quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Capítulo 7 - Borboletas no estômago

Parque de estacionamento:

Adriana – Este é o teu carro?
David – Sim, não é nenhum Ferrari nem nenhum Mercedes mas as miúdas costumam gostar… (brinca)
Adriana – Não posso! Eu queria que este fosse o meu primeiro carro depois de tirar a carta. Acho-o perfeito! É desportivo mas tem um toque de classe, perfeito para uma rapariga como eu!
David – (tosse) Bem obrigado pela parte que me toca!
Adriana – Tu percebeste o que quis dizer… Não te quis ofender, é um carro muito masculino mas acima de tudo é desportivo e combina na perfeição comigo! Não te estava a chamar menina ó! (riem-se ambos)
David – Ah fico muito mais descansado! Acredita! Vamos embora então?
Adriana – Claro!

David e Adriana foram falando durante todo o caminho até sua casa, e David não conseguia esconder um sorriso meio parvo na cara sempre que desviava discretamente os olhos da estrada e os punha em Adriana, que nem reparava na maneira como ele o fazia porque ia demasiado entretida com a conversa mas sempre atenta ao caminho para garantir que David não se enganava no caminho até sua casa.
“Ela é perfeita!” pensava David a cada sorriso parvo que lhe lançava.

Adriana – Chegámos!
David – É aqui?
Adriana – Sim… Neste prédio!
David – É um bom sítio…
Adriana – Moro aqui á pouco tempo, esta casa é só minha mas por enquanto divido-a com os meus pais porque a deles está em obras e não valia a pena eles gastarem dinheiro num hotel.

Porta do prédio:
David – Você é muito chegada á sua família?
Adriana – Sim… Pode-se dizer que sim. Não dispenso passar tempo de qualidade com eles… Sou muito ligada á minha mãe e desabafo tudo com ela, e em relação ao meu pai sempre fui a menininha do papá. Somos muito unidos…
David – Também sou muito unido á minha família, um dia você devia conhecê-los… Eles iam adorar você…Eles adoram conhecer os meus amigos…
Adriana – Quem sabe… Talvez um dia destes! Vou entrando… Está a ficar tarde… (procura as chaves na mala) Bolas! Não acredito!
David – Que foi?
Adriana – Não tenho chaves… Devo ter-me esquecido delas e os meus pais não estão cá… Estão na terra da nossa família … Eu não acredito! (agarra no telemóvel) Vou ligar á Débora! Tou? Olha, não tenho chaves de casa será que podia ir dormir a tua casa? Ok, tudo bem! Não há problema eu cá me desenrasco… Tchau! Beijinhos!
David – Então?
Adriana – Ela não esta em casa… Agora onde é que eu vou dormir? Posso sempre ir para um hotel passar só esta noite mas não tenho nada comigo! Nem um pijama!
David – Você pode dormir na minha casa…
Adriana – Hã? Na tua casa? Nem pensar!
David – Sim… Ou você está pensando dormir na rua? Eu só tenho um quarto mas alguma coisa se há de arranjar… Nunca se deixa um amigo dormindo na rua…
Adriana – Acho que nestas condições não estou no direito de ser esquisita. De certeza que não vai haver problemas? Não tens de fazer isto só para seres simpático…
David – Não estou só a ser simpático… Quero mesmo que venhas! Para não dormires na rua claro! (disfarçando)
Adriana – Acho que não estou em condições de recusar…
David – Então vamos!


Casa de David Luiz:

Ele abre a porta e mostra-se contente por ter Adriana por perto.

David – Bem-vinda ao meu castelo! (brinca)
Adriana – Hum… É gira… Para um solteirão a morar sozinho nada mau!
David – Eish! Não é preciso ofender!
Adriana – Hum hum! Claro! (gozando)
David – Bem você quer comer ou beber alguma coisa?
Adriana – Um copo de água não ia mal…
David – Então sai um copo de água!


Cozinha:

David – Aqui está! (estendendo-lhe o copo de água)
Adriana – Obrigada! (dá um gole)
Adriana olhava para David e não conseguia esconder um sorriso parvo que teimava em surgir-lhe na cara por muito que o tentasse travar.
David – Tá olhando pra mim assim porquê?
Adriana – Estava a pensar que és muito diferente…
David – Diferente?
Adriana – Sim… Daquilo que eu tinha imaginado.
David – Ah então aí eu não sou diferente não, as revistas e isso é que não passam a imagem verdadeira de mim.
Adriana – Pelas entrevistas e isso percebe-se que és uma pessoa simples, humilde, honesta mas há mais coisas que as entrevistas não deixam transparecer. Tu és verdadeiro, genuíno, há alguma coisa em ti que eu não sei explicar…
David – Espero que isso seja bom…
Adriana – É! Acredita! (sorri e dá outro gole no copo)
David – Assim fico bem mais sossegado! Você quer fazer alguma coisa, ver um filme, sei lá! Ou está cansada e prefere ir dormir?
Adriana – Cansada eu? Não por esta hora se tivesse em casa estava a dar uns socos no saco, ou a ensaiar a minha coreografia de contemporâneo por isso energia a mim é coisa que não me falta!
David – Dar socos no saco? Você luta?
Adriana – Sim, Kickboxing! Já pratico o desporto há dois anos.
David – Devo fugir?
Adriana – Não, senão houver saco eu não luto. Se bem que até nem serias mau para saco…
David – Sim, mas vamos esquecer essas ideias!
Adriana – (punhos junto á cara em posição de ataque) Vá lá! Não me digas que o fraquinho afinal és tu e não o Ruben… (dá uns socos no ar para aquecer mas percebe o estado de pânico de David e desmancha-se a rir) Estava a brincar, ó!
David – Tomei maior susto! Achei que você ia mesmo me bater…
Adriana – Não… Eu não bato em fraquinhos! (rindo)
David – Ah engraçadinha você! Mas agora a sério, se não está cansada quer fazer o quê? Ver um filme, televisão, ou simplesmente nada porque já esta farta de mim?
Adriana – Farta de ti? Bem a essa não respondo porque não quero ferir os teus sentimentos (brinca) Sei lá podemos ver um filme?
David – Por mim… Tudo bem!



Sala :
Ambos se riem á gargalhada
Adriana – Este filme é muito bom!
David – Mesmo! Muito engraçado!
Adriana – Eles vão-se apaixonar aposto! Esta comédia romântica é das melhores que já vi até hoje…
David – Só a estamos a ver há 15 minutos…
Adriana – Mesmo assim… Eu tenho olho para isto…


25 minutos depois…
Adriana – Não acredito que ele a vai deixar! Eles não podem acabar separados!
David – Ah eles ficam juntos de certeza, nos filmes é sempre assim…
Adriana – Ai, ele foi-se embora! Que triste!

Adriana agarra-se ao braço de David, mantendo um braço enroscado no dele e a sua mão disponível desliza quase que instintivamente pelo braço a baixo até se unir á dele. Apesar de ser tímido David não foge com a mão e agarra a mão dela com firmeza para ter a certeza que ela não se arrependeria e tiraria a mão.
O que tinha começado como uma noite de casais, com muitas confusões, em casa de Inês, acaba agora em casa de David.
Sem quase darem por isso e sem saberem bem como ali estavam os dois agarrados, de mãos dadas a ver um filme.
David usava o seu polegar para fazer ligeiros movimentos na mão de Adriana acariciando-a, eram como festinhas mas que provocavam a Adriana cócegas e uma sensação de nervosismo no estômago.

2 comentários:

Pipa disse...

Está espetacular.
Adoro sabes que sim Adriana (:
Quero muito mais.

Unknown disse...

LINDO'

Sabes tambem li isto com um sorriso parvo na cara. estou a adorar...

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