Adriana percorria as ruas de Lisboa, completamente lavada em lágrimas, que tentava controlar mas estava a tornar-se mais forte que ela. Quanto mais ela se esforçava por não chorar mais as lágrimas lhe afloravam o rosto.
O seu pai nunca fora preconceituoso, também na verdade Adriana nunca namorara com alguém de uma cultura diferente, mas ela não achava normal aquela atitude do seu pai, logo pelo facto de ele também se ter casado com uma mulher, a mãe de Adriana, que é uma descendente de um luso-cipriota e de uma italiana.
Adriana não sabia para onde ir, o chão parecia-lhe fugir debaixo dos pés, e o seu coração pulsava com tal força que ela o podia sentir na cabeça, provocando uma dor desconfortável.
Ela vagueava sem rumo e não era que esse facto a assusta-se mas ela precisava de encontrar um porto seguro, alguém com quem desabafar, e a primeira pessoa que lhe ocorre é David. Mas como é que ela iria dizer-lhe, sem o magoar, que o seu pai não aprovava a relação porque ele era brasileiro?
Depressa o seu pensamento pára em Ruben, mas ele devia estar a aproveitar a folga para estar com Inês e ela não queria atrapalhar, apesar de saber que não o faria mas achou melhor assim. O seu pensamento pára então em Débora que por aquela hora já estaria a bufar no café junto à sua casa, esperando por Adriana, que entretanto e com toda aquela confusão estava atrasada porque se esquecera completamente.
Adriana entra então na primeira estação de metro que encontra, e trocando apenas uma vez de linha acaba por chegar perto de sua casa muito rapidamente. Mal avista o café consegue ver Débora, sentada na esplanada, com um copo de água á sua frente, toda estatelada na cadeira e bufando por tudo o que era lado, tamanho não era o aborrecimento.
Adriana dá então um toque apressado ao seu andar e em poucos segundos junta-se a Débora na esplanada.
- Bem! Estava a ver que não! Estava a ganhar caruncho de estar tanto tempo aqui à espera – resmunga Débora deixando uma lufada de ar sair-lhe pela boca, bufando novamente
- Desculpa, esqueci-me que tínhamos marcado o café! – desculpa-se Adriana prontamente
- Pois, aposto que foste ter com o David e te esqueces-te de mim… - diz Débora meio amuada
- Nada disso! Fui almoçar com os meus pais e fui dar uma volta mas acabei por perder a noção das horas… - diz Adriana já tentando controlar o soluçar
Ao sentir a voz, que tão bem conhecia, da sua melhor amiga falhar, Débora encara-a pela primeira vez desde que ela chegara. Podia ver a tez pálida, o seu nariz vermelho e o seu lábio superior ligeiramente inchado, o que denunciava facilmente que ela tinha estado a chorar sem sequer precisar de olhar para os seus grandes olhos, agora inchados.
- Adriana! O que é que aconteceu? Estiveste a chorar… - diz Débora recompondo-se na cadeira
- Não foi nada, só uns stresses com o meu pai – diz Adriana sentando-se
- Com o teu pai? Impossível! Tu e o teu pai nunca têm stresses… - diz Débora rindo ironicamente não acreditando no que Adriana lhe contava
- Débora, juro! Eu hoje fui a casa dos meus pais almoçar e contar-lhes que namoro com o David e ent… - Adriana tenta contar o sucedido mas Débora interrompe-a
- Calma lá! Tu namoras com o David? Com o David Luiz? – pergunta Débora num sussurro porque havia mais gente na esplanada
- Sim. Começamos ontem! Ou achas que voltei porquê? Saudades de Portugal? Por amor de Deus! – diz Adriana num tom de voz revoltado
- Ai fico tão feliz! Vocês são feitos um para o outro! – chuta Débora num tom de voz sincero que Adriana facilmente deslinda - Mas então onde é que surge o stress com o teu pai no meio disso tudo? – pergunta Débora confusa
- Pois… Eu contei aos meus pais que namorava com o David, e a minha mãe ficou muito feliz…
- Óbvio! Estavas á espera do quê da Dona Isabel? – pergunta Débora sorrindo
- Pois… Mas o meu pai não reagiu bem… - diz Adriana com um semblante carregado
- Oh, isso foi do impacto inicial! – diz Débora desvalorizando a situação
- Não não foi Débora! O meu pai pediu-me que acabasse com “esta palhaçada” – diz Adriana num tom de voz irónico – porque eu e o David somos muito diferentes…
- Muito diferentes? Não percebi… - diz Débora confusa
- Pois ao inicio nem eu, ele rodeou falando das idades, estatuto social e a conversa acabou na cultura… - conta Adriana olhando Débora nos olhos
- Naa!! O teu pai não é assim! – afirma Débora começando a perceber ao que Adriana se referia
- Pois mas foi assim! Ele disse que ele não era o rapaz que ele tinha imaginado para mim, que eu merecia melhor e que devia acabar com ele antes que me magoasse porque isto não fazia qualquer sentido, e tudo porque ele é brasileiro! – diz Adriana num tom pejorativo
- Ai que mau, Adriana. Não é o facto de ele ser brasileiro que muda alguma coisa pois não? – pergunta Débora já confusa em relação ao que a amiga sentia uma vez que ela sabia que não havia nada que Adriana amasse mais do que a família
- Claro que não! Eu disse ao meu pai que se aquilo era uma escolha entre ele e o David a minha decisão estava tomada e levantei-me da mesa
- Estás a falar a sério? – pergunta Débora chocada com a atitude de Adriana
- Débora, eu amo o David, pode parecer piroso mas neste momento eu posso amar a minha família mas se eles não me apoiam nisto que tipo de amor é o deles? O David é importante, bolas! – diz Adriana num tom de voz tristonho
- Pois… Mas eu nunca te imaginei a tomar uma decisão dessas… - diz Débora escondendo a surpresa que teimava em querer invadir-lhe o rosto
- Eu sei, acho que o meu pai também não esperava por isso é que me disse aquelas coisas. Eu posso tê-lo desiludido, e sei que o fiz, mas ele nunca me tinha desiludido, e muito menos desta maneira… Agora é bola para a frente! Quando ele mudar de ideias em relação á pessoa que o David é eu estou disposta a conversar, mas de outra maneira lamento… - diz Adriana muito decidida da sua escolha
- E o que é que o David achou disto tudo? – pergunta Débora curiosa
- Não achou nada! – diz Adriana friamente
- Nada? Quer dizer tu discutes com o teu pai, marco raro na história nacional, ainda por cima por causa dele e ele não diz nada? Nem uma palavra de apoio? – diz Débora censurando-o
- Nada disso parva! Ele não disse nada porque eu nem sequer lhe contei… Como é que esperas que eu lhe diga que o meu pai não aceitou o namoro porque ele é diferente? “Olha desculpa lá amor, mas o meu pai não aceitou a relação porque és brasileiro então eu cortei relações com ele até ele reformular a sua opinião!” Estás louca só pode! – diz Adriana num tom irónico
- Pois também não pode ser assim mas vais ter de lhe contar… De uma maneira ou outra… - adverte Débora num tom sensato
- Eu sei que sim, mas tenho medo de magoá-lo… Como se ser brasileiro fosse algum crime, odeio pessoas preconceituosas! – diz Adriana batendo levemente com o seu punho cerrado na mesa
- Mas ele vai compreender, a culpa não é tua…
- A culpa não é minha mas afinal de contas ele é meu pai! E eu já sei que o David se vai sentir mal com uma situação destas… Como é que eu vou continuar a minha relação com ele sabendo ele que o meu pai não gosta dele pela nacionalidade? – chuta Adriana deixando a pergunta no ar
"A distância pode separar dois olhares, mas nunca dois corações..."
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Capítulo 69 - O QUÊ??
Adriana acordou muito cedo, apesar de só ter aulas de manhã o dia adivinhava-se longo, e nem ela podia imaginar o quanto.
O dia estava muito quente, e Adriana abre o seu guarda vestidos e escolhe uma roupa muito simples e fresquinha.
O dia estava muito quente, e Adriana abre o seu guarda vestidos e escolhe uma roupa muito simples e fresquinha.

Sem pensar muito, e já com alguma pressa, como um iogurte, agarra numa maçã para o caminho, nas suas chaves e telemóvel e sai de casa disparada para o metro.
O dia de aulas foi normal, não encontro Diogo, e por isso manteve-se calma o resto do dia, e aproveitou para marcar um cafezinho depois do almoço com Débora.
Á entrada do prédio dos seus pais David liga-lhe.
- Oi amor!
- Olá amor! Então já acordado?
- Sim, acordei agora!
- Hum, então não queres vir cá almoçar com os meus pais? – sugere Adriana provocando-o
- Hum , deixa p’ra lá! Olha depois do almoço, a gente pode ir beber café?
- Hum, amor já combinei com a Débora de irmos…
- Então passa cá em casa depois… Vamos dar um passeio ou assim. Vou ficar te esperando!
- Sim, está bem! Beijo! Amo-te!
- Também amo você! Beijo gata! – ambos desligam a chamada com um sorriso no rosto
Eram mais ou menos meio-dia e meia quando Adriana chegou ao apartamento dos seus pais, o cheirinho que já se sentia á saída do elevador denunciavam os cozinhados do pai de Adriana.
Adriana bate á porta e é a sua mãe que a vem abrir
- Mãe! – diz Adriana abraçando-a – Que saudades!
- Oh minha filha! – Solta Isabel tentando controlar o choro
- Então mãe! Chorar não vale!
- Tens razão filha! Entra o teu pai está a acabar de fazer o almoço.
O almoço era lasanha de frutos do mar, um dos pratos preferidos de Adriana, a conversa estava animada, e Adriana justificara o seu retorno com o facto de “aquilo não ser para si”, e não estava muito longe da verdade, mas o momento de falar sobre David havia chegado
- Pai. Mãe. Há uma coisa que vos quero contar! – diz Adriana limpando a boca
- Aconteceu alguma coisa filha? - pergunta-lhe a mãe
- Nada disso – diz Adriana muito sorridente aliviando a mãe
- Então? É uma coisa boa… Pareces feliz… - arrisca a mãe
- Sim, é uma coisa boa! – Adriana cala-se durante segundos e enche o peito de ar – Eu namoro com o David! – chuta Adriana esperando a reacção dos pais
- Não conheço nenhum amigo teu chamado David … - declara o pai ainda alheio á historia do David
- Pai… O David Luiz! – o pai de Adriana fica estático olhando na sua direcção – O amigo do Ruben… O jogador do Benfica – acrescenta Adriana mas não era preciso, o seu pai havia percebido muito bem a quem ela se referia
- Ai filha que bom! – diz a mãe sorridente passando o seu braço em torno de Adriana e encostando a sua cabeça á dela durante breves segundos – Fico muito feliz! – diz a mãe dela voltando a sentar-se direita
O silêncio instala-se naquela sala, nem barulho de talheres nem barulho de vozes, apenas o barulho de três respirações ansiosas, e o coração descompassado e nervoso de Adriana.
- O pai não vai dizer nada? – pergunta Adriana amedrontada
- Não há nada a dizer! – diz o pai secamente sorvendo um pouco do seu copo de vinho tinto
- Eu digo-lhe que namoro, que estou feliz e o pai não diz nada?
- Não é o tipo de rapaz que imaginei para ti! – diz o pai friamente
As lágrimas sobem aos olhos de Adriana
- Porque é que não é o tipo de rapaz que imaginou para mim?
- Porque ele é diferente! – diz o pai duramente
- Francisco! – adverte a mãe de Adriana
- Não mãe, deixei-o falar. Diferente em quê? – pergunta Adriana soluçando
- Diferente na idade…
- São só cinco anos! Isso não é nada!
- Diferentes no estatuto social…
- Eu estou a trabalhar na minha carreira e quem vê amor não vê dinheiro – aponta Adriana duramente
- Diferentes na cultura… - acrescenta o pai de Adriana num tom pejorativo
- O quê? Na cultura? O pai está a querer dizer o que eu penso que está a querer dizer? – os tons de voz alteram-se e uma discussão inicia-se
- Ele é brasileiro, minha filha! – atira Francisco á cara de Adriana
- E daí? É menos pessoa por isso? O pai está a ser preconceituoso! – atira Adriana deixando algumas lágrimas caírem dos seus olhos
- Ele não é rapaz para ti… Simplesmente isso, acaba com esta estupidez antes que te magoes… - pede o pai de Adriana
- Não pai! Eu amo-o! O pai não percebe… O pai está-me a desiludir tanto!
- Quem me está a desiludir és tu! Julgava-te mais inteligente… Mereces melhor!
- O David é o melhor! Não quero saber se é brasileiro! Deve ser melhor pessoa que muitos portugueses
- Bolas Adriana! Acaba com esse rapaz se ainda tens algum respeito pelo teu pai! – ordena ele num tom de voz ressentido
- Não, pai! Eu respeito-o mas então se isto é uma escolha entre o senhor e ele. Lamento mas a minha decisão está tomada! – diz Adriana levantando-se da mesa e pousando o guardanapo
- Adriana senta-te por favor, vamos conversar! – pede Isabel
- Eu depois ligo-lhe mãe! – diz Adriana carinhosamente dando um beijo no rosto da mãe
- Adriana! – chama o pai
- Esqueça pai! Quando mudar de ideias e deixar de ser preconceituoso talvez possamos conversar seriamente. Adeus, beijinhos – e sai batendo a porta
- Vês o que fizeste? Vamos acabar por perder a nossa filha… - diz Isabel censurando-o
- Não, ele é que vai acabar por levá-la para longe de nós – afirma Francisco nostálgico acabando por pôr algum sentindo em tanto preconceito para com David
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Capítulo 68 - Não queres vir comigo?
- Hum, estava tudo óptimo! – diz Adriana passando o guardanapo na boca
- Ainda bem que você gostou! Não ficou com fome? – pergunta David
- Fome? Deves pensar que me chamo Ruben Amorim ou David Luiz que só não comem um boi senão lhes derem! – diz Adriana gozando com David
- Engraçadinha, você! – diz David fazendo-lhe umas cócegas leves na barriga
- Queres que te vá preparar mais alguma coisa? – pergunta Adriana carinhosa encostando o seu perfil ao dele
- Hum… Não estou completamente satisfeito mas tá bom assim… - diz David sorrindo, beijando-a e desviando o seu perfil do dela
- Não tens de ficar com fome só porque eu não quero comer mais nada! – diz Adriana aproximando-se dele novamente
- Mas eu não estou com fome, não estou é cheio! Eu tou bem assim, se eu tiver fome eu vou e pego mais comida! Não se preocupa não! – diz David descontraído
- Hum… Estás-me a mentir mas pronto… - diz Adriana torcendo o nariz numa careta
- Não tou não! – diz David deitando-lhe a língua de fora – E agora quer fazer o quê?
- Hum, sei lá! Ainda é cedo… Mas pareces cansado… Se calhar eu vou andando e estamos juntos noutro dia - diz Adriana desencostando a cabeça do ombro dele
- Mas eu nunca tou cansado p’rá você… Ainda é cedo, vamos fazer mais alguma coisa! – resmunga David beijando-lhe a orelha
- Hum, está bem mas nada até muito tarde porque tens de descansar – diz Adriana afastando-o da sua orelha por entre risota
- Pô, a gente só começou a namorar hoje e você já tá me dispensando? – pergunta David fingindo-se indignado
- Ei! Nada disso! Não faças essa carinha, comigo não resulta! – diz Adriana tentando resistir á cara de David
- Você é cruel!
- Sabes como é, fofinho! – brinca Adriana piscando-lhe o olho – Bem e vamos fazer o quê?
- Não sei… Jogar na Playstation? – segure David
- Não, isso não! Jogos não! Vamos ver um filme ou assim… - sugere Adriana
- Um filme? – pergunta David com cara de enjoado
- Sim, um filme… - pede Adriana arregalados os seus olhos, por si só já grandes, e pondo-se de joelhos agarrada ao pescoço dele – Assim podemos ficar juntos… Por favor!
- Hum, tá bom então! Que seja o filme! – diz David num tom derrotado
- Ei, também senão quiseres não há problema! Não é preciso fazeres essa voz de perdedor! – diz Adriana
- O que você quer por mim está bom! – diz David roubando-lhe um beijo leve nos lábios
- Mesmo? – pergunta Adriana desconfiada
- Mesmo! – diz David sorrindo
- Então escolhe o filme! – ordena Adriana num tom carinhoso e David ajoelha-se perto da colecção de DVD’s
- Hum… Comédia? Drama? Ficção científica? Terror? – perguntava David erguendo um DVD de cada estilo na mão
- Hum… Comédia! – diz Adriana apontando na direcção de um dos DVD’s – Não tens uma manta ou cobertor? - pergunta Adriana sentando-se na beira do sofá
- Porquê? Cê tá com frio? – pergunta David meio preocupado e Adriana assente positivamente com a cabeça – Deixa que eu vou buscar então um casaco meu p’ra você e uma manta…
- Não é preciso! Fica aí a meter o DVD que eu vou lá… Diz-me só onde está! – prontifica-se Adriana levantando-se do sofá
- Os casacos cê sabe onde encontrar e a manta está na porta direita do meu armário, no fundo… - diz David virando-se com um sorriso
- Ok, volto já! – diz ela saindo em direcção ao quarto
O quarto dele era giro, tinha uma cama grande, com uma colcha branca e almofadas vermelhas, um armário com todos os seus ténis, ou cholés como ele lhe chamava. Podia ser o quarto perfeito não fosse a vista muito pouco encantadora do estádio inimigo. Adriana ri-se ao pensar como ele seria capaz de dormir sobre o olhar inimigo.
Ela abre o armário, tira um casaco preto com umas listas coloridas muito finas e suaves que veste imediatamente, e uma manta vermelha e preta, ao xadrez que estava no fundo do armário. Ao sair do quarto Adriana repara então numa guitarra apoiada num chão, ao um cantinho do quarto.
Adriana não percebe porque razão ele teria uma guitarra, muito curiosa coloca a manta debaixo do braço, e com as suas mãos agarra na guitarra dirigindo-se á sala.
David continuava ajoelhado em frente ao leitor de DVD colocando-o e Adriana interrompe a sua concentração, elevando o joelho, apoiando durante breves segundos a guitarra nele, e passando ao calhas os dedos nas cordas, reproduzindo um som grave que chama a atenção de David.
- Uma guitarra? Tocas? – pergunta Adriana num ar confuso entrando na sala e sentando-se no sofá
- Ah… Vou tocando! – diz David meio envergonhado
- E não me dizias nada? – pergunta Adriana admirada
- Não achei que fosse importante…
- Claro que é! Toca para mim! – pede Adriana
- Nada disso! Toca você para mim! – pede David com o seu sorriso encantador
- Hum… Isso é injusto! Já me viste cantar…
- Mas não vi você tocar… E eu sei que você toca que o Ruben me disse! – conta David
- Hum… Aquele gajo é uma boca de trapos! – refila Adriana
- Vai! Toca e canta p’ra mim! Só um pouquinho! – pedincha David
- Ok, Ok! Queres o quê? – pergunta Adriana
- Uma qualquer! – diz David sentando-se no sofá com um olhar embevecido na sua direcção
- Então vou tocar uma minha que escrevi quando estive em Nova Iorque – diz Adriana agarrando na guitarra
http://www.youtube.com/watch?v=h9wGyZFI3E4 (só para terem a noção de como soa um cover feminino da canção, prestem atenção á tradução da música ;D )
Adriana toca a música muito sorridente e trocando olhares com David que a olhava absorto pensando o quão sortudo era por ter uma mulher daquelas a sua lado. Ele percebe que a música tinha sido escrita a pensar nele, e não evita sorrir.
- Gostaste? – pergunta Adriana receosa
- Se eu gostei? Eu adorei! – sorri David
- Oh, Obrigada – agradece Adriana pousando a guitarra
- Posso fazer uma pergunta?
- Hum… Vem ai coisa… Mas vá podes, ó brasuca!
- Essa música foi escrita para mim? – pergunta David envergonhado
- Não és nada convencido! – chuta Adriana tentando não responder á pergunta mas David continuava a olhar para ela esperando uma resposta – Sim, é para ti! – revela Adriana envergonhada e olhando para o chão para esconder o sangue que lhe aflorava as maças do rosto
- Vem cá! – pede David puxando-a para junto de si – Eu te amo! – diz David roçando o seu nariz no dela
- Eu também! – diz Adriana roubando-lhe um beijo nos lábios – Muito! – acrescenta e escondendo a sua cara no pescoço dele
- E vamos ver o nosso filme Sra. Das vergonhas? – pergunta David brincando
- Sim, vamos! – diz Adriana encarando-o
David senta-se no sofá, Adriana corre para meter o filme a funcionar, e senta-se no meio das pernas de David e este envolve-lhe a cintura com os seus braços enormes. Adriana deixa o seu corpo tombar para trás e encosta as suas costas ao tronco de David que encaixa o seu queixo no ombro dela.
- Não te estou a magoar? – pergunta Adriana carinhosa
- Nada disso! Está óptimo assim! – diz David beijando-a no pescoço o que inevitavelmente a faz estremecer
Adriana usa a manta axadrezada para tapar as suas pernas cruzadas, e as semi-abertas de David que deixavam o espaço onde ela estava sentada.
Ele mantinha as suas mãos entrelaçadas em torna da barriga dela e ela tinha a mão esquerda sobre as duas mãos grandes de David e a outra assente no joelho de David, e usava as unhas para fazer pequenas brincadeiras que provocavam cócegas a David mas este não se queixava pois gostava da sensação.
Viram o filme sempre naquela posição, entre risadas e alguns carinhos.
- Olha lá que fixe! Este filme tem cenas mesmo cómicas! – dizia Adriana por entre gargalhadas suaves
David então começa a dar-lhe pequenos beijos no pescoço, mordiscadelas no lóbulo da orelha e festas na nuca de Adriana com o seu perfil.
Ela estava demasiado concentrada no filme para aqueles carinhos a conseguirem abalar e isso começava a irritar David que queria atenção.
- Adriana… - chamava David dando-lhe mais um beijo na nuca – Adriana… - e esta continuava sem lhe responder – Adriana… Pequenina… Meu amor! – chama David num tom mais sério, porem ainda carinhoso
- O que é que me chamas-te? – diz Adriana voltando-se para ele até conseguir ver o seu rosto
- Adriana?
- Depois disso?
- Pequenina? – pergunta David confuso
- Não depois! – insiste Adriana
- Meu amor… - diz David meio a medo
Adriana solta o um sorriso enorme, a sua boca fazia o mesmo movimento que o seu coração, rasgava-se na maior demonstração de alegria possivel
- Falei alguma coisa de errado? – Pergunta David receoso
- Não! Nada disso! Ai isto ainda parece um sonho! – diz Adriana revirando os olhos mas não escondendo o sorriso
- Não é sonho não! – diz David mostrando também um sorriso e aproximando o seu rosto do dela
- Então chama-me isso de novo! Soube tão bem ouvir… - pede Adriana envergonhada
- Meu amor! Meu amor! – repete David por entre beijos
- Amo-te! – dispara Adriana sincera olhando-o nos olhos
Ela deixa a sua cabeça cair sobre o peito dele, e as suas pernas viraram e ficarem apoiadas na perna direita dele. Eles aninham-se um no outro. Um dos seus braços dava a volta pela cintura dele e o outro deixava-se apoiar no peito dele. Ela houve por entre beijos, um “Te Amo” abafado de David e um novo sorriso discreto rasga o seu rosto.
- Amor, o filme… - adverte David sorrindo
- Já não quero saber! – diz Adriana roubando-lhe outro beijo que David quebra
- Amor, você acha que os seus pais vão mesmo gostar de mim? – pergunta David receoso
- Claro que vão, parvo! Eles só me querem ver feliz! – diz Adriana sorrindo-lhe e repetindo o mesmo que David dissera sobre os seus pais
- Espero bem que sim! – pede David num sorriso nervoso
- Tenho de ir andando… Já são onze horas e eu ainda tenho de ir apanhar um táxi e amanhã de manhã tenho aulas… - diz Adriana levantando-se do sofá
- Já? – diz David meio desiludido
- Sim, amanhã é dia de aulas… Tem mesmo de ser! – diz Adriana colocando o seu telemóvel e restantes pertences dentro da mala – Amanhã ligo-te pode ser?
- Pode sim! Ai de você que não ligue! – ameaça David brincalhão
- Ligo sim, prometo! Agora tenho de ir que arranjar um táxi por aqui a estas horas não é fácil… - diz Adriana preparando-se para despir o casaco de David
- Ei! Eu te levo! – diz David
- Não, estás cansado! Eu vou bem de táxi!
- Nada disso, deixa eu levar você! Por favor… - pedincha David fazendo um beicinho irresistível
- Ok, mas para a próxima é como eu quero! – adverte Adriana com uma palmada brincalhona no peito
- Prometido! – diz David fazendo figas atrás das costas
- Já sei que não vais cumprir mais pronto! Vamos! – diz Adriana dirigindo-se para o hall
Ele leva-a de carro até casa e sobe para a deixar em casa.
Porta do apartemento de Adriana:
- Obrigada, agora vai para casa descansar e quando chegares manda-me uma SMS para eu ficar descansada – pede Adriana preocupada
- Não se preocupa que eu mando! Vai você descansar! – ordena David carinhosamente
- Sim, amanha o dia é longo! E ainda tenho o almoço com os meus pais… Não queres vir comigo? – pede Adriana
- Hum, é melhor não…
- Mas estás de folga certo?
- Sim, mas vou dormir até tarde e é melhor você falar com eles sozinha, não acha?
- Tu estás é com medo do meu pai Sr.David! – goza Adriana
- Não estou não! Olha vai-se deitar que isso é sono amor! – diz David mundando de assunto
- Pois pois, chama-lhe sono! Vá tchau! E não te esqueças de mandar mensagem!
- Sim, eu mando meu amor! Te amo! – diz David beijando-a apaixonadamente num beijo curto
- Tambem te amo, caracolinhos! – diz Adriana brincalhona roubando-lhe outro beijo
- Hum, com beijos desses acho que vou ficar… - diz David aproximando-se mais da porta dela
- Na na! Amanha tenho aulas! VÁ! – diz Adriana empurrando-o para o elevador e pondo-o lá dentro – Vá! Boa noite! Amo-te! – carregando no piso zero
- Vocé é muito cruel! - diz David fazendo beicinho
- Sim sim. Tchau! – diz Adriana fechando a porta do elevador e seguindo para a sua casa mas quando chega á porta é interrompida
- Gata! – era David espreitando pela porta do elevador muito sorridente – Te amo! – diz correndo para dentro do elevador que entretanto desce
Adriana entra dentro de casa e deixa-se escorregar pela porta, sorrindo como nunca antes.
Minutos depois recebe a mensagem de David.
“Cheguei gata! Dorme bem. Te amo (L) “
E ela respondeu-lhe
“Ainda bem, macarrão! Dorme bem! Também te amo (L) “
Quando a felicidade é assim tanta chega a assustar e ela estava feliz, e desta vez não sentia remorsos, culpas ou medos, sentia-se feliz e isso era tudo o que importava.
O provérbio é bem certo! Depois da tempestade vem sempre a bonança. Mas e depois da bonança, vem o quê?
- Ainda bem que você gostou! Não ficou com fome? – pergunta David
- Fome? Deves pensar que me chamo Ruben Amorim ou David Luiz que só não comem um boi senão lhes derem! – diz Adriana gozando com David
- Engraçadinha, você! – diz David fazendo-lhe umas cócegas leves na barriga
- Queres que te vá preparar mais alguma coisa? – pergunta Adriana carinhosa encostando o seu perfil ao dele
- Hum… Não estou completamente satisfeito mas tá bom assim… - diz David sorrindo, beijando-a e desviando o seu perfil do dela
- Não tens de ficar com fome só porque eu não quero comer mais nada! – diz Adriana aproximando-se dele novamente
- Mas eu não estou com fome, não estou é cheio! Eu tou bem assim, se eu tiver fome eu vou e pego mais comida! Não se preocupa não! – diz David descontraído
- Hum… Estás-me a mentir mas pronto… - diz Adriana torcendo o nariz numa careta
- Não tou não! – diz David deitando-lhe a língua de fora – E agora quer fazer o quê?
- Hum, sei lá! Ainda é cedo… Mas pareces cansado… Se calhar eu vou andando e estamos juntos noutro dia - diz Adriana desencostando a cabeça do ombro dele
- Mas eu nunca tou cansado p’rá você… Ainda é cedo, vamos fazer mais alguma coisa! – resmunga David beijando-lhe a orelha
- Hum, está bem mas nada até muito tarde porque tens de descansar – diz Adriana afastando-o da sua orelha por entre risota
- Pô, a gente só começou a namorar hoje e você já tá me dispensando? – pergunta David fingindo-se indignado
- Ei! Nada disso! Não faças essa carinha, comigo não resulta! – diz Adriana tentando resistir á cara de David
- Você é cruel!
- Sabes como é, fofinho! – brinca Adriana piscando-lhe o olho – Bem e vamos fazer o quê?
- Não sei… Jogar na Playstation? – segure David
- Não, isso não! Jogos não! Vamos ver um filme ou assim… - sugere Adriana
- Um filme? – pergunta David com cara de enjoado
- Sim, um filme… - pede Adriana arregalados os seus olhos, por si só já grandes, e pondo-se de joelhos agarrada ao pescoço dele – Assim podemos ficar juntos… Por favor!
- Hum, tá bom então! Que seja o filme! – diz David num tom derrotado
- Ei, também senão quiseres não há problema! Não é preciso fazeres essa voz de perdedor! – diz Adriana
- O que você quer por mim está bom! – diz David roubando-lhe um beijo leve nos lábios
- Mesmo? – pergunta Adriana desconfiada
- Mesmo! – diz David sorrindo
- Então escolhe o filme! – ordena Adriana num tom carinhoso e David ajoelha-se perto da colecção de DVD’s
- Hum… Comédia? Drama? Ficção científica? Terror? – perguntava David erguendo um DVD de cada estilo na mão
- Hum… Comédia! – diz Adriana apontando na direcção de um dos DVD’s – Não tens uma manta ou cobertor? - pergunta Adriana sentando-se na beira do sofá
- Porquê? Cê tá com frio? – pergunta David meio preocupado e Adriana assente positivamente com a cabeça – Deixa que eu vou buscar então um casaco meu p’ra você e uma manta…
- Não é preciso! Fica aí a meter o DVD que eu vou lá… Diz-me só onde está! – prontifica-se Adriana levantando-se do sofá
- Os casacos cê sabe onde encontrar e a manta está na porta direita do meu armário, no fundo… - diz David virando-se com um sorriso
- Ok, volto já! – diz ela saindo em direcção ao quarto
O quarto dele era giro, tinha uma cama grande, com uma colcha branca e almofadas vermelhas, um armário com todos os seus ténis, ou cholés como ele lhe chamava. Podia ser o quarto perfeito não fosse a vista muito pouco encantadora do estádio inimigo. Adriana ri-se ao pensar como ele seria capaz de dormir sobre o olhar inimigo.
Ela abre o armário, tira um casaco preto com umas listas coloridas muito finas e suaves que veste imediatamente, e uma manta vermelha e preta, ao xadrez que estava no fundo do armário. Ao sair do quarto Adriana repara então numa guitarra apoiada num chão, ao um cantinho do quarto.
Adriana não percebe porque razão ele teria uma guitarra, muito curiosa coloca a manta debaixo do braço, e com as suas mãos agarra na guitarra dirigindo-se á sala.
David continuava ajoelhado em frente ao leitor de DVD colocando-o e Adriana interrompe a sua concentração, elevando o joelho, apoiando durante breves segundos a guitarra nele, e passando ao calhas os dedos nas cordas, reproduzindo um som grave que chama a atenção de David.
- Uma guitarra? Tocas? – pergunta Adriana num ar confuso entrando na sala e sentando-se no sofá
- Ah… Vou tocando! – diz David meio envergonhado
- E não me dizias nada? – pergunta Adriana admirada
- Não achei que fosse importante…
- Claro que é! Toca para mim! – pede Adriana
- Nada disso! Toca você para mim! – pede David com o seu sorriso encantador
- Hum… Isso é injusto! Já me viste cantar…
- Mas não vi você tocar… E eu sei que você toca que o Ruben me disse! – conta David
- Hum… Aquele gajo é uma boca de trapos! – refila Adriana
- Vai! Toca e canta p’ra mim! Só um pouquinho! – pedincha David
- Ok, Ok! Queres o quê? – pergunta Adriana
- Uma qualquer! – diz David sentando-se no sofá com um olhar embevecido na sua direcção
- Então vou tocar uma minha que escrevi quando estive em Nova Iorque – diz Adriana agarrando na guitarra
http://www.youtube.com/watch?v=h9wGyZFI3E4 (só para terem a noção de como soa um cover feminino da canção, prestem atenção á tradução da música ;D )
Adriana toca a música muito sorridente e trocando olhares com David que a olhava absorto pensando o quão sortudo era por ter uma mulher daquelas a sua lado. Ele percebe que a música tinha sido escrita a pensar nele, e não evita sorrir.
- Gostaste? – pergunta Adriana receosa
- Se eu gostei? Eu adorei! – sorri David
- Oh, Obrigada – agradece Adriana pousando a guitarra
- Posso fazer uma pergunta?
- Hum… Vem ai coisa… Mas vá podes, ó brasuca!
- Essa música foi escrita para mim? – pergunta David envergonhado
- Não és nada convencido! – chuta Adriana tentando não responder á pergunta mas David continuava a olhar para ela esperando uma resposta – Sim, é para ti! – revela Adriana envergonhada e olhando para o chão para esconder o sangue que lhe aflorava as maças do rosto
- Vem cá! – pede David puxando-a para junto de si – Eu te amo! – diz David roçando o seu nariz no dela
- Eu também! – diz Adriana roubando-lhe um beijo nos lábios – Muito! – acrescenta e escondendo a sua cara no pescoço dele
- E vamos ver o nosso filme Sra. Das vergonhas? – pergunta David brincando
- Sim, vamos! – diz Adriana encarando-o
David senta-se no sofá, Adriana corre para meter o filme a funcionar, e senta-se no meio das pernas de David e este envolve-lhe a cintura com os seus braços enormes. Adriana deixa o seu corpo tombar para trás e encosta as suas costas ao tronco de David que encaixa o seu queixo no ombro dela.
- Não te estou a magoar? – pergunta Adriana carinhosa
- Nada disso! Está óptimo assim! – diz David beijando-a no pescoço o que inevitavelmente a faz estremecer
Adriana usa a manta axadrezada para tapar as suas pernas cruzadas, e as semi-abertas de David que deixavam o espaço onde ela estava sentada.
Ele mantinha as suas mãos entrelaçadas em torna da barriga dela e ela tinha a mão esquerda sobre as duas mãos grandes de David e a outra assente no joelho de David, e usava as unhas para fazer pequenas brincadeiras que provocavam cócegas a David mas este não se queixava pois gostava da sensação.
Viram o filme sempre naquela posição, entre risadas e alguns carinhos.
- Olha lá que fixe! Este filme tem cenas mesmo cómicas! – dizia Adriana por entre gargalhadas suaves
David então começa a dar-lhe pequenos beijos no pescoço, mordiscadelas no lóbulo da orelha e festas na nuca de Adriana com o seu perfil.
Ela estava demasiado concentrada no filme para aqueles carinhos a conseguirem abalar e isso começava a irritar David que queria atenção.
- Adriana… - chamava David dando-lhe mais um beijo na nuca – Adriana… - e esta continuava sem lhe responder – Adriana… Pequenina… Meu amor! – chama David num tom mais sério, porem ainda carinhoso
- O que é que me chamas-te? – diz Adriana voltando-se para ele até conseguir ver o seu rosto
- Adriana?
- Depois disso?
- Pequenina? – pergunta David confuso
- Não depois! – insiste Adriana
- Meu amor… - diz David meio a medo
Adriana solta o um sorriso enorme, a sua boca fazia o mesmo movimento que o seu coração, rasgava-se na maior demonstração de alegria possivel
- Falei alguma coisa de errado? – Pergunta David receoso
- Não! Nada disso! Ai isto ainda parece um sonho! – diz Adriana revirando os olhos mas não escondendo o sorriso
- Não é sonho não! – diz David mostrando também um sorriso e aproximando o seu rosto do dela
- Então chama-me isso de novo! Soube tão bem ouvir… - pede Adriana envergonhada
- Meu amor! Meu amor! – repete David por entre beijos
- Amo-te! – dispara Adriana sincera olhando-o nos olhos
Ela deixa a sua cabeça cair sobre o peito dele, e as suas pernas viraram e ficarem apoiadas na perna direita dele. Eles aninham-se um no outro. Um dos seus braços dava a volta pela cintura dele e o outro deixava-se apoiar no peito dele. Ela houve por entre beijos, um “Te Amo” abafado de David e um novo sorriso discreto rasga o seu rosto.
- Amor, o filme… - adverte David sorrindo
- Já não quero saber! – diz Adriana roubando-lhe outro beijo que David quebra
- Amor, você acha que os seus pais vão mesmo gostar de mim? – pergunta David receoso
- Claro que vão, parvo! Eles só me querem ver feliz! – diz Adriana sorrindo-lhe e repetindo o mesmo que David dissera sobre os seus pais
- Espero bem que sim! – pede David num sorriso nervoso
- Tenho de ir andando… Já são onze horas e eu ainda tenho de ir apanhar um táxi e amanhã de manhã tenho aulas… - diz Adriana levantando-se do sofá
- Já? – diz David meio desiludido
- Sim, amanhã é dia de aulas… Tem mesmo de ser! – diz Adriana colocando o seu telemóvel e restantes pertences dentro da mala – Amanhã ligo-te pode ser?
- Pode sim! Ai de você que não ligue! – ameaça David brincalhão
- Ligo sim, prometo! Agora tenho de ir que arranjar um táxi por aqui a estas horas não é fácil… - diz Adriana preparando-se para despir o casaco de David
- Ei! Eu te levo! – diz David
- Não, estás cansado! Eu vou bem de táxi!
- Nada disso, deixa eu levar você! Por favor… - pedincha David fazendo um beicinho irresistível
- Ok, mas para a próxima é como eu quero! – adverte Adriana com uma palmada brincalhona no peito
- Prometido! – diz David fazendo figas atrás das costas
- Já sei que não vais cumprir mais pronto! Vamos! – diz Adriana dirigindo-se para o hall
Ele leva-a de carro até casa e sobe para a deixar em casa.
Porta do apartemento de Adriana:
- Obrigada, agora vai para casa descansar e quando chegares manda-me uma SMS para eu ficar descansada – pede Adriana preocupada
- Não se preocupa que eu mando! Vai você descansar! – ordena David carinhosamente
- Sim, amanha o dia é longo! E ainda tenho o almoço com os meus pais… Não queres vir comigo? – pede Adriana
- Hum, é melhor não…
- Mas estás de folga certo?
- Sim, mas vou dormir até tarde e é melhor você falar com eles sozinha, não acha?
- Tu estás é com medo do meu pai Sr.David! – goza Adriana
- Não estou não! Olha vai-se deitar que isso é sono amor! – diz David mundando de assunto
- Pois pois, chama-lhe sono! Vá tchau! E não te esqueças de mandar mensagem!
- Sim, eu mando meu amor! Te amo! – diz David beijando-a apaixonadamente num beijo curto
- Tambem te amo, caracolinhos! – diz Adriana brincalhona roubando-lhe outro beijo
- Hum, com beijos desses acho que vou ficar… - diz David aproximando-se mais da porta dela
- Na na! Amanha tenho aulas! VÁ! – diz Adriana empurrando-o para o elevador e pondo-o lá dentro – Vá! Boa noite! Amo-te! – carregando no piso zero
- Vocé é muito cruel! - diz David fazendo beicinho
- Sim sim. Tchau! – diz Adriana fechando a porta do elevador e seguindo para a sua casa mas quando chega á porta é interrompida
- Gata! – era David espreitando pela porta do elevador muito sorridente – Te amo! – diz correndo para dentro do elevador que entretanto desce
Adriana entra dentro de casa e deixa-se escorregar pela porta, sorrindo como nunca antes.
Minutos depois recebe a mensagem de David.
“Cheguei gata! Dorme bem. Te amo (L) “
E ela respondeu-lhe
“Ainda bem, macarrão! Dorme bem! Também te amo (L) “
Quando a felicidade é assim tanta chega a assustar e ela estava feliz, e desta vez não sentia remorsos, culpas ou medos, sentia-se feliz e isso era tudo o que importava.
O provérbio é bem certo! Depois da tempestade vem sempre a bonança. Mas e depois da bonança, vem o quê?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Capítulo 67 - Eles só querem que eu seja feliz!
Carro do David:
David conduzia e Adriana ia do seu lado, no lugar do pendura. Iam ambos muito sorridentes.
- Vamos jantar onde? – pergunta Adriana
- Não sei, tinha pensado em algo perto porque estou muito cansado… - diz David
- Hum… Se estás cansado o melhor é então ires para casa e deixamos para outro dia… - diz Adriana preocupada
- Nada disso! Eu quero estar com você… - pede David tirando os olhos da estrada momentaneamente e prendendo o seu olhar em Adriana
- A verdade é que não me está muito a apetecer sair de casa hoje e ir jantar fora – revela Adriana
- Então jantamos onde? – pergunta David confuso
- Na minha casa? – sugere Adriana
- Hum… Preferia antes na minha, pode ser? – pede David
- Por mim… Só preciso de ligar aos meus pais a avisar que estou de volta, ainda ninguém sabe – diz Adriana
- Então, vamos para a minha casa e você liga de lá pode ser? – sugere David sorridente
- Claro! É perfeito! – assente Adriana correspondendo ao sorriso de David
Casa de David:
Adriana agarra no telemóvel e liga aos pais.
- Estou mãe? Sou eu! – diz Adriana
- Olá filha! Então tudo bem por aí? – pergunta-lhe a mãe
- Está tudo óptimo mas na verdade não é por aqui é por aí… - diz Adriana
- Hã? Como assim?
- Bem, mãe. Eu vim-me embora e já estou em Portugal, aquilo não era para mim. E eu tenho outras prioridades! – afirma Adriana convicta
- Tens a certeza? – pergunta a mãe confusa
- Sim tenho! Demorei a perceber mas cheguei lá
- Eu já esperava que o fizesses… Eu percebi que o David era importante e que não estavas feliz lá…. – diz a mãe muito compreensivamente
- Estou melhor cá! Olha hoje vou jantar com uns amigos e amanhã passo ai por casa para falar com vocês pode ser?
- Esses amigos chamam-se David? Há alguma coisa que deva saber? – pergunta a mãe curiosa
- Tudo a seu tempo, mãe, amanhã logo vês. Beijinho para todos. Adoro-te
- Beijinho filha, também eu! – diz a mãe dela desligando
David tomava banho e Adriana fazia zapping na televisão, estava a ser tão aborrecido esperar por ele, ele já devia estar a tomar banho há mais de uma hora e senão estava, parecia.
David aparece finalmente à porta da sala já vestido e com os caracóis ligeiramente húmidos
- Estava a ver que não! Ainda falam das mulheres… – refila Adriana levantando-se do sofá
- Ei! Não demorei assim tanto… - diz David caminhando na direcção dela
- Claro que não! Só uma hora, sete minutos e… dezassete segundos! – afirma Adriana olhando para o relógio
- Oh! Deixa de frescura! Quer comer o quê? – pergunta David agarrando-a pela cintura
- Não sei… Queres encomendar? – sugere Adriana
- Acho que é a única hipótese… Não há muita comida cá por casa… - diz David meio atrapalhado passando a mão nos caracóis
- Hum… Tem de haver alguma coisa… - diz Adriana puxando-a até á cozinha
Cozinha:
- Hum… Ovos, Pão, Ice Tea, gelo, sal, iogurtes, e fruta… Já é qualquer coisa! – diz Adriana num tom conformista espreitando para dentro dos armários e frigorifico
- Eu avisei! – diz David meio atrapalhado
- Hum… Secalhar o melhor é encomendar-mos… - acrescenta Adriana
- Pois, senão só comendo ovo com pão á La David! – diz ele
- Ovo com pão á la David? – diz Adriana rindo-se – Vamos a isso! – afirmando num tom sério
- Cê tá falando sério? – pergunta David com os olhos arregalados
- Sim, porque não? Já comi coisas piores com toda a certeza. Venha de lá esse pitéu! – diz Adriana sentando-se na bancada da cozinha esperando que David inicia-se a preparação do prato
- Bem, não se esqueça: Foi você que pediu! – diz David roubando-lhe um beijo e tirando os ovos para fora do frigorífico
- Não esqueço, prometo! – diz Adriana piscando-lhe o olho
Em menos de dez minutos David tinha preparado aquilo que Adriana pedira e a verdade é que não tinha assim tão mau aspecto.
- Hum… Vou buscar o número das pizzas – diz Adriana torcendo o nariz e brincando com David
- Eh eu falei p’ra você! – adverte David
- Estou a brincar ó! Está óptimo! O que conta foi a intenção mesmo que saiba muito mal! Foi feito por ti… - diz Adriana beijando-o carinhosamente na bochecha
- Mas ninguém se alimenta de amor e carinho! – diz David
- Eu sim! – diz Adriana sorridente dando-lhe outro beijo na bochecha
- E isso é beijo de gente por acaso? – diz David refilão
- Ei! Bicho bravo! Pareces os miudinhos a fazer birra! – diz Adriana roubando-lhe desta vez um beijo nos lábios
- Cê disse que queria comer Ovo com pão e agora tá zoando com a minha cara… - reclama David
- Eu não estou a zoar com a tua cara totó, estava a brincar! Anda lá comer! Vá lá! – pede Adriana arregalando os seus grandes olhos castanhos escuros
- Vamo! Você leva as bebidas e eu levo os pratos… - diz David passando-lhe as bebidas para a mão e roubando-lhe um beijo
Sala:
Adriana e David estavam sentados no chão da sala, com os pratos assentes na mesinha de apoio em frente ao sofá e comiam enquanto conversavam.
- Hum… Está óptimo! – diz Adriana acabando de mastigar a última dentada que dera
- Os meus Ovos á La David fazem sempre sucesso! – diz David gabando-se
- É bom que sim! Senão o meu pai matava-te! Ele é chefe de cozinha não vai aceitar um genro benfiquista e que ainda por cima cozinhe mal! – diz Adriana divertida
- Hã? Seu pai não gosta de benfiquistas? – pergunta David
- Não… O meu pai é lagarto! E dos ferrenhos! Se eu fosse a ti começava a fugir… Amanhã vou contar-lhe de nós e olha que a colecção de cutelos e facas dele está sempre bem afiada! – acrescenta Adriana dando mais uma sorvedela na palhinha
- Ah! Cê tá de sacanagem comigo! – diz David rindo
- Não não estou! É a serio! – diz Adriana com uma expressão muito seria e David engole a seco – estou a brincar parvo! O meu pai vai adorar-te! – diz Adriana sorrindo
- Ah! Cê tava me assustando! – diz David mais aliviado
- Amanhã vou contar-lhes que namoramos, mas de resto vamos manter isto em anonimato pelo menos para a imprensa e assim… - diz Adriana descontraída
- Sim, concordo! Acho que eles não têm de saber das nossas vidas! Mas eu vou contar p’ros meus pais… - afirma David sorridente
- Para os teus pais? – pergunta Adriana amedrontada
- Claro, né? Eu prometi para eles! – diz David
- Eu sei, mas se vais contar isso torna as coisas assim… Sei lá! Importantes? - diz Adriana
- Sim… É o que você é! Importante! – diz David sorrindo ternamente
- Só tu! – diz Adriana sorrindo e dando mais uma dentada no pão.
- Vamo ligar p’ra eles agora! – segure David entusiasmado
- Agora? – pergunta Adriana arregalando os olhos
- Sim, agora, lá ainda é cedo… – diz ele agarrando no telemóvel e marcando o número
- Mas David… Se calhar era melhor contares-lhes quando estiveres sozinho e pessoalmente… - diz Adriana
- Não fala besteira! – diz David com o telemóvel a chamar no ouvido – Oi mãe, tudo bem?
- Tudo, meu filho! E com você? – pergunta a D.Regina do lado de lá do telefone
- Tudo óptimo! – diz David com um enorme tom de alegria
- Ah que voz é essa meu filho? Aconteceu alguma coisa? Cê parece tão feliz… - diz D.Regina
- Sim, mãe aconteceu. Lembra daquela moça que eu falei p’ra você, no natal? A gente tá namorando… Começou hoje… - diz David meio envergonhado
- Ah meu filho! Fico tão feliz de ver você assim! Ah seu pai também vai ficar muito contente, você já sabe que a gente vai queres conhecer ela…
- Sim, mãe não se preocupa, que eu vou tratar disso
- Ah meu filho, que bom te ver assim. Isso é sério mesmo!
- É mãe, muito sério! – diz David sorridente e roubando um olhar a Adriana
- Olha meu filho eu vou desligar que seu pai ta chegando, depois a gente fala, beijo! A gente te ama!
- Tudo bem mãe, manda beijo ao pai. Eu também! – diz David desligando
- Então? - pergunta Adriana receosa
- Tudo maravilha! Eles só querem que eu seja feliz e querem conhecer você… - diz David muito feliz
- Conhecer-me? – pergunta Adriana já nervosa
- Ei! Tem calma, meus pais não são nenhuns bichos feios não, eles vão adorar você! – diz David acariciando-a no rosto
- Como é que podes ter a certeza que eles me vão adorar? – pergunta Adriana numa cara óbvia
- Porque você me faz feliz, e eles só querem que eu seja feliz! – afirma David muito convicto roubando um beijo a Adriana
David conduzia e Adriana ia do seu lado, no lugar do pendura. Iam ambos muito sorridentes.
- Vamos jantar onde? – pergunta Adriana
- Não sei, tinha pensado em algo perto porque estou muito cansado… - diz David
- Hum… Se estás cansado o melhor é então ires para casa e deixamos para outro dia… - diz Adriana preocupada
- Nada disso! Eu quero estar com você… - pede David tirando os olhos da estrada momentaneamente e prendendo o seu olhar em Adriana
- A verdade é que não me está muito a apetecer sair de casa hoje e ir jantar fora – revela Adriana
- Então jantamos onde? – pergunta David confuso
- Na minha casa? – sugere Adriana
- Hum… Preferia antes na minha, pode ser? – pede David
- Por mim… Só preciso de ligar aos meus pais a avisar que estou de volta, ainda ninguém sabe – diz Adriana
- Então, vamos para a minha casa e você liga de lá pode ser? – sugere David sorridente
- Claro! É perfeito! – assente Adriana correspondendo ao sorriso de David
Casa de David:
Adriana agarra no telemóvel e liga aos pais.
- Estou mãe? Sou eu! – diz Adriana
- Olá filha! Então tudo bem por aí? – pergunta-lhe a mãe
- Está tudo óptimo mas na verdade não é por aqui é por aí… - diz Adriana
- Hã? Como assim?
- Bem, mãe. Eu vim-me embora e já estou em Portugal, aquilo não era para mim. E eu tenho outras prioridades! – afirma Adriana convicta
- Tens a certeza? – pergunta a mãe confusa
- Sim tenho! Demorei a perceber mas cheguei lá
- Eu já esperava que o fizesses… Eu percebi que o David era importante e que não estavas feliz lá…. – diz a mãe muito compreensivamente
- Estou melhor cá! Olha hoje vou jantar com uns amigos e amanhã passo ai por casa para falar com vocês pode ser?
- Esses amigos chamam-se David? Há alguma coisa que deva saber? – pergunta a mãe curiosa
- Tudo a seu tempo, mãe, amanhã logo vês. Beijinho para todos. Adoro-te
- Beijinho filha, também eu! – diz a mãe dela desligando
David tomava banho e Adriana fazia zapping na televisão, estava a ser tão aborrecido esperar por ele, ele já devia estar a tomar banho há mais de uma hora e senão estava, parecia.
David aparece finalmente à porta da sala já vestido e com os caracóis ligeiramente húmidos
- Estava a ver que não! Ainda falam das mulheres… – refila Adriana levantando-se do sofá
- Ei! Não demorei assim tanto… - diz David caminhando na direcção dela
- Claro que não! Só uma hora, sete minutos e… dezassete segundos! – afirma Adriana olhando para o relógio
- Oh! Deixa de frescura! Quer comer o quê? – pergunta David agarrando-a pela cintura
- Não sei… Queres encomendar? – sugere Adriana
- Acho que é a única hipótese… Não há muita comida cá por casa… - diz David meio atrapalhado passando a mão nos caracóis
- Hum… Tem de haver alguma coisa… - diz Adriana puxando-a até á cozinha
Cozinha:
- Hum… Ovos, Pão, Ice Tea, gelo, sal, iogurtes, e fruta… Já é qualquer coisa! – diz Adriana num tom conformista espreitando para dentro dos armários e frigorifico
- Eu avisei! – diz David meio atrapalhado
- Hum… Secalhar o melhor é encomendar-mos… - acrescenta Adriana
- Pois, senão só comendo ovo com pão á La David! – diz ele
- Ovo com pão á la David? – diz Adriana rindo-se – Vamos a isso! – afirmando num tom sério
- Cê tá falando sério? – pergunta David com os olhos arregalados
- Sim, porque não? Já comi coisas piores com toda a certeza. Venha de lá esse pitéu! – diz Adriana sentando-se na bancada da cozinha esperando que David inicia-se a preparação do prato
- Bem, não se esqueça: Foi você que pediu! – diz David roubando-lhe um beijo e tirando os ovos para fora do frigorífico
- Não esqueço, prometo! – diz Adriana piscando-lhe o olho
Em menos de dez minutos David tinha preparado aquilo que Adriana pedira e a verdade é que não tinha assim tão mau aspecto.
- Hum… Vou buscar o número das pizzas – diz Adriana torcendo o nariz e brincando com David
- Eh eu falei p’ra você! – adverte David
- Estou a brincar ó! Está óptimo! O que conta foi a intenção mesmo que saiba muito mal! Foi feito por ti… - diz Adriana beijando-o carinhosamente na bochecha
- Mas ninguém se alimenta de amor e carinho! – diz David
- Eu sim! – diz Adriana sorridente dando-lhe outro beijo na bochecha
- E isso é beijo de gente por acaso? – diz David refilão
- Ei! Bicho bravo! Pareces os miudinhos a fazer birra! – diz Adriana roubando-lhe desta vez um beijo nos lábios
- Cê disse que queria comer Ovo com pão e agora tá zoando com a minha cara… - reclama David
- Eu não estou a zoar com a tua cara totó, estava a brincar! Anda lá comer! Vá lá! – pede Adriana arregalando os seus grandes olhos castanhos escuros
- Vamo! Você leva as bebidas e eu levo os pratos… - diz David passando-lhe as bebidas para a mão e roubando-lhe um beijo
Sala:
Adriana e David estavam sentados no chão da sala, com os pratos assentes na mesinha de apoio em frente ao sofá e comiam enquanto conversavam.
- Hum… Está óptimo! – diz Adriana acabando de mastigar a última dentada que dera
- Os meus Ovos á La David fazem sempre sucesso! – diz David gabando-se
- É bom que sim! Senão o meu pai matava-te! Ele é chefe de cozinha não vai aceitar um genro benfiquista e que ainda por cima cozinhe mal! – diz Adriana divertida
- Hã? Seu pai não gosta de benfiquistas? – pergunta David
- Não… O meu pai é lagarto! E dos ferrenhos! Se eu fosse a ti começava a fugir… Amanhã vou contar-lhe de nós e olha que a colecção de cutelos e facas dele está sempre bem afiada! – acrescenta Adriana dando mais uma sorvedela na palhinha
- Ah! Cê tá de sacanagem comigo! – diz David rindo
- Não não estou! É a serio! – diz Adriana com uma expressão muito seria e David engole a seco – estou a brincar parvo! O meu pai vai adorar-te! – diz Adriana sorrindo
- Ah! Cê tava me assustando! – diz David mais aliviado
- Amanhã vou contar-lhes que namoramos, mas de resto vamos manter isto em anonimato pelo menos para a imprensa e assim… - diz Adriana descontraída
- Sim, concordo! Acho que eles não têm de saber das nossas vidas! Mas eu vou contar p’ros meus pais… - afirma David sorridente
- Para os teus pais? – pergunta Adriana amedrontada
- Claro, né? Eu prometi para eles! – diz David
- Eu sei, mas se vais contar isso torna as coisas assim… Sei lá! Importantes? - diz Adriana
- Sim… É o que você é! Importante! – diz David sorrindo ternamente
- Só tu! – diz Adriana sorrindo e dando mais uma dentada no pão.
- Vamo ligar p’ra eles agora! – segure David entusiasmado
- Agora? – pergunta Adriana arregalando os olhos
- Sim, agora, lá ainda é cedo… – diz ele agarrando no telemóvel e marcando o número
- Mas David… Se calhar era melhor contares-lhes quando estiveres sozinho e pessoalmente… - diz Adriana
- Não fala besteira! – diz David com o telemóvel a chamar no ouvido – Oi mãe, tudo bem?
- Tudo, meu filho! E com você? – pergunta a D.Regina do lado de lá do telefone
- Tudo óptimo! – diz David com um enorme tom de alegria
- Ah que voz é essa meu filho? Aconteceu alguma coisa? Cê parece tão feliz… - diz D.Regina
- Sim, mãe aconteceu. Lembra daquela moça que eu falei p’ra você, no natal? A gente tá namorando… Começou hoje… - diz David meio envergonhado
- Ah meu filho! Fico tão feliz de ver você assim! Ah seu pai também vai ficar muito contente, você já sabe que a gente vai queres conhecer ela…
- Sim, mãe não se preocupa, que eu vou tratar disso
- Ah meu filho, que bom te ver assim. Isso é sério mesmo!
- É mãe, muito sério! – diz David sorridente e roubando um olhar a Adriana
- Olha meu filho eu vou desligar que seu pai ta chegando, depois a gente fala, beijo! A gente te ama!
- Tudo bem mãe, manda beijo ao pai. Eu também! – diz David desligando
- Então? - pergunta Adriana receosa
- Tudo maravilha! Eles só querem que eu seja feliz e querem conhecer você… - diz David muito feliz
- Conhecer-me? – pergunta Adriana já nervosa
- Ei! Tem calma, meus pais não são nenhuns bichos feios não, eles vão adorar você! – diz David acariciando-a no rosto
- Como é que podes ter a certeza que eles me vão adorar? – pergunta Adriana numa cara óbvia
- Porque você me faz feliz, e eles só querem que eu seja feliz! – afirma David muito convicto roubando um beijo a Adriana
domingo, 26 de setembro de 2010
Capítulo 66 - Já tinhamos planos...
Adriana apanha um táxi até ao estádio da luz, quando lá chega vê o carro das outras namoradas dos jogadores e nem sinal deles.
Dirige-se à portaria para pedir permissão para entrar e fala com o Sr. Júlio, o porteiro
- Então menina como está? – pergunta o porteiro simpaticamente
- Estou bem Sr.Júlio obrigada! E o Senhor? – responde educada
- Tudo bem menina, posso ajudá-la? – pergunta atencioso
- Sim, eu já vi que as meninas estão por cá mas queria saber se os rapazes já chegaram… - pergunta ela
- Sim as meninas estão na catedral à espera deles, e os meninos estão a chegar, quando me ligaram estavam a 20 minutos daqui…. – informa o Sr.Júlio
- Acha que eu posso subir para ir ter com as meninas? – pede Adriana
- Claro, menina! Afinal você já é presença assídua aqui da casa! – diz Sr. Júlio muito simpático
- Obrigada, então vou subir! Até já! – diz Adriana afastando-se
- De nada! Até já, menina. – diz o Sr. Júlio acenando para ela
Catedral:
Adriana seguia no corredor e recebe uma SMS de David
“Cheguei no estádio, passo na sua casa às sete e meia p’ra te pegar :) Beijo! Te Amo @ “
O rosto de Adriana iluminou-se e ela respondeu-lhe
“Não precisas, estou no estádio á tua espera, na catedral :) Beijo! Também te amo @”
As raparigas estavam todas sentadas nos puff’s a conversar amenamente. Elas ainda não sabiam do retorno de Adriana nem do namoro com David, na realidade só mesmo os próprios e Ruben sabiam. Bem na verdade eles os três e o Jorge Jesus.
- Hoje temos definitivamente de ir fazer alguma coisa, nem que seja para animarmos o David! – sugere Inês
- Sim, ele parecia saído de um filme de terror com aquela cara. Parece um desenterrado. Raio do moço, nunca vi desgosto de amor que nem esse! – dizia Brenda
- Aquilo passa-lhe! Mais tarde ou mais cedo passa-lhe! – declara Andreia serenamente
- E como é que será que a Adriana está? – pergunta Inês
- Eu estou óptima! – diz Adriana aparecendo junto delas
- Ah! Belisquem-me que eu estou a ter uma visão! – diz Inês com os olhos muito arregalados olhando na direcção de Adriana
- Não é uma visão! É ela! – afirma Andreia sorridente e levantando-se
- AHHHHHH! – grita Inês correndo na direcção de Adriana e abraçando-a
- Ai Inês! Se me continuas a apertar assim os meus olhos saltam de órbita! – diz Adriana tentando afastá-la
- Como é que tu? Aqui? Como? – pergunta Inês sem fazer qualquer sentido
- Não sei mas o avião ajudou na viagem… - declara Adriana sorridente e abraçando Andreia
- Que bom ver-te! – diz Andreia soltando-se do abraço
- Estás más guapa que nunca! – diz Romanella beijando Adriana
- Que saudade, portuguesinha! – afirma Brenda dando um grande abraço a Adriana
- Então mas tu não estavas em Nova Iorque? – pergunta Inês confusa mas muito curiosa pondo-se á frente de todas para ver melhor Adriana
- Estava mas voltei… Aquilo não era para mim! – diz Adriana sorridente
- Hum… Estou a ver! Não aguentaste a distância do macarrão! – provoca Inês sorridente
- Por acaso não! Prefiro Farfalle! – desconversa Adriana
- Parva! Não estava a falar das massas estava a falar do D… - Inês tenta provoca-la de nova mas Adriana interrompe-a
- … do David. Eu percebi! – diz Adriana piscando-lhe o olho
- Ele sabe que estás de volta? – pergunta Andreia
- Achas? Se soubesse não estava com aquela cara de enterro na hora do pequeno-almoço – diz Brenda prontamente
- Quando é que lhe vais contar? – pergunta Inês entusiasmada
- Menos Inês tá? – pede Adriana
- Fogo! Diz lá! Vais fazer-lhe uma surpresa? Uma cena mesmo romântica? Espera espera! Queres que eu arranje a chave da casa dele e apareces lá assim de surpresa? – pergunta Ins magicando mil planos
- Claro, isso e depois rapto-o! Não melhor faço-o refém! Ó Inês por amor de deus! – brinca Adriana
- Oh não me estás a levar a sério, mas ia ser tão romântico! – diz Inês com um brilho nos olhos
- Eles chegaram! – diz Andreia constatando o barulho que vinha do corredor de acesso á catedral
Um murmurinho de risos e vozes invadia o corredor, e cada vez se aproximava mais da sala onde elas estavam.
Os primeiros a surgir são Javi, Savi, Luisão e Fábio que se espantam muito ao ver Adriana mas ainda assim abraçam as suas respectivas.
Logo atrás entra Ruben e David, Ruben abraça Inês e David não resiste, pousa a sua mala, caminha sorridente na direcção de Adriana e abraça-a rodando-a no ar.
- Que saudade! – diz David abraçando-a
- Ainda há 5 horas estivemos juntos… - constata Adriana separando-se do abraço e dando-lhe a mão
- Que importa isso? – pergunta David beijando-a
Todos ficam surpreendidos ao vê-los beijarem-se menos Ruben que já sabia de tudo
- O que é que eu perdi? – pergunta Inês abraçada a Ruben
- Uma manhã em Guimarães! – responde Ruben divertido
- Não posso! Para quem não queria nada com jogadores estás-lhe a dar bem ó! – grita Inês obrigando Adriana e David a interromperem o beijo
- Ah ah ah! Engraçadinha! – reclama Adriana encostando-se a David
- Ah! Deixa eles pô. Que beijem muito! Só faz bem p’ra alma e eles são novos, se gostam e esta é a melhor altura p’ra isso! – diz Brenda a Inês
- Olha só p’rá cara desse babaca! Todo feliz! – diz Luisão gozando com David que estava muito sorridente agarrado a Adriana
- Ah! Vai zoar outro, seu careca de um raio! Babaca é você! Tá ai com a sua zoação! – defende-se David
Todos se riem da discussão de David e Luisão que acabam juntando-se á risota geral
- Vamos a cenar juntos o no? – pergunta Savi esfregando a barriga
- Cê só pensa em comer, pequenino! Nunca vi coisa assim! – diz David brincando com ele
- Qué? – pergunta Savi sem perceber novamente o que David lhe dizia
- Quê, quê o quê rapai! Tá zoando comigo? Cê nunca entende o que eu falo! – reclama David
- Usted habla demasiado rápido! – contesta Savi
- Qui rápido qui quê! Você é que é lento! – diz David brincalhão
- Ah, deixa de zoar aí o “Conejo” que ele tá cheio de razão, também já tou com fome… Jantamos juntos ou não? – pergunta Luisão esfregando á barriga
- Por mim… - diz Ruben olhando para Inês que parecia concordar
- Por nós também é na maior! – diz Fábio sorridente
- Para nosotros también – dizem Javi e Savi
- E vocês? – pergunta Ruben olhando para Adriana e David
- Pois… - diz Adriana torcendo o nariz e olhando para David
- Já estou mesmo a ver! Agora não se vão largar e é sempre a dar tampas aqui ao pessoal! – refila Inês
- Nada disso mas a gente já tinha planos… - diz David compreensivo
- Pois planos! – refila Inês
- Vão lá aproveitar, não lhe liguem! – diz Andreia feliz por eles os dois
- Não fiquem chateados, fica para a próxima! – pede Adriana sorridente
- Vá vão lá! – manda Brenda com um grande sorriso
- Adeus pessoal, até amanhã! – diz David educadamente e passando o seu braço sem torno dos ombros de Adriana
- Adeus, juízo! – grita Adriana feliz abraçando David
Dirige-se à portaria para pedir permissão para entrar e fala com o Sr. Júlio, o porteiro
- Então menina como está? – pergunta o porteiro simpaticamente
- Estou bem Sr.Júlio obrigada! E o Senhor? – responde educada
- Tudo bem menina, posso ajudá-la? – pergunta atencioso
- Sim, eu já vi que as meninas estão por cá mas queria saber se os rapazes já chegaram… - pergunta ela
- Sim as meninas estão na catedral à espera deles, e os meninos estão a chegar, quando me ligaram estavam a 20 minutos daqui…. – informa o Sr.Júlio
- Acha que eu posso subir para ir ter com as meninas? – pede Adriana
- Claro, menina! Afinal você já é presença assídua aqui da casa! – diz Sr. Júlio muito simpático
- Obrigada, então vou subir! Até já! – diz Adriana afastando-se
- De nada! Até já, menina. – diz o Sr. Júlio acenando para ela
Catedral:
Adriana seguia no corredor e recebe uma SMS de David
“Cheguei no estádio, passo na sua casa às sete e meia p’ra te pegar :) Beijo! Te Amo @ “
O rosto de Adriana iluminou-se e ela respondeu-lhe
“Não precisas, estou no estádio á tua espera, na catedral :) Beijo! Também te amo @”
As raparigas estavam todas sentadas nos puff’s a conversar amenamente. Elas ainda não sabiam do retorno de Adriana nem do namoro com David, na realidade só mesmo os próprios e Ruben sabiam. Bem na verdade eles os três e o Jorge Jesus.
- Hoje temos definitivamente de ir fazer alguma coisa, nem que seja para animarmos o David! – sugere Inês
- Sim, ele parecia saído de um filme de terror com aquela cara. Parece um desenterrado. Raio do moço, nunca vi desgosto de amor que nem esse! – dizia Brenda
- Aquilo passa-lhe! Mais tarde ou mais cedo passa-lhe! – declara Andreia serenamente
- E como é que será que a Adriana está? – pergunta Inês
- Eu estou óptima! – diz Adriana aparecendo junto delas
- Ah! Belisquem-me que eu estou a ter uma visão! – diz Inês com os olhos muito arregalados olhando na direcção de Adriana
- Não é uma visão! É ela! – afirma Andreia sorridente e levantando-se
- AHHHHHH! – grita Inês correndo na direcção de Adriana e abraçando-a
- Ai Inês! Se me continuas a apertar assim os meus olhos saltam de órbita! – diz Adriana tentando afastá-la
- Como é que tu? Aqui? Como? – pergunta Inês sem fazer qualquer sentido
- Não sei mas o avião ajudou na viagem… - declara Adriana sorridente e abraçando Andreia
- Que bom ver-te! – diz Andreia soltando-se do abraço
- Estás más guapa que nunca! – diz Romanella beijando Adriana
- Que saudade, portuguesinha! – afirma Brenda dando um grande abraço a Adriana
- Então mas tu não estavas em Nova Iorque? – pergunta Inês confusa mas muito curiosa pondo-se á frente de todas para ver melhor Adriana
- Estava mas voltei… Aquilo não era para mim! – diz Adriana sorridente
- Hum… Estou a ver! Não aguentaste a distância do macarrão! – provoca Inês sorridente
- Por acaso não! Prefiro Farfalle! – desconversa Adriana
- Parva! Não estava a falar das massas estava a falar do D… - Inês tenta provoca-la de nova mas Adriana interrompe-a
- … do David. Eu percebi! – diz Adriana piscando-lhe o olho
- Ele sabe que estás de volta? – pergunta Andreia
- Achas? Se soubesse não estava com aquela cara de enterro na hora do pequeno-almoço – diz Brenda prontamente
- Quando é que lhe vais contar? – pergunta Inês entusiasmada
- Menos Inês tá? – pede Adriana
- Fogo! Diz lá! Vais fazer-lhe uma surpresa? Uma cena mesmo romântica? Espera espera! Queres que eu arranje a chave da casa dele e apareces lá assim de surpresa? – pergunta Ins magicando mil planos
- Claro, isso e depois rapto-o! Não melhor faço-o refém! Ó Inês por amor de deus! – brinca Adriana
- Oh não me estás a levar a sério, mas ia ser tão romântico! – diz Inês com um brilho nos olhos
- Eles chegaram! – diz Andreia constatando o barulho que vinha do corredor de acesso á catedral
Um murmurinho de risos e vozes invadia o corredor, e cada vez se aproximava mais da sala onde elas estavam.
Os primeiros a surgir são Javi, Savi, Luisão e Fábio que se espantam muito ao ver Adriana mas ainda assim abraçam as suas respectivas.
Logo atrás entra Ruben e David, Ruben abraça Inês e David não resiste, pousa a sua mala, caminha sorridente na direcção de Adriana e abraça-a rodando-a no ar.
- Que saudade! – diz David abraçando-a
- Ainda há 5 horas estivemos juntos… - constata Adriana separando-se do abraço e dando-lhe a mão
- Que importa isso? – pergunta David beijando-a
Todos ficam surpreendidos ao vê-los beijarem-se menos Ruben que já sabia de tudo
- O que é que eu perdi? – pergunta Inês abraçada a Ruben
- Uma manhã em Guimarães! – responde Ruben divertido
- Não posso! Para quem não queria nada com jogadores estás-lhe a dar bem ó! – grita Inês obrigando Adriana e David a interromperem o beijo
- Ah ah ah! Engraçadinha! – reclama Adriana encostando-se a David
- Ah! Deixa eles pô. Que beijem muito! Só faz bem p’ra alma e eles são novos, se gostam e esta é a melhor altura p’ra isso! – diz Brenda a Inês
- Olha só p’rá cara desse babaca! Todo feliz! – diz Luisão gozando com David que estava muito sorridente agarrado a Adriana
- Ah! Vai zoar outro, seu careca de um raio! Babaca é você! Tá ai com a sua zoação! – defende-se David
Todos se riem da discussão de David e Luisão que acabam juntando-se á risota geral
- Vamos a cenar juntos o no? – pergunta Savi esfregando a barriga
- Cê só pensa em comer, pequenino! Nunca vi coisa assim! – diz David brincando com ele
- Qué? – pergunta Savi sem perceber novamente o que David lhe dizia
- Quê, quê o quê rapai! Tá zoando comigo? Cê nunca entende o que eu falo! – reclama David
- Usted habla demasiado rápido! – contesta Savi
- Qui rápido qui quê! Você é que é lento! – diz David brincalhão
- Ah, deixa de zoar aí o “Conejo” que ele tá cheio de razão, também já tou com fome… Jantamos juntos ou não? – pergunta Luisão esfregando á barriga
- Por mim… - diz Ruben olhando para Inês que parecia concordar
- Por nós também é na maior! – diz Fábio sorridente
- Para nosotros también – dizem Javi e Savi
- E vocês? – pergunta Ruben olhando para Adriana e David
- Pois… - diz Adriana torcendo o nariz e olhando para David
- Já estou mesmo a ver! Agora não se vão largar e é sempre a dar tampas aqui ao pessoal! – refila Inês
- Nada disso mas a gente já tinha planos… - diz David compreensivo
- Pois planos! – refila Inês
- Vão lá aproveitar, não lhe liguem! – diz Andreia feliz por eles os dois
- Não fiquem chateados, fica para a próxima! – pede Adriana sorridente
- Vá vão lá! – manda Brenda com um grande sorriso
- Adeus pessoal, até amanhã! – diz David educadamente e passando o seu braço sem torno dos ombros de Adriana
- Adeus, juízo! – grita Adriana feliz abraçando David
Comunicado
Olá leitores,
vim aqui deixar esta mensagem devido á quantidade de comentários de pessoas insatisfeitas com a regularidade e "tamanho" dos capitulos.
Peço desculpa se vos estou a desiludir mas tenho aulas, e no fim de semana tenho treinos e ginásio, e além disso há trabalhos para fazer, matéria para estudar, e tenho de aproveitar também algum tempo para estar com os amigos e a família.
Compreendo que vos aborreça tanta espera mas só eu sei o esforço que já tenho de fazer para ás vezes conseguir postar qualquer capitulo, por mais pequeno que seja, por isso agradecia a vossa compreensão.
Não o faço para vos prender mais á história, ou deixar-vos espectantes mas ás vezes não me é mesmo possivel, por isso tentem compreender.
Beijinhos
Dri =D
vim aqui deixar esta mensagem devido á quantidade de comentários de pessoas insatisfeitas com a regularidade e "tamanho" dos capitulos.
Peço desculpa se vos estou a desiludir mas tenho aulas, e no fim de semana tenho treinos e ginásio, e além disso há trabalhos para fazer, matéria para estudar, e tenho de aproveitar também algum tempo para estar com os amigos e a família.
Compreendo que vos aborreça tanta espera mas só eu sei o esforço que já tenho de fazer para ás vezes conseguir postar qualquer capitulo, por mais pequeno que seja, por isso agradecia a vossa compreensão.
Não o faço para vos prender mais á história, ou deixar-vos espectantes mas ás vezes não me é mesmo possivel, por isso tentem compreender.
Beijinhos
Dri =D
Capítulo 65 - Como é que ele? De costas?
Adriana saìa do quarto com um enorme sorriso, acena uma última vez lá para dentro e vira-se para seguir caminho mas esbarra com um senhor.
- Desculpe! – diz Adriana antes de constatar que era Jorge Jesus
- A menina saiu desse quarto aí? – pergunta Jorge Jesus deixando Adriana sem saber o que dizer
- Ah… Ah… - gaguejava Adriana
- Espere lá! Você é a melhor amiga do Ruben, aquela que apareceu á bocado na televisão…- constata Jorge reconhecendo-a
Adriana leva a mão, fechada num punho, á boca, e mordisca a falanginha tentando controlar os nervos de ter sido apanhada.
- Culpada! – diz Adriana tentando colocar um sorriso na cara
- Então espere! Você é a Adriana, certo? – Adriana afirma que sim com a cabeça – A Adriana do David? – pergunta Jorge tentando controlar um sorriso pacato
- Oiça, Sr. Jorge Jesus, não se zangue com ele eu é que não devia estar aqui, ele não sabia de nada! Meteu-me fora do quarto e tudo! – desabafava Adriana
- Pois imagino! – chuta o treinador num tom irónico
- Mas é que foi mesmo! Por favor não se zangue com ele! Ele não fez nada de mal, aliás eu só vim mesmo para… - Adriana pensava numa desculpa plausível para a sua presença – para… para lhe devolver uma coisa! – diz Adriana muito atrapalhada sem fazer sentido nenhum
“Uma coisa? Really? És mesmo tosca agora é que somos apanhados e o raio do homem mata o meu caracolinhos… Uma coisa? Ando a perder o jeito para mentir…” – pensava Adriana desesperada
- Uma coisa? Estou a ver… - dizia Jorge Jesus passando o indicador e o polegar em torno do queixo – Oiça menina! É do Benfica? – pergunta Jorge
- Sou sim! Desde pequenina! – responde Adriana
- Hum… Estou a ver… - diz Jorge passando as mãos no cabelo
- E vou a quase todos os jogos em casa… Desde pequenina… - acrescenta Adriana atrapalhada
- Estou a ver! –O treinador faz uma pausa no discurso – É bonita, simpática, talentosa por aquilo que vi, e é do clube certo… - diz Jorge muito calmo
Adriana não percebe o que é que ele queria dizer com aquilo e então eleva a sobrancelha esquerda dando o sinal de estar confusa
- O David soube escolher bem! Tem bom gosto o rapaz! Subestimei-o! – diz Jorge sorrindo timidamente e fazendo a preocupação no rosto de Adriana desfazer-se numa expressão envergonhada
- Ah isso… - diz Adriana num suspiro de alívio
- Faça-me só um favor! Quando tiver de o deixar ou se chatear com ele evite fazê-lo em dias de treinos, jogos, ou estágios – pede Jorge muito naturalmente
- Mas isso são todos os dias… - constata Adriana meio confusa
- Lá está! Ele sem si é todos os dias insuportável! – diz Jorge rindo e contagiando Adriana com o seu riso
Ruben e David iam a sair do quarto e deparam-se com aquela cena de conversa amigável entre adrianae o seu mister e ficam algo confusos.
- Então eu prometo que vou tentar nunca me chatear com ele – promete Adriana com um sorriso
- E vocês vão ficar ai especados a olhar para mim ou vão-se enfiar no elevador e ir para o autocarro? – disse Jorge Jesus, a David e Ruben, num intimidante – Gostei de te conhecer!
Vemo-nos por ai! – disse Jorge despedindo-se de Adriana num tom muito doce e avançando para a frente de David e Ruben
- O que é que foi isto? – pergunta Ruben gesticulando os lábios
- Vêm ou não? – grita Jorge Jesus já á porta do elevador
- Estamos a ir mister! – promete Ruben agarrando nas suas malas e seguindo em frente
David vai até Adriana para lhe roubar um beijo mas é interrompido
- Ei! David! – Grita Jorge ainda virado para o elevador
- Como é que ele? De costas? – pergunta David confuso e Adriana apenas lhe responde com um encolher de ombros e sorrindo
- Vai lá! Não arranjes problemas! – diz Adriana passando-lhe a mão no rosto
- A gente se vê lá! Te amo! – diz David sorrindo
- Eu também! – diz Adriana
- Você também o quê? – pergunta David provocando-a
- Eu também te amo! – jura Adriana encostando levemente durante uns segundos o seu perfil ao de David e depois deixando-o ir.
Ele e Ruben entram no elevador com Jorge, antes da porta se fechar David acena-lhe com um grande sorriso parvo na cara, e Jorge baixa-lhe a mão para risota de Ruben e Adriana.
A porta do elevador fecha-se e inicia a descida, Adriana fica perdida em risos.
- Desculpe! – diz Adriana antes de constatar que era Jorge Jesus
- A menina saiu desse quarto aí? – pergunta Jorge Jesus deixando Adriana sem saber o que dizer
- Ah… Ah… - gaguejava Adriana
- Espere lá! Você é a melhor amiga do Ruben, aquela que apareceu á bocado na televisão…- constata Jorge reconhecendo-a
Adriana leva a mão, fechada num punho, á boca, e mordisca a falanginha tentando controlar os nervos de ter sido apanhada.
- Culpada! – diz Adriana tentando colocar um sorriso na cara
- Então espere! Você é a Adriana, certo? – Adriana afirma que sim com a cabeça – A Adriana do David? – pergunta Jorge tentando controlar um sorriso pacato
- Oiça, Sr. Jorge Jesus, não se zangue com ele eu é que não devia estar aqui, ele não sabia de nada! Meteu-me fora do quarto e tudo! – desabafava Adriana
- Pois imagino! – chuta o treinador num tom irónico
- Mas é que foi mesmo! Por favor não se zangue com ele! Ele não fez nada de mal, aliás eu só vim mesmo para… - Adriana pensava numa desculpa plausível para a sua presença – para… para lhe devolver uma coisa! – diz Adriana muito atrapalhada sem fazer sentido nenhum
“Uma coisa? Really? És mesmo tosca agora é que somos apanhados e o raio do homem mata o meu caracolinhos… Uma coisa? Ando a perder o jeito para mentir…” – pensava Adriana desesperada
- Uma coisa? Estou a ver… - dizia Jorge Jesus passando o indicador e o polegar em torno do queixo – Oiça menina! É do Benfica? – pergunta Jorge
- Sou sim! Desde pequenina! – responde Adriana
- Hum… Estou a ver… - diz Jorge passando as mãos no cabelo
- E vou a quase todos os jogos em casa… Desde pequenina… - acrescenta Adriana atrapalhada
- Estou a ver! –O treinador faz uma pausa no discurso – É bonita, simpática, talentosa por aquilo que vi, e é do clube certo… - diz Jorge muito calmo
Adriana não percebe o que é que ele queria dizer com aquilo e então eleva a sobrancelha esquerda dando o sinal de estar confusa
- O David soube escolher bem! Tem bom gosto o rapaz! Subestimei-o! – diz Jorge sorrindo timidamente e fazendo a preocupação no rosto de Adriana desfazer-se numa expressão envergonhada
- Ah isso… - diz Adriana num suspiro de alívio
- Faça-me só um favor! Quando tiver de o deixar ou se chatear com ele evite fazê-lo em dias de treinos, jogos, ou estágios – pede Jorge muito naturalmente
- Mas isso são todos os dias… - constata Adriana meio confusa
- Lá está! Ele sem si é todos os dias insuportável! – diz Jorge rindo e contagiando Adriana com o seu riso
Ruben e David iam a sair do quarto e deparam-se com aquela cena de conversa amigável entre adrianae o seu mister e ficam algo confusos.
- Então eu prometo que vou tentar nunca me chatear com ele – promete Adriana com um sorriso
- E vocês vão ficar ai especados a olhar para mim ou vão-se enfiar no elevador e ir para o autocarro? – disse Jorge Jesus, a David e Ruben, num intimidante – Gostei de te conhecer!
Vemo-nos por ai! – disse Jorge despedindo-se de Adriana num tom muito doce e avançando para a frente de David e Ruben
- O que é que foi isto? – pergunta Ruben gesticulando os lábios
- Vêm ou não? – grita Jorge Jesus já á porta do elevador
- Estamos a ir mister! – promete Ruben agarrando nas suas malas e seguindo em frente
David vai até Adriana para lhe roubar um beijo mas é interrompido
- Ei! David! – Grita Jorge ainda virado para o elevador
- Como é que ele? De costas? – pergunta David confuso e Adriana apenas lhe responde com um encolher de ombros e sorrindo
- Vai lá! Não arranjes problemas! – diz Adriana passando-lhe a mão no rosto
- A gente se vê lá! Te amo! – diz David sorrindo
- Eu também! – diz Adriana
- Você também o quê? – pergunta David provocando-a
- Eu também te amo! – jura Adriana encostando levemente durante uns segundos o seu perfil ao de David e depois deixando-o ir.
Ele e Ruben entram no elevador com Jorge, antes da porta se fechar David acena-lhe com um grande sorriso parvo na cara, e Jorge baixa-lhe a mão para risota de Ruben e Adriana.
A porta do elevador fecha-se e inicia a descida, Adriana fica perdida em risos.
sábado, 25 de setembro de 2010
Capítulo 64 - Regresso a Lisboa
Este capítulo é para a seguidora da minha Fic, RITA BASTOS, que hoje faz anos e me pediu que fizesse um capítulo para ela. PARABÉNS! =D
- Muito engraçadinho! – Adriana passa-lhe os dedos na ponta fria do nariz – Idiota mas tu gostas! – Adriana faz-lhe pirraça
- Fazer o quê né? – diz David sorrindo e roubando um outro beijo rápido a Adriana
David entretanto sentara-se ao fundo da cama com Adriana ao seu colo e ela fazia-lhe carinhos na cara e roubava-lhe pequenos beijos.
- Hum, você veio p’rá ficar certo? – pergunta David olhando-a nos olhos e apertando ligeiramente a cintura dela receando a resposta
- O que é que achas? – pergunta-lhe Adriana fazendo uma breve pausa – Claro! Agora não te largo tão cedo… Tu é que pedis-te! Agora vais ter de me aturar e sem te queixares! – diz Adriana divertida
- Eu não vou queixar, não. Pode acreditar! – David beija-a mais uma vez e ela aplicando uma força leve no peito dele deixam-se cair para cima da cama continuando com a troca de carícias
Ruben estava preocupado com David, e como Adriana não lhe atendera o telefone resolve ir ao quarto dele ver como ele estava. Convencido de que ele estaria muito em baixo, deprimido, e sozinho, Ruben entra usando a sua chave e sem bater.
- EI! EI! EI! DESCULPEM, PESSOAL! JÁ ESTOU A IR! – dizia Ruben muito atrapalhado com a mão á frente dos olhos deixando um espaço entre o dedo anelar e o médio para espreitar e tentando sair do quarto
Adriana e David riem-se da figura muito atrapalhada de Ruben, que já nem sabia se se havia de virar para a frente ou para trás.
-Ei! Fica aí Manz! A Adriana está de volta! – disse-lhe David muito sorridente e levantando-se da cama juntamente com Adriana que estava agora abraçada a ele
- Pois, pois, eu sei! Mas eu vou! Ver o meu Melhor Amigo coise!, com a minha Melhor Amiga, é um grande choque! É um género de má pornogr… – dizia Ruben gaguejando ainda com a mão á frente dos olhos mas Adriana interrompe-o
- Ruben! Deixa de ser parvo! – dizia Adriana enquanto apertava David mais contra si rodeando-lhe a cintura com os braços
- Ei Manz, destapa a cara vai! A gente não tava fazendo nada não! – dizia David muito descontraído
- Têm a certeza de que é seguro? – perguntava Ruben abrindo mais o espaço entre os seu dedo anelar e o médio
- Ruben! Anda lá! Não sejas parvo! – pedia Adriana descontraída
Ruben acaba por destapar os olhos perante as risadas satisfeitas de David e Adriana.
- Bem, as meninas já foram andando para esperar por nós no estádio e eu vim ver como estavas e buscar as cenas para arrancar-mos para Lisboa – declara Ruben agora menos atrapalhado
- Estou óptimo! – diz David sorridente e olhando para Adriana
- Pois já deu para perceber! – rectifica Ruben muito satisfeito
Nesse momento alguém bate á porta.
- Quem é – pergunta Ruben
- Sou, eu! Abram lá, miúdos! – pedia Jorge Jesus do outro lado da porta
Ruben e David olham um para o outro numa profunda expressão de pânico.
- Olha Adriana vais ter de te esconder durante uns segundinhos… - dizia Ruben já encaminhando-a para a casa de banho – Tranca-te!
- Vai demorar muito? – gritava Jorge Jesus do lado de fora do quarto
- Vai já mister! – dizia David escondendo a mala de Adriana e encaminhando-se para a porta com Ruben a seu lado
- Tanto tempo para abrir o raio de uma porta? – refilava Jorge Jesus a entrar no quarto
- Desculpe lá mister mas estávamos a arrumar as nossas coisas… - mentia Ruben
- Ainda? Vejam lá se se despacham! Partimos em 15 minutos! – declara Jorge Jesus saindo do quarto
- Uf! Esta foi por pouco! – dizia Ruben fechando a porta
- Já posso? – perguntava Adriana espreitando pela porta da casa de banho
- Força! – incentiva Ruben indo na sua direcção – Façam lá o que têm a fazer que eu vou arrumar os meus produtos na casa de banho, despachem-se! Quando voltar não te quero ver ó jeitosa! – ameaça Ruben num tom brincalhão e entrando na casa de banho
- Bem então se vocês têm de ir eu também vou andando para Lisboa antes que o Ruben se passe - dizia Adriana envolvendo de novo David nos seus braços
- EU OUVI ESSA! – grita Ruben fechado na casa de banho e Adriana e David riem-se em surdina
- E agora? – perguntava David
- Agora eu vou para Lisboa e depois encontramo-nos lá… - disse Adriana beijando-lhe os lábios
- Não é isso… Agora como é que a gente fica? – pergunta David
- Nós… Não sei mas eu voltei na esperança de ficar contigo… - disse Adriana - … como meu namorado… - acrescenta envergonhada olhando para baixo
- O que é que você me chamou? – pergunta David sorridente e tocando levemente com o seu perfil no rosto de Adriana
- Tu ouvis-te… Namorado… - confessa num sorriso envergonhado
- EISH! TANTO MEL JÁ ENJOA! NAMORAM E PRONTO! ANDEM LÁ COM ISSO! – grita Ruben ainda fechado na casa de banho
- CALA A BOCA BABACA! – grita David na direcção da casa de banho mas volta a concentrar-se em Adriana - Então e você quer ter um namorado chato que nem eu? Eu não te vou largar se você for minha namorada… - provoca David forçando-a a olhar para si
- Nem a minha ideia era outra! – conta Adriana com um sorriso mais aberto no rosto
- Então posso chamar você de namorada? – pergunta David envergonhado
- Não! Podes chamar-me de TUA namorada! – corrige Adriana feliz
David sorri-lhe e beija-a na boca.
- Então namorada, me desculpa, minha namorada, é melhor você ir andando para eu acabar de arrumar minhas coisas antes que o Ruben volte e se passe… - diz David divertido
- Pois é melhor… - concorda Adriana
- Jantamos juntos? – pergunta David
- Sim, claro!
- Então eu te pego em casa às sete e meia, tá bom p’ra você assim? – questiona David
- Está óptimo! – afirma Adriana roubando-lhe um beijo – Amo-te! – e sai disparada abrindo a porta
- Adriana? – David chama-a obrigando-a a parar e olhar para ele – Te Amo! – ambos sorriem e Adriana sai deixando David feliz, com o maior sorriso do mundo
- Muito engraçadinho! – Adriana passa-lhe os dedos na ponta fria do nariz – Idiota mas tu gostas! – Adriana faz-lhe pirraça
- Fazer o quê né? – diz David sorrindo e roubando um outro beijo rápido a Adriana
David entretanto sentara-se ao fundo da cama com Adriana ao seu colo e ela fazia-lhe carinhos na cara e roubava-lhe pequenos beijos.
- Hum, você veio p’rá ficar certo? – pergunta David olhando-a nos olhos e apertando ligeiramente a cintura dela receando a resposta
- O que é que achas? – pergunta-lhe Adriana fazendo uma breve pausa – Claro! Agora não te largo tão cedo… Tu é que pedis-te! Agora vais ter de me aturar e sem te queixares! – diz Adriana divertida
- Eu não vou queixar, não. Pode acreditar! – David beija-a mais uma vez e ela aplicando uma força leve no peito dele deixam-se cair para cima da cama continuando com a troca de carícias
Ruben estava preocupado com David, e como Adriana não lhe atendera o telefone resolve ir ao quarto dele ver como ele estava. Convencido de que ele estaria muito em baixo, deprimido, e sozinho, Ruben entra usando a sua chave e sem bater.
- EI! EI! EI! DESCULPEM, PESSOAL! JÁ ESTOU A IR! – dizia Ruben muito atrapalhado com a mão á frente dos olhos deixando um espaço entre o dedo anelar e o médio para espreitar e tentando sair do quarto
Adriana e David riem-se da figura muito atrapalhada de Ruben, que já nem sabia se se havia de virar para a frente ou para trás.
-Ei! Fica aí Manz! A Adriana está de volta! – disse-lhe David muito sorridente e levantando-se da cama juntamente com Adriana que estava agora abraçada a ele
- Pois, pois, eu sei! Mas eu vou! Ver o meu Melhor Amigo coise!, com a minha Melhor Amiga, é um grande choque! É um género de má pornogr… – dizia Ruben gaguejando ainda com a mão á frente dos olhos mas Adriana interrompe-o
- Ruben! Deixa de ser parvo! – dizia Adriana enquanto apertava David mais contra si rodeando-lhe a cintura com os braços
- Ei Manz, destapa a cara vai! A gente não tava fazendo nada não! – dizia David muito descontraído
- Têm a certeza de que é seguro? – perguntava Ruben abrindo mais o espaço entre os seu dedo anelar e o médio
- Ruben! Anda lá! Não sejas parvo! – pedia Adriana descontraída
Ruben acaba por destapar os olhos perante as risadas satisfeitas de David e Adriana.
- Bem, as meninas já foram andando para esperar por nós no estádio e eu vim ver como estavas e buscar as cenas para arrancar-mos para Lisboa – declara Ruben agora menos atrapalhado
- Estou óptimo! – diz David sorridente e olhando para Adriana
- Pois já deu para perceber! – rectifica Ruben muito satisfeito
Nesse momento alguém bate á porta.
- Quem é – pergunta Ruben
- Sou, eu! Abram lá, miúdos! – pedia Jorge Jesus do outro lado da porta
Ruben e David olham um para o outro numa profunda expressão de pânico.
- Olha Adriana vais ter de te esconder durante uns segundinhos… - dizia Ruben já encaminhando-a para a casa de banho – Tranca-te!
- Vai demorar muito? – gritava Jorge Jesus do lado de fora do quarto
- Vai já mister! – dizia David escondendo a mala de Adriana e encaminhando-se para a porta com Ruben a seu lado
- Tanto tempo para abrir o raio de uma porta? – refilava Jorge Jesus a entrar no quarto
- Desculpe lá mister mas estávamos a arrumar as nossas coisas… - mentia Ruben
- Ainda? Vejam lá se se despacham! Partimos em 15 minutos! – declara Jorge Jesus saindo do quarto
- Uf! Esta foi por pouco! – dizia Ruben fechando a porta
- Já posso? – perguntava Adriana espreitando pela porta da casa de banho
- Força! – incentiva Ruben indo na sua direcção – Façam lá o que têm a fazer que eu vou arrumar os meus produtos na casa de banho, despachem-se! Quando voltar não te quero ver ó jeitosa! – ameaça Ruben num tom brincalhão e entrando na casa de banho
- Bem então se vocês têm de ir eu também vou andando para Lisboa antes que o Ruben se passe - dizia Adriana envolvendo de novo David nos seus braços
- EU OUVI ESSA! – grita Ruben fechado na casa de banho e Adriana e David riem-se em surdina
- E agora? – perguntava David
- Agora eu vou para Lisboa e depois encontramo-nos lá… - disse Adriana beijando-lhe os lábios
- Não é isso… Agora como é que a gente fica? – pergunta David
- Nós… Não sei mas eu voltei na esperança de ficar contigo… - disse Adriana - … como meu namorado… - acrescenta envergonhada olhando para baixo
- O que é que você me chamou? – pergunta David sorridente e tocando levemente com o seu perfil no rosto de Adriana
- Tu ouvis-te… Namorado… - confessa num sorriso envergonhado
- EISH! TANTO MEL JÁ ENJOA! NAMORAM E PRONTO! ANDEM LÁ COM ISSO! – grita Ruben ainda fechado na casa de banho
- CALA A BOCA BABACA! – grita David na direcção da casa de banho mas volta a concentrar-se em Adriana - Então e você quer ter um namorado chato que nem eu? Eu não te vou largar se você for minha namorada… - provoca David forçando-a a olhar para si
- Nem a minha ideia era outra! – conta Adriana com um sorriso mais aberto no rosto
- Então posso chamar você de namorada? – pergunta David envergonhado
- Não! Podes chamar-me de TUA namorada! – corrige Adriana feliz
David sorri-lhe e beija-a na boca.
- Então namorada, me desculpa, minha namorada, é melhor você ir andando para eu acabar de arrumar minhas coisas antes que o Ruben volte e se passe… - diz David divertido
- Pois é melhor… - concorda Adriana
- Jantamos juntos? – pergunta David
- Sim, claro!
- Então eu te pego em casa às sete e meia, tá bom p’ra você assim? – questiona David
- Está óptimo! – afirma Adriana roubando-lhe um beijo – Amo-te! – e sai disparada abrindo a porta
- Adriana? – David chama-a obrigando-a a parar e olhar para ele – Te Amo! – ambos sorriem e Adriana sai deixando David feliz, com o maior sorriso do mundo
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Capítulo 63 - Reencontro (Parte III)
Adriana desce as escadas, vê todos no salão de refeições e esconde-se de maneira a poder vê-los mas sem que eles o pudessem fazer.
A equipa técnica e médica estavam numa mesa rectangular bastante grande, foi a primeira vez que Adriana se apercebeu que a equipa por detrás do Benfica era assim tão grande.
Ao lado uma mesa redonda onde estavam os jogadores, e noutra mesmo ao lado as suas mulheres e namoradas.
A televisão da sala estava ligada, na verdade era um plasma grande que estava na Fox Life, e todas as raparigas olhavam para a televisão de cinco em cinco minutos aguardando ansiosamente pelo programa da Ellen e entretanto o genérico começa.
A equipa técnica e médica estavam numa mesa rectangular bastante grande, foi a primeira vez que Adriana se apercebeu que a equipa por detrás do Benfica era assim tão grande.
Ao lado uma mesa redonda onde estavam os jogadores, e noutra mesmo ao lado as suas mulheres e namoradas.
A televisão da sala estava ligada, na verdade era um plasma grande que estava na Fox Life, e todas as raparigas olhavam para a televisão de cinco em cinco minutos aguardando ansiosamente pelo programa da Ellen e entretanto o genérico começa.
- EISH PESSOAL! É A MINHA MELHOR AMIGA! VEJAM SÓ! – Grita Ruben levantando-se da cadeira e apontando para o televisor
O empregado aumenta o som da televisão perante a excitação de Ruben e de outros membros presentes na sala. Todos se focam na televisão e um silêncio instala-se na sala.
- Welcome to our show. Today is a premiere day. Our guests will be Mel Gibson, Joss Stone! And the most recent star, putting our country crazy for her, Adriana Vale! But first let’s start with Know Or Go! – dizia Ellen muito entusiasmada na televisão
Dez minutos depois…
- She is beautiful, she is Portuguese, born in Lisbon, talented and she was chosen to one of the most exclusive schools in our country, she is been requested by fans to airplay in our radios like crazy, with us Adriana Vale! – anuncia Ellen
Adriana entra muito bonita, num vestido simples mas deslumbrante ao som da música “Smile- Uncle Kracker”

- Hi! – diz Adriana com um enorme sorriso na cara e dando um beijo e um abraço a Ellen – Hi everyone! – diz acenando ao público que a aplaudia e sentando-se na poltrona em frente a Ellen
- Let me start to congratulate you because you are in fact really talented and when I heard your music I felt chills. There are not many people like you – declara Ellen num tom de voz sereno
- Thank you, that is a big compliment – agradece Adriana sorridente
- For the ones who doesn't know, Adriana was chosen to fill one of the 10 exclusive scholarships in Julliard and you can already listen to one of her songs in our radio, and from what I heard she’s really really good! – diz Ellen muito entusiasmada
- Oh, Thank you so much – agradeçe Adriana já sem jeito, sorrindo e passando os dedos pelo cabelo
- When did you realize that you really wanted to do this? – pergunta Ellen olhando Adriana com os seus olhos celestes
- I always knew I wanted to do this, since I was little. I started to sing when I was 3 and since 4 I started doing ballet. In my 10th grade I enrolled in an artistic and performing arts school in Portugal, my current school, and I fell in love with acting too – conta Adriana sorridente
- What was your first thought when you got the invitation to go to the States? – pergunta Ellen
- First I doubted it. I thought it was a joke or something, but when I realized it was real I was very happy – conta Adriana passando primeiro o olhar por Ellen e depois pelo público
- You didn't doubt for a second to refuse the invitation? - questiona a apresentadora
- Sure, after all I left in Lisbon very important people to me. My parents, my friends, and missing them is really hard to deal, especially now that I'm so far away from them – diz Adriana num tom de voz sério e informativo
- Do you think in coming back? – questiona novamente Ellen
- Of course! My life is in Portugal and as long as I have opportunities I will stay, but when bigger things appear I will leave without thinking twice – diz Adriana muito sinceramente
- Well, you are really talented and beautiful; there is a buzz with your campaign to Dolce Gabbana, because never such a young model did a campaign for them – informa Ellen
- Yes, the invitation came when I was a month in a course in London, and I was already a model with some work in Portugal, I went to the casting and they chose me. It was a big step and a dream that came true! – conta Adriana gesticulando com as mãos e mantendo o sorriso contangiante na cara
- Well I bet all the boys in the audience want to know the answer to this question, including my producer that is asking me to my ear piece. Everyone wants to know if a pretty face like you has a boyfriend… - diz Ellen metendo-se com Adriana
Toda a audiência aplaude confirmando a curiosidade do público em saber isso, era um facto, fossem estrelas já conhecidas, ou “novas” estrelas, o público adorava saber aquelas coisas.
Adriana contrai-se ligeiramente de vergonha, e com as mãos semicerradas, puxa o seu vestido para tapar mais as pernas cruzadas elegantemente.
- Well… - Adriana tentava arranjar maneira de escapar à pergunta ou de pelo menos sentir-se menos envergonhada quando respondesse
- Well boys! Pack your bags and give up. She is too much for you to handle! – Diz Ellen divertida
Toda a plateia se ri e aplaude. Todos os programas da Ellen tinham sempre uma vertente mais humorística e este não fugia á regra.
- Well...There is someone...but it’s not official – consegue Adriana por fim dizer
- How do you deal with the distance? – pergunta Ellen
- Ah...we are dealing with it, but I rather not talk about it – diz Adriana tentando esconder o embaraço
- Well it was a pleasure to have you in our show, and I hope to hear more about you and have you here more times. We will be back soon with a performance by Adriana Vale – diz Ellen olhando para a cama e com um indicador no ar apontando na direcção da câmara.
- With us! With "Doesn't Mean Anything",Adriana Vale!
http://www.youtube.com/watch?v=pe9gOSWuaHA&feature=related (foi como imaginei a actuação)
A actuação acaba e todos aplaudem e Ellen junta-se a Adriana.
- Oh My God! You put so much soul and feeling in your performances. Congratulations! – Diz Ellen enquanto agarra Adriana e a cumprimenta agradecendo - Will be right back!
O genérico do intervalo passa e dá lugar aos anúncios. Um novo murmurinho se instala na sala de pequenos-almoços.
- Oh meu deus! Ela esteve tão bem! – dizia Inês completamente histérica
- Concordo! Ela só não fará carreira daquilo senão quiser! – diz Andreia contente
- Com sorte ela já nem volta, vão ver! – dispara Fábio dando uma dentada no croissant e só parando quando vê a cara de David e a expressão que todos faziam olhando na direcção dele
Adriana, ainda escondida, pode reparar na cara de David.
Adriana, ainda escondida, pode reparar na cara de David.
Ah! Como aquilo lhe partia o coração. A sua expressão estava mórbida, os cantos da sua boca descaiam como num beicinho perfeito, os seu olhar estava preso no nada e o seu rosto estava meio que pálido.
Ele não responde, nem mais uma palavra é dita. Ele levanta-se calmamente, encosta a cadeira à mesa, atravessa a sala de pequenos-almoços, dá um aceno de cabeça ao mister e toma o caminho para os quartos.
Adriana fica a vê-lo sair e sente-se impotente, incapaz de qualquer movimento ou acção.
- És burro ou quê? – refila Ruben, sentado ao lado de Fábio, e dando-lhe uma sacudidela de trejeito na nuca
- Fogo meu! Olha aí! Não fiz por mal! – diz Fábio num tom meio enervado
- Fogo meu! Olha aí! Não fiz por mal! – diz Fábio num tom meio enervado
Adriana percebe que tinha de ir atrás de David e finalmente o seu corpo começava a reagir aos seus instintos.
“Ok, Adriana! Pensa, pensa! Como é que sei o quarto dele? O Ruben claro! Claro, escuro! Estão lá os outros! Bolas! A recepção… o homem não me vai dizer… Olha não custa tentar…” pensava Adriana já meio desesperada
- Olhe desculpe eu preciso de saber onde é o quarto do Sr. David Luiz Moreira Marinho- pede Adriana educadamente ao Senhor do balcão
- Desculpe menina mas não lhe posso dar essa informação – declara o homem serenamente
- Oiça você não está a perceber! É importante! – diz Adriana
- Oiça, eu não posso dizer-lhe… É confidencial! – diz o senhor insistente
- Oiça-me você! Eu tenho de subir e ir lá acima dizer aquele rapaz que o amo! Você nunca amou ninguém tanto que achou que ia endoidecer senão o fizesse? Se eu não disser agora a este rapaz que o amo ele nunca mais vai querer olhar para a minha cara. Por isso! Se já amor assim, eu peço-lhe, por amor de deus, diga-me qual o quarto dele! – implora Adriana
- Oiça! Não fui eu que fiz isto… - diz o homem baixando o tom de voz – Ele está no quarto 54 no piso 4… Vá, e se alguém lhe perguntar não fui eu! – volta-se a compor atrás do balcão e agarra-se ao pc
- Muito obrigada – diz Adriana entusiasmada. Com tanto entusiasmo, ela acaba colocando-se em pontas de pés, puxando o senhor, já idoso, pelos colarinhos e dando-lhe um beijo na cara – Você é um anjo! – e sai correndo disparada em direcção ao elevador
Ela carregava vezes sem conta no botão para chamar o elevador, não com que isso fosse fazer com que ele chegasse mais depressa mas na cabeça dela, ela acredita que fazia.
O elevador chega finalmente, vinha vazio e para subir só estava ela. Ela entra e carregou umas cinco vezes no piso 4. Queria definitivamente despachar-se, apesar de saber que David estaria lá, ela não queria correr o risco de acontecer o contrário.
As portas fecham-se e á medida que o elevador subia Adriana andava que nem uma barata tonta de um lado para o outro á espera que o elevador finalmente chegásse ao quarto piso, acção que é realizada em 38 segundos.
- Finalmente! – diz aborrecida atravessando as portas abertas do elevador, quase que a voar
Os seus olhos percorriam os números nas portas que ladeavam o corredor.
- 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54! É este! – diz ela parando em frente à porta do quarto
O seu coração batia a mil à hora, no mesmo ritmo que se ouviam coisas a caíram e baterem furiosas no interior do quarto.
Devia ser David, apesar de ela não lhe reconhecer essa atitude. Ouviam-se portas de armários a bater com força, coisas a serem atiradas para cima do chão, parecia que andava em arrumações, se bem, que um bocadinho violentas e muito barulhentas.
Adriana respira fundo e ergue a mão no ar para bater á porta mas é interrompida.
“After all this time, I never thought we'd be here, Never thought we'd be here, When my love for you is blind, But I couldn't make you see it, Couldn't make you see it, That I loved you more than you'll ever know, and part of me died when I let you go…” o telemóvel de Adriana que estava no bolso das calças começa a tocar.
Um silêncio impera no quarto de David enquanto ela muito atrapalhada vira costas à porta e enfia a mão no bolso tentando tirá-lo.
Finalmente consegue, era Ruben, ela desliga a chamada convencida de que ia a tempo e enfia o telemóvel no bolso mas a porta mesmo atrás de si abre-se. Era David.
Ela ainda virada de costas para a porta, agora aberta, onde David estava, encolhe-se ligeiramente quando ouve a voz dele
- O que é que está fazendo aqui moça? – pergunta David num tom de voz seco, sem reconhecer Adriana
Ela não tinha outra solução, não era o tipo de reconciliação que imaginara mas era melhor que nada. Ela respira fundo e vira-se para ele ao mesmo tempo que tentava esconder um sorriso mordendo o lábio
- Você? – pergunta David completamente apanhado de surpresa com um ar desiludido mas sem conseguir esconder um brilho nos olhos por a ver
- Apanhada! – diz Adriana elevando a mão direita no ar e sorri nervosa
Umas risadas envolvem o ar no corredor, eram Saviola e Aimar. Adriana não hesita e empurra David para dentro do quarto fechado a porta.
David continuava meio abananado, sem saber como agir, sem dizer nada, deixa-se ser levado por ela. Ela olha para ele e ele permanecia assim, inerte, sem dizer uma única palavra, e Adriana começava a ficar nervosa com o silêncio dele.
- Eu pensava que você estava... – tentava David dizer quando Adriana o interrompe
- Ouve-me! Não digas nada! Eu tenho mesmo de dizer isto agora antes que a coragem me acabe. Eu fui estúpida! Uma parva! Andamos há três meses a brincar ao gato e ao rato, e eu a tentar perceber se gostava de ti só como amigo. Depois surgiu o estúpido do Diogo e para ti apareceu a Carolina. As coisas lá se resolveram… Os atrasados mentais do Ruben e da Inês fizeram aquele arranjinho e nós entendemo-nos. Eu percebi que gostava de ti, mas tu estragas-te tudo quando disseste que me amavas. Quer dizer, não estragas-te tudo mas apanhaste-me de surpresa porque eu não sou de expor os meus sentimentos logo assim, e o teu “Amo-te” estava a forçar-me a dizer aquilo sem eu ter a certeza. Depois surgiu a oportunidade de ir para os Estados Unidos, e tu apoiaste-me em tudo e aquela noite que passei contigo deve ter sido a mais especial da minha vida até agora! – Adriana dizia isto muito rapidamente atrapalhando-se varias vezes, David continuava a olhar para ela sem dizer nada, apenas escutando-a e ela prossegue com o discurso muito apressado – Nunca me custou tanto deixar alguém como me custou deixar a ti, e eu sei que de uma maneira ou de outra tu esperavas que eu não fosse, e não querias que eu fosse apesar de não teres dito nada. Respeitas-te o meu sonho, mas as pessoas mudam, os sonhos também, e eu alcancei parte daquilo que queria, mas sem ti parecia que não tinha qualquer valor. E eu posso ter demorado muito a concluir mas eu Amo-te, Amo-te mesmo! Não sei como, não sei explicar porque mas Amo-te, tão naturalmente como respiro, como vivo, como existo. Sei que agora tu deves estar a odiar-me, e não me queres ver mais á frente mas eu não pensei quand…
Adriana não conseguiu acabar o seu discurso nervoso.
Em menos de nada David tinha unido com dois passos o espaço entre eles os dois, pousado a mão na nuca de Adriana e beijando-lhe os lábios.
Adriana estremeceu. Como ela sentia falta daqueles lábios, daquele toque e de David, especialmente, de David. Os lábios húmidos de David pressionavam suavemente os de Adriana.
Ela queria mais, por entre os lábios ligeiramente abertos de David Adriana faz passar a sua língua e então, ambas as línguas envolvem-se numa harmonia perfeita, ao mesmo tempo que os lábios se moviam não querendo dar um fim aquele beijo.
David envolve a cintura de Adriana com o seu braço direito e puxa-a contra o seu corpo. Puxa-a tanto que Adriana conseguia sentir os batimentos atabalhoados do seu coração e ele conseguia também sentir o coração dela, que ao contrário do dele tinha acalmado, ou não estivessem os seus lábios a serem beijados por David. O beijo dele, o toque dele traziam-lhe uma paz, uma segurança que jamais havia sentido nos braços de outra pessoa.
Adriana sobe a sua mão direita até ao cabelo de David e entrelaça os seus dedos no molho de caracóis. Por entre o beijo ambos sorriem do jeito carinhoso como Adriana o fez.
Um toque leve de lábios deu fim aquele beijo cheio de desejo, ambos se olham sem dizerem nada.
- … quando é que vou voltar a ter oportunid… - ela tenta completar o discurso mas é novamente interrompida por um beijo ardente de David
- Não fala nada – diz ele voltando a beijar a boca dela, agora apenas nos lábios
- Desculpa… Eu nunca devia ter ido… - diz Adriana permanecendo de olhos fechados
- Eu disse para você não falar nada… - insiste David roubando-lhe mais um beijo rápido
- Amo-te – confessa Adriana num sussurro que David ouve perfeitamente
- Fala de novo! Não estou acreditando…
- Acredita é verdade – diz Adriana num tom sincero
- Fala p'ra eu ouvir de novo – pede David com um sorriso
- Amo-te! Amo-te! Amo-te! – diz Adriana com um enorme sorriso e olhando nos olhos esverdeados de David
David encosta a sua testa à de Adriana e segura-lhe o rosto com a mão esquerda. David deixa os seus lábios tocaram novamente, e levemente os de Adriana mas ela não resiste a passar novamente a sua língua pela dele.
- Amo-te David Luiz Moreira Marinho! – jura Adriana por entre os sorrisos de ambos
- Estava a ver que não! – confessa David envolvendo a cintura dela nos seus braços e elevando-a a escassos centímetros do chão
- Agora deves estar a achar que sou uma idiota por tudo isto… - diz Adriana já no chão
- Eu não tou pensando você é mesmo! Pensei que tudo o que aconteceu nestes três meses era suficiente para você cá ou lá querer lutar por nós – diz David
- Muito engraçadinho! – Adriana passa-lhe os dedos na ponta fria do nariz – Idiota mas tu gostas! – Adriana faz-lhe pirraça
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Comunicado
Peço desculpa por não postar a continuação de um capítulo em que o titulo é "Reencontro", mas não se trata de querer descançar ou manter-vos "presos" mas é que o meu "querido" Word voltou-me a trair e não guardou (novamente) aquilo que estive a escrever e corrigir durante horas.
Peço-vos um pouco de compreensão mas de facto não é má fé mas sim um azar (novamente!)
Amanhã espero conseguir postar (finalmente) o reencontro dos dois.
Até amanhá
Beijinhos
E mais uma vez perdoem-me! :D
Peço-vos um pouco de compreensão mas de facto não é má fé mas sim um azar (novamente!)
Amanhã espero conseguir postar (finalmente) o reencontro dos dois.
Até amanhá
Beijinhos
E mais uma vez perdoem-me! :D
Capítulo 63 - Reencontro (Parte II)
Adriana acordou na manhã seguinte e estava muito nervosa. Ela tinha de ganhar coragem para falar com David, dizer-lhe que tinha voltado e que aquilo não passara tudo de uma estupidez e que ela queria ficar com ele, ali ou onde quer que fosse, e para sempre.
Ela enfiou-se no duche, deu uma volta na sua mala, a mesma que levara para Nova Iorque, e procurou uma roupa fresca pois estava em Março, e algum calor já se fazia notar.
Ela vestiu uns jeans, uma t-shirt lisa, um coletezinho com algumas contas, calçou umas botas e colocou um lenço ao pescoço.

Eram nove da manhã quando ela já estava despachada, já estavam a servir os pequenos-almoços portanto há meia hora.
Adriana desceu pelas escadas pois não queria correr o risco de encontrar quem quer que fosse. Quando ia a atravessar o primeiro piso, ouve umas vozes vindas da porta de acesso, ela podia reconhecer aquelas vozes. Eram Andreia e Inês que cochichavam amenamente no corredor e Adriana não resiste a parar para ouvir um pouco.
Ela enfiou-se no duche, deu uma volta na sua mala, a mesma que levara para Nova Iorque, e procurou uma roupa fresca pois estava em Março, e algum calor já se fazia notar.
Ela vestiu uns jeans, uma t-shirt lisa, um coletezinho com algumas contas, calçou umas botas e colocou um lenço ao pescoço.

Eram nove da manhã quando ela já estava despachada, já estavam a servir os pequenos-almoços portanto há meia hora.
Adriana desceu pelas escadas pois não queria correr o risco de encontrar quem quer que fosse. Quando ia a atravessar o primeiro piso, ouve umas vozes vindas da porta de acesso, ela podia reconhecer aquelas vozes. Eram Andreia e Inês que cochichavam amenamente no corredor e Adriana não resiste a parar para ouvir um pouco.
- Nem acredito que ela vai mesmo aparecer na Ellen! Isto é importantíssimo para a carreira dela! – balbuciava Inês muito entusiasmada
- Sim, só espero que seja mesmo importante para a carreira dela para ela estar a arriscar perder o David desta maneira… - revela Andreia num tom de voz preocupado
- Pois é. O Ruben anda preocupadíssimo com ele porque ele tem andado um bocado em baixo… - conta Inês também agora num tom de voz preocupado
- Sabes, eu não conheço muito bem o David mas eu acho que ele estava a gostar dela para valer… - confessa Andreia num timbre sincero e sereno
Adriana contrai-se ligeiramente junto á porta, o seu coração mirra de angústia e ela tenta controlar o batimento nervoso dos seus pés no chão.
- Pois mas eu conheço a Adriana, desde que namoro com o Ruben e ele sempre me disse que este era um dos grandes sonhos dela… Acho que ela não volta! Ela está a viver este sonho na plenitude… Quantas oportunidades como esta ela terá? – pergunta Inês sabendo a resposta à mesma
- Poucas, ou nenhuma, é verdade! Mas será que se ela perder o David, terá a oportunidade de encontrar alguém que a faça tão feliz como ele? – pergunta Andreia também sabendo a resposta á pergunta que fizera
- Sinceramente? Duvido! Acho que ela está mesmo a gostar dele mas só não foi capaz de o admitir na plenitude e usou esta proposta para fugir ao que estava a sentir mas agora que está lá não creio que vá voltar… Ela vive para aquilo! - diz Inês plenamente convencida do que afirmava
- Então acho que tão cedo não vamos ver o antigo David de volta… - diz Andreia um pouco preocupada
- Sinceramente, eu acho que nunca mais vamos ver o antigo David de volta, não sem a Adriana… - estas últimas palavras de Inês ouvem-se desvanecer no ar e depois são seguidas do fechar da porta do elevador
Adriana tinha percebido pela noite anterior que o David não estava no seu melhor, e agora arrependia-se de não ter falado com ele logo na noite anterior. Mas tinha sido uma noite stressante, com muitas emoções e David não lhe parecia no melhor estado, e as palavras de Inês e Andreia só vinham confirmar isso. Mas Adriana sabia que a verdadeira razão para não ter falado com ele na noite anterior chamava-se cobardia, ela tinha medo da maneira como David podia reagir ao seu regresso uma vez que ele não quis falar com ela.
Ela tinha ficado desiludida com a atitude dele mas agora podia compreendê-lo de certa forma, pelo menos fazia um esforço para tal.
O silêncio que se seguiu á conversa das duas amigas, foi interrompida pelas risadas de Ruben e Javi.
Dava para perceber que não estavam sozinhos, que havia mais jogadores mas eles eram os mais audíveis.
Riam à gargalhada á medida que se aproximavam do elevador, e entravam lá dentro quando o elevador dá excesso de carga. Foi Ruben quem se ofereceu para sair e esperar pelo próximo, mas como Adriana já bem o conhecia, Ruben não era de esperar e começa a ouvi-lo cantarolar á medida que se aproxima da porta das escadas.
- Oh she’s a diva! I feel the same and I wanna met her! – ia cantarolando Ruben á medida que dançava, dando á anca rumo à porta das escadas
Adriana sente a sua aproximação e fica muito atrapalhada, tenta esconder-se, mas no meio de tanta atrapalhação em subir para cima ou para baixo acaba escondendo-se atrás da porta.
Ruben entra disparado, empurrando a porta para trás com toda a força e acaba acertando em Adriana que se verga com dor e refila com ele
- Olha lá não vês por onde andas? – pergunta Adriana irritada a Ruben que já tinha iniciado a descida das escadas, mas sem esconder um sorriso por o ver
- TU? – ele esfrega os olhos – Eu estou a ver bem? És mesmo tu? – pergunta Ruben meio extasiado, parado no meio das escadas e olhando para o topo das mesmas onde ela se encontrava sorrindo na sua direcção
- Sim, claro que sou eu! Havia de ser quem? O Papa, queres ver? – diz Adriana muito despachada
- Oh Meu Deus! Tu voltas-te! – Ruben sobe as escadas a correr e abraça Adriana
Adriana partira há poucos dias mas as saudades pareciam de uma eternidade. Ele abraçava-a e percorria as costas dela com as mãos para ter a certeza de que aquilo não era um sonho.
- Isso era tudo saudades? – pergunta Adriana ironicamente
- Nem imaginas quanto! – revela Ruben continuando a abraçá-la fortemente nos seus braços
- Ainda bem! – Adriana abraço-o também contra si, ela adorava-o e por muito que pudessem discutir, ou ter os seus arrufos eles adoravam-se
- Temos de ir já ter com os outros! – diz Ruben muito entusiasmado e puxando por ela
- ESPERA! – diz Adriana desesperada travando-lhe o movimento – Não posso ir ter com os outros… Não enquanto não tiver ganho coragem para aparecer e falar com o David…
- Mas Adriana, ele anda desesperado vai passar-se quando te vir! – diz Ruben entusiasmado
- Ele está muito mal? – pergunta Adriana receando a resposta dele
- Oh não se pode dizer que esteja radiante com a tua ida e muito menos com o facto de não lhe atenderes as chamadas… Ele ficou desiludido… - confidencia Ruben
- Agora é que perdi mesmo a coragem… Não o queria desiludir mas foi-me difícil atender… Não sabia o que dizer… - diz Adriana desolada
- Senão sabes o que dizer o que é que te fez voltar? – pergunta Ruben tentando chamá-la á razão
- Tu sabes… - Ruben olha para ela esperando uma confirmação - … o David! – responde Adriana num tom de voz óbvio
- Então? Estás á espera do quê para ires ser feliz? – pergunta-lhe ele
- De coragem! De coragem! – balbucia ela em palavras sumidas – Olha, faz assim vai ter com eles eu vou ganhar coragem! Prometo que sim! Dá-me só um tempinho e não digas que voltei, por favor! – pede Adriana
- Se é a tua vontade mas não vou esperar muito… - afirma Ruben convicto das suas palavras – Vamos tomar o pequeno-almoço e eu vou esperar até lá… Despacha-te! – Ruben dá-lhe um beijo no rosto e vira-lhe costas mas lembra-se de um aviso e volta ligeiramente uns passos atrás – Outra coisa! Se voltaste para não ficar com ele, então nem apareças ao pé dele e enfia-te de novo no primeiro avião para Nova Iorque… Desculpa mas ele também é o meu melhor amigo! – Ruben sai descendo o resto das escadas num passo apressado
Adriana podia compreender o lado de Ruben. Chamava-se lealdade ao acto dele, e eles eram melhores amigos mas ele também devia a mesma lealdade a David, e ele estava a ser justo com os dois, avisou Adriana, protegendo David, e deu-lhe um prazo, certificando-se de que ninguém sairia magoado.
Capítulo 63 - Reencontro (Parte I)
Estava um fim de tarde lindo em Lisboa e Adriana aterrava no aeroporto, ela rezava para ainda conseguir chegar a horas a Guimarães e enfia-se no primeiro táxi que consegue apanhar no aeroporto.
- Oiça! Eu quero ir o mais depressa possivel para Guimarães, pago o que for preciso! – diz Adriana ao taxista
- Muito bem menina! Quer ir para que zona de Guimarães? – pergunta o Sr. José, era o nome que se podia ler no cartão colado junto ao taxímetro
- Quero ir para o hotel onde está a equipa do Benfica, é muito urgente! – diz Adriana desesperada para que o Sr. José arranca-se de uma vez
- Benfica menina? Qual é a pressa? – pergunta o Sr.José curioso e ligando o carro
- Se eu lhe contar promete que não conta a ninguém? – pergunta Adriana muito simpática
- Oh menina por amor de Deus! Sou um túmulo! – declara o taxista
- Vou atrás do homem da minha vida! Agora siga! Siga! – dizia Adriana muito feliz e quando já se vê a caminho conta o resto da sua historia com David
Adriana chega quatro horas e meia depois a Guimarães, a viajem pareceu até bem rápida porque Adriana veio o caminho todo a ouvir o relato do jogo e a falar do David e do Benfica com o Sr. José.
Adriana entra disparada no hotel e o jogo já tinha acabado mas ela não via nenhum sinal dos jogadores ou equipa técnica.
Ela olha para a recepção e estava vazia, mas um barulhinho de fundo, marcado por risos, aplausos e cantorias, vem lá de fora. Ela podia reconhece-lo, eram os jogadores e a equipa técnica.
Adriana não queria ser vista assim, não queria fazer uma surpresa assim de chofre por isso esconde-se de maneira a que ninguém a pudesse ver.
Na frente seguiam todas as mulheres dos jogadores, que sobem logo no elevador, Adriana pode concluir que não estariam nos quartos com os respectivos como seria obvio, mais atrás vê Javi, Savi, Aimar e mais uns tantos aos saltos comemorando a vitória. Acabam todos por passar e subir para os quartos. David vinha em último, ao lado do treinador, que lhe diz qualquer coisa e sobe deixando-o sozinho no corredor.
David abre o telemóvel, olha para o monitor, parecia querer fazer alguma coisa, mas talvez invadido por uma onde de cobardia, ou então meramente fruto da imaginação de Adriana, ele fecha-o e muito cabisbaixo segue para o elevador.
Adriana tentava ganhar coragem para se dirigir a ele mas ela achava que havia maneiras e maneiras de se fazerem as coisas e se de facto ele estava mesmo magoado com ela talvez fosse melhor esperar que ele visse o programa da Ellen no dia seguinte.
Ele finalmente sobe sozinho o elevador e Adriana garantindo que mais ninguém estava lá dirige-se ao balcão.
- Boa noite! Eu precisava de um quarto se faz favor… - pede Adriana educadamente
- Para quantas noites menina? – pergunta o senhor já idoso da recepção
- Só por esta noite… Mas por favor não me ponha no piso dos jogadores do Benfica por favor – pede Adriana
- Concerteza menina! – prontifica-se o empregado – O seu quarto fica no piso 2! Quarto 23!
“Quarto 23? Really? Oh God? Que Karma!” – pensava Adriana aceitando a chave
- Obrigada, resto de boa noite! – diz Adriana dirigindo-se ao elevador
- Obrigada igualmente, boa estadia! – deseja o empregado muito educadamente
Adriana sobe ao segundo piso, o número da porta do quarto fá-la vacilar. Ela fecha os olhos e podia ver aquele número nas costas do seu menino perfeito, com aquela cara de anjo, e jeito de menino. Um sorriso surge-lhe na cara, ela abre os olhos, agarra na chave com força e entra, aquela iria ser sem dúvida uma noite bem dormida no quarto com o número perfeito.
- Oiça! Eu quero ir o mais depressa possivel para Guimarães, pago o que for preciso! – diz Adriana ao taxista
- Muito bem menina! Quer ir para que zona de Guimarães? – pergunta o Sr. José, era o nome que se podia ler no cartão colado junto ao taxímetro
- Quero ir para o hotel onde está a equipa do Benfica, é muito urgente! – diz Adriana desesperada para que o Sr. José arranca-se de uma vez
- Benfica menina? Qual é a pressa? – pergunta o Sr.José curioso e ligando o carro
- Se eu lhe contar promete que não conta a ninguém? – pergunta Adriana muito simpática
- Oh menina por amor de Deus! Sou um túmulo! – declara o taxista
- Vou atrás do homem da minha vida! Agora siga! Siga! – dizia Adriana muito feliz e quando já se vê a caminho conta o resto da sua historia com David
Adriana chega quatro horas e meia depois a Guimarães, a viajem pareceu até bem rápida porque Adriana veio o caminho todo a ouvir o relato do jogo e a falar do David e do Benfica com o Sr. José.
Adriana entra disparada no hotel e o jogo já tinha acabado mas ela não via nenhum sinal dos jogadores ou equipa técnica.
Ela olha para a recepção e estava vazia, mas um barulhinho de fundo, marcado por risos, aplausos e cantorias, vem lá de fora. Ela podia reconhece-lo, eram os jogadores e a equipa técnica.
Adriana não queria ser vista assim, não queria fazer uma surpresa assim de chofre por isso esconde-se de maneira a que ninguém a pudesse ver.
Na frente seguiam todas as mulheres dos jogadores, que sobem logo no elevador, Adriana pode concluir que não estariam nos quartos com os respectivos como seria obvio, mais atrás vê Javi, Savi, Aimar e mais uns tantos aos saltos comemorando a vitória. Acabam todos por passar e subir para os quartos. David vinha em último, ao lado do treinador, que lhe diz qualquer coisa e sobe deixando-o sozinho no corredor.
David abre o telemóvel, olha para o monitor, parecia querer fazer alguma coisa, mas talvez invadido por uma onde de cobardia, ou então meramente fruto da imaginação de Adriana, ele fecha-o e muito cabisbaixo segue para o elevador.
Adriana tentava ganhar coragem para se dirigir a ele mas ela achava que havia maneiras e maneiras de se fazerem as coisas e se de facto ele estava mesmo magoado com ela talvez fosse melhor esperar que ele visse o programa da Ellen no dia seguinte.
Ele finalmente sobe sozinho o elevador e Adriana garantindo que mais ninguém estava lá dirige-se ao balcão.
- Boa noite! Eu precisava de um quarto se faz favor… - pede Adriana educadamente
- Para quantas noites menina? – pergunta o senhor já idoso da recepção
- Só por esta noite… Mas por favor não me ponha no piso dos jogadores do Benfica por favor – pede Adriana
- Concerteza menina! – prontifica-se o empregado – O seu quarto fica no piso 2! Quarto 23!
“Quarto 23? Really? Oh God? Que Karma!” – pensava Adriana aceitando a chave
- Obrigada, resto de boa noite! – diz Adriana dirigindo-se ao elevador
- Obrigada igualmente, boa estadia! – deseja o empregado muito educadamente
Adriana sobe ao segundo piso, o número da porta do quarto fá-la vacilar. Ela fecha os olhos e podia ver aquele número nas costas do seu menino perfeito, com aquela cara de anjo, e jeito de menino. Um sorriso surge-lhe na cara, ela abre os olhos, agarra na chave com força e entra, aquela iria ser sem dúvida uma noite bem dormida no quarto com o número perfeito.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Capítulo 62 - Ele não quis falar comigo...
Adriana entra no aeroporto disparada, procurava o primeiro balcão disponível onde pudesse fazer o check-in mas as filas eram intermináveis.
“Oh mas que raio! Eu nem devia estar aqui! Eu não devia ter vindo! Eu tenho de pôr-me o mais depressa possivel em Portugal” pensava Adriana ultrapassando e desviando-se das pessoas que se cruzavam no seu caminho
- Excuse me! Excuse me! – dizia afastando-se de um grupo de chineses, que tiravam insistentemente fotografias ao tecto do aeroporto, e que não a deixavam passar
Adriana corria, os seus pés vacilavam ligeiramente no chão, e ela quase atropela duas crianças que brincavam no meio do aeroporto.
Finalmente ela vê um balcão que parecia ser o que tinha menos pessoas, devia ter no máximo umas quinze ou dezasseis pessoas, e Adriana dirige-se a essa fila metendo-se no fim da fila.
Ela esteve por volta de meia hora na fila até conseguir ser atendida.
- Good afternoon, can I help you? – perguntou simpaticamente a moça do balcão de atendimento
- Good afternoon, I want to make my check–in, please – pediu Adriana graciosamente e batendo com os pés no chão nervosamente
- What is your name and your flight? – perguntou a empregada prestável
- Adriana Vale, and my flight is the next one to Lisbon – diz Adriana contorcendo os dedos ansiosa vendo a cara séria da funcionária que teclava no computador.
- I’m sorry but I cannot do the check-in because the plane leaves in two minutes and your luggage was not placed in basements – declara a empregada um pouco incomodada pela cara que Adriana faz
- You do not understand! I really have to board this flight! – dizia Adriana desesperada
- Sorry, Miss Adriana but this is impossible. But I can score you a ticket on the next flight. – acrescenta a moça muito sorridente
- Listen! Get me a flight that takes me as soon as possible to Portugal – pede Adriana já muito desesperada
- The next flight is tomorrow at 6 a.m!
- Only? You do not have anything earlier? – pergunta Adriana muito indignada e já suspirando por tudo o que era lado
- No, I am very sorry – diz a empregada um pouco cabisbaixa
- Okay. No problem. I'll take that! – diz Adriana já “por tudo”
Adriana acerta os restantes pormenores da passagem e senta-se no aeroporto. Ela não fazia a mínima tenção de regressar ao hotel. Ela sabia que não era por ali ficar a noite toda que o tempo passaria mais depressa mas ela gostava de acreditar que sim.
Adriana procura nos bolsos das suas calças o telemóvel, apalpava todos os bolsos e nem sinal dele, resolve procurar na barafunda que era a sua mala, e pobre coitado. Lá estava ele, bem no fundo, soterrado no meio de batons, maços de lenços de papel, agenda e meia dúzia de canetas.
Adriana agarra nele, pensa em telefonar a David para lhe dizer que iria voltar mas a verdade é que ela não fazia a mínima ideia de que horas seriam em Lisboa, e além disso seria muito mais giro surgir de surpresa.
“Mas e se ele não gostar da surpresa? Ai Adriana vá lá! Ele ama-te já o disse montes de vezes! E eu nem lhe disse uma única vez… É a primeira coisa que vou fazer quando lá chegar! Dizer-lhe que o amo! ” pensava Adriana ao mesmo tempo que tinha o telemóvel aberto à sua frente
Adriana começa a correr a lista dos seus contactos, ela precisava de saber se quando aterra-se em Portugal ele estaria em jogo, em estágio ou simplesmente estaria lá, por sorte ou destino, à espera dela, mesmo não sabendo da sua chegada.
A primeira que pessoa que lhe ocorre ligar é a Inês, mas ela desmanchar-se-ia ao Ruben e ele ao David, e essa não era de todo a sua ideia, depois pensou em ligar á Romanella mas tinha medo que ela também pudesse dizer mais do que aquilo que devia. A escolha parece-lhe então óbvia! Ligaria a Andreia para saber como todos estavam e como quem não quer a coisa ficaria a saber onde ele estaria aquando do seu regresso.
O telefone chamava o seu nervosismo aumentava pouco a pouco, a cada sinal de estar a chamar, o seu corpo tremia, os seus pés oscilavam no chão, e as suas unhas batiam ritmadas e nervosamente na superfície da cadeira ao seu lado. Finalmente do lado de lá alguém atende.
- Estou sim? – pergunta Andreia apesar de ter visto no visor que era Adriana
- Olá Andreia! Sou eu a Adriana! Tudo bem? – pergunta Adriana atenciosa
- Eu sei que és! Tudo e contigo, miúda? – pergunta Andreia sorridente
- Tudo bem… Espero não te ter acordado mas não sei que horas são aí…- diz Adriana num tom monocórdico
- São 23 horas! Acordares-me? Está tudo aqui numa animação, porque o mister deu uma folguinha antes do jogo de amanhã, está tudo aqui a relaxar num jantarzito – declara Andreia muito descontraidamente
Perante a declaração de Andreia, Adriana congela, e o silêncio impera do lado de cá do telefone.
“TUDO? Ela disse TUDO? Tudo o quê? Todo o plantel? Todas as namoradas dos jogadores? Tudo quem? Não podia ter sido mais específica?! ” pensava Adriana desesperando
- Ei? Estás aí? – perguntava Andreia perante o silêncio que se impusera
- Sim estou! – consegue por fim Adriana dizer
- Ah como te calas-te! Disse alguma coisa de mal? – disse Andreia
- Não não disseste nada de mal… Eles jogam amanhã? – perguntava Adriana tentanto saber o que queria mas sem levantar suspeitas
- Sim jogam, estamos todos aqui em Guimarães no hotel de sempre… Está tudo super entusiasmado com o jogo! – diz Andreia rindo-se de uma palhaçada que Ruben fizera do lado de lá do telefone
- Ah, ainda bem! Esse é que é o espírito! Posso fazer-te uma pergunta Andreia? Mas responde só se sim ou não! Por favor! Ele está aí? – pergunta Adriana curiosa relativamente a David
- Sim, ele não tem andado bem… Esta sempre calado, já não diz aquelas piadas parvas… - diz Andreia muito baixinho – E ficou pior desde que não lhe atendeste a chamada – acrescenta Andreia sussurrando
- Oh Andreia, se tu soubesses o que eu dava para ele não estar assim… Se soubesses… Olha é verdade depois de amanhã, de manhã apareço no programa da Ellen! – diz Adriana mudando de assunto pois a sua voz começava a falhar e os seus olhos começavam a encher-se de lágrimas
- AHHHH! CALA-TE! – Grita Andreia do outro lado do telefone – PESSOAL A ADRIANA VAI APARECER NA ELLEN! – diz aos gritos para todos os que estavam com ela
De repente um murmurinho intenso levanta-se do outro lado do telefone e Adriana podia ouvir tudo o que diziam
- É a Adriana? – perguntava Inês entusiasmada
- Deixa-me falar com ela! – implorava Ruben tentando roubar o telemóvel a Andreia
- Ei calma! – dizia Andreia tentando retomar a conversa com Adriana
- Queria falar com o David, Andreia… - pede Adriana meio a medo
- David, a Adriana quer falar contigo… - diz Andreia a David mas di-lo não muito alto, pelo seu tom de voz Adriana pode concluir que ele estava perto
- Eu estou cansado! Vou subir, com licença! – diz David, ignorando o que Andreia diz e atirando o guardanapo para cima da mesa, levantando-se.
O tom de David foi audível por Adriana do outro lado do telefone.
- Ele disse que… - dizia Andreia mas Adriana interrompe-a
- Ele não quis falar comigo... Eu percebi! – diz Adriana triste
- Nada disso! Ele só não está bem, dá-lhe um tempo… - pede Andreia num tom de voz compreensivo
- Eu dou-lhe todo o tempo do mundo… Vou desligar! Beijinhos! – diz Adriana antes de as primeiras lágrimas lhe cruzarem o rosto
- Vamos todos ver-te na Ellen, estão todos a mandar beijinhos! – diz Andreia seguida de um enorme murmurinho de “beijinhos” do qual David não fazia parte
“Oh mas que raio! Eu nem devia estar aqui! Eu não devia ter vindo! Eu tenho de pôr-me o mais depressa possivel em Portugal” pensava Adriana ultrapassando e desviando-se das pessoas que se cruzavam no seu caminho
- Excuse me! Excuse me! – dizia afastando-se de um grupo de chineses, que tiravam insistentemente fotografias ao tecto do aeroporto, e que não a deixavam passar
Adriana corria, os seus pés vacilavam ligeiramente no chão, e ela quase atropela duas crianças que brincavam no meio do aeroporto.
Finalmente ela vê um balcão que parecia ser o que tinha menos pessoas, devia ter no máximo umas quinze ou dezasseis pessoas, e Adriana dirige-se a essa fila metendo-se no fim da fila.
Ela esteve por volta de meia hora na fila até conseguir ser atendida.
- Good afternoon, can I help you? – perguntou simpaticamente a moça do balcão de atendimento
- Good afternoon, I want to make my check–in, please – pediu Adriana graciosamente e batendo com os pés no chão nervosamente
- What is your name and your flight? – perguntou a empregada prestável
- Adriana Vale, and my flight is the next one to Lisbon – diz Adriana contorcendo os dedos ansiosa vendo a cara séria da funcionária que teclava no computador.
- I’m sorry but I cannot do the check-in because the plane leaves in two minutes and your luggage was not placed in basements – declara a empregada um pouco incomodada pela cara que Adriana faz
- You do not understand! I really have to board this flight! – dizia Adriana desesperada
- Sorry, Miss Adriana but this is impossible. But I can score you a ticket on the next flight. – acrescenta a moça muito sorridente
- Listen! Get me a flight that takes me as soon as possible to Portugal – pede Adriana já muito desesperada
- The next flight is tomorrow at 6 a.m!
- Only? You do not have anything earlier? – pergunta Adriana muito indignada e já suspirando por tudo o que era lado
- No, I am very sorry – diz a empregada um pouco cabisbaixa
- Okay. No problem. I'll take that! – diz Adriana já “por tudo”
Adriana acerta os restantes pormenores da passagem e senta-se no aeroporto. Ela não fazia a mínima tenção de regressar ao hotel. Ela sabia que não era por ali ficar a noite toda que o tempo passaria mais depressa mas ela gostava de acreditar que sim.
Adriana procura nos bolsos das suas calças o telemóvel, apalpava todos os bolsos e nem sinal dele, resolve procurar na barafunda que era a sua mala, e pobre coitado. Lá estava ele, bem no fundo, soterrado no meio de batons, maços de lenços de papel, agenda e meia dúzia de canetas.
Adriana agarra nele, pensa em telefonar a David para lhe dizer que iria voltar mas a verdade é que ela não fazia a mínima ideia de que horas seriam em Lisboa, e além disso seria muito mais giro surgir de surpresa.
“Mas e se ele não gostar da surpresa? Ai Adriana vá lá! Ele ama-te já o disse montes de vezes! E eu nem lhe disse uma única vez… É a primeira coisa que vou fazer quando lá chegar! Dizer-lhe que o amo! ” pensava Adriana ao mesmo tempo que tinha o telemóvel aberto à sua frente
Adriana começa a correr a lista dos seus contactos, ela precisava de saber se quando aterra-se em Portugal ele estaria em jogo, em estágio ou simplesmente estaria lá, por sorte ou destino, à espera dela, mesmo não sabendo da sua chegada.
A primeira que pessoa que lhe ocorre ligar é a Inês, mas ela desmanchar-se-ia ao Ruben e ele ao David, e essa não era de todo a sua ideia, depois pensou em ligar á Romanella mas tinha medo que ela também pudesse dizer mais do que aquilo que devia. A escolha parece-lhe então óbvia! Ligaria a Andreia para saber como todos estavam e como quem não quer a coisa ficaria a saber onde ele estaria aquando do seu regresso.
O telefone chamava o seu nervosismo aumentava pouco a pouco, a cada sinal de estar a chamar, o seu corpo tremia, os seus pés oscilavam no chão, e as suas unhas batiam ritmadas e nervosamente na superfície da cadeira ao seu lado. Finalmente do lado de lá alguém atende.
- Estou sim? – pergunta Andreia apesar de ter visto no visor que era Adriana
- Olá Andreia! Sou eu a Adriana! Tudo bem? – pergunta Adriana atenciosa
- Eu sei que és! Tudo e contigo, miúda? – pergunta Andreia sorridente
- Tudo bem… Espero não te ter acordado mas não sei que horas são aí…- diz Adriana num tom monocórdico
- São 23 horas! Acordares-me? Está tudo aqui numa animação, porque o mister deu uma folguinha antes do jogo de amanhã, está tudo aqui a relaxar num jantarzito – declara Andreia muito descontraidamente
Perante a declaração de Andreia, Adriana congela, e o silêncio impera do lado de cá do telefone.
“TUDO? Ela disse TUDO? Tudo o quê? Todo o plantel? Todas as namoradas dos jogadores? Tudo quem? Não podia ter sido mais específica?! ” pensava Adriana desesperando
- Ei? Estás aí? – perguntava Andreia perante o silêncio que se impusera
- Sim estou! – consegue por fim Adriana dizer
- Ah como te calas-te! Disse alguma coisa de mal? – disse Andreia
- Não não disseste nada de mal… Eles jogam amanhã? – perguntava Adriana tentanto saber o que queria mas sem levantar suspeitas
- Sim jogam, estamos todos aqui em Guimarães no hotel de sempre… Está tudo super entusiasmado com o jogo! – diz Andreia rindo-se de uma palhaçada que Ruben fizera do lado de lá do telefone
- Ah, ainda bem! Esse é que é o espírito! Posso fazer-te uma pergunta Andreia? Mas responde só se sim ou não! Por favor! Ele está aí? – pergunta Adriana curiosa relativamente a David
- Sim, ele não tem andado bem… Esta sempre calado, já não diz aquelas piadas parvas… - diz Andreia muito baixinho – E ficou pior desde que não lhe atendeste a chamada – acrescenta Andreia sussurrando
- Oh Andreia, se tu soubesses o que eu dava para ele não estar assim… Se soubesses… Olha é verdade depois de amanhã, de manhã apareço no programa da Ellen! – diz Adriana mudando de assunto pois a sua voz começava a falhar e os seus olhos começavam a encher-se de lágrimas
- AHHHH! CALA-TE! – Grita Andreia do outro lado do telefone – PESSOAL A ADRIANA VAI APARECER NA ELLEN! – diz aos gritos para todos os que estavam com ela
De repente um murmurinho intenso levanta-se do outro lado do telefone e Adriana podia ouvir tudo o que diziam
- É a Adriana? – perguntava Inês entusiasmada
- Deixa-me falar com ela! – implorava Ruben tentando roubar o telemóvel a Andreia
- Ei calma! – dizia Andreia tentando retomar a conversa com Adriana
- Queria falar com o David, Andreia… - pede Adriana meio a medo
- David, a Adriana quer falar contigo… - diz Andreia a David mas di-lo não muito alto, pelo seu tom de voz Adriana pode concluir que ele estava perto
- Eu estou cansado! Vou subir, com licença! – diz David, ignorando o que Andreia diz e atirando o guardanapo para cima da mesa, levantando-se.
O tom de David foi audível por Adriana do outro lado do telefone.
- Ele disse que… - dizia Andreia mas Adriana interrompe-a
- Ele não quis falar comigo... Eu percebi! – diz Adriana triste
- Nada disso! Ele só não está bem, dá-lhe um tempo… - pede Andreia num tom de voz compreensivo
- Eu dou-lhe todo o tempo do mundo… Vou desligar! Beijinhos! – diz Adriana antes de as primeiras lágrimas lhe cruzarem o rosto
- Vamos todos ver-te na Ellen, estão todos a mandar beijinhos! – diz Andreia seguida de um enorme murmurinho de “beijinhos” do qual David não fazia parte
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Capítulo 61 - Hora de decisão (Parte II)
...os lábios de ambos já roçavam e Diogo preparava-se para unir as duas bocas mas Adriana tinha um único pensamento, David, e desvia a cara para o lado antes de Diogo a conseguir beijar.
- Para que é que precisas de saber isso? – pergunta Adriana afastando-se dele
- Porque tenho que ter a certeza que não te vou oferecer de mão beijada aquele gajo quando ainda tinha alguma hipótese… - diz Diogo incomodado
- Desculpa mas não estou a perceber… - diz Adriana confusa
- Eu vou agora dizer uma coisa que nunca pensei dizer mas eu já percebi que é o correcto – Diogo faz uma pequena pausa e enche os pulmões de ar – Eu fui um idiota contigo, uma besta durante todo este tempo, e sempre te amei, apesar de todos os disparates que fazia, porque achava que te tinha segura, que ias ser minha para sempre, que ias esperar por mim para sempre. E agora eu olho e vejo que tu estás a sentir exactamente o mesmo que eu em relação ao David. Tu ama-lo, aliás vocês amam-se e só um cego é que não consegue ver isso. E porque eu quero que sejas feliz, e que não faças ao David aquilo que te fiz a ti, fazê-lo esperar por ti quando na verdade estás ansiosa de ser dele, por isso eu peço-te que reconsideres se é mesmo isto que queres… Abdicares dele por este sonho, um sonho que já nem te faz sorrir, já nem te faz feliz… Nunca te vi assim… - diz Diogo com um olhar muito sincero
- Isso é porque eu nunca estive assim… - diz Adriana com os olhos rasos de lágrimas e pregues ao chão
- Ouve se há coisa que eu aprendi é que amar é arriscar ser magoado e vale a pena correr esse risco porque na dor surge um amor mais especial e construir pontes é muito melhor que construir paredes. E expressar amor exige tempo e empenho. É algo mais do que pensar em amor; as acções são importantes. Pequenas coisas, pequenas expressões de amor, dão sabor á vida e tu não podes ter isso longe do David, porque o teu rosto perde expressão, a tua vida perde expressão e os teus sonhos também… Isto deve ser provavelmente a coisa mais difícil que eu fiz até hoje mas por favor, e senão o fizeres por mim fá-lo pelo David, enfia-te no primeiro avião para Portugal e vai ter com ele! Vive a vida e por favor, sê feliz! Eu amo-te e tudo o que eu quero é ver-te feliz mesmo que seja com ele… - confessa Diogo já quase lavado em lágrimas
Adriana nunca tinha visto Diogo a ser tão sincero a ser dono de um gesto tão altruísta como aquele que acabava de fazer e isso surpreendeu-a pois conseguiu reconhecer o “antigo Diogo” não o “antigo Diogo – namorado” o “antigo Diogo – amigo”.
O Diogo, o grande amigo por quem ela em tempos se apaixonara estava ali de novo em frente dela.
- Obrigada… Obrigada… - Adriana deixava os seus grandes olhos castanhos derramarem as lágrimas que os estavam a inundar e turvavam a visão
- Não tens de agradecer! Só quero que sejas feliz! – Diogo abraça-a e Adriana sente-se um pouco mais em casa.
Tudo estava a tomar o seu percurso normal. Diogo abandona o quarto e deixa então Adriana em mãos com uma decisão.
Eram já três da tarde quando Adriana já tinha lido o contracto dez vezes e juntamente com Diogo se volta a reunir em Juilliard, no gabinete do Director Charles.
- Well, I hope that no cause of the contracts has displeased – disse o Director Charles num tom muito intimidador
- No, Mr. Charles – diz Diogo intimidado
- It's all right – diz Adriana num tom de voz inexpressivo e perdido
- So therefore we will sign them – anuncia o Director num tom de voz muito satisfeito
O Director assina primeiro o de Diogo e passa-lho e ele imita a acção do director, assinando-o sem qualquer hesitação. Depois agarra no de Adriana e assina-o passando-o de seguida para Adriana que já tinha uma caneta na mão.
Adriana tremia que nem varas verdes, e esteve mais de um minuto com o bico da caneta assente na linha de assinatura mas foi incapaz de usá-la para fazer um movimento que fosse.
- It's okay, Miss Adriana? – pergunta o Director Charles reparando na hesitação dela em assinar o contracto.
Adriana olha para Diogo que estava sentado do seu lado esperando que Adriana não assina-se aquele papel. Ela não sabia o que fazer, ainda não tinha tomado nenhuma decisão.
- Yes, it’s allright! - diz Adriana sem tirar os olhos da caneta que lhe tremia nas mãos
Começa a pensar em tudo, como estava antes de David, o que tinha vivido com ela e onde tinha chegado até agora. Como é que de repente tinha tudo o que sempre sonhou e isso lhe sabia a tão pouco, a nada na verdade.
Adriana toma uma decisão!
- I’m sorry Mr. Charles but I can’t accept this billow. I have to say thank you for this opportunity but I'm not prepared. – diz afastando o contracto de si e fechando a caneta
- Of course you are my dear! This is your dream! – diz o Director um pouco confuso
- No, this was my dream! Not any longer, not without those I love, by my side. Thanks anyway – levantando-se e olhando para Diogo que lhe sorria orgulhoso da sua atitude
- You know, Miss Adriana, there is one thing that I admire more than a great talent. A great personality. Congratulations, when you want to go back there will always be a place for you – diz o Director estendendo-lhe a mão para um aperto de mão
- Thank you so much! – diz Adriana apertando-lhe a mão gratamente
- Vai para o aeroporto! Ainda vais a tempo de apanhar o teu avião… - diz Diogo abraçando-a
- Qual avião? – pergunta Adriana surpresa
- Eu reservei-te a passagem, mandei para lá as tuas coisas eu sabia que ias tomar a decisão certa – confessa diogo
- Obrigada! A sério! – agradece Adriana
- Agora vai! – manda diogo
- Fui! Adeus! Obrigada! – grita Adriana saindo a correr do escritório do director.
Adriana corria pelos corredores de Juilliard, e na saída principal esbarra com Sara.
- Ei! Onde é que vais? – pergunta sara ainda meio tonta do encontrão
- VOU SER FELIZ! – grita Adriana com um enorme sorriso na cara e enfiando-se no primeiro táxi que aparece
- Para que é que precisas de saber isso? – pergunta Adriana afastando-se dele
- Porque tenho que ter a certeza que não te vou oferecer de mão beijada aquele gajo quando ainda tinha alguma hipótese… - diz Diogo incomodado
- Desculpa mas não estou a perceber… - diz Adriana confusa
- Eu vou agora dizer uma coisa que nunca pensei dizer mas eu já percebi que é o correcto – Diogo faz uma pequena pausa e enche os pulmões de ar – Eu fui um idiota contigo, uma besta durante todo este tempo, e sempre te amei, apesar de todos os disparates que fazia, porque achava que te tinha segura, que ias ser minha para sempre, que ias esperar por mim para sempre. E agora eu olho e vejo que tu estás a sentir exactamente o mesmo que eu em relação ao David. Tu ama-lo, aliás vocês amam-se e só um cego é que não consegue ver isso. E porque eu quero que sejas feliz, e que não faças ao David aquilo que te fiz a ti, fazê-lo esperar por ti quando na verdade estás ansiosa de ser dele, por isso eu peço-te que reconsideres se é mesmo isto que queres… Abdicares dele por este sonho, um sonho que já nem te faz sorrir, já nem te faz feliz… Nunca te vi assim… - diz Diogo com um olhar muito sincero
- Isso é porque eu nunca estive assim… - diz Adriana com os olhos rasos de lágrimas e pregues ao chão
- Ouve se há coisa que eu aprendi é que amar é arriscar ser magoado e vale a pena correr esse risco porque na dor surge um amor mais especial e construir pontes é muito melhor que construir paredes. E expressar amor exige tempo e empenho. É algo mais do que pensar em amor; as acções são importantes. Pequenas coisas, pequenas expressões de amor, dão sabor á vida e tu não podes ter isso longe do David, porque o teu rosto perde expressão, a tua vida perde expressão e os teus sonhos também… Isto deve ser provavelmente a coisa mais difícil que eu fiz até hoje mas por favor, e senão o fizeres por mim fá-lo pelo David, enfia-te no primeiro avião para Portugal e vai ter com ele! Vive a vida e por favor, sê feliz! Eu amo-te e tudo o que eu quero é ver-te feliz mesmo que seja com ele… - confessa Diogo já quase lavado em lágrimas
Adriana nunca tinha visto Diogo a ser tão sincero a ser dono de um gesto tão altruísta como aquele que acabava de fazer e isso surpreendeu-a pois conseguiu reconhecer o “antigo Diogo” não o “antigo Diogo – namorado” o “antigo Diogo – amigo”.
O Diogo, o grande amigo por quem ela em tempos se apaixonara estava ali de novo em frente dela.
- Obrigada… Obrigada… - Adriana deixava os seus grandes olhos castanhos derramarem as lágrimas que os estavam a inundar e turvavam a visão
- Não tens de agradecer! Só quero que sejas feliz! – Diogo abraça-a e Adriana sente-se um pouco mais em casa.
Tudo estava a tomar o seu percurso normal. Diogo abandona o quarto e deixa então Adriana em mãos com uma decisão.
Eram já três da tarde quando Adriana já tinha lido o contracto dez vezes e juntamente com Diogo se volta a reunir em Juilliard, no gabinete do Director Charles.
- Well, I hope that no cause of the contracts has displeased – disse o Director Charles num tom muito intimidador
- No, Mr. Charles – diz Diogo intimidado
- It's all right – diz Adriana num tom de voz inexpressivo e perdido
- So therefore we will sign them – anuncia o Director num tom de voz muito satisfeito
O Director assina primeiro o de Diogo e passa-lho e ele imita a acção do director, assinando-o sem qualquer hesitação. Depois agarra no de Adriana e assina-o passando-o de seguida para Adriana que já tinha uma caneta na mão.
Adriana tremia que nem varas verdes, e esteve mais de um minuto com o bico da caneta assente na linha de assinatura mas foi incapaz de usá-la para fazer um movimento que fosse.
- It's okay, Miss Adriana? – pergunta o Director Charles reparando na hesitação dela em assinar o contracto.
Adriana olha para Diogo que estava sentado do seu lado esperando que Adriana não assina-se aquele papel. Ela não sabia o que fazer, ainda não tinha tomado nenhuma decisão.
- Yes, it’s allright! - diz Adriana sem tirar os olhos da caneta que lhe tremia nas mãos
Começa a pensar em tudo, como estava antes de David, o que tinha vivido com ela e onde tinha chegado até agora. Como é que de repente tinha tudo o que sempre sonhou e isso lhe sabia a tão pouco, a nada na verdade.
Adriana toma uma decisão!
- I’m sorry Mr. Charles but I can’t accept this billow. I have to say thank you for this opportunity but I'm not prepared. – diz afastando o contracto de si e fechando a caneta
- Of course you are my dear! This is your dream! – diz o Director um pouco confuso
- No, this was my dream! Not any longer, not without those I love, by my side. Thanks anyway – levantando-se e olhando para Diogo que lhe sorria orgulhoso da sua atitude
- You know, Miss Adriana, there is one thing that I admire more than a great talent. A great personality. Congratulations, when you want to go back there will always be a place for you – diz o Director estendendo-lhe a mão para um aperto de mão
- Thank you so much! – diz Adriana apertando-lhe a mão gratamente
- Vai para o aeroporto! Ainda vais a tempo de apanhar o teu avião… - diz Diogo abraçando-a
- Qual avião? – pergunta Adriana surpresa
- Eu reservei-te a passagem, mandei para lá as tuas coisas eu sabia que ias tomar a decisão certa – confessa diogo
- Obrigada! A sério! – agradece Adriana
- Agora vai! – manda diogo
- Fui! Adeus! Obrigada! – grita Adriana saindo a correr do escritório do director.
Adriana corria pelos corredores de Juilliard, e na saída principal esbarra com Sara.
- Ei! Onde é que vais? – pergunta sara ainda meio tonta do encontrão
- VOU SER FELIZ! – grita Adriana com um enorme sorriso na cara e enfiando-se no primeiro táxi que aparece