Fiquei instalada numa penthouse super luxuosa e que não era nada o meu estilo, mas eram ordens da editora e eu tinha que as cumprir. Tudo foi feito para que me sentisse o mais à vontade possível e apesar de eu saber falar muito bem inglês, todas as pessoas que colocaram ao meu dispor tinham um perfeito domínio de português. Todos os dias tinha uma empregada ao meu dispor, um motorista que me levava ao estúdio ou à faculdade onde estava a fazer a equivalência das cadeiras em Portugal, e o meu agente Jorge, que planeava os meus dias ao segundo. Foi num dos meus espaços livres, que pela primeira vez em 3 dias, consegui falar com David.
- Olá, amor! – sorri animada por ir ouvir a voz dele
- Oi! – a voz dele foi seca, bruta e automaticamente o meu coração desmoronou
- Está tudo bem?
- Tudo! – ele foi curto e frio nas respostas
- Estás ocupado?
- Não!
- Então e não me vais perguntar sequer como estou? – a minha testa enrugou-se, sentia-me muito confusa
- Como cê tá? – notei que apenas o fez, porque assim lho pedi
- Bem…
Esbocei um sorriso triste e um silêncio instalou-se durante mais de um minuto entre nós. Limitei-me a ouvir a respiração dele do outro lado do telefone, e nunca lhe tinha conhecido uma conotação tão revoltada, tão pouco pacífica, que era o habitual nele. Sentia que ele não estava bem comigo, que apesar de ainda só ter passado uma semana e meia, algo não estava certo e pela cabeça só me passava uma coisa: “Onde é que eu tinha errado?”
- Pensei que ias ficar feliz por me ouvir… - revelei num murmúrio sufocado pelas lágrimas
- E tô… - ele respondeu-me completamente indiferente
- Tudo bem, já vi que estás mesmo… - sussurrei irónica e com as primeiras lágrimas a correrem-me pela face
- Olha, eu não tô com muito tempo pra você agora, não! Tô indo sair com a galera! Noutra hora a gente se fala! Beijo! – ele nem me deu tempo de responder e desligou logo a chamada
- Mas… - foi a única palavra que proferi, olhando para o telemóvel e com as lágrimas a correrem-me pela face
- Menina, o que quer para o jantar…? – a Dona Judite entrou na sala da penthouse, mas parou no sítio ao ver-me assim
- Eu não vou jantar, Dona Judite… Pode ir para casa, ter com a sua família!
Forcei um sorriso, enxuguei as lágrimas e caminhei para o meu quarto, cambaleando. Sentia-me sem forças, estava ali sozinha, nem tudo era como sempre imaginei e tinha muitos sacrifícios para fazer, e procurei naquele telefonema, encontrar algum conforto, algo que me fizesse sentir em casa e tudo o que me consegui sentir foi como uma estranha para o homem que amava.
- ADRIANA! – ouvi a voz do Jorge por toda a casa, mas não me movi do sitio onde estava e permaneci deitada na cama – ADRIANA! – a voz dele foi-se aproximando até que o vi na minha frente
Olhei-o de baixo, pois em pé ele levava clara vantagem de alturas, e ele compreendeu imediatamente que algo não estava bem para eu chorar daquela forma. Respondi-lhe com um simples gesto. Estiquei a mão até à mesa-de-cabeceira e derrubei a moldura que tinha a minha foto com David.
- Oh Adriana… - ele sentou-se do meu lado e puxou-me para me abraçar
Rendi-me completamente e deixei-me chorar, num soluçar descontrolado.
- Acho que acabou, Jorge… Acho que acabou… - murmurei apertada no abraço dele
- Shiu, calma… Tem calma… - ele afagou-me os cabelos de forma a acalmar-me e depois de longos minutos a chorar, as lágrimas secaram, não tinha mais nada para chorar – Queres contar-me o que aconteceu?
- Eu liguei-lhe… Há três dias que não falávamos e eu liguei-me… Tudo o que recebi foi desprezo e frieza! Depois disse que ia sair com o pessoal e desligou sem me dar tempo de me despedir… Sem sequer um “Te amo!”… - contei tudo ainda choramigando
- Oh miúda, tem calma… Vocês estão longe e não se vêm há uma semana e meia é normal…
- Não, não é! Eu e o David estamos habituados a lidar com isto, pelo menos uma semana e meia, sim! Quando ele vai em estágios e assim…
- Então achas o quê? Que ele não consegue apoiar o teu sonho?
- Acho que ele está a ser egoísta! Porque eu posso ter muitas saudades quando ele sai em trabalho, mas nunca agi como ele, como ele acabou de agir comigo…
- Devias dizer-lhe isso então… É a conversar que os casais se entendem!
- Até conversava, mas ele não me deu tempo, nem margem para isso…
- Então vais ter de esperar, até haver esse tempo…
- E quando é que irá haver esse tempo?
- Pois, isso é algo a qual não te sei responder… - ele torceu o nariz e acariciou-me a face delicadamente
***
O Jorge ainda me pediu que comesse alguma coisa e eu prometi-lhe que sim, mas mal o vi sair da minha casa, fechei-me novamente no quarto. Não tinha nada para fazer e os meus olhos já estavam inchados de tanto chorar, por isso resolvi ligar o computador e ver se andava alguém pelo MSN, apesar de em Portugal já serem duas da manhã. Surpreendentemente encontrei online o David, que me tinha dito que ia sair com os rapazes. Logo, ou tinha-me mentindo ou tinha havido alguma alteração de planos.
Adriana diz.
Tu por aqui?
David diz.
Sim, eu… Algum problema? Pensei que isso era livre!
Adriana diz.
E é! Não te preocupes que eu estou já de saída! ;)
David diz.
Não precisa sair não… Daqui a pouco tô saindo, só vim falar com meus pais!
Adriana diz.
Pensei que tinhas ido sair com os rapazes… Ou espera! Foi só uma desculpa para me despachares mais depressa? :D
David diz.
Larga de ser otária! Eu ia sair com eles, mas me cansei e não topei ir na boate, vim logo pra casa!
Adriana diz.
Podias ter ido! Sempre te divertias!
David diz.
Não ando com pachorra para diversão! Isso é mais onda de quem não faz nada! Eu trabalho…
Adriana diz.
Pois eu também! Não sei que raio estás a querer insinuar, mas assim isto não vai longe!
David diz.
Tá terminando?
Adriana diz.
Eu não falei nisso, mas se tocaste logo no assunto, é porque a vontade é muita! ;)
David diz.
Se a vontade que tenho de terminar com você for tão grande como a que cê teve pra falar comigo esses dias, então nossa relação se mantém! :)
Adriana diz.
Podes parar com as tuas ironias e ir directo ao assunto! Eu estou farta destas indirectas!
David diz.
Ué, cê achou que foram indirectas? Pois foram directas mesmo! Você não disse nada durante 3 dias! Nem um torpedo, nada!
Adriana diz.
David, tenho andado muito ocupada, chego super tarde a casa… Queres que te ligue a essa hora? Caso não te lembres há uma diferença de horas acentuada!
David diz.
E? Pô, não me diz que andou tão ocupada assim que nem de manhã cedinho, no café da manhã, tinha cinco minutos pra me ligar? Pra mandar um torpedo? E mesmo que não tivesse, pô! Eu te falei que podia ligar à hora que fosse… Passei esses três dias que nem um babaca sofrendo, agarrado no telefone para receber uma mensagem sua e nada! Sou um bobo mesmo!
Adriana diz.
David, os meus horários andam uma loucura, isto não é fácil! E além disso, que eu saiba também tens telemóvel, podias ter ligado tu! E sabes bem que não te ia ligar a qualquer hora, tu trabalhas e precisas de descansar…
David diz.
Sabe o que eu precisava? Da minha namorada e ela tá do outro lado do mundo!
Adriana diz.
Lamento imenso se quero viver o meu sonho, como estás a viver o teu… A sério que sim, mas não vou abdicar dele!
David diz.
Claro que não vai, não te pedi isso… Mas se lembra de uma coisa, tá procurando ter o que quer, vai acabar perdendo o que não quer… ;)
Adriana diz.
Acabou, é isso?
David diz.
Não quero acabar com você, muito menos desse jeito, mas essa distância, não dá mais…
Adriana diz.
Responde-me só à merda da pergunta! Acabou, é isso?
As lágrimas já se tinham apoderado da minha face enquanto escrevia aquilo, sentia que o ia perder por tão pouco. E que numa semana estaria a destruir o que levei mais de um ano para construir.
David diz.
Gata… Liga a câmara, para a gente se ver…
Adriana diz.
David, não me estás a responder à pergunta! E se me estás a pedir isso para acabares comigo “cara a cara”, escusas! Eu poupo-te disso! Diz-me só se acabou…
David diz.
Confia em mim, aceita, por favô!
Acabei por ceder ao pedido dele e mesmo com a cara cheia de lágrimas e os olhos inchados de chorar, aceitei o pedido dele para uma chamada via web. Assim que nos vimos, ficámos ambos em silêncio. Um silêncio completamente aterrador que só foi quebrado por um latino de Quimera, que saudades que tinha daquela cadela, era uma boa companhia.
- Acabou…? – perguntei com a voz e as mãos trémulas
- Cê tá chorando… Teve chorando muito, seus olhos tão inchados… - constatou aproximando-se mais do ecrã do computador
- É normal, depois da forma que me trataste quando te liguei esperavas o quê? Que estivesse a rir às gargalhadas?
- Não precisa falar assim comigo…
- Pois foi exactamente assim que falaste comigo de tarde! Com a diferença que eu te estou a dar bem mais importância do que aquela que me deste a mim!
- Amô, ‘tava magoado… Foram três dias sem uma única palavra!
- David, já discutimos o assunto… Como é que vai ser? Acabas tu ou acabo eu?
- NÃO! Não acaba ninguém! – ele foi imediato a responder e fê-lo de forma desesperada – Não posso perder você…
- Tu é que disseste que não dá mais, David!
- Pô, me compreende…
- Eu até compreendia… Mas bolas, David! Quando sais em estágios, jogos, eu aguento tudo! Qualquer distância, o tempo que for! Eu estou fora uma semana e meia e tu fazes-me isto…
- Quando saio, falo com você todo o santo dia!
- Mas eu não consigo! Não tenho horários para isso, entendes?
- Entendo! Eu entendo e compreendo, mas machuca!
- Desculpa, então… Mas isto é o meu sonho e quero vivê-lo!
- Mesmo que isso signifique perder-me? – um silêncio fez-se notar, perdi as respostas e foi ele que retomou o assunto – Me responde, Adriana…
- Nunca te pedi que deixasses o futebol por mim, logo não é justo que me peças para deixar isto por ti… Serias egoísta se o fizesses!
- Mas e se eu fizesse? Cê escolhia o quê?
- Sinceramente não sei, porque se posso ter as duas coisas em perfeita harmonia, para quê pensar nisso?
- Perfeita harmonia? Cê já viu bem como a gente está?
- David, se é liberdade que queres, se queres ser solteiro, diz-me só… E nós acabamos! Sem qualquer ressentimento, garanto-te!
- Não quero acabar com a gentxi, pucha! Mas falta mais de um mês e meio para cê voltar! Como eu vou aguentar isso?
- Aguentando… Como eu aguento todas as tuas ausências, sem nunca me queixar!
- Tá bom… Tá certo! Não se preocupa que eu não vou dizer mais nada sobre essa distância entre e gente…
- Só queria que te lembrasses de uma coisa que um dia me disseste… “A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame”
- Eu lembro disso…
- Pena não o aplicares… Vou dormir, estou estoirada! – tinha perdido todas as forças para ter uma nova discussão com ele
- Já? Fica mais um pouco…
- Não posso ficar, amanhã o meu dia começa cedo…
- Me liga, amanhã? – ele fez um beicinho leve e os seus olhos ficaram brilhantes devido às lágrimas que os envidraçavam
- Para ser mal tratada? Não obrigada! Dorme bem… Beijo! Amo-te! – mandei a chamada de vídeo abaixo e saí do Messenger, só queria dormir e assim o fiz até à manhã seguinte
***
Foi mais um dia agitado pelas ruas de Nova Iorque. Tive de me dividir entre o estúdio e a faculdade, tentando ainda arranjar tempo para relaxar um pouco. Coisa que só consegui fazer às cinco da tarde, quando finalmente cheguei a casa. Dirigi-me imediatamente ao quarto para tomar um duche, vesti uma lingerie e somente uma t-shirt que ficava totalmente desproporcionada ao meu corpo, pois era de David, ele tinha-ma dado. O seu perfume ainda continuava nela e com o simples acto de respirar podia senti-lo entranhar-se em mim e penetrar-se nos meus poros. Tive uma vontade incontrolável de chorar ao relembrar a nossa conversa na madrugada anterior, mas controlei-me. Deixei-me ficar com ela vestida e dirigi-me à cozinha no intuito de comer qualquer coisa. Preparei uma taça de iogurte natural com muesli e morangos frescos, e dirigi-me ao sofá, onde me sentei toda encolhida e liguei a televisão. Estava a passar uma das minhas séries preferidas, mas que em Portugal ainda ia bastante atrasada: Anatomia de Grey. Entretive-me a ver um episódio, que apesar de não se encaixar nos que eu estava a ver em Portugal, pelo menos conseguir com que me distraísse e esquece-se o assunto “David”, pelo menos até eu ter visto esse nome surgir no ecrã do meu telemóvel, acompanhado do meu toque de chamada. Hesitei, tenho de confessar… Preferia não ter atendido, pois talvez tivesse poupado mais algum sofrimento a toda a situação, mas estava disponível e não queria dar-lhe razões para mais tarde ter algo para me atirar à cara.
- Estou? – atendi de forma muito descontraída
- Oi… - a sua voz estava fraca e estranhamente arrastou-se
- Ah, és tu, Dê… - fingi que não tinha visto o nome no ecrã antes de atender
- Sou sim… Tá tudo bem com você?
- Está e contigo? Ligaste… Aconteceu alguma coisa?
- Comigo vai dando pra levar como Deus quer… Não aconteceu nada, não se preocupe, mas queria ouvir sua voz… - depois dele pronunciar estas palavras de forma muito pesarosa, um silêncio mórbido instalou-se – Amô, cê tá aí?
- Estou… - respondi cabisbaixa, apesar de ele não me puder ver
- Não falou nada pra mim… Diz qualquer coisa, por favô!
- Que queres que te diga? Sinceramente, prefiro não dizer nada do que acabarmos a discutir…
- Não quero discutir… Queria conversar com minha namorada, saber como ela tá, saber como se sente, esquecendo que sou só seu namorado, e relembrando que sou quase seu melhor amigo…
- Eu estou bem, já te tinha dito…
- Eu te conheço melhor que muita gente, não esquece isso… - mal ele me alertou, senti o meu coração disparar que nem um louco alucinado e quase que me saiu disparado pela boca – Me diz a verdade… Como cê está?
- Estou rodeada de tudo aquilo que nada tem a ver comigo, amor… Uma penthouse luxuosa, pessoas a servirem-me… Isto não sou eu! Mas de qualquer das formas, sei que são sacrifícios que tenho de fazer e que dentro de um mês e meio estou de regresso a casa por isso…
- E o CD? Como está correndo? Estão gostando do seu trabalho?
- O repertório está pronto, amor… Agora é começar a gravar as músicas! Essa é a parte mais fácil! – sorri levemente e pela primeira vez desde que chegara a Nova Iorque
- Mais fácil para um vozeirão como você, cana rachada que nem seu namorado, levava uma década pra gravar um troço desses e ninguém iria comprar! – ambos nos rimos – Aliás, cê sabe bem como eu canto mal… Aqueles concertos matinais no duche são sensacionais!
- São, amor! Pelo menos uma fã tu tens! – eu ri-me baixinho, recordando os nossos despertares sempre que dormíamos juntos
- Agora não tenho mais… Me faz falta minha espectadora! As paredes dessa casa andam sofrendo sozinhas! – mais uma vez as nossas gargalhadas fizeram ouvir-se
- Coitadinhas! Quando chegar tenho de as consular…
- Ei, primeiro consola o cantor, que anda aqui cantando pra ninguém…
- Daqui a nada estou de volta, David! Vais ver… Vais fechar os olhos, botar um sorriso lindo nessa cara e pedir para que eu volte e acredita que quando deres por isso, estou de novo junto de ti…
- Jura que isso entre a gente não vai acabar por causa da distância, amô? Não vou aguentar te perder…
- Amor, eu vou voltar, é claro… A minha vida é aí! Mas compreendo senão quiseres esperar dois meses por mim! Se quiseres, eu libero-te! És livre e solteiro para fazeres o que entenderes e estares com quem quiseres, quando eu voltar se ainda houver sentimento entre nós e acharmos que vale a pena recuperar a relação, voltamos um para o outro, sem qualquer ressentimento do que possa ter acontecido!
- Amô, cê tá vendo o que diz? É claro que eu não quero nada disso! Eu te amo, se ficasse com outra garota ia ‘tar te traindo a você e a mim, que te amo muito… E o meu problema não é ficar sem uma garota, sem beijos, sem pegada! O meu problema é ficar sem a MINHA garota! - um sorrisão enorme esboçou os meus lábios assim que o ouvi proferir tal discurso
- Oh amor, só quero ficar bem contigo… Eu sei que devia ter ligado! Eu também não iria gostar se me fizesses o mesmo, mas acho que me deixei absorver demais nisto tudo aqui, mas eu prometo que vou acalmar! Que vou-te ligar todos os dias! Melhor, duas vezes ao dia, todos os dias!
- Liga, amô… Liga! – finalmente consegui imaginar um sorriso naquele rostinho lindo e graças a isso, o meu coraçãozinho serenou
- Ligo, meu amor! Eu ligo…
- Jura, princesa?
- Juro, eu juro, amor! A menos que não possa, mas senão puder aviso-te por SMS e ligo-te mais tarde quando puderes!
- Brigado, te amo! – quando dei conta disso a voz de David era igual à do MEU David, daquele que eu deixara em Lisboa
- Também te amo muito, David! Muito! – derreti completamente e pela primeira vez sentia-me a Adriana, sentia-me mais eu, desde que abandonara Lisboa
- Meu niver tá quase aí…
- Eu sei, amor… E também sei que não vou puder estar presente, mas olha! Eu garanto-te que quando chegar aí, vamos fazer a devida comemoração, só nós dois! Vou preparar-te uma surpresa… - confessei num tom super apaixonado
- Uma surpresa? Obá!
- Uma surpresa, sim senhor!
- Me conta, vamo’ fazer o quê?
- Amor, se é surpresa, não posso dizer… - não me contive e ri-me brevemente
- Oh… Mas perguntar não custa! – ele gargalhou também
- Quando chegar a altura logo vês, meu amor!
- Vou esperar muito ansioso! Olha, amô… Tenho de ir conduzir pra casa, vou ter de desligar…
- Claro, amor… Tem cuidado! Conduz devagar!
- Não se preocupa, eu conduzo! – ele riu-se, pois sabia que eu morria de medo que ele conduzisse sem mim do lado, pois era aí que acelerava sem qualquer medo ou pudor
- Come bem e descansa! – suspirei, pois quanto mais longe estava, maior era a preocupação
- Amô, relaxa… Eu fico bem! Se cuida cê também, boneca!
- Cuido, meu amor… Beijinhos! Amo-te muito!
- Beijão enorme! Te amooo! – a vozinha dele soou semelhante à de uma criança pequena e foi esse o último registo com que fiquei dele antes de desligar a chamada
Posso dizer que fiquei mais aliviada por ter encontrado a paz com David, mas ainda assim a angústia permanecia dentro de mim, afinal o aniversário dele estava próximo e eu não sabia se ele iria saber perdoar a minha ausência.
Eu sei que tenho demorado muito a postar, mas mais uma vez relembro que estou na fase final do 3º periodo e os exames estão à porta, espero que compreendam.
No entanto, espero que estejam a gostar da história e não se esqueçam de comentar, pois é sempre um incentivo! :)
Beijinhos
Drii♥

15 comentários:
Bem por momentos ainda pensei que fosse dar para o torto :S mas ainda bem que não :P
Agora quero ver o que anda a Adriana a preparar para quando voltar :P
COntinua :D Beijocas
Adorei :)
O David e a Adriana são tão fofos :)
Mas espero que eles não discutam mais e fiquem juntos ^^
Beijinhos :)
Amo a tua fic mesmo, esse teu jeitinho de escrever apaixona-me ainda mais :P
Beijinho ;)
PS: Drii queria pedir-te um favor, por isso vou deixar o meu mail para podermos falar, se me quiseres ajudar, é sobre um capitulo importante na minha fic "23 sempre". Obrigada ( renatas@live.com.pt )
lindo kero mais kuando poderes 1 esta os exames bjkas diana
amei meu amô *.* amo sempre! ^^
quero que a Dri vá ao aniv do Dê, pah! :c
espero por mais :P
beijão, te amo! <3
Adorei! Muito bom! Parabésn! *
aii ADORO<3ADORO esta historia (o.o)
fica difícil arranjar elogios para comentar sempre a tua fanfic, comento raramente, mas leio sempre com o maior GOSTO :D
Simplesmente AMOO AMOO os teus capítulos, a historia, gosto de tUDO *)
beijOOO ^^
PS: posta mais rapidinho +P
Por favor! Para bem do nosso coração não separes estes dois! NUNCA! E já agora podes sempre fazer com que a Adriana vá ao aniversário do David ^^
Parabéns, e continua! A tua fic é maravilhosa!
Esta lindo meu deus!!! Adoro mesmo! Escreves tão bem!!! E incentivas!! OMG nem sem explicar.. esta maravilhoso!!
É fantastico ler o que escreves, cada momento é lindo, emocionante.
Muito bom.
Beijinhos
Nao vejo a hora destes dois se encontrarem de novo! Agora estou curiosa com a surpresa da Adriana XD
Quero mais!
Bjs
Aii Dri, eles são o casal mais fofinho que eu já vi! *.*
Não vejo a hora de os ver juntinhos de novo (:
Espero ansiosamente por mais!
Beijinhos**
adorei...
quero mais...
continua...
Está giro, como sempre, parabéns!
Gostava de ler mais brevemente, mas sem muito bem o que é ter exames daqui a duas semanas!!
Continua... xD
Olá Dri
Desculpa não vir comentar, mas como não tenho net ilimitada andar a ler com estas musicas gastame a net toda, e depois esqueço-me de comentar :/
Pronto, mas eu adoro, e tu sabes isso !
Adoro a história, a maneira como escreves, tudo ♥
Adoro adoro adoro :D
Quero mais, mais e mais sim?
Beijinho
Ana Sousa* - http://respirarde23.blogspot.com
Enviar um comentário