Hora de almoço, saída da escola:
Débora – Estás marcada! Na minha lista negra! Não me contas-te nada!
Adriana – Deixa de choramingar! Contei-te o essencial! Beijámo-nos e pronto!
Débora – Ya… Pensava que era a tua melhor amiga. Enfim… Onde é que vamos almoçar?
Adriana – Não sei… Por aí…
Débora – Vê lá se tiveres alguma coisa combinada com o senhor caracóis estás à vontade para deixares a tua melhor amiga agarrada!
Adriana – Não sejas injusta! Até parece!
Telemóvel de Adriana toca.
Adriana – Estou? Olá! Sim cheguei bem… Um bocadinho atrasada mas não houve stress. Sim vou almoçar com a Débora… À tarde tenho ginásio… Sim, fica ao pé da minha casa… Claro! Okay, então eu espero lá por ti. Adeus. Beijinhos!
Débora – Já vi que esta noite jantar contigo é melhor esquecer né?
Adriana – Ele convidou-me para irmos sair… Desculpa!
Débora – Vês? Já estou mesmo a ver como é que eu vou ficar no meio disto tudo…
Adriana – Estás com ciúmes Débora?
Débora – Claro! Como é que eu vou competir com um jogador de futebol pela minha melhor amiga, explicas-me?
Adriana – Não é nenhuma competição! Tu és a minha melhor amiga e ele é um amigo. Tu não me vais perder! Eu não me vou embora! Nem que me mandes embora da tua vida! Eu não vou!
Débora – Tens razão, estou a ser parva e ciumenta! (abraçam-se) Vamos mas é almoçar…Adriana – Saladas?
Débora – Fala por ti! Quero um hambúrguer daqueles bem grandes!
Adriana – Gorda! (brincando)
Débora – Deixa! Logo á tarde queimamos tudo no ginásio….
Adriana – Ya! Comes um hambúrguer o saco de kickboxing é que paga…
4h da tarde, ginásio:
Débora – Ai, já não aguento mais esta passadeira… Dói-me as pernas!
Adriana – Pois… Comes-te aquele hambúrguer e as batatas e agora não podes com o cu!
Débora – Cala-te pá! Soube-me bem!
Adriana – Mas agora dói-te tudo! (dá uma serie de cinco socos no saco)
Débora – Não sei como é que tens tanta energia e força para bateres nesse saco se só comeste uma salada…
Adriana – Não tem nada a ver com o que comi! Tem a ver com a regularidade com que se faz exercício e eu todos os dias exercito os meus golpes de kickboxing.
Débora – Ah eu também todos os dias! (ironiza) Já não posso mais (desliga a passadeira e sai dela colocando-se perto de Adriana enquanto esta segue pontapeando e soqueando o saco)Adriana… (sussurrando)
Adriana – Vais pedir alguma coisa já sei… (pontapé do saco)
Débora – Ia pedir-te que me contasses como foi mas como já percebi que não o vais fazer… Queria perguntar-te uma coisa…
Adriana – Vai sair disparate, aposto! Mas vá… Chuta! (dá mais dois socos com o mesmo punho no saco)
Débora – Gostas dele?
Adriana olha para Débora com os olhos muito arregalados de surpresa pela pergunta da melhor amiga e acaba levando com o saco de areia na cabeça quando este regressava para outro soco que o afastasse, soco esse que não aconteceu.
Adriana – Ai!
Débora – Estás bem?
Adriana – Estou óptima! (esfregando a cabeça) Devo ficar com um galo lindo! Obrigadinha por me teres distraído… Que pergunta idiota!
Débora – Desculpa (rindo-se) Mas a minha pergunta é simples…
Adriana – Não não é! (volta a soquear o saco)
Débora – É sim…Só tens de dizer se sim ou não…
Adriana – Uma coisa eu tenho a certeza… Já não gosto do Diogo mas também não gosto do David conheço-o nem há uma semana como é que posso saber se gosto dele? (dá dois pontapés laterais no saco cada vez com mais raiva)
Débora – Não sentis-te nada com o beijo?
Adriana – Não sei… A verdade é que uma relação assim não vai funcionar! Eu jamais namoraria com um jogador, vai contra tudo aquilo em que acredito por isso não quero pensar em apaixonar-me … Este encontro tem um único propósito! (faz uma sequencias rápida de socos cada vez mais agressivos)
Débora – Ai sim? Qual?
Adriana – Devolver-lhe a camisola que a seguir ao meu almoço ficou em casa, lavadinha e passadinha a ferro. Só isso! Depois disso juro que nunca mais o vejo! Eu não me posso apaixonar por ele… (soco com muita força)
Débora – Isto é se já não estiveres…
Adriana – NÃO ESTOU! (gritou irritada)
Adriana tomou o caminho para os balneários, a meio do caminho foi tirando as luvas e atirou-as para o chão mas quando passou pela entrada do ginásio em caminho para os balneários chocou com uma pessoa.
David – Você tem de parar de vir sempre contra mim…
Adriana – Desculpa… Já aqui estás?
David – Sim. Me despachei mais cedo dos treinos e vim andando… Você parece um pouco chateada, foi alguma coisa que eu fiz? (perguntou receoso)
Adriana – Não, não é nada contigo… Dá-me só 5 minutos para eu tomar um banho e depois vamos a minha casa buscar a tua t-shirt. (disse friamente)
David – Ok, eu espero lá fora… (desiludido)
Balneário:
Adriana já tinha tomado o seu duche e preparava-se para se vestir quando Débora entra.
Débora – O que é que foi aquilo ali dentro?
Adriana – Estava farta do assunto… Se eu disse que não, é não! Não insistas…
Débora – Eu vi nos teus olhos Adriana… Tu estás a começar a gostar dele por isso é que ficas-te tão incomodada…
Adriana – Não Débora não pode ser… E se estiver então vou ter de deixar! É impossível!
Débora – Não sejas teimosa! Não ajas assim só porque ele é jogador e tu não acreditas nesse tipo de relação… O coração não escolhe e ele pode ser a pessoa certa para ti… Não recuses as águas com medo de te afogar porque quando aprenderes a nadar a sensação é maravilhosa…
Adriana – Obrigada melhor amiga! Obrigada! (abraça-se a ela)
Débora – Se me queres agradecer despacha-te porque ele está lá fora e está uma pilha de nervos! Já se levantou e sentou 20 vezes!
Adriana deixa que os cantos da sua boca se levantem num sorriso tímido e apressa-se a arranjar-se.
Débora – Pensa no que eu te disse… Com carinho.
Adriana – Eu já pensei tudo o que havia para pensar… Isto tudo, a nossa amizade foi um enorme erro… Nós não temos nada a ver um com o outro…Somos demasiado diferentes e isto não passa tudo de uma fantasia estúpida. Afinal ele é o David Luiz... Eu ainda acredito em quê? No Pai Natal? Hoje devolvo-lhe a camisola e cada um segue o seu caminho. (dá um beijo na cara de Débora) Até logo fofinha!
Débora – Até logo amor! (Adriana sai) Se bem te conheço ainda te vais arrepender… (já sozinha)
"A distância pode separar dois olhares, mas nunca dois corações..."
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Capítulo 9 - Amanhecer
Os primeiros raios de luz atravessavam a janela da sala e batiam no rosto ainda adormecido de Adriana. Mas o sol começava a queimar-lhe as pálpebras e pouco a pouco, incomodada pela luz, Adriana acorda e dá-se conta das horas que são ao olhar para o visor do seu telemóvel que permaneceu toda a noite no chão á sua cabeceira no sofá.
Adriana – Porra! Vou chegar atrasada! Muito atrasada!
Adriana começa a correr mas tentando não fazer muito barulho para não acordar David.
Inicia um frenesim na casa de banho, em poucos minutos toma um duche rápido, volta a vestir as calças de ganga que Inês lhe emprestara e os mesmos botins, mas precisava de uma camisola lavada. David disse-lhe que ficasse á vontade para usar o que fosse preciso e ela entra sorrateiramente no quarto dele abre o guarda-vestidos e tira uma t-shirt azul clarinha com uns desenhos gráficos lilases e volta á sala.
Adriana – Como é que eu vou explicar na escola esta roupa? Estou feita ao bife! Isto está-me enorme! Tenho de fazer qualquer coisa!
Adriana agarra e dá um nó no cós das costas da camisola, ficando com um pouco da barriga à mostra.
Adriana – Pelo menos assim parece mais de rapariga…. (tom de voz conformista)
Adriana coloca o relógio no pulso, usa um pouco do seu perfume que traz sempre na mala e está pronta para sair.Antes de o fazer procura um papel e uma caneta na sua mala e escreve um recado nele.
“Obrigada pela noite! Obrigada por tudo! Diverti-me muito! És um rapaz espectacular! Levei uma t-shirt tua, espero que não te importes… Depois devolvo-ta.
Beijinhos
Adriana “
O quarto era envolvido pela respiração pesada de David que dormia que nem um anjo.Entra em bicos de pés no quarto dele para que os saltos não estalassem nas tábuas do soalho de madeira e coloca o bilhete junto ao telemóvel dele na mesa-de-cabeceira.
Adriana vira costas á mesa-de-cabeceira onde abandonara o bilhete quando sente um braço em torno da sua cintura seguido de um enorme puxão.
Adriana – AI!!! (grita)
David sentira a presença dela e deu um enorme salto da cama, pondo as pernas de fora com um único movimento. Pondo-se de pé com outro e agarrando-a com um único braço em torno da sua cintura, meio-despida pela t-shirt “adaptada”, encostando assim a parte de trás do corpo de Adriana ao seu corpo, em tronco nu.
David – Bom dia! (sussurrando-lhe ao ouvido ao mesmo tempo que esconde um sorriso nos cabelos dela)
Adriana – Bom dia! Desculpa se te acordei! (sorrindo também)
David usa o mesmo braço que usou para agarrar Adriana para agora a rodar e colocá-la de frente para si.
Adriana – Não podes fingir que não acordas-te, voltas-te a deitar e depois lês o bilhete? É que estou super atrasada! Não tenho tempo para conversas! Desculpa! Tenho mesmo de ir!
David – Posso mas não sem antes fazer isso daqui!
David – Posso mas não sem antes fazer isso daqui!
David ainda meio que a dormir ganha coragem para fazer o que lhe apetecia.
David mantém um braço em torno da cintura de Adriana a puxá-la para si, e com a mão livre que lhe resta desvia os cabelos de Adriana do rosto dela e beija-a. Une ambos os lábios num beijo terno, suave e sem pressas, acompanhado de movimentos leves e carinhosos. Com a mesma ternura com que dera o beijo David separa as duas bocas e sela o momento com um beijo rápido nos lábios de Adriana. Adriana estava quase que estática pois não acreditava que aquele momento acabara de acontecer mas David não esconde o quanto esperava por aquele beijo e deixa o seu rosto inundar-se com um sorriso perfeito. Larga Adriana e volta a deitar-se. Adriana fica bloqueada durante alguns segundos mas lá desenrascou uma reacção.
Adriana – Não te esqueças do bilhete! (diz saindo do quarto ao mesmo tempo que gagueja)
David – Adriana! (Ela espreita com a cabeça para dentro do quarto) Essa t-shirt fica bem em você!
Adriana – Obrigada! Dorme! (sorri e sai)
Adriana, desce as escadas do prédio a voar e procura o primeiro autocarro para ir para a escola mas ainda assim chega atrasada ao primeiro tempo.
Intervalo:
Débora - Que roupa é essa?
Adriana - Tive um pequeno incidente e tive de pedir roupa emprestada a um amigo.
Débora - Não me digas que foi ao David…
Adriana - Sim… A minha melhor amiga abandonou-me e eu tive de dormir em algum lado…
Débora – Não sejas assim! Mas conta tudo!
Adriana – Não foi nada de especial! Vimos um filme, fomos dar uma volta pela praia, eu dormir no sofá, e ele emprestou-me esta camisola.
Débora – Estás-me a esconder alguma coisa… Estou a ver no teu olhar. Vá lá! Desembucha!
Adriana – Isto não sai daqui, ouviste? Mesmo Débora! Ontem á noite fomos á praia e entre brincadeiras beijámo-nos e hoje de manhã ele voltou a fazê-lo. (disse envergonhada)
Débora – AH! Conta tudo! Eu sabia! Eu sabia que isto ia dar coisa! Como é que foi? Ele beija bem?
Adriana – Cala-te ó! Não te vou dizer isso, como é óbvio! Isso guardo para mim!
Débora – Oh fogo! Que má!
Campainha toca.
Adriana – Sim já sei que sou muito má! Vamos mas é para a aula de Inglês! (puxa-a por um braço) Anda!
Débora – Qual é a pressa? Tu percebes bué daquilo, não vais perder nada! Conta lá! Só um pormenorzinho! (Adriana larga-a e caminha para o pavilhão do secundário) Adriana! Fogo! Só uma coisinha! Eu não digo a ninguém! (grita) Juro! Dri! (esta já não a ouvia)
Débora – Qual é a pressa? Tu percebes bué daquilo, não vais perder nada! Conta lá! Só um pormenorzinho! (Adriana larga-a e caminha para o pavilhão do secundário) Adriana! Fogo! Só uma coisinha! Eu não digo a ninguém! (grita) Juro! Dri! (esta já não a ouvia)
Capítulo 8 - Sentimentos (Parte II)
Sem dar conta Adriana fechou os olhos e sentiu uns lábios macios contra os seus. Num primeiro movimento ,tímido e meio a medo , David procurou a resposta de Adriana entalando o lábio superior dela entre os seus. Adriana ainda tentou resistir e arranjar maneira de terminar aquele beijo irracional, mas o seu coração combateu a lógica do momento e não deixou.
Os pensamentos de Adriana tornavam-se agora escassos. As suas bocas unidas movimentavam-se incoscientemente num beijo muito desejado.
Os pensamentos de Adriana tornavam-se agora escassos. As suas bocas unidas movimentavam-se incoscientemente num beijo muito desejado.
Os pensamentos de Adriana vão-se, a sua lógica desliga-se, qualquer razão que impedisse aquele beijo desapareçe. Adriana rende-se. Coloca uma mão no rosto de David e corresponde ao beijo terno. Os dois beijavam-se porque assim o desejavam e apesar de se conheçerem há tão pouco tempo aquele beijo revelava segredos de há muito tempo atrás.
David era meigo com os seus lábios quentes e Adriana calma e serena num beijo apaixonado.
O mundo parado,só eles os dois, ali, sob o olhar atento da lua, naquele momento perfeito, com a pessoa perfeita e com a maior confidente de Adriana como testemunha daquele momento tão especial.
Adriana e David podiam ainda não o saber mas acabavam de plantar a primeira semente para o que adivinhava ser uma grande história de amor.
O beijo acaba e pareçem os dois meio envergonhados mas Adriana é invadida pela razão, aquela que lhe dizia que eles tinham 5 anos de diferença, estilos de vida muito diferentes e que impunha um grande ponto final no que parecia ser o inicio de algo.
Adriana - Talvez devessemos ir... Está tarde e devias ir descançar...
David - Se você quer... Vamos!
A viagem de regresso a casa foi feita num silêncio constrangedor que só foi quebrado quando chegaram a casa.
Adriana - Devias ir deitar-te... Pareçes cansado...
David – Sim… Mas primeiro vamos tratar de instalar você…
Quarto do David:
David – Você vai ficar aqui… Eu te arranjo qualquer coisa para você vestir…
Adriana – Aqui? Mas isto é o teu quarto… Não vou dormir contigo!
David – Claro que não! Você vai dormir aqui e eu no sofá. (rindo)
Adriana – Ah não! Isso não! Não vais dormir no sofá… Eu vou dormir no sofá! E tu aqui na tua cama!
David – Nem pensar… Você é visita… As visitas não dormem no sofá…
Adriana – Se insistires eu vou-me embora… Ou durmo no sofá ou na rua…
David – Isso é chantagem… Não é justo!
Adriana – Ninguém disse que eu ia ser justa… (fazendo pirraça)
David – Acho que vou ter de aceitar não é…
Adriana – Não tens opção…
David – Ok, então vamos arranjar qualquer coisa pra você vestir…
Adriana – Arranja-me só uma t-shirt, se faz favor.
David – Aqui está! (estende-lhe uma t-shirt azul)
Adriana – Obrigada!
David – Se você quiser tomar um banho há toalhas no armário da casa de banho, se quiser comer, beber alguma coisa está á vontade, é só se servir. Se tiver dificuldades pra encontrar alguma coisa aí é só me acordar!
Adriana – Obrigada, eu vou tentar não te acordar!
David – Bem fica a vontade, eu vou tomar um banho e depois vou dormir, estou estoirado!
Adriana – Okay, vai lá! Não te atrapalho mais.
Sala:
Adriana trocava de roupa enquanto David tomava um banho.
Ela não tinha nada e a verdade foi que teve que se remediar com o que havia. Então iria dormir no sofá de David, de cuecas e com uma t-shirt dele vestida.
Adriana prendia o cabelo quando ouviu um barulho atrás de si e deu um pulo.
Adriana – Ai que susto! És tu!
David – Claro quem haveria de ser? Estamos só nós os dois aqui em casa…
Depois de se recompor do susto Adriana reparou melhor em David, que estava à porta da sala, descalço, com uns calções vestidos e em tronco nu. Nessa altura Adriana não pôde evitar um certo constrangimento que tentou disfarçar rapidamente.
David – (tento controlar um riso pois percebeu que Adriana estava constrangida) Bem então até amanhã! (aproximou-se e deu-lhe um beijo acidental quase no canto da boca)
Adriana – Até amanha (tremeu com o beijo de David)
Adriana inicia uma dança frenética no meio da sala, "a dança tola da Adriana" ou "a dança da franga) como os seus amigos lhe chamavam. Agitava alegremente os braços no ar com o maior sorriso na cara,dando pulos alegres ao mesmo tempo que agitava as duas mãos juntas formando circulos que davam a ilusão de estar a mexer algo com uma colher de pau mas o seu movimento alegremente divertido é interrompido.
David - É verdade se amanhã de manhã antes de sair quiser pode me acordar que eu te levo na escola...(tentando esconder um sorriso divertido)
Adriana - Sim claro. Até amanhã (meio atrapalhada)
David - Até amanhã ,dorme bem! (David vai para o seu quarto)
Adriana - Que vergonha! (mordendo o lábio)
David foi para o quarto com um sorriso no rosto e Adriana atirou-se para o sofá com um sorriso igualmente rasgado.
O resto da noite seguiu calma. Adriana dormia serenamente no sofá e David levantou-se para ir tomar um copo de água à cozinha mas quando seguia o caminho para regressar ao quarto e entregar-se nas asas do sono, não resistiu e fez um pequeno desvio até à sala.
Parou na porta e observou Adriana a dormir sempre com um único pensamento na sua cabeça.
“Quem me dera que ela fosse minha…” pensava.
David começava a sentir alguma coisa por Adriana que nem ele sabia explicar, ele só sabia que apesar de a conhecer à três dias queria estar perto dela.
Mas David achava que era impossível, ela era demasiado especial para se interessar por um rapaz comum como ele, por isso voltou para a sua cama.
David era meigo com os seus lábios quentes e Adriana calma e serena num beijo apaixonado.
O mundo parado,só eles os dois, ali, sob o olhar atento da lua, naquele momento perfeito, com a pessoa perfeita e com a maior confidente de Adriana como testemunha daquele momento tão especial.
Adriana e David podiam ainda não o saber mas acabavam de plantar a primeira semente para o que adivinhava ser uma grande história de amor.
O beijo acaba e pareçem os dois meio envergonhados mas Adriana é invadida pela razão, aquela que lhe dizia que eles tinham 5 anos de diferença, estilos de vida muito diferentes e que impunha um grande ponto final no que parecia ser o inicio de algo.
Adriana - Talvez devessemos ir... Está tarde e devias ir descançar...
David - Se você quer... Vamos!
A viagem de regresso a casa foi feita num silêncio constrangedor que só foi quebrado quando chegaram a casa.
Adriana - Devias ir deitar-te... Pareçes cansado...
David – Sim… Mas primeiro vamos tratar de instalar você…
Quarto do David:
David – Você vai ficar aqui… Eu te arranjo qualquer coisa para você vestir…
Adriana – Aqui? Mas isto é o teu quarto… Não vou dormir contigo!
David – Claro que não! Você vai dormir aqui e eu no sofá. (rindo)
Adriana – Ah não! Isso não! Não vais dormir no sofá… Eu vou dormir no sofá! E tu aqui na tua cama!
David – Nem pensar… Você é visita… As visitas não dormem no sofá…
Adriana – Se insistires eu vou-me embora… Ou durmo no sofá ou na rua…
David – Isso é chantagem… Não é justo!
Adriana – Ninguém disse que eu ia ser justa… (fazendo pirraça)
David – Acho que vou ter de aceitar não é…
Adriana – Não tens opção…
David – Ok, então vamos arranjar qualquer coisa pra você vestir…
Adriana – Arranja-me só uma t-shirt, se faz favor.
David – Aqui está! (estende-lhe uma t-shirt azul)
Adriana – Obrigada!
David – Se você quiser tomar um banho há toalhas no armário da casa de banho, se quiser comer, beber alguma coisa está á vontade, é só se servir. Se tiver dificuldades pra encontrar alguma coisa aí é só me acordar!
Adriana – Obrigada, eu vou tentar não te acordar!
David – Bem fica a vontade, eu vou tomar um banho e depois vou dormir, estou estoirado!
Adriana – Okay, vai lá! Não te atrapalho mais.
Sala:
Adriana trocava de roupa enquanto David tomava um banho.
Ela não tinha nada e a verdade foi que teve que se remediar com o que havia. Então iria dormir no sofá de David, de cuecas e com uma t-shirt dele vestida.
Adriana prendia o cabelo quando ouviu um barulho atrás de si e deu um pulo.
Adriana – Ai que susto! És tu!
David – Claro quem haveria de ser? Estamos só nós os dois aqui em casa…
Depois de se recompor do susto Adriana reparou melhor em David, que estava à porta da sala, descalço, com uns calções vestidos e em tronco nu. Nessa altura Adriana não pôde evitar um certo constrangimento que tentou disfarçar rapidamente.
David – (tento controlar um riso pois percebeu que Adriana estava constrangida) Bem então até amanhã! (aproximou-se e deu-lhe um beijo acidental quase no canto da boca)
Adriana – Até amanha (tremeu com o beijo de David)
Adriana inicia uma dança frenética no meio da sala, "a dança tola da Adriana" ou "a dança da franga) como os seus amigos lhe chamavam. Agitava alegremente os braços no ar com o maior sorriso na cara,dando pulos alegres ao mesmo tempo que agitava as duas mãos juntas formando circulos que davam a ilusão de estar a mexer algo com uma colher de pau mas o seu movimento alegremente divertido é interrompido.
David - É verdade se amanhã de manhã antes de sair quiser pode me acordar que eu te levo na escola...(tentando esconder um sorriso divertido)
Adriana - Sim claro. Até amanhã (meio atrapalhada)
David - Até amanhã ,dorme bem! (David vai para o seu quarto)
Adriana - Que vergonha! (mordendo o lábio)
David foi para o quarto com um sorriso no rosto e Adriana atirou-se para o sofá com um sorriso igualmente rasgado.
O resto da noite seguiu calma. Adriana dormia serenamente no sofá e David levantou-se para ir tomar um copo de água à cozinha mas quando seguia o caminho para regressar ao quarto e entregar-se nas asas do sono, não resistiu e fez um pequeno desvio até à sala.
Parou na porta e observou Adriana a dormir sempre com um único pensamento na sua cabeça.
“Quem me dera que ela fosse minha…” pensava.
David começava a sentir alguma coisa por Adriana que nem ele sabia explicar, ele só sabia que apesar de a conhecer à três dias queria estar perto dela.
Mas David achava que era impossível, ela era demasiado especial para se interessar por um rapaz comum como ele, por isso voltou para a sua cama.
Capítulo 8 - Sentimentos (Parte I)
Os créditos do filme estão a passar.
Eles permaneciam abraçados, mas David estava demasiado quietinho e Adriana estranhou.
Quando olhou para ele viu que estava a dormir e tentou separar-se dele mas a mão de David continuava a agarrar a dela com firmeza.
Adriana começou a reparar em cada traço do rosto dele.
“Adormeceu… Fica tão amoroso a dormir… Os caracóis dele são tão queridos… Os lábios dele tão… Adriana! Concentra-te! Não te metas com ideias malucas! Vá lá! Resiste!” pensava.
Adriana – David… Acorda! (sussurrando) David… (dava-lhe suaves abanões)
David – Hum… Que foi? (meio confuso)
Adriana – Adormeces-te…
David – Não acredito que adormeci! Desculpa! Estava muito cansado…
Adriana – Não há problema… Talvez te devas ir deitar…
David - Não. Ainda é cedo! Vamos fazer qualquer coisa.
Adriana - O quê?
David - Seilá. Dar uma volta.
Adriana - Onde? São dez horas...
David - Sei lá. Vamos á praia!
Adriana - Agora?
David - Sim agora.
Adriana - A que praia?
David - Você escolhe!
Adriana - Tu estás morto de cansaço!
David - Vá lá! Preciso cansar-me mais um pouco para depois dormir melhor...(Adriana olha-o nao muito convencida) É sério! Escolhe uma praia! Vá lá, qualquer uma.
Adriana - A minha preferida...
David - Onde?
Adriana - No Baleal. Aquela praia é especial...
David - Porquê?
Adriana - Porque eu vou lá desde criança e sempre que tenho um problema ou tenho de tomar uma decisão vou para lá, sento-me na areia e espero que a resposta chegue. Agora não contes a ninguém. Isto é um segredo só meu...
David - Agora é o nosso segredo (olha-a ternamente) Vamos?
Adriana - Acho que sim (sorri meio embasbacada)
A viagem demora pouco mais de 45 minutos e quando chegam saem ambos do carro e iniciam uma caminhada pela praia.
David - Que praia linda!
Adriana - É mesmo... É perfeita!
David - Você fala de um modo dela, pareçe até gente!
Adriana - Falo dela assim porque é mesmo especial para mim... Sei que isto vai parecer ridiculo (desvia a franja para trás da orelha) mas eu já tive algumas das conversas mais longas e importantes da minha vida aqui.
David - Então, mas eu pensei que mais ninguem sabia dessa praia. Era o seu segredo...
Adriana - Nosso segredo. E não sabe. As conversas que tive foi com o mar... Desabafava e de algum modo ele respondia-me... Sei que agora me achas maluca!
David - Nada disso! Agora ainda te acho mais especial...
Adriana - Oh... Assim deixas-me constrangida.
David - Tudo bem! Então eu não digo mais isso. Prometo!
A conversa vai fluindo juntamente com o passeio junto ao mar. Adriana e David estavam agora descalços e os seus pés tocavam a água.
Adriana - Eu quero mesmo muito entrar no mundo do espectáculo mas a minha prioridade é mesmo tirar o curso de arquitectura com especialização em design de interiores. Mas são sonhos demasiado grandes...
David - Não há sonhos grandes mas sim pessoas demasiado pequenas para esses sonhos...
Adriana - Achas mesmo?
David - Tenho a certeza! Tu vais conseguir... Dá para ver que queres muito isso...
Adriana - Quero! Com toda a minha vida!
David - Isso é que é falar! (brincalhão)
Adriana - Então e tu? Decerteza que os teus sonhos não passam só pelo Benfica... Isto era só mais um patamar certo?
David - Primeiro que tudo quero muito ser campeão pelo Benfica...
Adriana - Isso todos queremos! (ambos se riem)
David - ... Depois quero muito ser chamado á selecção brasileira. Depois quem sabe talvez um dia jogar num grande clube europeu que não o Benfica mas se tiver de jogar no Benfica até o resto da minha carreira jogarei com maior orgulho, eu amo o Benfica!
Adriana - E para o teu futuro além do futebol?
David - Quero fazer um projecto para ajudar meninos em inicio de carreira como eu... Que são forçados a sair de casas muito cedo... Vou contar com a ajuda dos meus pais que são professores...
Adriana - Isso é mesmo bonito. Tu és uma pessoa tão pura, tão verdadeira...
David - Você está exagerando...
Adriana - Juro! És uma das melhores pessoas que conheçi até hoje senão mesmo a melhor... Estás sempre preocupado em ajudar os outros... Com o bem estar deles mesmo que não os conheças de lado nenhum... Espero mesmo que consigas concretizar mais esse sonho...
David - Eu vou fazer de tudo para que isso aconteça mas antes ainda tenho muitos objectivos para atingir... Quero crescer profissionalmente, encontrar a mulher certa que esteja disposta a trilhar esse caminho comigo, casar, constituir família, ter filhos...
Adriana - Claro toda a gente sonha com isso... Eu adoro crianças e por isso não me imagino com menos de 4 ou 5 filhos...Em maioria deve ser porque sou de uma familia grande e gosto de uma casa cheia. Mas até lá tenho de esperar pelo homem certo. Aquele que me faça sentir completa, que me proteja, que me ame... Que saiba exactamente o que eu vou dizer sem eu sequer precisar de dizer uma única palavra. A minha alma gémea, acho... Aquele que será o pai dos meus filhos, o meu companheiro de vida até ao fim dos meus dias...
O que Adriana dissera era tão verdadeiro e profundo que um arrepio emocionado percorreu todo o seu corpo.
Adriana - Bem deixemo-nos de lamechices e clichés!
Adriana inicia uma corrida até ao mar e fica com a água um pouco acima dos calcanhares.
David - Você tá louca!
Adriana - Anda! A água está boa!
David aproxima-se e Adriana atira-lhe uns salpicos de água com um ligeiro pontapé na água desfazendo-se numa enorme gargalhada satisfeita.
David - Isso é sacanagem! Você tá feita! É melhor você começar a fugir! (limpando os salpicos que lhe pousavam na cara)
David começa a correr ao longo da beira-mar atrás de Adriana, que também iniciara uma corrida fugindo de David.
Adriana - Não me vais apanhar! (diz provocando-o mas nunca deixando de correr)
David - Vou sim!
David apanha-a exactamente nesse momento. David tinha o seu braço esquerdo em torno da cintura de Adriana e isso era mais do que suficiente para conseguir elevá-la ligeiros centimetros da superficie da água. Ambos se riam com bastanta satisfação da situação. Davam gargalhadas prazerozas pelo fim da brincadeira. Mas instintivamente e quase sem darem por isso estavam muito próximos e David pousa-a no chão mas sem largar a sua cintura. Quando Adriana deu por isso David olhava-a nos olhos admirando a essência e perfeição de cada um dos seus traços. Só agora Adriana reparara que os olhos castanhos de David se pintavam de alguns raios de verde-esmeralda.
David aproximava lentamente o seu rosto do de Adriana fazendo anunciar o momento muito desejado e inevitável por ambos.
A sua outra mão pousou a cintura de Adriana que tremeu perante o seu toque.
Os seus lábios estavam a menos de dois centimetros de se tocarem.
Continua...
Eles permaneciam abraçados, mas David estava demasiado quietinho e Adriana estranhou.
Quando olhou para ele viu que estava a dormir e tentou separar-se dele mas a mão de David continuava a agarrar a dela com firmeza.
Adriana começou a reparar em cada traço do rosto dele.
“Adormeceu… Fica tão amoroso a dormir… Os caracóis dele são tão queridos… Os lábios dele tão… Adriana! Concentra-te! Não te metas com ideias malucas! Vá lá! Resiste!” pensava.
Adriana – David… Acorda! (sussurrando) David… (dava-lhe suaves abanões)
David – Hum… Que foi? (meio confuso)
Adriana – Adormeces-te…
David – Não acredito que adormeci! Desculpa! Estava muito cansado…
Adriana – Não há problema… Talvez te devas ir deitar…
David - Não. Ainda é cedo! Vamos fazer qualquer coisa.
Adriana - O quê?
David - Seilá. Dar uma volta.
Adriana - Onde? São dez horas...
David - Sei lá. Vamos á praia!
Adriana - Agora?
David - Sim agora.
Adriana - A que praia?
David - Você escolhe!
Adriana - Tu estás morto de cansaço!
David - Vá lá! Preciso cansar-me mais um pouco para depois dormir melhor...(Adriana olha-o nao muito convencida) É sério! Escolhe uma praia! Vá lá, qualquer uma.
Adriana - A minha preferida...
David - Onde?
Adriana - No Baleal. Aquela praia é especial...
David - Porquê?
Adriana - Porque eu vou lá desde criança e sempre que tenho um problema ou tenho de tomar uma decisão vou para lá, sento-me na areia e espero que a resposta chegue. Agora não contes a ninguém. Isto é um segredo só meu...
David - Agora é o nosso segredo (olha-a ternamente) Vamos?
Adriana - Acho que sim (sorri meio embasbacada)
A viagem demora pouco mais de 45 minutos e quando chegam saem ambos do carro e iniciam uma caminhada pela praia.
David - Que praia linda!
Adriana - É mesmo... É perfeita!
David - Você fala de um modo dela, pareçe até gente!
Adriana - Falo dela assim porque é mesmo especial para mim... Sei que isto vai parecer ridiculo (desvia a franja para trás da orelha) mas eu já tive algumas das conversas mais longas e importantes da minha vida aqui.
David - Então, mas eu pensei que mais ninguem sabia dessa praia. Era o seu segredo...
Adriana - Nosso segredo. E não sabe. As conversas que tive foi com o mar... Desabafava e de algum modo ele respondia-me... Sei que agora me achas maluca!
David - Nada disso! Agora ainda te acho mais especial...
Adriana - Oh... Assim deixas-me constrangida.
David - Tudo bem! Então eu não digo mais isso. Prometo!
A conversa vai fluindo juntamente com o passeio junto ao mar. Adriana e David estavam agora descalços e os seus pés tocavam a água.
Adriana - Eu quero mesmo muito entrar no mundo do espectáculo mas a minha prioridade é mesmo tirar o curso de arquitectura com especialização em design de interiores. Mas são sonhos demasiado grandes...
David - Não há sonhos grandes mas sim pessoas demasiado pequenas para esses sonhos...
Adriana - Achas mesmo?
David - Tenho a certeza! Tu vais conseguir... Dá para ver que queres muito isso...
Adriana - Quero! Com toda a minha vida!
David - Isso é que é falar! (brincalhão)
Adriana - Então e tu? Decerteza que os teus sonhos não passam só pelo Benfica... Isto era só mais um patamar certo?
David - Primeiro que tudo quero muito ser campeão pelo Benfica...
Adriana - Isso todos queremos! (ambos se riem)
David - ... Depois quero muito ser chamado á selecção brasileira. Depois quem sabe talvez um dia jogar num grande clube europeu que não o Benfica mas se tiver de jogar no Benfica até o resto da minha carreira jogarei com maior orgulho, eu amo o Benfica!
Adriana - E para o teu futuro além do futebol?
David - Quero fazer um projecto para ajudar meninos em inicio de carreira como eu... Que são forçados a sair de casas muito cedo... Vou contar com a ajuda dos meus pais que são professores...
Adriana - Isso é mesmo bonito. Tu és uma pessoa tão pura, tão verdadeira...
David - Você está exagerando...
Adriana - Juro! És uma das melhores pessoas que conheçi até hoje senão mesmo a melhor... Estás sempre preocupado em ajudar os outros... Com o bem estar deles mesmo que não os conheças de lado nenhum... Espero mesmo que consigas concretizar mais esse sonho...
David - Eu vou fazer de tudo para que isso aconteça mas antes ainda tenho muitos objectivos para atingir... Quero crescer profissionalmente, encontrar a mulher certa que esteja disposta a trilhar esse caminho comigo, casar, constituir família, ter filhos...
Adriana - Claro toda a gente sonha com isso... Eu adoro crianças e por isso não me imagino com menos de 4 ou 5 filhos...Em maioria deve ser porque sou de uma familia grande e gosto de uma casa cheia. Mas até lá tenho de esperar pelo homem certo. Aquele que me faça sentir completa, que me proteja, que me ame... Que saiba exactamente o que eu vou dizer sem eu sequer precisar de dizer uma única palavra. A minha alma gémea, acho... Aquele que será o pai dos meus filhos, o meu companheiro de vida até ao fim dos meus dias...
O que Adriana dissera era tão verdadeiro e profundo que um arrepio emocionado percorreu todo o seu corpo.
Adriana - Bem deixemo-nos de lamechices e clichés!
Adriana inicia uma corrida até ao mar e fica com a água um pouco acima dos calcanhares.
David - Você tá louca!
Adriana - Anda! A água está boa!
David aproxima-se e Adriana atira-lhe uns salpicos de água com um ligeiro pontapé na água desfazendo-se numa enorme gargalhada satisfeita.
David - Isso é sacanagem! Você tá feita! É melhor você começar a fugir! (limpando os salpicos que lhe pousavam na cara)
David começa a correr ao longo da beira-mar atrás de Adriana, que também iniciara uma corrida fugindo de David.
Adriana - Não me vais apanhar! (diz provocando-o mas nunca deixando de correr)
David - Vou sim!
David apanha-a exactamente nesse momento. David tinha o seu braço esquerdo em torno da cintura de Adriana e isso era mais do que suficiente para conseguir elevá-la ligeiros centimetros da superficie da água. Ambos se riam com bastanta satisfação da situação. Davam gargalhadas prazerozas pelo fim da brincadeira. Mas instintivamente e quase sem darem por isso estavam muito próximos e David pousa-a no chão mas sem largar a sua cintura. Quando Adriana deu por isso David olhava-a nos olhos admirando a essência e perfeição de cada um dos seus traços. Só agora Adriana reparara que os olhos castanhos de David se pintavam de alguns raios de verde-esmeralda.
David aproximava lentamente o seu rosto do de Adriana fazendo anunciar o momento muito desejado e inevitável por ambos.
A sua outra mão pousou a cintura de Adriana que tremeu perante o seu toque.
Os seus lábios estavam a menos de dois centimetros de se tocarem.
Continua...
Capítulo 7 - Borboletas no estômago
Parque de estacionamento:
Adriana – Este é o teu carro?
David – Sim, não é nenhum Ferrari nem nenhum Mercedes mas as miúdas costumam gostar… (brinca)
Adriana – Não posso! Eu queria que este fosse o meu primeiro carro depois de tirar a carta. Acho-o perfeito! É desportivo mas tem um toque de classe, perfeito para uma rapariga como eu!
David – (tosse) Bem obrigado pela parte que me toca!
Adriana – Tu percebeste o que quis dizer… Não te quis ofender, é um carro muito masculino mas acima de tudo é desportivo e combina na perfeição comigo! Não te estava a chamar menina ó! (riem-se ambos)
David – Ah fico muito mais descansado! Acredita! Vamos embora então?
Adriana – Claro!
David e Adriana foram falando durante todo o caminho até sua casa, e David não conseguia esconder um sorriso meio parvo na cara sempre que desviava discretamente os olhos da estrada e os punha em Adriana, que nem reparava na maneira como ele o fazia porque ia demasiado entretida com a conversa mas sempre atenta ao caminho para garantir que David não se enganava no caminho até sua casa.
“Ela é perfeita!” pensava David a cada sorriso parvo que lhe lançava.
Adriana – Chegámos!
David – É aqui?
Adriana – Sim… Neste prédio!
David – É um bom sítio…
Adriana – Moro aqui á pouco tempo, esta casa é só minha mas por enquanto divido-a com os meus pais porque a deles está em obras e não valia a pena eles gastarem dinheiro num hotel.
Porta do prédio:
David – Você é muito chegada á sua família?
Adriana – Sim… Pode-se dizer que sim. Não dispenso passar tempo de qualidade com eles… Sou muito ligada á minha mãe e desabafo tudo com ela, e em relação ao meu pai sempre fui a menininha do papá. Somos muito unidos…
David – Também sou muito unido á minha família, um dia você devia conhecê-los… Eles iam adorar você…Eles adoram conhecer os meus amigos…
Adriana – Quem sabe… Talvez um dia destes! Vou entrando… Está a ficar tarde… (procura as chaves na mala) Bolas! Não acredito!
David – Que foi?
Adriana – Não tenho chaves… Devo ter-me esquecido delas e os meus pais não estão cá… Estão na terra da nossa família … Eu não acredito! (agarra no telemóvel) Vou ligar á Débora! Tou? Olha, não tenho chaves de casa será que podia ir dormir a tua casa? Ok, tudo bem! Não há problema eu cá me desenrasco… Tchau! Beijinhos!
David – Então?
Adriana – Ela não esta em casa… Agora onde é que eu vou dormir? Posso sempre ir para um hotel passar só esta noite mas não tenho nada comigo! Nem um pijama!
David – Você pode dormir na minha casa…
Adriana – Hã? Na tua casa? Nem pensar!
David – Sim… Ou você está pensando dormir na rua? Eu só tenho um quarto mas alguma coisa se há de arranjar… Nunca se deixa um amigo dormindo na rua…
Adriana – Acho que nestas condições não estou no direito de ser esquisita. De certeza que não vai haver problemas? Não tens de fazer isto só para seres simpático…
David – Não estou só a ser simpático… Quero mesmo que venhas! Para não dormires na rua claro! (disfarçando)
Adriana – Acho que não estou em condições de recusar…
David – Então vamos!
Casa de David Luiz:
Ele abre a porta e mostra-se contente por ter Adriana por perto.
David – Bem-vinda ao meu castelo! (brinca)
Adriana – Hum… É gira… Para um solteirão a morar sozinho nada mau!
David – Eish! Não é preciso ofender!
Adriana – Hum hum! Claro! (gozando)
David – Bem você quer comer ou beber alguma coisa?
Adriana – Um copo de água não ia mal…
David – Então sai um copo de água!
Cozinha:
David – Aqui está! (estendendo-lhe o copo de água)
Adriana – Obrigada! (dá um gole)
Adriana olhava para David e não conseguia esconder um sorriso parvo que teimava em surgir-lhe na cara por muito que o tentasse travar.
David – Tá olhando pra mim assim porquê?
Adriana – Estava a pensar que és muito diferente…
David – Diferente?
Adriana – Sim… Daquilo que eu tinha imaginado.
David – Ah então aí eu não sou diferente não, as revistas e isso é que não passam a imagem verdadeira de mim.
Adriana – Pelas entrevistas e isso percebe-se que és uma pessoa simples, humilde, honesta mas há mais coisas que as entrevistas não deixam transparecer. Tu és verdadeiro, genuíno, há alguma coisa em ti que eu não sei explicar…
David – Espero que isso seja bom…
Adriana – É! Acredita! (sorri e dá outro gole no copo)
David – Assim fico bem mais sossegado! Você quer fazer alguma coisa, ver um filme, sei lá! Ou está cansada e prefere ir dormir?
Adriana – Cansada eu? Não por esta hora se tivesse em casa estava a dar uns socos no saco, ou a ensaiar a minha coreografia de contemporâneo por isso energia a mim é coisa que não me falta!
David – Dar socos no saco? Você luta?
Adriana – Sim, Kickboxing! Já pratico o desporto há dois anos.
David – Devo fugir?
Adriana – Não, senão houver saco eu não luto. Se bem que até nem serias mau para saco…
David – Sim, mas vamos esquecer essas ideias!
Adriana – (punhos junto á cara em posição de ataque) Vá lá! Não me digas que o fraquinho afinal és tu e não o Ruben… (dá uns socos no ar para aquecer mas percebe o estado de pânico de David e desmancha-se a rir) Estava a brincar, ó!
David – Tomei maior susto! Achei que você ia mesmo me bater…
Adriana – Não… Eu não bato em fraquinhos! (rindo)
David – Ah engraçadinha você! Mas agora a sério, se não está cansada quer fazer o quê? Ver um filme, televisão, ou simplesmente nada porque já esta farta de mim?
Adriana – Farta de ti? Bem a essa não respondo porque não quero ferir os teus sentimentos (brinca) Sei lá podemos ver um filme?
David – Por mim… Tudo bem!
Sala :
Ambos se riem á gargalhada
Adriana – Este filme é muito bom!
David – Mesmo! Muito engraçado!
Adriana – Eles vão-se apaixonar aposto! Esta comédia romântica é das melhores que já vi até hoje…
David – Só a estamos a ver há 15 minutos…
Adriana – Mesmo assim… Eu tenho olho para isto…
25 minutos depois…
Adriana – Não acredito que ele a vai deixar! Eles não podem acabar separados!
David – Ah eles ficam juntos de certeza, nos filmes é sempre assim…
Adriana – Ai, ele foi-se embora! Que triste!
Adriana agarra-se ao braço de David, mantendo um braço enroscado no dele e a sua mão disponível desliza quase que instintivamente pelo braço a baixo até se unir á dele. Apesar de ser tímido David não foge com a mão e agarra a mão dela com firmeza para ter a certeza que ela não se arrependeria e tiraria a mão.
O que tinha começado como uma noite de casais, com muitas confusões, em casa de Inês, acaba agora em casa de David.
Sem quase darem por isso e sem saberem bem como ali estavam os dois agarrados, de mãos dadas a ver um filme.
David usava o seu polegar para fazer ligeiros movimentos na mão de Adriana acariciando-a, eram como festinhas mas que provocavam a Adriana cócegas e uma sensação de nervosismo no estômago.
Adriana – Este é o teu carro?
David – Sim, não é nenhum Ferrari nem nenhum Mercedes mas as miúdas costumam gostar… (brinca)
Adriana – Não posso! Eu queria que este fosse o meu primeiro carro depois de tirar a carta. Acho-o perfeito! É desportivo mas tem um toque de classe, perfeito para uma rapariga como eu!
David – (tosse) Bem obrigado pela parte que me toca!
Adriana – Tu percebeste o que quis dizer… Não te quis ofender, é um carro muito masculino mas acima de tudo é desportivo e combina na perfeição comigo! Não te estava a chamar menina ó! (riem-se ambos)
David – Ah fico muito mais descansado! Acredita! Vamos embora então?
Adriana – Claro!
David e Adriana foram falando durante todo o caminho até sua casa, e David não conseguia esconder um sorriso meio parvo na cara sempre que desviava discretamente os olhos da estrada e os punha em Adriana, que nem reparava na maneira como ele o fazia porque ia demasiado entretida com a conversa mas sempre atenta ao caminho para garantir que David não se enganava no caminho até sua casa.
“Ela é perfeita!” pensava David a cada sorriso parvo que lhe lançava.
Adriana – Chegámos!
David – É aqui?
Adriana – Sim… Neste prédio!
David – É um bom sítio…
Adriana – Moro aqui á pouco tempo, esta casa é só minha mas por enquanto divido-a com os meus pais porque a deles está em obras e não valia a pena eles gastarem dinheiro num hotel.
Porta do prédio:
David – Você é muito chegada á sua família?
Adriana – Sim… Pode-se dizer que sim. Não dispenso passar tempo de qualidade com eles… Sou muito ligada á minha mãe e desabafo tudo com ela, e em relação ao meu pai sempre fui a menininha do papá. Somos muito unidos…
David – Também sou muito unido á minha família, um dia você devia conhecê-los… Eles iam adorar você…Eles adoram conhecer os meus amigos…
Adriana – Quem sabe… Talvez um dia destes! Vou entrando… Está a ficar tarde… (procura as chaves na mala) Bolas! Não acredito!
David – Que foi?
Adriana – Não tenho chaves… Devo ter-me esquecido delas e os meus pais não estão cá… Estão na terra da nossa família … Eu não acredito! (agarra no telemóvel) Vou ligar á Débora! Tou? Olha, não tenho chaves de casa será que podia ir dormir a tua casa? Ok, tudo bem! Não há problema eu cá me desenrasco… Tchau! Beijinhos!
David – Então?
Adriana – Ela não esta em casa… Agora onde é que eu vou dormir? Posso sempre ir para um hotel passar só esta noite mas não tenho nada comigo! Nem um pijama!
David – Você pode dormir na minha casa…
Adriana – Hã? Na tua casa? Nem pensar!
David – Sim… Ou você está pensando dormir na rua? Eu só tenho um quarto mas alguma coisa se há de arranjar… Nunca se deixa um amigo dormindo na rua…
Adriana – Acho que nestas condições não estou no direito de ser esquisita. De certeza que não vai haver problemas? Não tens de fazer isto só para seres simpático…
David – Não estou só a ser simpático… Quero mesmo que venhas! Para não dormires na rua claro! (disfarçando)
Adriana – Acho que não estou em condições de recusar…
David – Então vamos!
Casa de David Luiz:
Ele abre a porta e mostra-se contente por ter Adriana por perto.
David – Bem-vinda ao meu castelo! (brinca)
Adriana – Hum… É gira… Para um solteirão a morar sozinho nada mau!
David – Eish! Não é preciso ofender!
Adriana – Hum hum! Claro! (gozando)
David – Bem você quer comer ou beber alguma coisa?
Adriana – Um copo de água não ia mal…
David – Então sai um copo de água!
Cozinha:
David – Aqui está! (estendendo-lhe o copo de água)
Adriana – Obrigada! (dá um gole)
Adriana olhava para David e não conseguia esconder um sorriso parvo que teimava em surgir-lhe na cara por muito que o tentasse travar.
David – Tá olhando pra mim assim porquê?
Adriana – Estava a pensar que és muito diferente…
David – Diferente?
Adriana – Sim… Daquilo que eu tinha imaginado.
David – Ah então aí eu não sou diferente não, as revistas e isso é que não passam a imagem verdadeira de mim.
Adriana – Pelas entrevistas e isso percebe-se que és uma pessoa simples, humilde, honesta mas há mais coisas que as entrevistas não deixam transparecer. Tu és verdadeiro, genuíno, há alguma coisa em ti que eu não sei explicar…
David – Espero que isso seja bom…
Adriana – É! Acredita! (sorri e dá outro gole no copo)
David – Assim fico bem mais sossegado! Você quer fazer alguma coisa, ver um filme, sei lá! Ou está cansada e prefere ir dormir?
Adriana – Cansada eu? Não por esta hora se tivesse em casa estava a dar uns socos no saco, ou a ensaiar a minha coreografia de contemporâneo por isso energia a mim é coisa que não me falta!
David – Dar socos no saco? Você luta?
Adriana – Sim, Kickboxing! Já pratico o desporto há dois anos.
David – Devo fugir?
Adriana – Não, senão houver saco eu não luto. Se bem que até nem serias mau para saco…
David – Sim, mas vamos esquecer essas ideias!
Adriana – (punhos junto á cara em posição de ataque) Vá lá! Não me digas que o fraquinho afinal és tu e não o Ruben… (dá uns socos no ar para aquecer mas percebe o estado de pânico de David e desmancha-se a rir) Estava a brincar, ó!
David – Tomei maior susto! Achei que você ia mesmo me bater…
Adriana – Não… Eu não bato em fraquinhos! (rindo)
David – Ah engraçadinha você! Mas agora a sério, se não está cansada quer fazer o quê? Ver um filme, televisão, ou simplesmente nada porque já esta farta de mim?
Adriana – Farta de ti? Bem a essa não respondo porque não quero ferir os teus sentimentos (brinca) Sei lá podemos ver um filme?
David – Por mim… Tudo bem!
Sala :
Ambos se riem á gargalhada
Adriana – Este filme é muito bom!
David – Mesmo! Muito engraçado!
Adriana – Eles vão-se apaixonar aposto! Esta comédia romântica é das melhores que já vi até hoje…
David – Só a estamos a ver há 15 minutos…
Adriana – Mesmo assim… Eu tenho olho para isto…
25 minutos depois…
Adriana – Não acredito que ele a vai deixar! Eles não podem acabar separados!
David – Ah eles ficam juntos de certeza, nos filmes é sempre assim…
Adriana – Ai, ele foi-se embora! Que triste!
Adriana agarra-se ao braço de David, mantendo um braço enroscado no dele e a sua mão disponível desliza quase que instintivamente pelo braço a baixo até se unir á dele. Apesar de ser tímido David não foge com a mão e agarra a mão dela com firmeza para ter a certeza que ela não se arrependeria e tiraria a mão.
O que tinha começado como uma noite de casais, com muitas confusões, em casa de Inês, acaba agora em casa de David.
Sem quase darem por isso e sem saberem bem como ali estavam os dois agarrados, de mãos dadas a ver um filme.
David usava o seu polegar para fazer ligeiros movimentos na mão de Adriana acariciando-a, eram como festinhas mas que provocavam a Adriana cócegas e uma sensação de nervosismo no estômago.
Capítulo 6 - Quase lá...
Depois do banho, quarto da Inês:
Andreia – Veste esta roupa da Inês!
Adriana – Obrigada por isto, Andreia!
Andreia – Não tens de agradecer, é para isto que as amigas servem! Eu vou descer para te acabares de arranjar. Vê se te acalmas mais um bocadinho e depois desce ok?
Adriana – Sim! Obrigada!
Adriana veste as calças de ganga escura, uma camisola vermelha e uns botins de salto e começa a olhar em seu redor. O quarto era muito bonito, a decoração tinha tons claros e estar naquele espaço conferia-lhe paz. Adriana repara então numa foto na mesa-de-cabeceira, agarra-a. Era uma foto de Inês e Ruben, ela agarrou-a e fitou-a durante vários segundos. Eles estavam abraçados e com sorrisos enormes, parecia uma daquelas fotos dos amores dos livros, das revistas ou dos filmes.
Adriana sentia inveja do que eles tinham… Não era inveja de lhes desejar mal ou querer que se separassem porque ela adorava o seu melhor amigo e sabia que o seu lugar era do lado da Inês, era inveja de ela não ter o mesmo que eles. Não ter uma relação seria, alguém que amasse de verdade e que fosse capaz de o admitir. Abandonou esses pensamentos, pousou a foto e desceu as escadas até chegar perto deles na sala.
Inês – Então? Sentes-te melhor?
Adriana – Sim… Obrigada por tudo!
Ruben – Não tens de agradecer… É para isto que os amigos servem…
Adriana – Eu tenho de ir para casa, vou chamar um táxi.
Ruben – Nada disso! Primeiro come qualquer coisa, fica connosco e depois eu levo-te a casa…
Adriana – Não sei… (Ruben olhou para ela com uns olhos a implorar e ela fitou David que a olhava expectante) Ok, também hoje estou mesmo sozinha em casa por isso… Ia morrer de tédio! (sorri)
Jantaram com calma, com muita conversa á mistura e risadas. Agora uns jogavam jogos na sala e outros conversavam amenamente.
Adriana sentia-se completamente desintegrada e não conseguia deixar de pensar em tudo o que se tinha passado naquela noite. A verdade é que ela se julgava condenada á solidão e pensava que jamais teria alguém que a amasse por aquilo que era, sem contrapartidas, sem mentiras. Adriana abre o frigorífico e serve-se de um copo de água gelada. Não serviu apenas para lhe matar a sede mas para lhe limpar a alma e lavar-lhe todos aqueles pensamentos. Senta-se na bancada da ilha no meio da cozinha e aproveita a vista sobre Lisboa que se via da janela da cozinha.
Cada luz prefeita que delineava as colinas lá ao fundo, num céu negro, cada pormenor analisado delicadamente pelo seu olhar atento que Adriana acompanha com um último gole de água.
David – Ah então era aqui que cê tava!
Adriana – Pareçe que sim! (olhando por cima do ombro para a porta onde David entrara)
David – Cê não quer ir jogar pictionary com a gente?
Adriana – Não estou com muita vontade…
David – Mas pelo menos vem pró pé da gente…
Adriana – Não me apetece ir para o meio da confusão…
David – Ah mas eu não vou deixar você aqui sozinha não!
Adriana – Hum… (resmunga)
David – Eu vou ficar aqui com você!
David permanece em pé em frente a Adriana, mas nem estando sentada na bancada da ilha da cozinha faz com que seja mais alta que David.
Adriana – Não é justo! Vai-te divertir!
David – O que não é justo é cê ficar aqui enquanto está todo o mundo se divertindo e jogando na sala. Se você não vem eu fico!
Adriana – Então fica! Porque eu não vou! Não me apetece estar no meio de confusões. Preciso de paz… Para pensar…
David – Posso fazer-te uma pergunta? Senão te importares claro!
Adriana – Claro! Chuta!
David – Porque é você tava chorando? Não tem de responder senão quiser…
Adriana – Não há problema nenhum… Não é segredo para ninguém! Eu gosto de um rapaz ou pelo menos gostava, e fi-lo durante 3 anos e ele durante três anos gozou comigo. Ele sabia que bastava estalar os dedos e eu corria atrás dele e era mesmo isso que ele fazia. Dizia que me amava, eu acreditava e depois negava tudo, humilhava-me e fingia que eu não existia, e depois voltava e fazia o mesmo, durante 3 anos, e eu sempre a cair porque o amava… Agora percebo que aquilo não é nem nunca foi amor, era tipo um vício, uma obsessão, era tudo menos amor. Mas agora percebi que ele não vale a pena e que mereço alguém melhor. E então estou a esquecê-lo….
David – Se ele fazia isso com você era porque não te amava de verdade… Quem ama alguém de verdade não machuca ela dessa maneira não! Claro que as pessoas se acabam machucando de alguma maneira mas às vezes é porque se gostam demais, não amar é sofrer mas amar é sofrer muito mais, mas agora brincar com os seus sentimentos… Esse cara deve ser maior otário de sacanear uma menina linda que nem você!
Adriana ri-se timidamente
David – Isso na sua cara foi um sorriso? (sorrindo) (Adriana assente com a cabeça) Assim eu gosto mais! Que linda! Esqueçe esse cara vai! Há aí um montão de caras querendo te conhecer e namorar você pra quê perder tempo com um cara desses? Vai mas é se divertir, conhecer caras novos, e deixar esse babaca para lá!
Adriana – Obrigada, por tudo!
David fita Adriana e ela faz o mesmo. Olham-se intensamente nos olhos e estão cada vez mais próximos, David apoia timidamente as mãos na bancada aproximando-se assim de Adriana e esta tenta manter-se concentrada para não fazer nenhum disparate.
David – Não tem de agradecer não, os amigos são para isso mesmo!
David e Adriana estavam a milímetros de se beijarem, Adriana luta interiormente para se afastar de David mas ele é como um íman que a puxa com uma força que lhe é superior e imparável. Vendo que as suas tentativas são falhadas Adriana fecha os olhos decidida a deixar-se levar pelo momento. Adriana sente o hálito quente de David nos seus lábios entreabertos e David acaricia-lhe a face ao mesmo tempo que desvia uma mecha de cabelo da bochecha direita de Adriana partindo assim para unir os dois lábios. Os escassos milímetros de o fazer são interrompidos.
Andreia – ADRIA... (entra na cozinha e vê aquela cena) …NA. Desculpem interromper eu não sabia que estavam aqui! Quer dizer sabia, mas pensava que estavas sozinha! Ok, esqueçam! Desculpem!
David afasta o seu rosto de Adriana e larga a mecha de cabelo dela que segurava delicadamente com a sua mão.
Adriana – Não interrompeste, nos estávamos só a conversar… (Olha David nos olhos e volta-se de novo para Andreia) Querias alguma coisa? (disfarça percebendo que Andreia estava realmente atrapalhada)
Andreia – Vinha dizer-te que eu e Fábio vamos andando e vinha despedir-me de ti…
Adriana – Já?
Andreia – Sim, amanhã há coisas a fazer!
Adriana – Okay, então vemo-nos no próximo jogo?
Andreia – Claro! Óbvio!
Adriana e Andreia despedem-se com dois beijinhos e o mesmo acontece com David. Ambos seguem atrás dela para a sala para se despedirem de Fábio.
Sala:
Adriana – Então, eu lá estarei para ver o jogo!
Fábio – Assim é que se fala lampiona!
Todos se riem. Fábio e Andreia vão embora.
Adriana – Bem eu também tenho de ir andando… Alguém viu o meu telemóvel por ai?
Ruben – Para que é que o queres?
Adriana – Olha! Para chamar um táxi, para que é que achas?
Ruben – Nem penses, eu levo-te a casa, é num instantinho…
Adriana – Não é preciso… Ficas aí com a Inês. Aproveitam o tempo para namorarem… (enquanto procura o telemóvel)
Ruben – Nem penses! Eu levo-te!
Adriana – Ficas e pronto! (encontra o telemóvel) Aqui está ele!
Javi – Nosotros te llevamos!
Adriana – Não! Vocês não têm mais nada que fazer do que ir levar-me a casa? Vão namorar! É para isso que servem os namorados e as namoradas. Acreditem levar-me a casa não é assim tão entusiasmante como namorar! (ironiza)
Ruben – Adriana vá lá, o Diogo pode voltar a aparecer. Deixa-me levar-te ou então fica aqui em casa. O quarto de hóspedes está livre.
Adriana – Nem pensar! Eu vou para casa! De táxi! Acabou-se a discussão!
Ruben – És mesmo teimosa!
David – Eu levo você! É perigoso apanhar um táxi a essas horas da noite! Eu te levo… Ah e escusa de vir com a desculpa de namorar porque eu não tenho namorada! (Adriana olha para ele como que implorando para que ele não fizesse aquilo) E escusa de olhar assim para mim com esses olhões porque eu vou te levar de qualquer jeito!
Adriana – Fogo! Vocês são cá uns chatos!
Ruben – Obrigado David, assim fico muito mais sossegado! Vá lá Adriana. Vai com ele e porta-te bem! Não sejas refilona! Facilita!
Adriana – Ok, ok. Mas é só para não ficares preocupado! (Dá-lhe um beijo no rosto e um abraço) Obrigada por tudo amigão! Nem sei como agradecer!
Ruben – Não tens de o fazer! Sabes que eu estou aqui para tudo! (separa-se do abraço e sorri-lhe)
Despedem-se todos e cada um segue para a sua casa, Javi com a sua namorada Elena vão para casa, Inês e Ruben ficam na casa deles, e Adriana e David… Bem! Esses ainda iam ter uma noite bastante longa!
Andreia – Veste esta roupa da Inês!
Adriana – Obrigada por isto, Andreia!
Andreia – Não tens de agradecer, é para isto que as amigas servem! Eu vou descer para te acabares de arranjar. Vê se te acalmas mais um bocadinho e depois desce ok?
Adriana – Sim! Obrigada!
Adriana veste as calças de ganga escura, uma camisola vermelha e uns botins de salto e começa a olhar em seu redor. O quarto era muito bonito, a decoração tinha tons claros e estar naquele espaço conferia-lhe paz. Adriana repara então numa foto na mesa-de-cabeceira, agarra-a. Era uma foto de Inês e Ruben, ela agarrou-a e fitou-a durante vários segundos. Eles estavam abraçados e com sorrisos enormes, parecia uma daquelas fotos dos amores dos livros, das revistas ou dos filmes.
Adriana sentia inveja do que eles tinham… Não era inveja de lhes desejar mal ou querer que se separassem porque ela adorava o seu melhor amigo e sabia que o seu lugar era do lado da Inês, era inveja de ela não ter o mesmo que eles. Não ter uma relação seria, alguém que amasse de verdade e que fosse capaz de o admitir. Abandonou esses pensamentos, pousou a foto e desceu as escadas até chegar perto deles na sala.
Inês – Então? Sentes-te melhor?
Adriana – Sim… Obrigada por tudo!
Ruben – Não tens de agradecer… É para isto que os amigos servem…
Adriana – Eu tenho de ir para casa, vou chamar um táxi.
Ruben – Nada disso! Primeiro come qualquer coisa, fica connosco e depois eu levo-te a casa…
Adriana – Não sei… (Ruben olhou para ela com uns olhos a implorar e ela fitou David que a olhava expectante) Ok, também hoje estou mesmo sozinha em casa por isso… Ia morrer de tédio! (sorri)
Jantaram com calma, com muita conversa á mistura e risadas. Agora uns jogavam jogos na sala e outros conversavam amenamente.
Adriana sentia-se completamente desintegrada e não conseguia deixar de pensar em tudo o que se tinha passado naquela noite. A verdade é que ela se julgava condenada á solidão e pensava que jamais teria alguém que a amasse por aquilo que era, sem contrapartidas, sem mentiras. Adriana abre o frigorífico e serve-se de um copo de água gelada. Não serviu apenas para lhe matar a sede mas para lhe limpar a alma e lavar-lhe todos aqueles pensamentos. Senta-se na bancada da ilha no meio da cozinha e aproveita a vista sobre Lisboa que se via da janela da cozinha.
Cada luz prefeita que delineava as colinas lá ao fundo, num céu negro, cada pormenor analisado delicadamente pelo seu olhar atento que Adriana acompanha com um último gole de água.
David – Ah então era aqui que cê tava!
Adriana – Pareçe que sim! (olhando por cima do ombro para a porta onde David entrara)
David – Cê não quer ir jogar pictionary com a gente?
Adriana – Não estou com muita vontade…
David – Mas pelo menos vem pró pé da gente…
Adriana – Não me apetece ir para o meio da confusão…
David – Ah mas eu não vou deixar você aqui sozinha não!
Adriana – Hum… (resmunga)
David – Eu vou ficar aqui com você!
David permanece em pé em frente a Adriana, mas nem estando sentada na bancada da ilha da cozinha faz com que seja mais alta que David.
Adriana – Não é justo! Vai-te divertir!
David – O que não é justo é cê ficar aqui enquanto está todo o mundo se divertindo e jogando na sala. Se você não vem eu fico!
Adriana – Então fica! Porque eu não vou! Não me apetece estar no meio de confusões. Preciso de paz… Para pensar…
David – Posso fazer-te uma pergunta? Senão te importares claro!
Adriana – Claro! Chuta!
David – Porque é você tava chorando? Não tem de responder senão quiser…
Adriana – Não há problema nenhum… Não é segredo para ninguém! Eu gosto de um rapaz ou pelo menos gostava, e fi-lo durante 3 anos e ele durante três anos gozou comigo. Ele sabia que bastava estalar os dedos e eu corria atrás dele e era mesmo isso que ele fazia. Dizia que me amava, eu acreditava e depois negava tudo, humilhava-me e fingia que eu não existia, e depois voltava e fazia o mesmo, durante 3 anos, e eu sempre a cair porque o amava… Agora percebo que aquilo não é nem nunca foi amor, era tipo um vício, uma obsessão, era tudo menos amor. Mas agora percebi que ele não vale a pena e que mereço alguém melhor. E então estou a esquecê-lo….
David – Se ele fazia isso com você era porque não te amava de verdade… Quem ama alguém de verdade não machuca ela dessa maneira não! Claro que as pessoas se acabam machucando de alguma maneira mas às vezes é porque se gostam demais, não amar é sofrer mas amar é sofrer muito mais, mas agora brincar com os seus sentimentos… Esse cara deve ser maior otário de sacanear uma menina linda que nem você!
Adriana ri-se timidamente
David – Isso na sua cara foi um sorriso? (sorrindo) (Adriana assente com a cabeça) Assim eu gosto mais! Que linda! Esqueçe esse cara vai! Há aí um montão de caras querendo te conhecer e namorar você pra quê perder tempo com um cara desses? Vai mas é se divertir, conhecer caras novos, e deixar esse babaca para lá!
Adriana – Obrigada, por tudo!
David fita Adriana e ela faz o mesmo. Olham-se intensamente nos olhos e estão cada vez mais próximos, David apoia timidamente as mãos na bancada aproximando-se assim de Adriana e esta tenta manter-se concentrada para não fazer nenhum disparate.
David – Não tem de agradecer não, os amigos são para isso mesmo!
David e Adriana estavam a milímetros de se beijarem, Adriana luta interiormente para se afastar de David mas ele é como um íman que a puxa com uma força que lhe é superior e imparável. Vendo que as suas tentativas são falhadas Adriana fecha os olhos decidida a deixar-se levar pelo momento. Adriana sente o hálito quente de David nos seus lábios entreabertos e David acaricia-lhe a face ao mesmo tempo que desvia uma mecha de cabelo da bochecha direita de Adriana partindo assim para unir os dois lábios. Os escassos milímetros de o fazer são interrompidos.
Andreia – ADRIA... (entra na cozinha e vê aquela cena) …NA. Desculpem interromper eu não sabia que estavam aqui! Quer dizer sabia, mas pensava que estavas sozinha! Ok, esqueçam! Desculpem!
David afasta o seu rosto de Adriana e larga a mecha de cabelo dela que segurava delicadamente com a sua mão.
Adriana – Não interrompeste, nos estávamos só a conversar… (Olha David nos olhos e volta-se de novo para Andreia) Querias alguma coisa? (disfarça percebendo que Andreia estava realmente atrapalhada)
Andreia – Vinha dizer-te que eu e Fábio vamos andando e vinha despedir-me de ti…
Adriana – Já?
Andreia – Sim, amanhã há coisas a fazer!
Adriana – Okay, então vemo-nos no próximo jogo?
Andreia – Claro! Óbvio!
Adriana e Andreia despedem-se com dois beijinhos e o mesmo acontece com David. Ambos seguem atrás dela para a sala para se despedirem de Fábio.
Sala:
Adriana – Então, eu lá estarei para ver o jogo!
Fábio – Assim é que se fala lampiona!
Todos se riem. Fábio e Andreia vão embora.
Adriana – Bem eu também tenho de ir andando… Alguém viu o meu telemóvel por ai?
Ruben – Para que é que o queres?
Adriana – Olha! Para chamar um táxi, para que é que achas?
Ruben – Nem penses, eu levo-te a casa, é num instantinho…
Adriana – Não é preciso… Ficas aí com a Inês. Aproveitam o tempo para namorarem… (enquanto procura o telemóvel)
Ruben – Nem penses! Eu levo-te!
Adriana – Ficas e pronto! (encontra o telemóvel) Aqui está ele!
Javi – Nosotros te llevamos!
Adriana – Não! Vocês não têm mais nada que fazer do que ir levar-me a casa? Vão namorar! É para isso que servem os namorados e as namoradas. Acreditem levar-me a casa não é assim tão entusiasmante como namorar! (ironiza)
Ruben – Adriana vá lá, o Diogo pode voltar a aparecer. Deixa-me levar-te ou então fica aqui em casa. O quarto de hóspedes está livre.
Adriana – Nem pensar! Eu vou para casa! De táxi! Acabou-se a discussão!
Ruben – És mesmo teimosa!
David – Eu levo você! É perigoso apanhar um táxi a essas horas da noite! Eu te levo… Ah e escusa de vir com a desculpa de namorar porque eu não tenho namorada! (Adriana olha para ele como que implorando para que ele não fizesse aquilo) E escusa de olhar assim para mim com esses olhões porque eu vou te levar de qualquer jeito!
Adriana – Fogo! Vocês são cá uns chatos!
Ruben – Obrigado David, assim fico muito mais sossegado! Vá lá Adriana. Vai com ele e porta-te bem! Não sejas refilona! Facilita!
Adriana – Ok, ok. Mas é só para não ficares preocupado! (Dá-lhe um beijo no rosto e um abraço) Obrigada por tudo amigão! Nem sei como agradecer!
Ruben – Não tens de o fazer! Sabes que eu estou aqui para tudo! (separa-se do abraço e sorri-lhe)
Despedem-se todos e cada um segue para a sua casa, Javi com a sua namorada Elena vão para casa, Inês e Ruben ficam na casa deles, e Adriana e David… Bem! Esses ainda iam ter uma noite bastante longa!
Capítulo 5 - Fantasmas do passado
9.00h Casa da Inês
Ruben Amorim – Amor, tens a certeza que isto vai correr bem?
Inês – Sim amor não te preocupes (põe os braços em volta do pescoço dele) Eles vão adorar!
Ruben – Isto é um jantar de casais… A Adriana vai-se passar… Ela é a única que vai estar sozinha! Não a avisaste de nada!
Inês – Não está sozinha… Tem o David!
Ruben – Inês diz-me que tu não estás a fazer o que eu penso que tu estás a fazer…
Inês – Podes apostar! (sorri)
Ruben – A Adriana detesta essas coisas… Eles conheceram-se agora se tiver de acontecer alguma coisa acontecerá! Sabes bem que a Adriana ainda não esqueceu o outro… Ela ainda gosta dele por isso não me parece que ela e o David possam vir a ter o que quer que seja… Ela ainda vai acabar magoada. E ela é totalmente contra namorar com um jogador…
Inês – Era! Até conhecer o David. Além disso não estou a forçar nada! Apenas os convidei aos dois…
Ruben – Claro! Dois solteiros num jantar de convívio para casais… Isto ainda vai dar confusão e eu não quero cá estar para ver…
Inês – Ai mais vais estar! Amor, acredita eu sei o que estou a fazer…
Ruben – Eu espero bem que sim! Estou farto de ver a minha melhor amiga constantemente magoada.
Inês – Acredita em mim amor! Amo-te! (beija-o)
Ruben – Amo-te!
(campainha toca)
Inês – Devem ser eles!
Abre a porta
Elena - Hola, hemos llegado demasiado pronto?
Inês – Nada disso! Estão mesmo a horas! Entrem!
Inês cumprimenta Elena e Javi, e elas seguem para a cozinha enquanto Javi e Ruben ficam na sala. Depressa chegam Fábio Coentrão e a sua mulher.
Campainha toca e Inês vai abrir.
Adriana – Olá! Desculpem o atraso!
Inês – Não faz mal… O jantar também está um bocadinho atrasado. (cumprimenta-a)
Adriana cumprimenta todos e junta-se às mulheres na cozinha.
Andreia (Mulher de Fábio) – Não para já não penso em casamento…
Inês – Pois eu nem agora nem nunca… Já disse ao Ruben! Ele respeita! Não me quero casar, para mim não faz qualquer sentido ter de assinar uns papeis para provar o que quer que seja. Amo-o, ele sabe, os amigos também e a família também e acho que isso é tudo o que importa.
Adriana – Ai não digas isso! Eu sonho em casar-me. Vestida de noiva, na igreja! Não é uma questão de assinar uns papéis para provar alguma coisa. É mostrar a todos como nos amamos, unir as nossas almas para toda a vida com a bênção de Deus.
Elena - Es tan hermoso!
Inês – Bem o jantar está pronto!
Andreia – Então vamos para a mesa!
Inês – Não! Ainda falta gente!
Adriana – Falta? Pensei que estávamos todos…
A campainha toca.
Inês – Ai está! Chegou!
Seguem todas atrás de Inês e Andreia e Elena levam a comida.
Inês abre a porta não cabendo em si de tanta alegria, e quando a abre Adriana fica incrédula.
Inês – Olá David! (cumprimenta-o)
David – Oi! Desculpa o atraso mas apanhei trânsito….
Ruben – Mentiroso! Tiveste foi 3 horas ao espelho a arranjar os caracóis!
David – Ah Ah! Engraçadinho você!
David entra e junta-se aos outros e Adriana aproxima-se de Inês.
Adriana – Eu sabia que estavas a tramar alguma! (sussurra)
Inês – O que é que eu fiz? Só convidei o David para o jantar para não seres a única solteira.
Adriana – Chega Inês! Estou farta destas tretas! Deixem-me em paz! Da minha vida pessoal trato eu! Isto passou todos os limites (agarra na sua mala e começa a vestir o casaco dirigindo-se para a porta)
Inês – Adriana não me podes fazer isto! Não te podes ir embora! (seguindo-a)
Adriana – Ai não? Observa! (chega ao pé da porta e agarra a maçaneta mas o seu movimento é interceptado pela mão de Inês)
Inês – Ouve Adriana! Eu sei que não me devia ter metido na tua vida mas eu amo o Ruben e tu és muito importante para ele, ele quer-te ver-te feliz. Eu fiz isto por ele e porque te adoro. Porque sou tua amiga! Não fiques chateada comigo… Por favor fica para jantar!
Adriana – Não estou chateada mas perdi a vontade de comer… (dirige-se á sala onde todos aguardavam por elas) Desculpem malta mas eu não vou puder ficar para jantar…
Ruben – Aconteceu alguma coisa? (aproximando-se dela sussurrando)
Adriana – Sabes bem o que foi… Mas contigo falo depois!
Ruben – Adriana! Isto foi ideia dela… Não te vás embora… Vá lá!
Adriana – Não dá a serio! Perdi qualquer vontade que tinha de ficar aqui!
Ruben – Não faças isto! O David vai ficar a pensar que é por ele…
Adriana – Não Ruben! Isto é por mim! Eu devo ser mesmo desgraçada para precisar da ajuda de tanta gente para arranjar um namorado (mágoa na voz)... Bem bom apetite! Divirtam-se! (dirigindo-se aos restantes)
Adriana atravessava o hall com passos largos, ela estava realmente furiosa por se estarem a meter na sua vida. Por um lado não queria ficar ali porque Inês tinha que aprender mas por outro queria muito ficar e passar uma noite divertida. Mas agora já tinha aberto a porta… fechou-a mesmo atrás de si. Agora era tempo de tomar o caminho para casa.
Sala:
David – É impressão minha ou ela foi-se embora porque eu cheguei?
Ruben – Foi!
Inês – Impressão tua!
David – Em que é que ficamos?
Ruben – Ela foi-se embora porque a Inês armou este jantar para vocês passarem tempo juntos e não te disse nem a ti que ela cá ia estar, nem a ela que tu cá ias estar. A Adriana percebeu o esquema todo e passou-se porque não gosta que se metam na vida dela.
Inês – Bem mas agora vamos esquecer isto… Vamos jantar que eu depois falo com ela.
David agarra no telemóvel para mandar uma SMS.
“Lamento o que aconteceu, mas a verdade é que eu também não sabia de nada. Não fica zangada com a Inês não, ela não fez isso por mal.
Beijo
David”
Adriana ia na rua e lê a SMS de David e de novo um sorriso ilumina a sua face.
Adriana começa a ter a sensação de que está a ser seguida mas ignora-a até que o rapaz de quem ela gostava lhe aparece á frente.
Adriana – O que é que estás aqui a fazer?
Diogo – Vim ver a tua extrema felicidade com os teus amigos famosos…
Adriana – Deixa-os fora disto!
Diogo – Para quem dizia que me amava tanto ultrapassas-te bem depressa!
Adriana – A sério! Vai-te embora. Eu estou a esquecer-te por isso não dificultes as coisas. Eu sofri durante 3 anos por ti e tu não fizeste senão outra coisa a não ser humilhar-me, desprezar-me, gozar comigo! O que é que queres agora?
Diogo – Quero-te a ti! Eu percebi que te amo… A sério que sim… Eu amo-te!
Adriana – Que me amas? Tu não podes estar bom! Disseste-me isso tantas vezes e depois ias-te embora. Voltavas, dizias o mesmo e voltavas a ir-te embora. Tudo para gozares com a minha cara! E agora dizes que me amas? Deixa-me em paz! Agora não podes voltar… Eu estou a aprender a deixar de te amar… (deixou-o para trás)
Sem mais nem menos nuvens negras inundam o céu e uma chuva forte rebenta quando Adriana ainda não estava muito longe da casa de Inês. Adriana não sabia se devia voltar atrás ou tentar apanhar um táxi ou um autocarro. Tentou apanhar um táxi mas estavam todos cheios e os que não estavam não paravam, não havia autocarros por perto para casa dela por isso restava-lhe a primeira opção.
Adriana estava ensopada e cheia de frio. Os seus lábios começavam a ficar roxos e os seus dentes batiam enquanto espasmos de frio lhe percorriam o corpo. Adriana iniciou então uma corrida até à casa de Inês. Quando finalmente chegou tocou á campainha.
Sala:
Ruben – Eu vou lá! (abriu a porta) Adriana? Olha para o teu estado, miúda!
Adriana abraçou Ruben chorando.
Ruben – O que é que aconteceu? Porque é que estás a chorar?
Adriana – Foi o Diogo! Ele encontrou-me lá fora e voltou a fazê-lo. Voltou a gozar com a minha cara! (e volta a cair num choro sentido)
Ruben – Eu não acredito!
Andreia – Olhem para o estado dela, Inês vai buscar uma toalha!
Inês – Está aqui! (enrola Adriana numa toalha)
Andreia – Tens de tomar um banho de água quente e trocar essa roupa!
Adriana assentiu que sim com a cabeça.
Andreia – Anda eu vou contigo!
Adriana – Não, vão jantar! Eu fico bem só preciso de uma roupa e de chamar um táxi para ir para casa.
Andreia – A sério eu vou contigo!
Ruben Amorim – Amor, tens a certeza que isto vai correr bem?
Inês – Sim amor não te preocupes (põe os braços em volta do pescoço dele) Eles vão adorar!
Ruben – Isto é um jantar de casais… A Adriana vai-se passar… Ela é a única que vai estar sozinha! Não a avisaste de nada!
Inês – Não está sozinha… Tem o David!
Ruben – Inês diz-me que tu não estás a fazer o que eu penso que tu estás a fazer…
Inês – Podes apostar! (sorri)
Ruben – A Adriana detesta essas coisas… Eles conheceram-se agora se tiver de acontecer alguma coisa acontecerá! Sabes bem que a Adriana ainda não esqueceu o outro… Ela ainda gosta dele por isso não me parece que ela e o David possam vir a ter o que quer que seja… Ela ainda vai acabar magoada. E ela é totalmente contra namorar com um jogador…
Inês – Era! Até conhecer o David. Além disso não estou a forçar nada! Apenas os convidei aos dois…
Ruben – Claro! Dois solteiros num jantar de convívio para casais… Isto ainda vai dar confusão e eu não quero cá estar para ver…
Inês – Ai mais vais estar! Amor, acredita eu sei o que estou a fazer…
Ruben – Eu espero bem que sim! Estou farto de ver a minha melhor amiga constantemente magoada.
Inês – Acredita em mim amor! Amo-te! (beija-o)
Ruben – Amo-te!
(campainha toca)
Inês – Devem ser eles!
Abre a porta
Elena - Hola, hemos llegado demasiado pronto?
Inês – Nada disso! Estão mesmo a horas! Entrem!
Inês cumprimenta Elena e Javi, e elas seguem para a cozinha enquanto Javi e Ruben ficam na sala. Depressa chegam Fábio Coentrão e a sua mulher.
Campainha toca e Inês vai abrir.
Adriana – Olá! Desculpem o atraso!
Inês – Não faz mal… O jantar também está um bocadinho atrasado. (cumprimenta-a)
Adriana cumprimenta todos e junta-se às mulheres na cozinha.
Andreia (Mulher de Fábio) – Não para já não penso em casamento…
Inês – Pois eu nem agora nem nunca… Já disse ao Ruben! Ele respeita! Não me quero casar, para mim não faz qualquer sentido ter de assinar uns papeis para provar o que quer que seja. Amo-o, ele sabe, os amigos também e a família também e acho que isso é tudo o que importa.
Adriana – Ai não digas isso! Eu sonho em casar-me. Vestida de noiva, na igreja! Não é uma questão de assinar uns papéis para provar alguma coisa. É mostrar a todos como nos amamos, unir as nossas almas para toda a vida com a bênção de Deus.
Elena - Es tan hermoso!
Inês – Bem o jantar está pronto!
Andreia – Então vamos para a mesa!
Inês – Não! Ainda falta gente!
Adriana – Falta? Pensei que estávamos todos…
A campainha toca.
Inês – Ai está! Chegou!
Seguem todas atrás de Inês e Andreia e Elena levam a comida.
Inês abre a porta não cabendo em si de tanta alegria, e quando a abre Adriana fica incrédula.
Inês – Olá David! (cumprimenta-o)
David – Oi! Desculpa o atraso mas apanhei trânsito….
Ruben – Mentiroso! Tiveste foi 3 horas ao espelho a arranjar os caracóis!
David – Ah Ah! Engraçadinho você!
David entra e junta-se aos outros e Adriana aproxima-se de Inês.
Adriana – Eu sabia que estavas a tramar alguma! (sussurra)
Inês – O que é que eu fiz? Só convidei o David para o jantar para não seres a única solteira.
Adriana – Chega Inês! Estou farta destas tretas! Deixem-me em paz! Da minha vida pessoal trato eu! Isto passou todos os limites (agarra na sua mala e começa a vestir o casaco dirigindo-se para a porta)
Inês – Adriana não me podes fazer isto! Não te podes ir embora! (seguindo-a)
Adriana – Ai não? Observa! (chega ao pé da porta e agarra a maçaneta mas o seu movimento é interceptado pela mão de Inês)
Inês – Ouve Adriana! Eu sei que não me devia ter metido na tua vida mas eu amo o Ruben e tu és muito importante para ele, ele quer-te ver-te feliz. Eu fiz isto por ele e porque te adoro. Porque sou tua amiga! Não fiques chateada comigo… Por favor fica para jantar!
Adriana – Não estou chateada mas perdi a vontade de comer… (dirige-se á sala onde todos aguardavam por elas) Desculpem malta mas eu não vou puder ficar para jantar…
Ruben – Aconteceu alguma coisa? (aproximando-se dela sussurrando)
Adriana – Sabes bem o que foi… Mas contigo falo depois!
Ruben – Adriana! Isto foi ideia dela… Não te vás embora… Vá lá!
Adriana – Não dá a serio! Perdi qualquer vontade que tinha de ficar aqui!
Ruben – Não faças isto! O David vai ficar a pensar que é por ele…
Adriana – Não Ruben! Isto é por mim! Eu devo ser mesmo desgraçada para precisar da ajuda de tanta gente para arranjar um namorado (mágoa na voz)... Bem bom apetite! Divirtam-se! (dirigindo-se aos restantes)
Adriana atravessava o hall com passos largos, ela estava realmente furiosa por se estarem a meter na sua vida. Por um lado não queria ficar ali porque Inês tinha que aprender mas por outro queria muito ficar e passar uma noite divertida. Mas agora já tinha aberto a porta… fechou-a mesmo atrás de si. Agora era tempo de tomar o caminho para casa.
Sala:
David – É impressão minha ou ela foi-se embora porque eu cheguei?
Ruben – Foi!
Inês – Impressão tua!
David – Em que é que ficamos?
Ruben – Ela foi-se embora porque a Inês armou este jantar para vocês passarem tempo juntos e não te disse nem a ti que ela cá ia estar, nem a ela que tu cá ias estar. A Adriana percebeu o esquema todo e passou-se porque não gosta que se metam na vida dela.
Inês – Bem mas agora vamos esquecer isto… Vamos jantar que eu depois falo com ela.
David agarra no telemóvel para mandar uma SMS.
“Lamento o que aconteceu, mas a verdade é que eu também não sabia de nada. Não fica zangada com a Inês não, ela não fez isso por mal.
Beijo
David”
Adriana ia na rua e lê a SMS de David e de novo um sorriso ilumina a sua face.
Adriana começa a ter a sensação de que está a ser seguida mas ignora-a até que o rapaz de quem ela gostava lhe aparece á frente.
Adriana – O que é que estás aqui a fazer?
Diogo – Vim ver a tua extrema felicidade com os teus amigos famosos…
Adriana – Deixa-os fora disto!
Diogo – Para quem dizia que me amava tanto ultrapassas-te bem depressa!
Adriana – A sério! Vai-te embora. Eu estou a esquecer-te por isso não dificultes as coisas. Eu sofri durante 3 anos por ti e tu não fizeste senão outra coisa a não ser humilhar-me, desprezar-me, gozar comigo! O que é que queres agora?
Diogo – Quero-te a ti! Eu percebi que te amo… A sério que sim… Eu amo-te!
Adriana – Que me amas? Tu não podes estar bom! Disseste-me isso tantas vezes e depois ias-te embora. Voltavas, dizias o mesmo e voltavas a ir-te embora. Tudo para gozares com a minha cara! E agora dizes que me amas? Deixa-me em paz! Agora não podes voltar… Eu estou a aprender a deixar de te amar… (deixou-o para trás)
Sem mais nem menos nuvens negras inundam o céu e uma chuva forte rebenta quando Adriana ainda não estava muito longe da casa de Inês. Adriana não sabia se devia voltar atrás ou tentar apanhar um táxi ou um autocarro. Tentou apanhar um táxi mas estavam todos cheios e os que não estavam não paravam, não havia autocarros por perto para casa dela por isso restava-lhe a primeira opção.
Adriana estava ensopada e cheia de frio. Os seus lábios começavam a ficar roxos e os seus dentes batiam enquanto espasmos de frio lhe percorriam o corpo. Adriana iniciou então uma corrida até à casa de Inês. Quando finalmente chegou tocou á campainha.
Sala:
Ruben – Eu vou lá! (abriu a porta) Adriana? Olha para o teu estado, miúda!
Adriana abraçou Ruben chorando.
Ruben – O que é que aconteceu? Porque é que estás a chorar?
Adriana – Foi o Diogo! Ele encontrou-me lá fora e voltou a fazê-lo. Voltou a gozar com a minha cara! (e volta a cair num choro sentido)
Ruben – Eu não acredito!
Andreia – Olhem para o estado dela, Inês vai buscar uma toalha!
Inês – Está aqui! (enrola Adriana numa toalha)
Andreia – Tens de tomar um banho de água quente e trocar essa roupa!
Adriana assentiu que sim com a cabeça.
Andreia – Anda eu vou contigo!
Adriana – Não, vão jantar! Eu fico bem só preciso de uma roupa e de chamar um táxi para ir para casa.
Andreia – A sério eu vou contigo!
Capítulo 4 - Sempre no caminho...
Adriana seguia no metro enquanto falava ao telefone com Débora.
Adriana – Sim, sim eu sei. Vou chegar atrasada...
Débora – Despacha-te… Falta-nos um membro para podermos jogar e isto sem ti não tem piada…
Adriana – Eu vou tentar despachar-me o mais depressa possivel… Já estou a duas paragens daí… Daqui a nada estou a chegar…
Débora – Okay okay, vem com cuidado. Até já!
10 minutos depois, Estádio da luz:
Começa a correr pelos corredores muito apressada até que choca com alguém e o dossier que trazia na mão cai ao chão.
Adriana – Desculpe! (apanhando as folhas soltas do chão)
David – Tudo bem! Mas para a próxima vai com mais calma…
Adriana reconhece a voz e olha para cima.
Adriana – Tu? O que é que estás aqui a fazer?
David – Não sei… mas ouvi dizer que sou jogador do Benfica. Eu é que pergunto o que é que você tá aqui a fazer e a correr dessa maneira…
Adriana – Ah… Vim jogar com as outras… Volei! (meio atrapalhada e gaguejando)
David – Ah então você também vai jogar com elas?
Adriana – Sim vou… Como é que sabias do jogo?
David – Os outros foram todos ver mas eu não sabia que você também ia jogar como não te vi lá… Mas aquilo até está a ser muito engraçado… Mas aborreci-me e dei o fora.
Adriana – Já sei! A tua onda é mais o futebol…
David – Eu não diria que foi esse o motivo do meu aborrecimento não, mas sim… você pode acreditar que foi por isso….
Adriana – Bem eu tenho de ir andando porque estou atrasada e elas vão matar-me…
David – Tudo bem… A gente se encontra por aí então…
Adriana – Sim encontramo-nos por aí… (envergonhada)
E Adriana retoma a passada acelarada até ao balneário e depois até ao campo de volei.
Adriana – Olá meninas, desculpem o atraso!
Débora – Fogo estava a ver que não…
Adriana – Desculpa, a culpa foi dos transportes, não minha!
Débora – Okay, Okay! Vamos mas é começar a jogar!
Adriana – Sim, vamos lá!
Posicionam-se todas mas Inês aproxima-se momentaneamente de Adriana para lhe segredar uma coisa.
Inês – Por pouco não vias o David…
Adriana – Ai sim? (fazendo-se de desentendida)
Inês – Sim ele esteve aì… mas acabou por se ir embora… Não estavas cá tu sabes…
Adriana – Deixa de ser parva!
Inês – Okay, okay, chama-me parva! Olha. Logo á noite! Jantar! Na minha casa!
Adriana – A propósito de quê?
Inês – Convívio de amigos, só isso!
Adriana – Sim… Estou a ver!
Débora – Malta! Podemos deixar-nos de conversa e começar a jogar?
Todas – Bora! Vamos lá!
1 hora depois
Inês, Débora, Adriana e Romanella comemoram terem vencido.
Romanella – Grand partido chicas!
Adriana – Sim, mas estou rota. (atira-se para o chão)
Inês – Só nos fez bem! Temos de manter a forma meninas!
Débora – Sim afinal vocês namoram com jogadores de futebol!
Adriana – Fonix! Deus me livre! Fala por elas!
Inês – Adriana, Adriana! Não desdenhes! Não tem mal nenhum, são pessoas como qualquer outra.
Adriana – Ya! Tirando o facto de terem sempre paparazzis atrás deles, estarem sempre em estágios e treinos e terem de mudar de país se forem vendidos a outro clube. Logo não tem mal nenhum!
Romanella – Es sú trabajo!
Inês – Sim, como as modelos, actrizes…. Há sempre um preço a pagar.
Adriana – Sim… Talvez tenham razão. Mas continuo com a minha… Que deus me livre e guarde!
Adriana levanta-se do chão.
Débora – Vamos mas é tomar um banho!
Brenda – Sim! As derrotadas também têm direito a um banho…
Romanella – Si, és verdade. Dérrotadas! (diz brincando com o outro grupo de raparigas que havia perdido)
Adriana – Vá meninas deixem-se de coisas! Perder ou ganhar também é desporto!
Brenda – É?
Adriana – Ah… Não!
Todos se riem á gargalhada e seguem para os balneários.
Seguiam na conversa quando Adriana esbarra de novo com uma pessoa porque ia a olhar para o lado.
David – Ultimamente andamos a chocar muito…
Adriana – Desculpa… Mas desta vez eu ia no meu caminho!
David – Mas você ia a olhar pro lado… por isso acho que a culpa é sua de novo…
Inês – Nós vamos andando Adriana… Até já!
Adriana – Esperem meninas! Eu vou com vo…cês! (elas já tinham todas entrado no balneário)
David riu-se.
Adriana – Obrigadinha!
David – Você joga muito!
Adriana – Viste o jogo?
David – Um bocadinho…
Adriana – Não te tinhas aborrecido?
David – Sim, todos eles tinham lá alguém para ver, namorada, esposa, eu não! Por isso me aborreci. Mas como você estava lá eu resolvi dar uma olhada e gostei do que vi. Você joga muito bem!
Adriana – Obrigada! (meio constrangida)
David – E na verdade também voltei atrás porque me esqueci de uma coisa… (começavam os dois a caminhar para o balneário)
Adriana – O quê?
David – De te pedir o seu número… (envergonhado)
Adriana – O meu número? (rindo)
David – Sim… Mas você não tem de me dar senão quiser. Só que eu pensei que dava sempre jeito ter para um dia marcarmos um café ou assim…
Adriana – Eu não bebo café…
David – Okay, já percebi que você não está muito para ai virada… Acho que fica para uma próxima… (chegam á porta do balneário e ele dá-lhe um beijo na cara despedindo-se)
Adriana – David? (ele que já seguia de costas olha para ela) Tens caneta? (sorrindo)
David estende-lhe uma caneta e Adriana escreve o seu número de telefone na palma da mão direita dele.
David – Mudou de ideias?
Adriana – Não, estava só a brincar contigo…
David – É o seu número verdadeiro?
Adriana – Não sei… Se quiseres saber, vais ter de experimentar… (beija-o na cara e entra dentro do balneário)
Adriana encosta-se à parede do balneário, desliza até ao fundo e desmancha-se num enorme sorriso
As outras vinham a sair do duche.
Débora – Que cara é essa?
Adriana – Nada, estou só bem disposta…
O telemóvel de Adriana dá o sinal de SMS e esta apressa-se a correr para ver de quem era a SMS.
“Adorei te conhecer, você é uma menina muito especial e única. Estou esperando que mude de ideia e queira ir tomar um café comigo. Ah e estou rezando para que este seja mesmo o seu número! =P
Beijo
David Luiz”
Adriana sorri ao ler a sms
Inês – Quem é?
Adriana – Um amigo…
Inês – Sim pois… Um amigo! Imagino!
Adriana – A sério que sim!
Inês – Bem meninas não se esqueçam do jantar logo á noite!
Brenda – Eu e o Luisão não tamos podendo, você já sabe!
Romanella – Yo tan pouco!
Inês – Okay, então sobro eu, a Adriana e a Elena!
Elena – Si! Yo e Javi vamos!
Andreia – E eu e o Fábio também…
Inês – Ainda bem! Vai ser um jantar muito agradável!
Adriana – Sim, sim eu sei. Vou chegar atrasada...
Débora – Despacha-te… Falta-nos um membro para podermos jogar e isto sem ti não tem piada…
Adriana – Eu vou tentar despachar-me o mais depressa possivel… Já estou a duas paragens daí… Daqui a nada estou a chegar…
Débora – Okay okay, vem com cuidado. Até já!
10 minutos depois, Estádio da luz:
Começa a correr pelos corredores muito apressada até que choca com alguém e o dossier que trazia na mão cai ao chão.
Adriana – Desculpe! (apanhando as folhas soltas do chão)
David – Tudo bem! Mas para a próxima vai com mais calma…
Adriana reconhece a voz e olha para cima.
Adriana – Tu? O que é que estás aqui a fazer?
David – Não sei… mas ouvi dizer que sou jogador do Benfica. Eu é que pergunto o que é que você tá aqui a fazer e a correr dessa maneira…
Adriana – Ah… Vim jogar com as outras… Volei! (meio atrapalhada e gaguejando)
David – Ah então você também vai jogar com elas?
Adriana – Sim vou… Como é que sabias do jogo?
David – Os outros foram todos ver mas eu não sabia que você também ia jogar como não te vi lá… Mas aquilo até está a ser muito engraçado… Mas aborreci-me e dei o fora.
Adriana – Já sei! A tua onda é mais o futebol…
David – Eu não diria que foi esse o motivo do meu aborrecimento não, mas sim… você pode acreditar que foi por isso….
Adriana – Bem eu tenho de ir andando porque estou atrasada e elas vão matar-me…
David – Tudo bem… A gente se encontra por aí então…
Adriana – Sim encontramo-nos por aí… (envergonhada)
E Adriana retoma a passada acelarada até ao balneário e depois até ao campo de volei.
Adriana – Olá meninas, desculpem o atraso!
Débora – Fogo estava a ver que não…
Adriana – Desculpa, a culpa foi dos transportes, não minha!
Débora – Okay, Okay! Vamos mas é começar a jogar!
Adriana – Sim, vamos lá!
Posicionam-se todas mas Inês aproxima-se momentaneamente de Adriana para lhe segredar uma coisa.
Inês – Por pouco não vias o David…
Adriana – Ai sim? (fazendo-se de desentendida)
Inês – Sim ele esteve aì… mas acabou por se ir embora… Não estavas cá tu sabes…
Adriana – Deixa de ser parva!
Inês – Okay, okay, chama-me parva! Olha. Logo á noite! Jantar! Na minha casa!
Adriana – A propósito de quê?
Inês – Convívio de amigos, só isso!
Adriana – Sim… Estou a ver!
Débora – Malta! Podemos deixar-nos de conversa e começar a jogar?
Todas – Bora! Vamos lá!
1 hora depois
Inês, Débora, Adriana e Romanella comemoram terem vencido.
Romanella – Grand partido chicas!
Adriana – Sim, mas estou rota. (atira-se para o chão)
Inês – Só nos fez bem! Temos de manter a forma meninas!
Débora – Sim afinal vocês namoram com jogadores de futebol!
Adriana – Fonix! Deus me livre! Fala por elas!
Inês – Adriana, Adriana! Não desdenhes! Não tem mal nenhum, são pessoas como qualquer outra.
Adriana – Ya! Tirando o facto de terem sempre paparazzis atrás deles, estarem sempre em estágios e treinos e terem de mudar de país se forem vendidos a outro clube. Logo não tem mal nenhum!
Romanella – Es sú trabajo!
Inês – Sim, como as modelos, actrizes…. Há sempre um preço a pagar.
Adriana – Sim… Talvez tenham razão. Mas continuo com a minha… Que deus me livre e guarde!
Adriana levanta-se do chão.
Débora – Vamos mas é tomar um banho!
Brenda – Sim! As derrotadas também têm direito a um banho…
Romanella – Si, és verdade. Dérrotadas! (diz brincando com o outro grupo de raparigas que havia perdido)
Adriana – Vá meninas deixem-se de coisas! Perder ou ganhar também é desporto!
Brenda – É?
Adriana – Ah… Não!
Todos se riem á gargalhada e seguem para os balneários.
Seguiam na conversa quando Adriana esbarra de novo com uma pessoa porque ia a olhar para o lado.
David – Ultimamente andamos a chocar muito…
Adriana – Desculpa… Mas desta vez eu ia no meu caminho!
David – Mas você ia a olhar pro lado… por isso acho que a culpa é sua de novo…
Inês – Nós vamos andando Adriana… Até já!
Adriana – Esperem meninas! Eu vou com vo…cês! (elas já tinham todas entrado no balneário)
David riu-se.
Adriana – Obrigadinha!
David – Você joga muito!
Adriana – Viste o jogo?
David – Um bocadinho…
Adriana – Não te tinhas aborrecido?
David – Sim, todos eles tinham lá alguém para ver, namorada, esposa, eu não! Por isso me aborreci. Mas como você estava lá eu resolvi dar uma olhada e gostei do que vi. Você joga muito bem!
Adriana – Obrigada! (meio constrangida)
David – E na verdade também voltei atrás porque me esqueci de uma coisa… (começavam os dois a caminhar para o balneário)
Adriana – O quê?
David – De te pedir o seu número… (envergonhado)
Adriana – O meu número? (rindo)
David – Sim… Mas você não tem de me dar senão quiser. Só que eu pensei que dava sempre jeito ter para um dia marcarmos um café ou assim…
Adriana – Eu não bebo café…
David – Okay, já percebi que você não está muito para ai virada… Acho que fica para uma próxima… (chegam á porta do balneário e ele dá-lhe um beijo na cara despedindo-se)
Adriana – David? (ele que já seguia de costas olha para ela) Tens caneta? (sorrindo)
David estende-lhe uma caneta e Adriana escreve o seu número de telefone na palma da mão direita dele.
David – Mudou de ideias?
Adriana – Não, estava só a brincar contigo…
David – É o seu número verdadeiro?
Adriana – Não sei… Se quiseres saber, vais ter de experimentar… (beija-o na cara e entra dentro do balneário)
Adriana encosta-se à parede do balneário, desliza até ao fundo e desmancha-se num enorme sorriso
As outras vinham a sair do duche.
Débora – Que cara é essa?
Adriana – Nada, estou só bem disposta…
O telemóvel de Adriana dá o sinal de SMS e esta apressa-se a correr para ver de quem era a SMS.
“Adorei te conhecer, você é uma menina muito especial e única. Estou esperando que mude de ideia e queira ir tomar um café comigo. Ah e estou rezando para que este seja mesmo o seu número! =P
Beijo
David Luiz”
Adriana sorri ao ler a sms
Inês – Quem é?
Adriana – Um amigo…
Inês – Sim pois… Um amigo! Imagino!
Adriana – A sério que sim!
Inês – Bem meninas não se esqueçam do jantar logo á noite!
Brenda – Eu e o Luisão não tamos podendo, você já sabe!
Romanella – Yo tan pouco!
Inês – Okay, então sobro eu, a Adriana e a Elena!
Elena – Si! Yo e Javi vamos!
Andreia – E eu e o Fábio também…
Inês – Ainda bem! Vai ser um jantar muito agradável!
Capítulo 3 - Até breve, quem sabe...
Os dois estavam sentados na explanada, enquanto a noite já ia longa a conversa prosseguia animadamente.
David – Então você tem medo de cachorro?
Adriana – Não é de cachorros… É de cães… Cães á seria! Com dentes! Que mordem!
David – Muito bom! Posso imaginar você fugindo de um… (ri-se)
Adriana – Muito engraçado! (ironicamente)
David – Me perdoa mas é que eu não imaginava uma mulher como você com medo de cachorro…
Adriana – Mulher eu? Eu só tenho 17 anos, fiz a semana passada…
David – Jura! Você é nova pra caramba!
Adriana – Literalmente eu ainda sou uma miudinha…
David – Não imaginava que você fosse uma garotinha, quem olha para você não diz isso não…
Adriana – Todos me dizem isso…
David – Pudera né?
Adriana – Bem a conversa está muito boa mas eu tenho de ir andando… (levantando-se e aproximando-se da porta da esplanada)
David – Já? Não pode ficar mais um pouco?
Adriana – Não vai dar mesmo… (entra no restaurante seguida de David)
David – Tudo bem! Foi agradável falar com você…
Adriana – Tenho de concordar…
David – Muito desiludida depois de me ver para além das revistas e jornais?
Adriana – Nem por isso… Por acaso fiquei com muito melhor impressão…
David – Que bom! (minutos de silêncio constrangedor)
Adriana – Bem então eu vou andando…
David – Sim… Gostei de conhecer você (dá-lhe um beijo no rosto)
Adriana – Eu também… Até uma próxima!
David – Até uma próxima!
Adriana afastava-se dele, agarrou na sua mala, despediu-se de todos e seguiu o seu caminho para casa juntamente com a sua melhor amiga. Seria uma longa noite de conversa…
Casa:
Adriana acaba de vestir o pijama e senta-se na cama
Débora – Então como é que foi?
Adriana – Normal… Ele é uma pessoa normal como qualquer outra…
Débora – Sim tirando que é o David Luiz e que é super giro. É normalíssimo!
Adriana – Oh! Sabes que mais do que tudo o admirava como pessoa nunca fui fã do género de perseguição… Acho que nem se pode chamar de fã… Gostava dele como jogador e pessoa. Só isso!
Débora – E agora? Depois de o conheceres…
Adriana – Não é muito diferente…
Débora – Sim claro! Engana-me que eu gosto!
Adriana – A sério!
Débora – E aquele tempo todo lá fora falaram sobre quê?
Adriana – Conhecemo-nos melhor…
Débora – Combinaram encontrar-se?
Adriana – Achas? Claro que não! Conheci um famoso e agora? A vida segue!
Débora – Sim mas admite lá que ele não é mil vezes melhor que o outro coiso de quem gostas…
Adriana – Ai não tem comparação! O outro é o outro! O David é um jogador do meu querido clube! Ponto final!
Débora – Sim sim… Eu vou fingir que acredito que isto não te abalou nem um bocadinho… E que não preferias estar a chamar “meu querido David” ao invés de “meu querido clube”… (ri-se)
Adriana – Ai olha vai mas é dormir e sonhar para outro lado!
Débora – Sim sim! É mesmo isso que vou fazer… Olha não te esqueças que amanhã combinámos aquele joguinho de volei com as meninas no estádio…
Adriana – Sim eu sei… Mas se calhar vou chegar um bocadinho atrasada…
Débora – Como sempre…
Adriana – Até parece! Dorme ó estronça! (atira-lhe com a almofada e riem-se)
Minutos depois já Débora dormia mas Adriana permanecia acordada pensando em tudo o que se tinha passado na semana anterior…
Penso no seu amor de 3 anos não correspondido e em ter conhecido o David Luiz, ao fim de tantos jogos na luz e tantos convívios com os jogadores e as mulheres.
Porquê só agora? Bem tudo tem o seu tempo e acontece por uma razão. Talvez aquilo tudo também tivesse a sua…
Mais tranquila, também Adriana se entregou nos braços dos sonhos até aos primeiros raios de sol da manhã seguinte…
David – Então você tem medo de cachorro?
Adriana – Não é de cachorros… É de cães… Cães á seria! Com dentes! Que mordem!
David – Muito bom! Posso imaginar você fugindo de um… (ri-se)
Adriana – Muito engraçado! (ironicamente)
David – Me perdoa mas é que eu não imaginava uma mulher como você com medo de cachorro…
Adriana – Mulher eu? Eu só tenho 17 anos, fiz a semana passada…
David – Jura! Você é nova pra caramba!
Adriana – Literalmente eu ainda sou uma miudinha…
David – Não imaginava que você fosse uma garotinha, quem olha para você não diz isso não…
Adriana – Todos me dizem isso…
David – Pudera né?
Adriana – Bem a conversa está muito boa mas eu tenho de ir andando… (levantando-se e aproximando-se da porta da esplanada)
David – Já? Não pode ficar mais um pouco?
Adriana – Não vai dar mesmo… (entra no restaurante seguida de David)
David – Tudo bem! Foi agradável falar com você…
Adriana – Tenho de concordar…
David – Muito desiludida depois de me ver para além das revistas e jornais?
Adriana – Nem por isso… Por acaso fiquei com muito melhor impressão…
David – Que bom! (minutos de silêncio constrangedor)
Adriana – Bem então eu vou andando…
David – Sim… Gostei de conhecer você (dá-lhe um beijo no rosto)
Adriana – Eu também… Até uma próxima!
David – Até uma próxima!
Adriana afastava-se dele, agarrou na sua mala, despediu-se de todos e seguiu o seu caminho para casa juntamente com a sua melhor amiga. Seria uma longa noite de conversa…
Casa:
Adriana acaba de vestir o pijama e senta-se na cama
Débora – Então como é que foi?
Adriana – Normal… Ele é uma pessoa normal como qualquer outra…
Débora – Sim tirando que é o David Luiz e que é super giro. É normalíssimo!
Adriana – Oh! Sabes que mais do que tudo o admirava como pessoa nunca fui fã do género de perseguição… Acho que nem se pode chamar de fã… Gostava dele como jogador e pessoa. Só isso!
Débora – E agora? Depois de o conheceres…
Adriana – Não é muito diferente…
Débora – Sim claro! Engana-me que eu gosto!
Adriana – A sério!
Débora – E aquele tempo todo lá fora falaram sobre quê?
Adriana – Conhecemo-nos melhor…
Débora – Combinaram encontrar-se?
Adriana – Achas? Claro que não! Conheci um famoso e agora? A vida segue!
Débora – Sim mas admite lá que ele não é mil vezes melhor que o outro coiso de quem gostas…
Adriana – Ai não tem comparação! O outro é o outro! O David é um jogador do meu querido clube! Ponto final!
Débora – Sim sim… Eu vou fingir que acredito que isto não te abalou nem um bocadinho… E que não preferias estar a chamar “meu querido David” ao invés de “meu querido clube”… (ri-se)
Adriana – Ai olha vai mas é dormir e sonhar para outro lado!
Débora – Sim sim! É mesmo isso que vou fazer… Olha não te esqueças que amanhã combinámos aquele joguinho de volei com as meninas no estádio…
Adriana – Sim eu sei… Mas se calhar vou chegar um bocadinho atrasada…
Débora – Como sempre…
Adriana – Até parece! Dorme ó estronça! (atira-lhe com a almofada e riem-se)
Minutos depois já Débora dormia mas Adriana permanecia acordada pensando em tudo o que se tinha passado na semana anterior…
Penso no seu amor de 3 anos não correspondido e em ter conhecido o David Luiz, ao fim de tantos jogos na luz e tantos convívios com os jogadores e as mulheres.
Porquê só agora? Bem tudo tem o seu tempo e acontece por uma razão. Talvez aquilo tudo também tivesse a sua…
Mais tranquila, também Adriana se entregou nos braços dos sonhos até aos primeiros raios de sol da manhã seguinte…
Capítulo 2 - Primeira conversa
Restaurante “Recanto da Bahia”, Lisboa
Todos os jogadores estavam reunidos à mesa com as suas esposas ou namoradas e quem não as tinha fazia-se acompanhar de amigos ou familiares e o serão estava agradável a mais uma comemoração de uma vitória.
Adriana estava sentada do lado das mulheres um lugar deslocado em frente ao do David.
Ela conversava amenamente e sempre muito discreta mas muito sorridente com a mulher de Fábio Coentrão.
Num momento Adriana agarrou no seu cabelo cacheado e puxou-o para o lado direito da nuca deixando o seu lado esquerdo descoberto apenas com algumas mechas de cabelo, e deixando assim à mostra os seus ombros e colo do peito evidenciados pelo seu top cai-cai.
Aquela rapariga não passava despercebida a nenhum rapaz que entrasse no restaurante, não era só pela sua beleza, era o seu carisma e mais do que isso o seu sorriso que iluminava uma sala inteira.
David não parara de admirar Adriana desde que a vira nos camarotes e agora cada vez mais agarrava o olhar nela.
Ruben – Ei puto!
David – Que foi fraquinho?
Ruben – Não dês tanto nas vistas…
David – Ah?
Ruben – Não te faças de desentendido já vi que estás sempre a olhar para ela…
David – Ela parece simpática…
Ruben – Porque é que não vais lá e tiras as dúvidas se ela é ou não simpática?
David – Achas?
Inês – Desculpem intrometer-me mas…
David – Já intrometeu né!
Inês – Desculpa está? Só ia dizer que a Adriana por acaso é uma grande fã tua! Isso facilitava as coisas! Mas desculpa-me está?
Aquilo saiu-lhe um pouco mais alto que o esperado e metade da mesa pode ouvir, inclusive Adriana que se engasgou perante tamanho inesperado.
David ficou constrangido e Adriana também, por isso durante o resto do jantar apenas se entreolharam quando tinham a certeza que o outro não via e que mais ninguém via.
Era chegada a hora do pagode.Todos dançavam, os brasileiros mandavam vir e os outros tentavam desenrascar-se o melhor que podiam.
Adriana estava encostada no vão da porta da esplanada fazendo tempo para se ir embora o mais depressa possivel sem que parece-se mal.
David – Oi!
Adriana sentiu um calor subir-lhe às bochechas e ela sabia que tinha de controlar-se antes que ficasse vermelha de tanta vergonha.
Adriana pensava “Adriana acalma-te! É só o David Luiz! Só! SÓ?? Ó MEU DEUS! É O DAVID LUIZ!”
Adriana – Olá!
David – Você me pareceu constrangida… Aquilo ali dentro foi um bocadinho esquisito…
Adriana – Pois lá isso tenho de admitir que foi…
David – Deixa pra lá, há coisas bem piores do que ser minha fã…Acho!
Adriana – Claro que sim, meia equipa do Benfica ficar a sabê-lo…
David – Não liga para eles não. Eles são mesmo assim. Tão sempre sacaneando as pessoas.
Adriana – Eu sei… Mas foi uma vergonha…
David – É assim tão mau ser minha fã?
Adriana – Não… Mas é mau tu saberes… Agora não me vais levar a sério!
David – Deixa de bobagem! Eu te levo a sério!
Adriana – A sério?
David – A sério! Muito mesmo! Eu acho você maior alto astral! Está sempre sorrindo e contando piadas…
Adriana – Obrigada… Acho!
David – Obrigado mesmo! Era um elogio! Me desculpa mas eu não sou bom nessas coisas de elogios.
Adriana – Não tem mal… Se ajuda, eu também não!
David – Parece que já é alguma coisa em comum…
Adriana – Parece que sim… (o breve sorriso volta a desvanecer-se)
David – Tira essa carinha… Não tem mal nenhum não. Bota de novo aquele sorriso. Vamos esquecer que você é minha fã e começar tudo de novo. Oi meu nome é David Luiz! (diz esticando a mão)
Adriana – Olá, o meu nome é Adriana!
David – Me fala sobre você! Eu quero te conhecer melhor…
Adriana – Então eu sou lisboeta e nos tempos livres faço alguns trabalhos de modelo. Sonho em formar carreira na área das artes performativas. O meu melhor amigo é o Ruben Amorim, conheci-o há seis anos porque os nossos pais são amigos. Adoro sol e praia. Quero no mínimo 4 filhos porque adoro crianças e sou adepta ferrenha do Benfica desde que nasci. (sorri)
David – E não vai querer saber nada de mim?
Adriana – Eu sei tudo sobre ti… (sorriu meio envergonhada revirando os olhos como sinal do óbvio) Ou quase tudo…
David – Então finge que não sabe! Aí eu te conto… (sorriso rasgado)
Adriana - Tudo bem!
David – Aceita mais uma bebida?
Adriana – Porque não?
David – Já volto!
David sai durante segundos e Adriana, já sozinha, pensa que ainda está num sonho e não está a conhecer o seu ídolo. Agora tudo aquilo que ela já admirava nele enquanto profissional e pessoa tinha duplicado e ela começava a admirá-lo cada vez mais.
Todos os jogadores estavam reunidos à mesa com as suas esposas ou namoradas e quem não as tinha fazia-se acompanhar de amigos ou familiares e o serão estava agradável a mais uma comemoração de uma vitória.
Adriana estava sentada do lado das mulheres um lugar deslocado em frente ao do David.
Ela conversava amenamente e sempre muito discreta mas muito sorridente com a mulher de Fábio Coentrão.
Num momento Adriana agarrou no seu cabelo cacheado e puxou-o para o lado direito da nuca deixando o seu lado esquerdo descoberto apenas com algumas mechas de cabelo, e deixando assim à mostra os seus ombros e colo do peito evidenciados pelo seu top cai-cai.
Aquela rapariga não passava despercebida a nenhum rapaz que entrasse no restaurante, não era só pela sua beleza, era o seu carisma e mais do que isso o seu sorriso que iluminava uma sala inteira.
David não parara de admirar Adriana desde que a vira nos camarotes e agora cada vez mais agarrava o olhar nela.
Ruben – Ei puto!
David – Que foi fraquinho?
Ruben – Não dês tanto nas vistas…
David – Ah?
Ruben – Não te faças de desentendido já vi que estás sempre a olhar para ela…
David – Ela parece simpática…
Ruben – Porque é que não vais lá e tiras as dúvidas se ela é ou não simpática?
David – Achas?
Inês – Desculpem intrometer-me mas…
David – Já intrometeu né!
Inês – Desculpa está? Só ia dizer que a Adriana por acaso é uma grande fã tua! Isso facilitava as coisas! Mas desculpa-me está?
Aquilo saiu-lhe um pouco mais alto que o esperado e metade da mesa pode ouvir, inclusive Adriana que se engasgou perante tamanho inesperado.
David ficou constrangido e Adriana também, por isso durante o resto do jantar apenas se entreolharam quando tinham a certeza que o outro não via e que mais ninguém via.
Era chegada a hora do pagode.Todos dançavam, os brasileiros mandavam vir e os outros tentavam desenrascar-se o melhor que podiam.
Adriana estava encostada no vão da porta da esplanada fazendo tempo para se ir embora o mais depressa possivel sem que parece-se mal.
David – Oi!
Adriana sentiu um calor subir-lhe às bochechas e ela sabia que tinha de controlar-se antes que ficasse vermelha de tanta vergonha.
Adriana pensava “Adriana acalma-te! É só o David Luiz! Só! SÓ?? Ó MEU DEUS! É O DAVID LUIZ!”
Adriana – Olá!
David – Você me pareceu constrangida… Aquilo ali dentro foi um bocadinho esquisito…
Adriana – Pois lá isso tenho de admitir que foi…
David – Deixa pra lá, há coisas bem piores do que ser minha fã…Acho!
Adriana – Claro que sim, meia equipa do Benfica ficar a sabê-lo…
David – Não liga para eles não. Eles são mesmo assim. Tão sempre sacaneando as pessoas.
Adriana – Eu sei… Mas foi uma vergonha…
David – É assim tão mau ser minha fã?
Adriana – Não… Mas é mau tu saberes… Agora não me vais levar a sério!
David – Deixa de bobagem! Eu te levo a sério!
Adriana – A sério?
David – A sério! Muito mesmo! Eu acho você maior alto astral! Está sempre sorrindo e contando piadas…
Adriana – Obrigada… Acho!
David – Obrigado mesmo! Era um elogio! Me desculpa mas eu não sou bom nessas coisas de elogios.
Adriana – Não tem mal… Se ajuda, eu também não!
David – Parece que já é alguma coisa em comum…
Adriana – Parece que sim… (o breve sorriso volta a desvanecer-se)
David – Tira essa carinha… Não tem mal nenhum não. Bota de novo aquele sorriso. Vamos esquecer que você é minha fã e começar tudo de novo. Oi meu nome é David Luiz! (diz esticando a mão)
Adriana – Olá, o meu nome é Adriana!
David – Me fala sobre você! Eu quero te conhecer melhor…
Adriana – Então eu sou lisboeta e nos tempos livres faço alguns trabalhos de modelo. Sonho em formar carreira na área das artes performativas. O meu melhor amigo é o Ruben Amorim, conheci-o há seis anos porque os nossos pais são amigos. Adoro sol e praia. Quero no mínimo 4 filhos porque adoro crianças e sou adepta ferrenha do Benfica desde que nasci. (sorri)
David – E não vai querer saber nada de mim?
Adriana – Eu sei tudo sobre ti… (sorriu meio envergonhada revirando os olhos como sinal do óbvio) Ou quase tudo…
David – Então finge que não sabe! Aí eu te conto… (sorriso rasgado)
Adriana - Tudo bem!
David – Aceita mais uma bebida?
Adriana – Porque não?
David – Já volto!
David sai durante segundos e Adriana, já sozinha, pensa que ainda está num sonho e não está a conhecer o seu ídolo. Agora tudo aquilo que ela já admirava nele enquanto profissional e pessoa tinha duplicado e ela começava a admirá-lo cada vez mais.
Capítulo 1 - Primeira impressão
Adriana – É uma jovem de 17 anos, de Lisboa, adepta ferrenha do Benfica desde que nasceu. É alta, tem cabelo médio castanho-escuro encaracolado, pestanas e olhos castanhos grandes e muito expressivos. Ela é muito cúmplice da sua melhor amiga, Débora e do seu melhor amigo, Ruben Amorim que conhece á 6 anos. Sofre há muito tempo por um amor não correspondido mas isso está prestes a mudar devido á entrada de uma nova pessoa na sua vida.
David Luiz – É um jovem de 23 anos, do Brasil, jogador do Benfica. É alto, tem cabelo castanho cheio de cachinhos (caracolinhos). É muito cúmplice do seu pai, mãe, irmã, e melhores amigos, Gustavo e Ruben Amorim.
Estádio da Luz, Benfica x Sporting
Elena (mulher de Javi Garcia) – Una victoria más, chicas!
Brenda (mulher de Luisão) – E desta vez contra os lagartos! (sotaque brasileiro)
Romanella (namorada de Saviola) – Cierto! Pero debemos admitir que mi Saviola fue genial!
Débora (melhor amiga de Adriana) – Por acaso eu gostei muito da prestação do David Luiz…
Adriana – Claro Dé! Como é óbvio! (gozando com ela)
Inês (Namorada de Ruben Amorim) – Não sei o que é que vêm nele…
Jogadores aparecem nesse momento, depois de se terem arranjado no balneário, mas é David quem mais sobressai com um cumprimento alegre acompanhado de um sorriso rasgado
David – Oi gente! (sotaque brasileiro)
Dé e Adriana olham-se mutuamente e riem-se discretamente.
Inês – Ok acho que já percebi… (avança para beijar Ruben) Olá amor!
Ruben – Olá… Então alguém me explica o que se passa aqui?
Brenda – Coisa de mulher! (ri olhando para Adriana e Dé)
Luisão – Posso imaginar! (sotaque brasileiro)
Elena – Bueno, yo creo que no! (dá uma gargalhada)
Romanella - Pero vamos a dejar de hablar y ir a comer algo, sí?
E seguem caminho para abandonar a catedral.Os jogadores caminham atrás e as mulheres, regressando às conversas, á frente.
David – Quem é ela?
Ruben – Quem a loira?
David – Não. A outra! A morena!
Ruben – É a Adriana.
Saviola - Ella hizo algunos trabajos de modelo con mi novia
Javi – Y con mi novia!
Ruben – É a minha melhor amiga… Interessado?
David – Não, nada disso! Mas ela é de facto maior gata, manz!
Luisão – Ou seja… Ele está interessado! (diz rindo-se)
David – Ah! Não vem me zoar não! Só disse que ela era gata… e é verdade!
Saviola – Yo puedo pedir su número a Romanella…
David – Não deixem estar. Discretos como vocês são ainda vão acabar fazendo borrada!
Saviola – Qué?
David – Que, que, que, o quê, rapaz! Você nunca percebe nada do que eu falo!
Saviola - Qué ha dicho? No puedo entender… (ar confuso)
Luisão – Esqueçe baixote! Vamos mas é levar elas para comerem antes que a sua namorada nos mate! (rindo)
Javi - Por supuesto! Qué esperan?
Prefácio
Prefácio
“O amor tem duas faces, e eu conheço o suficiente sobre cada uma delas para saber que no tabuleiro do jogo não há espaço para derrotados nem para vencedores. Aprendi a jogar com as artimanhas que tinha e umas vezes ganhei, outras vezes perdi. Eu já vivi o suficiente para saber que um amor mal interpretado leva ao ódio, ao ódio no seu estado mais puro e aplicável.Mas sei que quando a relação chega a um fim, certo ou errado, é preferível que esse acabe em paz para poder esquecer esse grande amor pacificamente, porque caso contrário esse fim traga ódio eu sei que jamais irei esquecê-lo porque se o odeio é sinal que ainda me importo, e se me importo é porque ainda o amo demais.E depois há aqueles amores passageiros, que com um simples piscar de olhos os colocamos no passado do ontem, aqueles que marcaram mas durante um tempo escasso, um tempo que já não volta mais.E depois há aqueles amores para a vida…Eu sei, eu sei! Amores assim não existem, é o que todos dizem, só nas histórias infantis, nos contos de fadas, nos tempos dos nossos bisavós em que para casar não era necessário amar pois aprendiam a fazê-lo com o tempo. Pois eu arrisco-me a afirmar que amores para a vida existem sim! Como é que eu posso duvidar se já vivi um. Um que marcou tanto, que me cicatrizou tão fundo…Um que jamais irei esquecer. E ele sabia disso também, pois com ele passava-se o mesmo, ele podia até não o dizer, mas os olhos dele não mentiam… Não podiam! Olhos que amam não mentem. Agora estou aqui rezando para Ele me dar de novo o olhar dele pousado em mim, o olhar daqueles olhos que nunca me mentiram, mas que tiveram de seguir o seu caminho para cumprir grandes sonhos.”
Eu sou fã do David Luiz, e acho que a maior parte de pessoas que vão ler esta história vão pensar “Ah! Coitadinha! Que tolinha, sonha tão alto!” ou então “Que louca! Completamente obcecada”. Eu respondo aos que estão a pensar desta maneira. Quem é que nunca sonhou? Quem é que por um único momento não imaginou que tudo era como sempre quis? Quem é que nunca admirou alguém famoso pelo seu trabalho, mas mais do que isso como pessoa? Lamento se nunca o fizeram pois não sabem o que estão a perder… Eu resolvi escrever esta história porque adoro escrever e acho que esta é uma maneira de partilhar uma coisa que eu tanto adoro fazer, de qualquer modo, cada um é fã á sua maneira e se eu encontrei nesta, outra maneira de o mostrar, então peço desculpa a quem não gostar, mas Deus era Deus e também não agradava a todos…Eu sei que isto é uma realidade inconquistável mas é como dizem… Sonhar não custa! =D
Atenção: A história é pura ficção qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Espero que gostem!