao acto dele, e eles eram melhores amigos mas ele também devia a mesma lealdade a David, e ele estava a ser justo com os dois, avisou Adriana, protegendo David, e deu-lhe um prazo, certificando-se de que ninguém sairia magoado.
Capítulo 63 - Reencontro (Parte I)
Estava um fim de tarde lindo em Lisboa e Adriana aterrava no aeroporto, ela rezava para ainda conseguir chegar a horas a Guimarães e enfia-se no primeiro táxi que consegue apanhar no aeroporto.
- Oiça! Eu quero ir o mais depressa possivel para Guimarães, pago o que for preciso! – diz Adriana ao taxista
- Muito bem menina! Quer ir para que zona de Guimarães? – pergunta o Sr. José, era o nome que se podia ler no cartão colado junto ao taxímetro
- Quero ir para o hotel onde está a equipa do Benfica, é muito urgente! – diz Adriana desesperada para que o Sr. José arranca-se de uma vez
- Benfica menina? Qual é a pressa? – pergunta o Sr.José curioso e ligando o carro
- Se eu lhe contar promete que não conta a ninguém? – pergunta Adriana muito simpática
- Oh menina por amor de Deus! Sou um túmulo! – declara o taxista
- Vou atrás do homem da minha vida! Agora siga! Siga! – dizia Adriana muito feliz e quando já se vê a caminho conta o resto da sua historia com David
Adriana chega quatro horas e meia depois a Guimarães, a viajem pareceu até bem rápida porque Adriana veio o caminho todo a ouvir o relato do jogo e a falar do David e do Benfica com o Sr. José.
Adriana entra disparada no hotel e o jogo já tinha acabado mas ela não via nenhum sinal dos jogadores ou equipa técnica.
Ela olha para a recepção e estava vazia, mas um barulhinho de fundo, marcado por risos, aplausos e cantorias, vem lá de fora. Ela podia reconhece-lo, eram os jogadores e a equipa técnica.
Adriana não queria ser vista assim, não queria fazer uma surpresa assim de chofre por isso esconde-se de maneira a que ninguém a pudesse ver.
Na frente seguiam todas as mulheres dos jogadores, que sobem logo no elevador, Adriana pode concluir que não estariam nos quartos com os respectivos como seria obvio, mais atrás vê Javi, Savi, Aimar e mais uns tantos aos saltos comemorando a vitória. Acabam todos por passar e subir para os quartos. David vinha em último, ao lado do treinador, que lhe diz qualquer coisa e sobe deixando-o sozinho no corredor.
David abre o telemóvel, olha para o monitor, parecia querer fazer alguma coisa, mas talvez invadido por uma onde de cobardia, ou então meramente fruto da imaginação de Adriana, ele fecha-o e muito cabisbaixo segue para o elevador.
Adriana tentava ganhar coragem para se dirigir a ele mas ela achava que havia maneiras e maneiras de se fazerem as coisas e se de facto ele estava mesmo magoado com ela talvez fosse melhor esperar que ele visse o programa da Ellen no dia seguinte.
Ele finalmente sobe sozinho o elevador e Adriana garantindo que mais ninguém estava lá dirige-se ao balcão.
- Boa noite! Eu precisava de um quarto se faz favor… - pede Adriana educadamente
- Para quantas noites menina? – pergunta o senhor já idoso da recepção
- Só por esta noite… Mas por favor não me ponha no piso dos jogadores do Benfica por favor – pede Adriana
- Concerteza menina! – prontifica-se o empregado – O seu quarto fica no piso 2! Quarto 23!
“Quarto 23? Really? Oh God? Que Karma!” – pensava Adriana aceitando a chave
- Obrigada, resto de boa noite! – diz Adriana dirigindo-se ao elevador
- Obrigada igualmente, boa estadia! – deseja o empregado muito educadamente
Adriana sobe ao segundo piso, o número da porta do quarto fá-la vacilar. Ela fecha os olhos e podia ver aquele número nas costas do seu menino perfeito, com aquela cara de anjo, e jeito de menino. Um sorriso surge-lhe na cara, ela abre os olhos, agarra na chave com força e entra, aquela iria ser sem dúvida uma noite bem dormida no quarto com o número perfeito.
- Oiça! Eu quero ir o mais depressa possivel para Guimarães, pago o que for preciso! – diz Adriana ao taxista
- Muito bem menina! Quer ir para que zona de Guimarães? – pergunta o Sr. José, era o nome que se podia ler no cartão colado junto ao taxímetro
- Quero ir para o hotel onde está a equipa do Benfica, é muito urgente! – diz Adriana desesperada para que o Sr. José arranca-se de uma vez
- Benfica menina? Qual é a pressa? – pergunta o Sr.José curioso e ligando o carro
- Se eu lhe contar promete que não conta a ninguém? – pergunta Adriana muito simpática
- Oh menina por amor de Deus! Sou um túmulo! – declara o taxista
- Vou atrás do homem da minha vida! Agora siga! Siga! – dizia Adriana muito feliz e quando já se vê a caminho conta o resto da sua historia com David
Adriana chega quatro horas e meia depois a Guimarães, a viajem pareceu até bem rápida porque Adriana veio o caminho todo a ouvir o relato do jogo e a falar do David e do Benfica com o Sr. José.
Adriana entra disparada no hotel e o jogo já tinha acabado mas ela não via nenhum sinal dos jogadores ou equipa técnica.
Ela olha para a recepção e estava vazia, mas um barulhinho de fundo, marcado por risos, aplausos e cantorias, vem lá de fora. Ela podia reconhece-lo, eram os jogadores e a equipa técnica.
Adriana não queria ser vista assim, não queria fazer uma surpresa assim de chofre por isso esconde-se de maneira a que ninguém a pudesse ver.
Na frente seguiam todas as mulheres dos jogadores, que sobem logo no elevador, Adriana pode concluir que não estariam nos quartos com os respectivos como seria obvio, mais atrás vê Javi, Savi, Aimar e mais uns tantos aos saltos comemorando a vitória. Acabam todos por passar e subir para os quartos. David vinha em último, ao lado do treinador, que lhe diz qualquer coisa e sobe deixando-o sozinho no corredor.
David abre o telemóvel, olha para o monitor, parecia querer fazer alguma coisa, mas talvez invadido por uma onde de cobardia, ou então meramente fruto da imaginação de Adriana, ele fecha-o e muito cabisbaixo segue para o elevador.
Adriana tentava ganhar coragem para se dirigir a ele mas ela achava que havia maneiras e maneiras de se fazerem as coisas e se de facto ele estava mesmo magoado com ela talvez fosse melhor esperar que ele visse o programa da Ellen no dia seguinte.
Ele finalmente sobe sozinho o elevador e Adriana garantindo que mais ninguém estava lá dirige-se ao balcão.
- Boa noite! Eu precisava de um quarto se faz favor… - pede Adriana educadamente
- Para quantas noites menina? – pergunta o senhor já idoso da recepção
- Só por esta noite… Mas por favor não me ponha no piso dos jogadores do Benfica por favor – pede Adriana
- Concerteza menina! – prontifica-se o empregado – O seu quarto fica no piso 2! Quarto 23!
“Quarto 23? Really? Oh God? Que Karma!” – pensava Adriana aceitando a chave
- Obrigada, resto de boa noite! – diz Adriana dirigindo-se ao elevador
- Obrigada igualmente, boa estadia! – deseja o empregado muito educadamente
Adriana sobe ao segundo piso, o número da porta do quarto fá-la vacilar. Ela fecha os olhos e podia ver aquele número nas costas do seu menino perfeito, com aquela cara de anjo, e jeito de menino. Um sorriso surge-lhe na cara, ela abre os olhos, agarra na chave com força e entra, aquela iria ser sem dúvida uma noite bem dormida no quarto com o número perfeito.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Capítulo 62 - Ele não quis falar comigo...
Adriana entra no aeroporto disparada, procurava o primeiro balcão disponível onde pudesse fazer o check-in mas as filas eram intermináveis.
“Oh mas que raio! Eu nem devia estar aqui! Eu não devia ter vindo! Eu tenho de pôr-me o mais depressa possivel em Portugal” pensava Adriana ultrapassando e desviando-se das pessoas que se cruzavam no seu caminho
- Excuse me! Excuse me! – dizia afastando-se de um grupo de chineses, que tiravam insistentemente fotografias ao tecto do aeroporto, e que não a deixavam passar
Adriana corria, os seus pés vacilavam ligeiramente no chão, e ela quase atropela duas crianças que brincavam no meio do aeroporto.
Finalmente ela vê um balcão que parecia ser o que tinha menos pessoas, devia ter no máximo umas quinze ou dezasseis pessoas, e Adriana dirige-se a essa fila metendo-se no fim da fila.
Ela esteve por volta de meia hora na fila até conseguir ser atendida.
- Good afternoon, can I help you? – perguntou simpaticamente a moça do balcão de atendimento
- Good afternoon, I want to make my check–in, please – pediu Adriana graciosamente e batendo com os pés no chão nervosamente
- What is your name and your flight? – perguntou a empregada prestável
- Adriana Vale, and my flight is the next one to Lisbon – diz Adriana contorcendo os dedos ansiosa vendo a cara séria da funcionária que teclava no computador.
- I’m sorry but I cannot do the check-in because the plane leaves in two minutes and your luggage was not placed in basements – declara a empregada um pouco incomodada pela cara que Adriana faz
- You do not understand! I really have to board this flight! – dizia Adriana desesperada
- Sorry, Miss Adriana but this is impossible. But I can score you a ticket on the next flight. – acrescenta a moça muito sorridente
- Listen! Get me a flight that takes me as soon as possible to Portugal – pede Adriana já muito desesperada
- The next flight is tomorrow at 6 a.m!
- Only? You do not have anything earlier? – pergunta Adriana muito indignada e já suspirando por tudo o que era lado
- No, I am very sorry – diz a empregada um pouco cabisbaixa
- Okay. No problem. I'll take that! – diz Adriana já “por tudo”
Adriana acerta os restantes pormenores da passagem e senta-se no aeroporto. Ela não fazia a mínima tenção de regressar ao hotel. Ela sabia que não era por ali ficar a noite toda que o tempo passaria mais depressa mas ela gostava de acreditar que sim.
Adriana procura nos bolsos das suas calças o telemóvel, apalpava todos os bolsos e nem sinal dele, resolve procurar na barafunda que era a sua mala, e pobre coitado. Lá estava ele, bem no fundo, soterrado no meio de batons, maços de lenços de papel, agenda e meia dúzia de canetas.
Adriana agarra nele, pensa em telefonar a David para lhe dizer que iria voltar mas a verdade é que ela não fazia a mínima ideia de que horas seriam em Lisboa, e além disso seria muito mais giro surgir de surpresa.
“Mas e se ele não gostar da surpresa? Ai Adriana vá lá! Ele ama-te já o disse montes de vezes! E eu nem lhe disse uma única vez… É a primeira coisa que vou fazer quando lá chegar! Dizer-lhe que o amo! ” pensava Adriana ao mesmo tempo que tinha o telemóvel aberto à sua frente
Adriana começa a correr a lista dos seus contactos, ela precisava de saber se quando aterra-se em Portugal ele estaria em jogo, em estágio ou simplesmente estaria lá, por sorte ou destino, à espera dela, mesmo não sabendo da sua chegada.
A primeira que pessoa que lhe ocorre ligar é a Inês, mas ela desmanchar-se-ia ao Ruben e ele ao David, e essa não era de todo a sua ideia, depois pensou em ligar á Romanella mas tinha medo que ela também pudesse dizer mais do que aquilo que devia. A escolha parece-lhe então óbvia! Ligaria a Andreia para saber como todos estavam e como quem não quer a coisa ficaria a saber onde ele estaria aquando do seu regresso.
O telefone chamava o seu nervosismo aumentava pouco a pouco, a cada sinal de estar a chamar, o seu corpo tremia, os seus pés oscilavam no chão, e as suas unhas batiam ritmadas e nervosamente na superfície da cadeira ao seu lado. Finalmente do lado de lá alguém atende.
- Estou sim? – pergunta Andreia apesar de ter visto no visor que era Adriana
- Olá Andreia! Sou eu a Adriana! Tudo bem? – pergunta Adriana atenciosa
- Eu sei que és! Tudo e contigo, miúda? – pergunta Andreia sorridente
- Tudo bem… Espero não te ter acordado mas não sei que horas são aí…- diz Adriana num tom monocórdico
- São 23 horas! Acordares-me? Está tudo aqui numa animação, porque o mister deu uma folguinha antes do jogo de amanhã, está tudo aqui a relaxar num jantarzito – declara Andreia muito descontraidamente
Perante a declaração de Andreia, Adriana congela, e o silêncio impera do lado de cá do telefone.
“TUDO? Ela disse TUDO? Tudo o quê? Todo o plantel? Todas as namoradas dos jogadores? Tudo quem? Não podia ter sido mais específica?! ” pensava Adriana desesperando
- Ei? Estás aí? – perguntava Andreia perante o silêncio que se impusera
- Sim estou! – consegue por fim Adriana dizer
- Ah como te calas-te! Disse alguma coisa de mal? – disse Andreia
- Não não disseste nada de mal… Eles jogam amanhã? – perguntava Adriana tentanto saber o que queria mas sem levantar suspeitas
- Sim jogam, estamos todos aqui em Guimarães no hotel de sempre… Está tudo super entusiasmado com o jogo! – diz Andreia rindo-se de uma palhaçada que Ruben fizera do lado de lá do telefone
- Ah, ainda bem! Esse é que é o espírito! Posso fazer-te uma pergunta Andreia? Mas responde só se sim ou não! Por favor! Ele está aí? – pergunta Adriana curiosa relativamente a David
- Sim, ele não tem andado bem… Esta sempre calado, já não diz aquelas piadas parvas… - diz Andreia muito baixinho – E ficou pior desde que não lhe atendeste a chamada – acrescenta Andreia sussurrando
- Oh Andreia, se tu soubesses o que eu dava para ele não estar assim… Se soubesses… Olha é verdade depois de amanhã, de manhã apareço no programa da Ellen! – diz Adriana mudando de assunto pois a sua voz começava a falhar e os seus olhos começavam a encher-se de lágrimas
- AHHHH! CALA-TE! – Grita Andreia do outro lado do telefone – PESSOAL A ADRIANA VAI APARECER NA ELLEN! – diz aos gritos para todos os que estavam com ela
De repente um murmurinho intenso levanta-se do outro lado do telefone e Adriana podia ouvir tudo o que diziam
- É a Adriana? – perguntava Inês entusiasmada
- Deixa-me falar com ela! – implorava Ruben tentando roubar o telemóvel a Andreia
- Ei calma! – dizia Andreia tentando retomar a conversa com Adriana
- Queria falar com o David, Andreia… - pede Adriana meio a medo
- David, a Adriana quer falar contigo… - diz Andreia a David mas di-lo não muito alto, pelo seu tom de voz Adriana pode concluir que ele estava perto
- Eu estou cansado! Vou subir, com licença! – diz David, ignorando o que Andreia diz e atirando o guardanapo para cima da mesa, levantando-se.
O tom de David foi audível por Adriana do outro lado do telefone.
- Ele disse que… - dizia Andreia mas Adriana interrompe-a
- Ele não quis falar comigo... Eu percebi! – diz Adriana triste
- Nada disso! Ele só não está bem, dá-lhe um tempo… - pede Andreia num tom de voz compreensivo
- Eu dou-lhe todo o tempo do mundo… Vou desligar! Beijinhos! – diz Adriana antes de as primeiras lágrimas lhe cruzarem o rosto
- Vamos todos ver-te na Ellen, estão todos a mandar beijinhos! – diz Andreia seguida de um enorme murmurinho de “beijinhos” do qual David não fazia parte
“Oh mas que raio! Eu nem devia estar aqui! Eu não devia ter vindo! Eu tenho de pôr-me o mais depressa possivel em Portugal” pensava Adriana ultrapassando e desviando-se das pessoas que se cruzavam no seu caminho
- Excuse me! Excuse me! – dizia afastando-se de um grupo de chineses, que tiravam insistentemente fotografias ao tecto do aeroporto, e que não a deixavam passar
Adriana corria, os seus pés vacilavam ligeiramente no chão, e ela quase atropela duas crianças que brincavam no meio do aeroporto.
Finalmente ela vê um balcão que parecia ser o que tinha menos pessoas, devia ter no máximo umas quinze ou dezasseis pessoas, e Adriana dirige-se a essa fila metendo-se no fim da fila.
Ela esteve por volta de meia hora na fila até conseguir ser atendida.
- Good afternoon, can I help you? – perguntou simpaticamente a moça do balcão de atendimento
- Good afternoon, I want to make my check–in, please – pediu Adriana graciosamente e batendo com os pés no chão nervosamente
- What is your name and your flight? – perguntou a empregada prestável
- Adriana Vale, and my flight is the next one to Lisbon – diz Adriana contorcendo os dedos ansiosa vendo a cara séria da funcionária que teclava no computador.
- I’m sorry but I cannot do the check-in because the plane leaves in two minutes and your luggage was not placed in basements – declara a empregada um pouco incomodada pela cara que Adriana faz
- You do not understand! I really have to board this flight! – dizia Adriana desesperada
- Sorry, Miss Adriana but this is impossible. But I can score you a ticket on the next flight. – acrescenta a moça muito sorridente
- Listen! Get me a flight that takes me as soon as possible to Portugal – pede Adriana já muito desesperada
- The next flight is tomorrow at 6 a.m!
- Only? You do not have anything earlier? – pergunta Adriana muito indignada e já suspirando por tudo o que era lado
- No, I am very sorry – diz a empregada um pouco cabisbaixa
- Okay. No problem. I'll take that! – diz Adriana já “por tudo”
Adriana acerta os restantes pormenores da passagem e senta-se no aeroporto. Ela não fazia a mínima tenção de regressar ao hotel. Ela sabia que não era por ali ficar a noite toda que o tempo passaria mais depressa mas ela gostava de acreditar que sim.
Adriana procura nos bolsos das suas calças o telemóvel, apalpava todos os bolsos e nem sinal dele, resolve procurar na barafunda que era a sua mala, e pobre coitado. Lá estava ele, bem no fundo, soterrado no meio de batons, maços de lenços de papel, agenda e meia dúzia de canetas.
Adriana agarra nele, pensa em telefonar a David para lhe dizer que iria voltar mas a verdade é que ela não fazia a mínima ideia de que horas seriam em Lisboa, e além disso seria muito mais giro surgir de surpresa.
“Mas e se ele não gostar da surpresa? Ai Adriana vá lá! Ele ama-te já o disse montes de vezes! E eu nem lhe disse uma única vez… É a primeira coisa que vou fazer quando lá chegar! Dizer-lhe que o amo! ” pensava Adriana ao mesmo tempo que tinha o telemóvel aberto à sua frente
Adriana começa a correr a lista dos seus contactos, ela precisava de saber se quando aterra-se em Portugal ele estaria em jogo, em estágio ou simplesmente estaria lá, por sorte ou destino, à espera dela, mesmo não sabendo da sua chegada.
A primeira que pessoa que lhe ocorre ligar é a Inês, mas ela desmanchar-se-ia ao Ruben e ele ao David, e essa não era de todo a sua ideia, depois pensou em ligar á Romanella mas tinha medo que ela também pudesse dizer mais do que aquilo que devia. A escolha parece-lhe então óbvia! Ligaria a Andreia para saber como todos estavam e como quem não quer a coisa ficaria a saber onde ele estaria aquando do seu regresso.
O telefone chamava o seu nervosismo aumentava pouco a pouco, a cada sinal de estar a chamar, o seu corpo tremia, os seus pés oscilavam no chão, e as suas unhas batiam ritmadas e nervosamente na superfície da cadeira ao seu lado. Finalmente do lado de lá alguém atende.
- Estou sim? – pergunta Andreia apesar de ter visto no visor que era Adriana
- Olá Andreia! Sou eu a Adriana! Tudo bem? – pergunta Adriana atenciosa
- Eu sei que és! Tudo e contigo, miúda? – pergunta Andreia sorridente
- Tudo bem… Espero não te ter acordado mas não sei que horas são aí…- diz Adriana num tom monocórdico
- São 23 horas! Acordares-me? Está tudo aqui numa animação, porque o mister deu uma folguinha antes do jogo de amanhã, está tudo aqui a relaxar num jantarzito – declara Andreia muito descontraidamente
Perante a declaração de Andreia, Adriana congela, e o silêncio impera do lado de cá do telefone.
“TUDO? Ela disse TUDO? Tudo o quê? Todo o plantel? Todas as namoradas dos jogadores? Tudo quem? Não podia ter sido mais específica?! ” pensava Adriana desesperando
- Ei? Estás aí? – perguntava Andreia perante o silêncio que se impusera
- Sim estou! – consegue por fim Adriana dizer
- Ah como te calas-te! Disse alguma coisa de mal? – disse Andreia
- Não não disseste nada de mal… Eles jogam amanhã? – perguntava Adriana tentanto saber o que queria mas sem levantar suspeitas
- Sim jogam, estamos todos aqui em Guimarães no hotel de sempre… Está tudo super entusiasmado com o jogo! – diz Andreia rindo-se de uma palhaçada que Ruben fizera do lado de lá do telefone
- Ah, ainda bem! Esse é que é o espírito! Posso fazer-te uma pergunta Andreia? Mas responde só se sim ou não! Por favor! Ele está aí? – pergunta Adriana curiosa relativamente a David
- Sim, ele não tem andado bem… Esta sempre calado, já não diz aquelas piadas parvas… - diz Andreia muito baixinho – E ficou pior desde que não lhe atendeste a chamada – acrescenta Andreia sussurrando
- Oh Andreia, se tu soubesses o que eu dava para ele não estar assim… Se soubesses… Olha é verdade depois de amanhã, de manhã apareço no programa da Ellen! – diz Adriana mudando de assunto pois a sua voz começava a falhar e os seus olhos começavam a encher-se de lágrimas
- AHHHH! CALA-TE! – Grita Andreia do outro lado do telefone – PESSOAL A ADRIANA VAI APARECER NA ELLEN! – diz aos gritos para todos os que estavam com ela
De repente um murmurinho intenso levanta-se do outro lado do telefone e Adriana podia ouvir tudo o que diziam
- É a Adriana? – perguntava Inês entusiasmada
- Deixa-me falar com ela! – implorava Ruben tentando roubar o telemóvel a Andreia
- Ei calma! – dizia Andreia tentando retomar a conversa com Adriana
- Queria falar com o David, Andreia… - pede Adriana meio a medo
- David, a Adriana quer falar contigo… - diz Andreia a David mas di-lo não muito alto, pelo seu tom de voz Adriana pode concluir que ele estava perto
- Eu estou cansado! Vou subir, com licença! – diz David, ignorando o que Andreia diz e atirando o guardanapo para cima da mesa, levantando-se.
O tom de David foi audível por Adriana do outro lado do telefone.
- Ele disse que… - dizia Andreia mas Adriana interrompe-a
- Ele não quis falar comigo... Eu percebi! – diz Adriana triste
- Nada disso! Ele só não está bem, dá-lhe um tempo… - pede Andreia num tom de voz compreensivo
- Eu dou-lhe todo o tempo do mundo… Vou desligar! Beijinhos! – diz Adriana antes de as primeiras lágrimas lhe cruzarem o rosto
- Vamos todos ver-te na Ellen, estão todos a mandar beijinhos! – diz Andreia seguida de um enorme murmurinho de “beijinhos” do qual David não fazia parte
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Capítulo 61 - Hora de decisão (Parte II)
...os lábios de ambos já roçavam e Diogo preparava-se para unir as duas bocas mas Adriana tinha um único pensamento, David, e desvia a cara para o lado antes de Diogo a conseguir beijar.
- Para que é que precisas de saber isso? – pergunta Adriana afastando-se dele
- Porque tenho que ter a certeza que não te vou oferecer de mão beijada aquele gajo quando ainda tinha alguma hipótese… - diz Diogo incomodado
- Desculpa mas não estou a perceber… - diz Adriana confusa
- Eu vou agora dizer uma coisa que nunca pensei dizer mas eu já percebi que é o correcto – Diogo faz uma pequena pausa e enche os pulmões de ar – Eu fui um idiota contigo, uma besta durante todo este tempo, e sempre te amei, apesar de todos os disparates que fazia, porque achava que te tinha segura, que ias ser minha para sempre, que ias esperar por mim para sempre. E agora eu olho e vejo que tu estás a sentir exactamente o mesmo que eu em relação ao David. Tu ama-lo, aliás vocês amam-se e só um cego é que não consegue ver isso. E porque eu quero que sejas feliz, e que não faças ao David aquilo que te fiz a ti, fazê-lo esperar por ti quando na verdade estás ansiosa de ser dele, por isso eu peço-te que reconsideres se é mesmo isto que queres… Abdicares dele por este sonho, um sonho que já nem te faz sorrir, já nem te faz feliz… Nunca te vi assim… - diz Diogo com um olhar muito sincero
- Isso é porque eu nunca estive assim… - diz Adriana com os olhos rasos de lágrimas e pregues ao chão
- Ouve se há coisa que eu aprendi é que amar é arriscar ser magoado e vale a pena correr esse risco porque na dor surge um amor mais especial e construir pontes é muito melhor que construir paredes. E expressar amor exige tempo e empenho. É algo mais do que pensar em amor; as acções são importantes. Pequenas coisas, pequenas expressões de amor, dão sabor á vida e tu não podes ter isso longe do David, porque o teu rosto perde expressão, a tua vida perde expressão e os teus sonhos também… Isto deve ser provavelmente a coisa mais difícil que eu fiz até hoje mas por favor, e senão o fizeres por mim fá-lo pelo David, enfia-te no primeiro avião para Portugal e vai ter com ele! Vive a vida e por favor, sê feliz! Eu amo-te e tudo o que eu quero é ver-te feliz mesmo que seja com ele… - confessa Diogo já quase lavado em lágrimas
Adriana nunca tinha visto Diogo a ser tão sincero a ser dono de um gesto tão altruísta como aquele que acabava de fazer e isso surpreendeu-a pois conseguiu reconhecer o “antigo Diogo” não o “antigo Diogo – namorado” o “antigo Diogo – amigo”.
O Diogo, o grande amigo por quem ela em tempos se apaixonara estava ali de novo em frente dela.
- Obrigada… Obrigada… - Adriana deixava os seus grandes olhos castanhos derramarem as lágrimas que os estavam a inundar e turvavam a visão
- Não tens de agradecer! Só quero que sejas feliz! – Diogo abraça-a e Adriana sente-se um pouco mais em casa.
Tudo estava a tomar o seu percurso normal. Diogo abandona o quarto e deixa então Adriana em mãos com uma decisão.
Eram já três da tarde quando Adriana já tinha lido o contracto dez vezes e juntamente com Diogo se volta a reunir em Juilliard, no gabinete do Director Charles.
- Well, I hope that no cause of the contracts has displeased – disse o Director Charles num tom muito intimidador
- No, Mr. Charles – diz Diogo intimidado
- It's all right – diz Adriana num tom de voz inexpressivo e perdido
- So therefore we will sign them – anuncia o Director num tom de voz muito satisfeito
O Director assina primeiro o de Diogo e passa-lho e ele imita a acção do director, assinando-o sem qualquer hesitação. Depois agarra no de Adriana e assina-o passando-o de seguida para Adriana que já tinha uma caneta na mão.
Adriana tremia que nem varas verdes, e esteve mais de um minuto com o bico da caneta assente na linha de assinatura mas foi incapaz de usá-la para fazer um movimento que fosse.
- It's okay, Miss Adriana? – pergunta o Director Charles reparando na hesitação dela em assinar o contracto.
Adriana olha para Diogo que estava sentado do seu lado esperando que Adriana não assina-se aquele papel. Ela não sabia o que fazer, ainda não tinha tomado nenhuma decisão.
- Yes, it’s allright! - diz Adriana sem tirar os olhos da caneta que lhe tremia nas mãos
Começa a pensar em tudo, como estava antes de David, o que tinha vivido com ela e onde tinha chegado até agora. Como é que de repente tinha tudo o que sempre sonhou e isso lhe sabia a tão pouco, a nada na verdade.
Adriana toma uma decisão!
- I’m sorry Mr. Charles but I can’t accept this billow. I have to say thank you for this opportunity but I'm not prepared. – diz afastando o contracto de si e fechando a caneta
- Of course you are my dear! This is your dream! – diz o Director um pouco confuso
- No, this was my dream! Not any longer, not without those I love, by my side. Thanks anyway – levantando-se e olhando para Diogo que lhe sorria orgulhoso da sua atitude
- You know, Miss Adriana, there is one thing that I admire more than a great talent. A great personality. Congratulations, when you want to go back there will always be a place for you – diz o Director estendendo-lhe a mão para um aperto de mão
- Thank you so much! – diz Adriana apertando-lhe a mão gratamente
- Vai para o aeroporto! Ainda vais a tempo de apanhar o teu avião… - diz Diogo abraçando-a
- Qual avião? – pergunta Adriana surpresa
- Eu reservei-te a passagem, mandei para lá as tuas coisas eu sabia que ias tomar a decisão certa – confessa diogo
- Obrigada! A sério! – agradece Adriana
- Agora vai! – manda diogo
- Fui! Adeus! Obrigada! – grita Adriana saindo a correr do escritório do director.
Adriana corria pelos corredores de Juilliard, e na saída principal esbarra com Sara.
- Ei! Onde é que vais? – pergunta sara ainda meio tonta do encontrão
- VOU SER FELIZ! – grita Adriana com um enorme sorriso na cara e enfiando-se no primeiro táxi que aparece
- Para que é que precisas de saber isso? – pergunta Adriana afastando-se dele
- Porque tenho que ter a certeza que não te vou oferecer de mão beijada aquele gajo quando ainda tinha alguma hipótese… - diz Diogo incomodado
- Desculpa mas não estou a perceber… - diz Adriana confusa
- Eu vou agora dizer uma coisa que nunca pensei dizer mas eu já percebi que é o correcto – Diogo faz uma pequena pausa e enche os pulmões de ar – Eu fui um idiota contigo, uma besta durante todo este tempo, e sempre te amei, apesar de todos os disparates que fazia, porque achava que te tinha segura, que ias ser minha para sempre, que ias esperar por mim para sempre. E agora eu olho e vejo que tu estás a sentir exactamente o mesmo que eu em relação ao David. Tu ama-lo, aliás vocês amam-se e só um cego é que não consegue ver isso. E porque eu quero que sejas feliz, e que não faças ao David aquilo que te fiz a ti, fazê-lo esperar por ti quando na verdade estás ansiosa de ser dele, por isso eu peço-te que reconsideres se é mesmo isto que queres… Abdicares dele por este sonho, um sonho que já nem te faz sorrir, já nem te faz feliz… Nunca te vi assim… - diz Diogo com um olhar muito sincero
- Isso é porque eu nunca estive assim… - diz Adriana com os olhos rasos de lágrimas e pregues ao chão
- Ouve se há coisa que eu aprendi é que amar é arriscar ser magoado e vale a pena correr esse risco porque na dor surge um amor mais especial e construir pontes é muito melhor que construir paredes. E expressar amor exige tempo e empenho. É algo mais do que pensar em amor; as acções são importantes. Pequenas coisas, pequenas expressões de amor, dão sabor á vida e tu não podes ter isso longe do David, porque o teu rosto perde expressão, a tua vida perde expressão e os teus sonhos também… Isto deve ser provavelmente a coisa mais difícil que eu fiz até hoje mas por favor, e senão o fizeres por mim fá-lo pelo David, enfia-te no primeiro avião para Portugal e vai ter com ele! Vive a vida e por favor, sê feliz! Eu amo-te e tudo o que eu quero é ver-te feliz mesmo que seja com ele… - confessa Diogo já quase lavado em lágrimas
Adriana nunca tinha visto Diogo a ser tão sincero a ser dono de um gesto tão altruísta como aquele que acabava de fazer e isso surpreendeu-a pois conseguiu reconhecer o “antigo Diogo” não o “antigo Diogo – namorado” o “antigo Diogo – amigo”.
O Diogo, o grande amigo por quem ela em tempos se apaixonara estava ali de novo em frente dela.
- Obrigada… Obrigada… - Adriana deixava os seus grandes olhos castanhos derramarem as lágrimas que os estavam a inundar e turvavam a visão
- Não tens de agradecer! Só quero que sejas feliz! – Diogo abraça-a e Adriana sente-se um pouco mais em casa.
Tudo estava a tomar o seu percurso normal. Diogo abandona o quarto e deixa então Adriana em mãos com uma decisão.
Eram já três da tarde quando Adriana já tinha lido o contracto dez vezes e juntamente com Diogo se volta a reunir em Juilliard, no gabinete do Director Charles.
- Well, I hope that no cause of the contracts has displeased – disse o Director Charles num tom muito intimidador
- No, Mr. Charles – diz Diogo intimidado
- It's all right – diz Adriana num tom de voz inexpressivo e perdido
- So therefore we will sign them – anuncia o Director num tom de voz muito satisfeito
O Director assina primeiro o de Diogo e passa-lho e ele imita a acção do director, assinando-o sem qualquer hesitação. Depois agarra no de Adriana e assina-o passando-o de seguida para Adriana que já tinha uma caneta na mão.
Adriana tremia que nem varas verdes, e esteve mais de um minuto com o bico da caneta assente na linha de assinatura mas foi incapaz de usá-la para fazer um movimento que fosse.
- It's okay, Miss Adriana? – pergunta o Director Charles reparando na hesitação dela em assinar o contracto.
Adriana olha para Diogo que estava sentado do seu lado esperando que Adriana não assina-se aquele papel. Ela não sabia o que fazer, ainda não tinha tomado nenhuma decisão.
- Yes, it’s allright! - diz Adriana sem tirar os olhos da caneta que lhe tremia nas mãos
Começa a pensar em tudo, como estava antes de David, o que tinha vivido com ela e onde tinha chegado até agora. Como é que de repente tinha tudo o que sempre sonhou e isso lhe sabia a tão pouco, a nada na verdade.
Adriana toma uma decisão!
- I’m sorry Mr. Charles but I can’t accept this billow. I have to say thank you for this opportunity but I'm not prepared. – diz afastando o contracto de si e fechando a caneta
- Of course you are my dear! This is your dream! – diz o Director um pouco confuso
- No, this was my dream! Not any longer, not without those I love, by my side. Thanks anyway – levantando-se e olhando para Diogo que lhe sorria orgulhoso da sua atitude
- You know, Miss Adriana, there is one thing that I admire more than a great talent. A great personality. Congratulations, when you want to go back there will always be a place for you – diz o Director estendendo-lhe a mão para um aperto de mão
- Thank you so much! – diz Adriana apertando-lhe a mão gratamente
- Vai para o aeroporto! Ainda vais a tempo de apanhar o teu avião… - diz Diogo abraçando-a
- Qual avião? – pergunta Adriana surpresa
- Eu reservei-te a passagem, mandei para lá as tuas coisas eu sabia que ias tomar a decisão certa – confessa diogo
- Obrigada! A sério! – agradece Adriana
- Agora vai! – manda diogo
- Fui! Adeus! Obrigada! – grita Adriana saindo a correr do escritório do director.
Adriana corria pelos corredores de Juilliard, e na saída principal esbarra com Sara.
- Ei! Onde é que vais? – pergunta sara ainda meio tonta do encontrão
- VOU SER FELIZ! – grita Adriana com um enorme sorriso na cara e enfiando-se no primeiro táxi que aparece