Se noutra altura teria ficado a explodir de felicidade com aquela declaração de Diogo, naquele momento senti repulsa, depois de tudo o que me fizera sofrer só agora é que enxergava que me amava, ou pelo menos assim o dizia fazer, à sua maneira.
- Não, Diogo! – empurrei-o com força para longe de mim
- Porquê se somos os dois livres? – tentou aproximar-se novamente, mas não deixei
- Eu não sou livre… Tenho namorado! – relembrei-o
- Ele acabou contigo… Eu sei! – falou-me num tom como de quem é dono da razão
- Não, estamos chateados é verdade, mas não acabámos nada!
- Não foi isso que me disseram…- o rosto dele contorceu-se de confusão
- Então informaram-te mal…
- Oh Adriana, não aguento mais… Viver sem ti, ver-te nos braços de outra pessoa, feliz! Quando eu tive tudo e todas as oportunidades do mundo, para te fazer feliz…
- … e desperdiçaste-as! – completei o que ele ia dizer antes de ele acabar de falar
- Sim… Desperdicei-as…Mas amo-te. Amo-te como te amei este tempo todo, mas era um miúdo! Não conseguia ver isso, queria, queria tanto, mas não era capaz de me dar…
- Agora é tarde, Diogo!
- Não, nunca é tarde… Eu ainda te amo, tanto… Tu não podes imaginar como morro por dentro sempre que te vejo feliz, mas depois percebo que eu não sou mais a causa dessa felicidade. Por favor, eu cresci, vejo as coisas de forma diferente… Quero ficar contigo! – ele fitou-me com aqueles dois olhos azuis enormes e pela primeira vez, desde que conheço Diogo, tive a certeza que estava a ser sincero
- Lamento, Diogo… Mas eu sabia que este dia alguma vez ia chegar e parece que veio mais cedo do que eu imaginava… Nós não podemos mais estar juntos, o meu coração está com outra pessoa….
- Por favor, Adriana… Ninguém esquece o primeiro amor assim! – as mãos dele tocaram o meu rosto, senti a minha pele arder sob a suas palmas
- Tens razão… - sorri irónica – O primeiro amor nunca se esquece, e eu vou sempre lembrar-me de ti, de alguma maneira, com algum sentimento… Mas do que nós vivemos, fica só o carinho, nada mais!
- Fiz-te assim tão mal, para me quereres tão longe? – vi uma enorme mágoa no seu olhar que acabou por se traduzir na voz – Carinho? Carinho?! Eu quero e preciso do teu amor…
- Sim, carinho… E por vontade própria nem isso sentiria por ti! Mas no coração não mandamos, e antes de seres o que foste, eras meu amigo, éramos confidentes… Nada voltará a ser o que era, mas também não te desejo mal
- Vês? – ele fez uma pausa - As pessoas tinham razão… És boa demais p’ra mim! Não te mereço… Depois de tudo, de tudo o que eu te fiz, ainda consegues sentir alguma coisa por mim. Esse sentimento de carinho, de amizade… Eu sei que pedir o teu amor é muito, mas eu preciso de ti, mais do que alguma vez julguei possível!
- Um dia também me senti assim em relação a ti, mas os sentimentos mudam, as pessoas mudam, e vais ver que vais encontrar alguém que te ame, como eu um dia amei…
- É… Pode ser que tenhas razão! Mas quando os teus sentimentos por ele mudarem, procura-me, pode ser que os meus sentimentos por ti ainda não tenham mudado, e eu ainda esteja à tua espera… - foram as palavras mais belas que alguma vez Diogo me dissera, tanto que todas as partes de mim se arrepiaram
- Obrigada… - sorri, sabia ter ali sempre um porto seguro, quando o meu barco corre-se o risco de naufragar
- Amigos? – perguntou com um sorriso sincero
- Amigos! – sorri e estendi-lhe a mão para que a apartasse, mas ele puxou-me e abraçou-me, selou o momento com um beijo na minha testa
- Aproveita a noite miúda e sê feliz! – vi-o desaparecer por entre as pessoas naquela discoteca, não sei se se foi embora, se ficou, mas nunca mais o vi nessa noite…
***
- Não, Diogo! – empurrei-o com força para longe de mim
- Porquê se somos os dois livres? – tentou aproximar-se novamente, mas não deixei
- Eu não sou livre… Tenho namorado! – relembrei-o
- Ele acabou contigo… Eu sei! – falou-me num tom como de quem é dono da razão
- Não, estamos chateados é verdade, mas não acabámos nada!
- Não foi isso que me disseram…- o rosto dele contorceu-se de confusão
- Então informaram-te mal…
- Oh Adriana, não aguento mais… Viver sem ti, ver-te nos braços de outra pessoa, feliz! Quando eu tive tudo e todas as oportunidades do mundo, para te fazer feliz…
- … e desperdiçaste-as! – completei o que ele ia dizer antes de ele acabar de falar
- Sim… Desperdicei-as…Mas amo-te. Amo-te como te amei este tempo todo, mas era um miúdo! Não conseguia ver isso, queria, queria tanto, mas não era capaz de me dar…
- Agora é tarde, Diogo!
- Não, nunca é tarde… Eu ainda te amo, tanto… Tu não podes imaginar como morro por dentro sempre que te vejo feliz, mas depois percebo que eu não sou mais a causa dessa felicidade. Por favor, eu cresci, vejo as coisas de forma diferente… Quero ficar contigo! – ele fitou-me com aqueles dois olhos azuis enormes e pela primeira vez, desde que conheço Diogo, tive a certeza que estava a ser sincero
- Lamento, Diogo… Mas eu sabia que este dia alguma vez ia chegar e parece que veio mais cedo do que eu imaginava… Nós não podemos mais estar juntos, o meu coração está com outra pessoa….
- Por favor, Adriana… Ninguém esquece o primeiro amor assim! – as mãos dele tocaram o meu rosto, senti a minha pele arder sob a suas palmas
- Tens razão… - sorri irónica – O primeiro amor nunca se esquece, e eu vou sempre lembrar-me de ti, de alguma maneira, com algum sentimento… Mas do que nós vivemos, fica só o carinho, nada mais!
- Fiz-te assim tão mal, para me quereres tão longe? – vi uma enorme mágoa no seu olhar que acabou por se traduzir na voz – Carinho? Carinho?! Eu quero e preciso do teu amor…
- Sim, carinho… E por vontade própria nem isso sentiria por ti! Mas no coração não mandamos, e antes de seres o que foste, eras meu amigo, éramos confidentes… Nada voltará a ser o que era, mas também não te desejo mal
- Vês? – ele fez uma pausa - As pessoas tinham razão… És boa demais p’ra mim! Não te mereço… Depois de tudo, de tudo o que eu te fiz, ainda consegues sentir alguma coisa por mim. Esse sentimento de carinho, de amizade… Eu sei que pedir o teu amor é muito, mas eu preciso de ti, mais do que alguma vez julguei possível!
- Um dia também me senti assim em relação a ti, mas os sentimentos mudam, as pessoas mudam, e vais ver que vais encontrar alguém que te ame, como eu um dia amei…
- É… Pode ser que tenhas razão! Mas quando os teus sentimentos por ele mudarem, procura-me, pode ser que os meus sentimentos por ti ainda não tenham mudado, e eu ainda esteja à tua espera… - foram as palavras mais belas que alguma vez Diogo me dissera, tanto que todas as partes de mim se arrepiaram
- Obrigada… - sorri, sabia ter ali sempre um porto seguro, quando o meu barco corre-se o risco de naufragar
- Amigos? – perguntou com um sorriso sincero
- Amigos! – sorri e estendi-lhe a mão para que a apartasse, mas ele puxou-me e abraçou-me, selou o momento com um beijo na minha testa
- Aproveita a noite miúda e sê feliz! – vi-o desaparecer por entre as pessoas naquela discoteca, não sei se se foi embora, se ficou, mas nunca mais o vi nessa noite…
***
David
O manz me ficou azucrinando a cabeça p’ra ir numa festa que ia haver numa discoteca em Lisboa, eu não queria ir, mas como precisava me distrair e o Gustavo também ia acabei por topar.
Chegámos bastante cedo e nos dirigimos para a zona VIP. A noite tava sendo muito agradável, mas vi chegando uma figura que me era conhecida, Débora. Nesse instante meu coração disparou na expectativa de ver Adriana, e a suspeita se confirmou quando ela cruzou a porta logo depois da sua amiga. Tava linda num vestido preto justo e curto, o cabelo natural cheio de cachinhos e que eu tanto gostava. Nenhuma das duas nos viu, mas o Gustavo se apercebeu da chegada delas.
- Olha ali, Davi! A sua namorada! – falou muito animado
- Sim, eu já vi…
- Vamo lá p’ra ela! – ele se levantou, eu ia deixá-lo, mas puxei-o p’ra se sentar quando vi Diogo chegar, aquele cara sempre no meu caminho
- Não, espera! – ele atendeu o meu pedido e se sentou
Ele cumprimentou todo o mundo e depois se aproximou das meninas para as cumprimentar, Débora acabou por deixar a minha muleca sozinha com ele. A conversa entre eles foi normal, parecia conversa de circunstância o que me deixou mais calmo. Ela acabou por se afastar dele no sentido da casa de banho e eu não tirei os olhos dela nem por um segundo. Ele a esperou na porta da casa de banho, a conversa aqueceu e quando eu dei conta ele tava empurrando ela contra a parede e se iam beijar. Meu coração mirrou, apertou forte no meu peito e eu tive a certeza que ia perder ela para ele. Mas fiquei olhando, esperando p’ra ver se ela se ia deixar beijar, mas fiquei quase certo de que não, alguma coisa em mim me dizia que não. Que ela ainda me amava e não me iria machucar daquele jeito. Meu coração falou certo p’ra mim, ela o afastou e por muitas insistências que eu acho que ele fez, ela não cedeu. Acabou deixando ela ali sozinha depois de um abraço e um beijo na testa. Senti ciúme, claro que senti, mas fiquei aliviado, porque afinal a minha confiança nela, se mantinha, como sempre tivera.
- Vai lá falar com ela, mano! – o Gustava se apercebeu de toda a situação
- Ela não quer mais me ver, ou esqueceu o que ela fez p’ra mim essa manhã quando fui na sua casa?
- Ela tava de cabeça cheia, dá um desconto, pô! Vai lá…
As palavras dele me encheram de coragem, mas quando tomei iniciativa de me levantar p’ra ir falar com ela, todo o seu grupo de amigos se lançou na pista de dança arrastando ela. Perdi aquela oportunidade…
***
O manz me ficou azucrinando a cabeça p’ra ir numa festa que ia haver numa discoteca em Lisboa, eu não queria ir, mas como precisava me distrair e o Gustavo também ia acabei por topar.
Chegámos bastante cedo e nos dirigimos para a zona VIP. A noite tava sendo muito agradável, mas vi chegando uma figura que me era conhecida, Débora. Nesse instante meu coração disparou na expectativa de ver Adriana, e a suspeita se confirmou quando ela cruzou a porta logo depois da sua amiga. Tava linda num vestido preto justo e curto, o cabelo natural cheio de cachinhos e que eu tanto gostava. Nenhuma das duas nos viu, mas o Gustavo se apercebeu da chegada delas.
- Olha ali, Davi! A sua namorada! – falou muito animado
- Sim, eu já vi…
- Vamo lá p’ra ela! – ele se levantou, eu ia deixá-lo, mas puxei-o p’ra se sentar quando vi Diogo chegar, aquele cara sempre no meu caminho
- Não, espera! – ele atendeu o meu pedido e se sentou
Ele cumprimentou todo o mundo e depois se aproximou das meninas para as cumprimentar, Débora acabou por deixar a minha muleca sozinha com ele. A conversa entre eles foi normal, parecia conversa de circunstância o que me deixou mais calmo. Ela acabou por se afastar dele no sentido da casa de banho e eu não tirei os olhos dela nem por um segundo. Ele a esperou na porta da casa de banho, a conversa aqueceu e quando eu dei conta ele tava empurrando ela contra a parede e se iam beijar. Meu coração mirrou, apertou forte no meu peito e eu tive a certeza que ia perder ela para ele. Mas fiquei olhando, esperando p’ra ver se ela se ia deixar beijar, mas fiquei quase certo de que não, alguma coisa em mim me dizia que não. Que ela ainda me amava e não me iria machucar daquele jeito. Meu coração falou certo p’ra mim, ela o afastou e por muitas insistências que eu acho que ele fez, ela não cedeu. Acabou deixando ela ali sozinha depois de um abraço e um beijo na testa. Senti ciúme, claro que senti, mas fiquei aliviado, porque afinal a minha confiança nela, se mantinha, como sempre tivera.
- Vai lá falar com ela, mano! – o Gustava se apercebeu de toda a situação
- Ela não quer mais me ver, ou esqueceu o que ela fez p’ra mim essa manhã quando fui na sua casa?
- Ela tava de cabeça cheia, dá um desconto, pô! Vai lá…
As palavras dele me encheram de coragem, mas quando tomei iniciativa de me levantar p’ra ir falar com ela, todo o seu grupo de amigos se lançou na pista de dança arrastando ela. Perdi aquela oportunidade…
***
Adriana
- Anda, Adriana! Vamos dançar… A última da noite! – implorou Débora quando já me puxava para o meio da pista
Não tive qualquer hipótese de refutação, juntei-me a todos dançando aquela que seria a última dança da noite.
- Estou tãaaao morta! – reclamou Débora enquanto saíamos da discoteca
- Então não era a menina que queria vir sair? – perguntou o Rafael, um amigo nosso e namorado da Débora
- Queria, mas é como o ditado diz! “Vais p’ra onde? Vou p’ra festa!” – disse com um ar muito animado – “De onde é que vens? Venho da festa…” – disse num ar pesaroso, todos nos desmanchámos a rir
- És mesmo totó, amor! – ele roubou-lhe um beijo e pousou o braço nos ombros dela
- É totó, é totó, mas não a largas! – atirei e foi a risada geral
- Vês? Meteste comigo e a minha melhor amiga vem logo defender-me!
- Isso não vale, são duas contra um! – barafustou e fingiu-se amuado
Todos se riram, mas continuaram a andar. O meu olhar percorreu o parque de estacionamento e parou em quatro figuras que me eram conhecidas: David, Ruben, Inês e Gustavo.
Vi o Gustavo e o Ruben sorrirem-me. O Gustavo abriu os braços na minha direcção para me abraçar, ainda balancei sob os pés quando vi os olhos de David postos em mim. O Gustavo deu algumas passadas para se afastar deles e me fazer sentir mais segura, acelerei o passo e joguei-me nos braços dele.
- Oh pequenininha, quanto tempo! – não via o Gustavo desde que estivera em Portugal no início das férias de verão, em Junho
- Podes crer, grandalhão! – apertou-me mais contra si e pousou-me no chão
- Como cê tá? – deu-me a mão e fez-me dar uma voltinha – Tá cada vez mais gata!
- Oh, não começes, Gu! – fiquei corada – E tu? Como estás?
- Bem, a vida me corre bem… - fez um sorriso animado que já lhe era característico
- Olha lá, ó jeitosa, e aqui o melhor amigo? – gritou o Ruben um pouco afastado de nós
- Shiii, controla o ciúme, caraca! – o Gustavo picou-o e todos nos rimos
- Continuo à espera do meu abraço! – o Ruben revirou os olhos e fez um ar de que não era nada com ele
Avancei na direcção de Ruben, os olhos de David cravados em mim abalaram a minha fraca existência, abracei Ruben com força e ele elevou-me levemente do chão.
- Satisfeito? – perguntei assim que me pousou no chão
- Sim… Mas não totalmente! Não me avisaste que vinhas sair…- torceu o nariz e aquela atitude desconcertou-me
- E desde quando te presto satisfações? – ergui uma sobrancelha
- Hey, hey, hey! Antes de começarem a discutir o meu beijo, se faz favor! – a Inês interveio e cumprimentei-a com dois beijinhos
- Que saudadonas, baby! – disse-me quando me libertou dos seus braços
- Shii, exagerada, ainda nos vimos no jogo!
- E? Isso já é demasiado tempo… - rimo-nos
Olhei para David, ele baixou o olhar para o chão, entendi que não me queria encarar, que estava a aplicar palavra por palavra aquilo que disse quando o expulsei da minha casa.
- Boa noite, David! – permanecendo na frente da Inês, virei o meu olhar para o lado direito e cumprimentei-o
- Oi! – olhou-me de fugida
- Boa noite a todos! - a Débora surgiu nas minhas costas – Adriana, temos de ir… Estão à nossa espera, o Rafael arranjou entrada noutra disco e o pessoal quer-se ir divertir
- Eish, outra? Nem pensar! Estou cansada…
- Oh deixa então eu também não vou…
- Estás parva? Vai lá, eu cá me arranjo! – sorri-lhe levemente
- De certeza? –olhou-me – Ficas bem? – percebi que se referia a David pois o seu olhar desviou-se levemente para ele
- Sim, fico! – dei-lhe um beijo no rosto e ela seguiu caminho
- Adeus, pessoal! – despediu-se e correu p’ra junto dos nossos colegas
- Então, a perder força para as noitadas? – o Ruben não perdia uma para se meter comigo
- Se corresses o que eu corri esta manhã, nem te aguentavas nas pernas!
- E que pernas! – o Ruben estava definitivamente numa de gozar comigo, olhou-me de cima abaixo e assobiou em jeito de piropo
Em simultâneo, eu e a Inês, demos-lhe um calduço na cabeça, uma de cada lado e a risota instalou-se.
- Hey, que foi isso?
- É p’ra aprenderes a teres respeito, Ruben Filipe! – arregalei-lhe os olhos e a Inês riu-se
- Não disse mentira nenhuma… Estás… Estás…
- Pensa bem no que vais dizer, Ruben Filipe! – avisei-o logo antes que saísse mais algum disparate
- Estás…Boa p’ra caraça… - o David interrompeu-o
- Oh, cala a boca! – vi no David um desejo inconsciente de dizer o que disse, o coração sobrepôs-se à razão
Não pude evitar olhá-lo, tive ali a minha certeza que de alguma forma ele não estava a cumprir, nem iria fazê-lo, com o que prometera em minha casa naquela manha, um sorris esboçou-se no meu interior.
- Eh lá, tocámos na ferida! – o Ruben ria-se satisfeito, ele tinha feito de propósito para provocar David
- Na ferida um escambau, tá falando da menina como se ela fosse uma qualquer, olha o respeito! – o David estava mesmo com um ar de chateadinho que me dava um certo gozo
- Pô gente, se acalmem… A menina é linda sim, mas é minha! – o Gustavo acabou com a brincadeira rodeando os meus ombros com o seu braço
- Tens mesmo uma tendência por zucas tu! – o Ruben não desistia
- Ahahah, olha a gracinha, Sr. Ruben! Já caiu o dentinho? Deixa cá ver… - aproximei-me fingindo que ia ver-lhe os dentes e dei-lhe uma chapada leve no rosto – Pronto, agora já caiu!
- Parva!
- Estúpido!
- Estúpido porquê? Disse as verdades... És boa como tudo e tens uma queda por zucas! Primeiro o manz e depois o Gu, andas fresca andas!
- Pô, cê hoje tá pior que metralhadora de traficante, não acaba a bala nunca! – o David refilou num jeito de menino amuado que eu não lhe conhecia, mas todos nos rimos com a expressão que ele usou
- Não é traficante nada, é mesmo zucas jogadores de futebol! – o Ruben olhou-me em jeito de desafio, estava pronta para o matar
- Tens uma gracinha… - aproximei-me dele e apertei-lhe as bochechas – Depois falamos… - sussurrei e intensifiquei a força com que lhe apertava as bochechas
- Também gosto muito de ti… Ai, ai, ai! – refilou ao sentir a força aumentar
- Deixa de ser maricas, foi sem força! – ri-me, estava a pagá-las pelo que me tinha acabado de fazer
- Foi, foi… - olhou-me, os outros não se aperceberam da nossa troca de olhares, mas riram-se do momento
- Bem, eu acho que isto aqui está muito bom, mas tenho de ir andando… Já é tarde!
- Já? – o David disse aquilo e ficou logo muito atrapalhado, todos olharam para ele e eu fiquei envergonhada
- Podias ficar mais um bocado com a gente, vamos passar em casa do David, jogar na PS, vai ser fixe! – o Ruben queria a todo o custo arrastar-me para junto de David
- Agradeço o convite, mas é tarde, estou sem forças para isso…
- Vai para casa como? – perguntou o Gustavo ainda do meu lado
- Não sei, a esta hora o metro já fechou e só abre daqui a umas horas, autocarros nem pensar, por isso devo chamar um táxi… - sorri e dei-lhe um beijo no rosto para me despedir
- Sozinha, a estas horas? Esquece, podes já começar a por os pezinhos dentro do meu carro! – ordenou Ruben
- O quê? Ouvi mal com certeza… - aproximei-me, dei-lhe um beijo no rosto – Eu vou bem sozinha, olha p’ra mim amigão, tenho quase dezoito aninhos, p’ra mim é canja! – dei um beijo no rosto de Inês
- Não te quero sozinha, ainda te acontece alguma coisa e depois quem houve o tio Francisco sou eu!
- Não te preocupes com o tio Francisco, com esse posso eu bem, com 17 anos de convivência a fera está dominada! – riu-se comigo
- Hum, ao menos esperamos até o táxi vir… - sugeriu Inês
- Tu também? Epá que melgas! Deixam-me ir, sou crescidinha! – sacudi os cabelos e posicionei-me para seguir caminho – Boa noite, pessoal!
O meu olhar correu toda a gente e parou em David, o único de quem não me tinha despedido. Vou ser sincera, naquele momento a minha vontade foi voltar atrás e fazê-lo, mas eu sabia que não podia, era errado, muito errado. O meu estômago estava envolvido num nó forte e apertado, as palavras atropelavam-se na minha garganta e nenhuma saía. Caminhei numa linha recta e direita que cruzava o parque de estacionamento na diagonal, uns metros mais à frente, eu sabia que iria encontrar uma praça de táxis e finalmente iria para casa. Mas a meio do percurso o meu corpo estancou, não sei dizer nem como, nem porquê, mas estancou e rodou sobre si próprio olhando de novo o sítio onde os tinha deixado. Já não olhavam para mim, estavam a conversar e eu sabia que se iriam dirigir para os seus carros. As minhas pernas moveram-se sozinhas e num acto totalmente inconsciente aproximei-me novamente deles.
- Então voltast… - interrompi o Ruben com uma acção completamente inesperada
O David ainda tinha o olhar baixo, posicionei-me na sua frente e os seus olhos procuraram o meu rosto. Mal o alcance me permitiu juntei os nossos lábios e apanhei-o desprevenido, tanto que inicialmente ele nem correspondeu ao beijo. Os nossos lábios apenas exerceram pressão uns contra os outros momentaneamente, porém antes de as duas bocas se separarem a minha língua tocou levemente na dele, quebrei então o beijo. Pela sua expressão facial ele tinha sido apanhado totalmente desprevenido e os outros três olhavam para mim completamente surpreendidos com a minha acção.
Não disse mais nada, virei costas deixando para trás David, com um enorme e perfeito sorriso no rosto.
21 comentários:
Óh meu deus, está lindo, perfeito e fantástico!! Especialmente a última parte! *.*
A conversa entre a Adriana e Rúben tá mesmo cómica,tá muito boa! xD
Resumindo...AMEI!!!
Continua!
Beijãoo! Te amoo <3
AI ADRIANA FILIPA, quero mais, muito mais e rápido!
Tá lindo, amorzão!
Te amo munto, besitos <3<3
ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
E o resto?!
A culpa é minha, desde que disse que eras doutora que prontos, gostas de me fazer sofrer ;b
Mas para bem do meu coração publica rápido sim? (;
Beijinho*
Adoro-te Drizinha :D
adorei, maravilhoso....
quero mais...
continua... tou super anciosa pelo proximo...
Muito bom, mesmo muito bom...
Ainda estou a rir feita tonta da cena daqueles dois... é o amor :) :) :)
Muito bom mesmo muito bom.
Quero mais :) :) :)
Beijinho linda
AMEI
MARAVILHOSO
QUERO MAIS E RAPIDO
AMEI AMEI AMEI
POSTAS RAPIDO?
BJS
I'm lovin' iiiiiiiiiiiiiiit .
PUBLICA DEPRESSA DRIII
bezitos .
Que lindo!
Parabéns! :)
Óó páh gostoo tanto distoo :D :D
Ve se postas o resto rapidinho! :$
Tá tão bonito :D
Beijinho
Ana Sousa
Oh qe fOfiinhO.. AdOrO..
Vê se pOstas rapiidO.. ;)
BjnhO liinda..=D
PS: Seii que diisse qe iia repOr O cOment nO outrO capiituLo, mas sOu siincerO passOu-me cOmpletamente.. Desculpa..=$
Lindo *.*
Maravilhoso!
Amei!
Opa tens tanto jeito a serio!
Amo tudo o que escreves! Beijinh
OHH DRI! Tenho saudades tuas!! Qué feito de ti? Nunca mais disseste nada. Estás boa?
Beijinhos.
LOVE YOU (L)
P.S: Sobre o Capitulo: DRI = FERA!!
Estava com tanta esperança de poder ler um capitulo hoje :(
Adoro isto, continua :)
Beijo
Nini
hoje é um daqueles dias em que precisava mesmo de outro capitulo teu dri *-*
beijinho grande e continua assim :)
Ó Dri, vais por hoje não vais? Diz que sim, por favor :D
Beijinho
Nini
acho fantástica a maneira como tu escreves (:
admito que me sinto estranhamente envolvida nesta história. Obrigada, e continuaa ;)
ps: comecei a ler a tua fic mal começaste a postá-la, mas a certa altura comecei a ter tanto que fazer para a escola (tal como tu) que me não foi possível continuar.
neste últimos dias, não por ter menos que fazer, até muito pelo contrário, mais para descontrair, voltei a este belo blog para acabar, ou melhor, continuar a ler aquilo que escreves.
digo-te com toda a sinceridade que estou rendida a esta história, e é com pena que chego a este capítulo, visto não teres para já postado mais, pois já me tinha habituado a ler sempre que me apetecesse (a) xD
bom trabalho ;)
Tens de postar rapidamente!
Estou a ficar sem unhas.. Descobri o blog a pouco e li até aqui em três dias. Até fiz directas :S
Preciso de uma continuação pf! É completamente viciante. Venho cá a cada cinco minutos.!
Tens de continuar!
Está espetacular :D
Por favor!
ADORO*
Beeijinho!
Parabéns Adriana nunca tinha comentado antes mas quero que saibas que sempre acompanhei a tua fic e é simplesmente amazing. Continua e quero mais*-*
bju
p.s Visitem o meu blog de combinações, tendências e moda please
Enviar um comentário