sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Capítulo 112 - Novos rumos (Parte II)


Na manhã seguinte o meu telemóvel tocou insistentemente, vezes e vezes sem conta e aos poucos foi-me arrancando do estado de dormência, pelo qual tanto rezara na noite anterior. No visor pude ler “Paulinha ♥ a chamar…”, mas a minha vontade de atender não era muita, uma vez que o meu corpo implorava por pelo menos mais uma hora de descanso. Como aquele toque irritante, que eu precisava de mudar urgentemente, não findou, fui obrigada a atender. Ainda de olhos fechados, voz rouca e membros combalidos, sentei-me na cama, segurando o telemóvel junto do meu ouvido.
- Sim? – a voz embargada pela fadiga que sentia, não me permitiu demonstrar grande entusiasmo
- Bom dia, flor do dia! – ao contrário do que acontecia comigo, a minha querida Paula devia levar bastantes horas de sono, pois a sua aura apresentava-se leve e intocável
- Bom dia… - arrastei a minha fala e acabei por deixar tombar o meu corpo sobre a cama, permitindo à minha cabeça, que voltasse a fazer moradia no meu travesseiro perfumado com a essência a baunilha proveniente do meu novo perfume
- Hum… Isso é que é animação! Acordei-te?
- Sim… Estava a dormir, mas daqui a meia hora tinha de me levantar mesmo, por isso deixa lá, amor! – encolhi os ombros e mantive os olhos fechados, porque aquela claridade matutina que invadia a minha suite, estava a cegar-me
- Como estão a ser essas viagens, meu amor?
- Bem… Quer dizer, dentro dos possíveis!
- E estás onde agora? – a última vez que falara com ela, fora somente há dois dias atrás quando me encontrava no México
- Brasil… - indaguei quase num murmúrio que creio não lhe ter sido suficientemente esclarecedor
- Onde?! – um laivo de surpresa, mas ao mesmo tempo de confusão deve ter assaltado a Paulinha, pois não lhe havia contado dos planos que a minha agente havia destinado para aquele país
- Ouviste bem, sim… Estou no Brasil! – enterrei a cabeça nos lençóis, quando aquela claridade se tornou insuportável e comecei a ouvir no exterior os primeiros movimentos do trânsito de Minas Gerais
- No Brasil? Bem, ainda dizem que não existem coincidências… - eu sabia bem ao que ela se queria referir, pois desde que partira de Portugal e sempre que falávamos ao telefone, ela martelava-me as ideias com uma possibilidade iminente de reconciliação com David, quando eu sabia muito bem que essa nunca iria acontecer – Ou destino…
- Eu acredito nisso tudo, Paulinha… Mas o meu destino aqui é só um: gravar a música e ir embora! – tentei ao máximo encerrar o assunto, virar a página e rasgá-la, porque virá-la só, já não era mais suficiente, especialmente quando alguém teimava em andar sempre para trás na história, mesmo contra a minha vontade
- Sim, sim, Adriana… Vais dizer que não tiveste vontade de o procurar desde que pisaste aí?
- Não… Não foi preciso sequer! – informei ao mesmo tempo que espreguiçava o meu corpo esguio, forçando-o a despertar
- Encontraste-o? – ela nem me deu tempo de responder àquela pergunta feita a um ritmo de euforia estonteante – AHHHHH! – o berro de entusiasmo que deu, furou-me os tímpanos completamente e se ver já estava difícil, ouvir então tornou-se impossível – Como foi? Ele viu-te? Falaram?
- Paula, pára de me bombardear com perguntas… São sete da manhã aqui, eu dormi um par de horas e o meu cérebro não consegue assimilar nada! – indaguei a algum esforço, porque estava quase impossível de manter qualquer conversa com aquele nível de cansaço a querer dominar-me por completo
- Amor, conta-me! Vá lá… - suplicou naquele tom pedinchão de menina, que eu já tão bem lhe conhecia – Quero saber como foi…
- Eu não o encontrei a ele… Encontrei a irmã dele, a Belle!
- E então, como foi?
- Oh, normal… A típica conversa de circunstância!
- Não falaram nele?
- Pouco… Quase nada, na verdade… - enquanto falei os meus olhos percorreram o quarto, talvez na esperança de ver qualquer sinal da minha agente Alice, mas nada, provavelmente ainda estaria a dormir
- Não tiveste curiosidade em saber como ele está? – a Paulinha não desistia, queria saber de tudo, com todos os pormenores, mas eu não levava a mal, sabia que apenas o queria, para me puder reconfortar no caso de ser trazida alguma má notícia ou confronto
- Não, não tive… - menti-lhe de forma descarada, mas creio que ela percebeu que o tinha feito – Mas a Belle acabou por me dizer na mesma como ele estava…
- E então? – aquele tom inquisitivo e carinhoso, fez com que um sorriso momentâneo invadisse a minha boca
- Então que ele está bem, dentro dos possíveis… Está mais calmo e já parece o David que todos conhecem, logo podem todos ficar sossegados que o pior já passou!
- E tu como estás depois disso?
- Ah… Bem… Mais ou menos! – rematei com um sorriso triste a revelar o meu estado de melancolia
- Mexeu contigo o facto de teres tido novidades dele e de uma pessoa que lhe está tão perto?
- Ah… Sim, é verdade que mexeu, mas foi mais o que Belle me disse ao fim…
- Que disse ela? – um rasgo de entusiasmo pernoitou na voz de Paula
- Convidou-me para passar lá em casa a qualquer hora que quisesse, porque seria muito bem-vinda… - revelei-lhe com um suave torcer de lábios demonstrativo da agonia e incerteza em que a minha alma estava envolta
- E tu vais, certo? – não me deu tempo de responder, pois como me conhecia suficientemente bem, sabia qual a resposta – Oh Adriana, tens de ir… Nem que seja para o veres, saberes como ele está!
- Eu já sei como ele está, amor… A Belle disse-me!
- Não importa… Vais poder comprovar com os teus olhos e além disso verem-se, vai fazer-vos bem! Quem sabe… - foi então a minha vez de o interromper pois detalhei naquela perspicácia ao falar onde aquela assunto iria acabar  
- Não, Paulinha! Quem sabe nada, porque mesmo que a gente se veja não vamos voltar a estar juntos, amor… Tu sabes disso, eu sei disso e ele sabe disso!
- Tudo bem, é uma decisão tua… Mas pelo menos ias lá, ver os pais dele, a família… Ia fazer-te bem!
- Não… Além disso não tenho tempo! Ao final da noite tenho voo!
- Disseste bem: ao final da noite… Logo tens um dia inteiro para passares por lá, além disso só precisas de dez minutinhos! Cumprimentar as pessoas, dar um “oi” e segues a tua vidinha!
- Paula, não sei se consigo… E sim! Não sei se consigo porque morro de medo de o ver, porque morro de medo que ele me volte a tratar daquele jeito e porque morro de medo de perceber que ele não me ama mais… Por isso é melhor ficar no meu cantinho e deixá-lo ficar no dele…
- Não te posso obrigar, amor… - aquela meiguice do seu jeito de falar, amenizou os medos do meu coração – Já sabes que se precisares de alguma coisa eu estou aqui…
- Eu sei, amor… Obrigada! Olha, vou ter de desligar, porque senão me começo a arranjar já, daqui a nada aparece aqui a minha agente aos berros para me arrancar da cama! – gargalhei levemente e a minha pequena menina acompanhou-me de uma forma deliciosa de se ouvir – Falamos depois, eu ligo-te!
- Está bem, meu anjo… Qualquer coisa, já sabes!
- Sim, podes ficar descansada, que eu sei para onde correr se tiver problemas… Beijo, minha linda! Amo-te!
- Beijo também pra ti, amor! Amo-te! – deixei de ouvir barulho do outro lado da linha e segundos depois a chamada desligou-se
Suspirei, pois o vazio que durante uns escassos minutos foi preenchido por Paula, naquele momento regressou. Pousei o telemóvel em cima da mesinha de cabeceira, de onde o retirara há minutos atrás e olhei em meu redor. Como a solidão era triste… Como a felicidade se tornara tão efémera nas minhas mãos… Como aquele amor persistia em quedar-se em meu peito, de armas e bagagens, sem quaisquer intenções de partir tão cedo em busca do desconhecido… Tal como na noite anterior tive uma vontade enorme de chorar e esta acabou por se sobrepor ao orgulho, e só me apercebi disso, quando senti o sal das minhas lágrimas nos meus lábios. Fechei os olhos e entrei num transe profundo… Revi a minha história com David, quase como se tratasse de um livro e esse foi rasgado a meio com a entrada de Alice no quarto e a tentativa falhada desta em me despertar.
- Adriana… - o meu corpo agitou-se sob a cama, devido à força que as suas mãos exerceram nos meus braços
- Eu estou acordada, Alice! – vociferei um pouco irritada por estar a ser alvo de mais uma manhã alvoraçada
- Então levanta-te, caramba! Já devias ter tomado banho e devias estar a acabar de te vestir!
- Eu estou a ir, Alice… - as forças para lutar não habitavam mais em mim, nem no meu corpo, por isso o preferível foi declarar derrota e obedecer ao inimigo – Dá-me 15 minutos, que fico pronta!
Levantei-me da cama, senti ainda as restantes lágrimas formadas em meus olhos descerem involuntariamente o meu rosto, rumo aos meus lábios, mas enxuguei-as calmamente. Gesto que não passou despercebido ao sexto sentido da minha perspicaz agente, que começava a conhecer-me bem demais e de jeitos perigosos para aquilo que eu apelidava de “o meu cantinho”.
- Adriana! – assim que a sua voz encorpada em robustez cortou o ar, virei-me para a enfrentar, mas ela fez questão de se aproximar e analisar o meu rosto milimetricamente – Estiveste a chorar? – interrompeu-me assim que tentei falar – É claro que tiveste a chorar, olha-me para esses olhos… Estás horrível, parece que levaste dois socos em cada olho! E agora como é que vais para o estúdio com essa cara miserável? Vê se metes um bocado de corrector nesses olhos e disfarças isso muito bem, porque senão ainda cancelam o contrato que tens!
No momento que mais precisava de apoio, ela estava preocupada em falar-me de correctores que disfarçassem o inchaço dos meus olhos? Quando mais precisava de um abraço, ela estava ali ocupada em tecer-me um enorme sermão por ter agido de forma natural… Como humana que sou! A situação descambou fugindo-me de controlo, o meu corpo perdeu qualquer vontade e cedeu aos caprichos do meu coração, que continuavam a comandar as lágrimas que habilmente me delimitavam os traços faciais. Não quis dizer mais nada… Limitei-me a sentar na cama, enterrar a cabeça nas mãos e chorar. Não aguentava mais aquele sufoco… Não aguentava a ausência dele todas as noites do meu lado, a ausência das suas mensagens e telefonemas diários, dos seus carinhos e beijos, nem tão pouco a ausência dos momentos em que éramos só nós… Entregando-nos um ao outro. Sentia-me tão tola por estar assim, quando possivelmente ele já estava a seguir em frente. Sentia-me perdida… Sem norte, sem direcção, nem ninguém que ma indicasse e não havia nada mais desesperante do que querer correr na procura de conforto, de um abraço, de um carinho, mas não entanto não ter para onde correr.
- Adriana… - a voz de Alice soou baixinho junto do meu ouvido e senti o peso dela ocupar o espaço livre do meu lado, na beirinha da cama
- Não digas nada, Alice, eu estou bem! – falei com uma certa raiva pernoitando na minha voz – Se o teu problema é a merda do inchaço, eu vou já disfarçar isto! – ergui-me num impulso e finquei bem os meus pés no chão de modo a entrar na casa de banho
- Adriana, espera… - ela segurou-me o braço e encarou-me bem dentro dos meus olhos, até eu sentir a minha alma vacilar, até doer de um jeito insuportável – Que se passa?
- Nada, Alice… Eu vou arranjar-me o mais depressa que conseguir!
- Adriana, tens os olhos inchados de chorar… Do jeito que estão deves ter chorado a noite toda e eu quero saber o que se passa… - forçou-me de jeito meigo a ocupar novamente o meu lugar na cama, mas ergui-me, pois o nervoso miudinho que me comandava repelia-me daquele espaço
- Não é nada em que me possas ajudar, prefiro ficar sozinha, Alice…
- Ouve… Eu sei que não te sou nada, senão meramente uma agente, mas desde que nos conhecemos, que criámos laços fortes, que cuido de ti com o carinho que cuido uma filha, só te quero ajudar, Adriana…
- Isto passa… Não é nada que o tempo não cure e neste momento não consigo falar sobre o que aconteceu!
- Não precisas… Eu sei! – arqueei automaticamente a sobrancelha num ar inquiridor de quem espera uma resposta, ou talvez um esclarecimento – O Paulo contou-me de um encontro menos feliz que ontem tiveste no calçadão…
- Oh bolas…! – expeli num único movimento todo o ar que tinha dentro dos pulmões e pontapeei o chão
- Vá lá… Fala comigo, vai fazer-te bem!
- Não, o que me faz bem é viver a minha vida sossegada… Isso é que me faz bem!
- Adriana, não podes continuar a ignorar o que acontece… Além disso aqui no Brasil é fácil, quando chegares a Portugal, vai ser bem mais difícil… - não compreendi o que ela queria dizer com aquilo e procurei então, numa voz acutilante e desesperada, esclarecer as minhas dúvidas
- Que queres dizer com isso?
- Ah… Em Portugal as coisas estão complicadas! A imprensa já descobriu o fim do namoro, alguém passou informações, a história foi distorcida e tu és apontada como a má da fita… Montaram uma autêntica novela em torno do fim da relação!
Era tudo o que eu menos precisava ouvir naquele momento. Assim que senti as minhas pernas vacilarem e as poucas forças, que as habitavam sumirem, necessitei de me segurar ao móvel que se prostrava na minha traseira. As minhas unhas cravaram a madeira e arrastaram-se levemente, mas sem lhe proporcionar um único arranhão. O meu coração estava cheio de ódio, a minha alma revoltada e só sentia sede de vingança. Não de David, por incrível que parece-se, mas sim das pessoas que haviam publicado aqueles artigos.
- Estás bem, Adriana? – Alice baixou um pouco a cabeça de forma a alcançar a perfeita visão do meu rosto, que se encontrava cabisbaixo
- Achas, Alice? Achas? – protestei num tom de voz um pouco elevado e chorando mais uma vez
 - Tem calma… Nós arranjamos uma maneira de resolver isso, quando chegarmos a Portugal pensa-se nisso com calma! – adiantou-me naquela fala burocrática, que a mim não me tranquilizou nem um pouco, pois sabia bem como o mundo das revistas cor-de-rosa funcionava
- Não há maneira de resolver isto… Se emitir um desmentido ou tentar justificar-me, eles vão distorcer tudo aquilo que eu disser, não entendes?
- Tem calma… Alguma coisa nós podemos com certeza fazer!
- Há… Saíres daqui, quero ficar sozinha! – ordenei de forma bruta, à qual ela não estava de todo habituada
- Adriana… - tentou contrapor-se, mas nem lhe dei hipótese
- ALICE, SAI! – repeti aos berros e indicando o caminho da porta
- Não fales assim comigo, Adriana… - puxou-me pelos ombros e forçou a que me sentasse na cama – Ouve bem o que te vou dizer! A tua relação com ele acabou, não importa como, quando, ou por culpa de quem, agora é hora de seguires em frente, entendes-te bem?
Encarei-a com o queixo a tremelicar, por aprisionar as lágrimas que nos meus olhos tanto tentava segurar. Ela tinha razão… Era hora de seguir em frente, encenar o maior sorriso, dissimular a maior felicidade, erguer o queixo e caminhar na construção de um futuro… Esperando que esse fosse mais doce e sorridente que a minha actual realidade. Deixei que o assunto morresse ali… Caminhei até ao duche e fiquei pronta numa questão de minutos, sempre sob o olhar atento, mas porém surpreendido da minha agente, que não compreendeu de onde vinha aquela frivolidade em lidar com a situação.

- Vamos embora, Alice… Quero despachar-me cedo, para ainda dar uma volta! – um sorriso alinhou-se na minha boca e da parte dela somente recebi um olhar esbugalhado de tanto espanto – Vais ficar aí a olhar-me desse jeito, ou vens?
Caminhei na direcção da porta da minha suite, segurando entre os meus dedos o cartão electrónico de acesso à mesma e deixei para trás a Alice, que numa questão de segundos se predispôs a uma corrida, de forma a apanhar-me e somente o conseguiu, quando eu já me encontrava dentro do elevador pronta para descer até ao piso zero.
- Qual é a pressa, Adriana? – questionou-me ainda ofegante, tanto que teve de se segurar a uma das paredes laterais do elevador para se puder acalmar
- Ser feliz, Alice… Ser feliz! – esbocei um sorriso sincero e assim que as portas abriram passagem saí, disposta a enfrentar o mundo, mesmo sem ter ninguém do meu lado

***

- Acho que estamos despachados! – a voz de Bruno ressoou junto do meu ouvido, pois o som era abafado pela sala de gravação
- Sim, parece-me que sim! Foi um prazer trabalhar contigo! – trocámos um sorriso e os nossos corpos partilharam um abraço de gratidão
- O prazer foi todo meu, afinal não é todo o dia que se ouve uma voz tão bonita como a sua…
- Oh, muito obrigada! – os meus lábios rasgaram-se num sorriso revelando o meu lado educado e sempre simpático
- E vai topar ir naquela volta que ficou prometida?
- Ah… Acho que terá de ficar para outra visita a Minas!
- Oh… Que é isso? Então você vem na minha cidade, grava uma música comigo e nem conhece a zona? Ah, não pode ser!
- Oh, eu agradeço imenso, mas para além de não querer dar trabalho, ainda quero descansar um pouco antes de partir… O voo é longo e tardio, infelizmente! – desculpei-me da melhor maneira possível e felizmente o Bruno acabou por perceber
- Pronto, não insisto mais, mas da próxima vez que vier cá, fica me devendo essa!
- Com todo o prazer! – despedimo-nos num abraço apertado e com dois beijinhos
Antes de abandonar o estúdio ainda dei um beijo a todos os membros da banda e tirámos juntos uma foto, que iria com toda a certeza ficar para a posteridade. No carro preto, que apesar de ser meu há somente um dia eu já conhecia bem, acabei por seguir rumo ao desconhecido, os planos eram somente divertir-me e passear um pouco para arejar as ideias.
- Menina, quer ir onde? – perguntou o simpático motorista, que haviam atribuído para a minha curta estadia no país
- Leve-me a passear pela costa, por favor… Quero ver o mar! – esbocei um sorriso tranquilizante e da minha mala retirei a máquina fotográfica
Ao fim de cinco minutos já havíamos atravessado a cidade, encontrando-nos então na periferia. Era tudo demasiado bonito… Num lado estendia-se o mar, onde o sol teimava espelhar-se de forma inconfundível, e do outro os longos montes, que recordava verdejantes, da última vez que estivera por aqueles lados.
- Pode parar… É aqui que fico! – anunciei e sem dar mais tempo para qualquer resposta, abandonei o carro
- Adriana, espere… - Paulo e outro segurança seguiram atrás de mim
- Tente apanhar-me se conseguir, Paulinho… Quero ver tudo! – sorri-lhe e penso que acompanhada pela minha forma altiva de falar, isso deve ter ressentido nele um jeito de desafio, apesar de essa não ser de todo a minha intenção
Percorri o calçadão todo com os desgraçados dos dois seguranças a fazerem um esforço enorme para se manterem por perto, um na frente e outro do meu lado. Tirei fotos a tudo… Ao mar, às falésias, às pessoas, até ao senhor das águas de coco. Queria fazer daquela ida ao Brasil uma tão feliz como a primeira e última que se tinha dado há sensivelmente um ano. E pronto… Lá estava eu, inevitavelmente a recordar-me dele, ainda assim forcei o meu pensamento a concentrar-se somente no que estava a viver… Agora sozinha é verdade, mas ainda assim com um sorriso lindo no rosto.
- Não sei como a menina consegue… - começou por dizer Paulo com a ofegância a denotar-se na voz – Com uns saltos desse tamanho e a uma velocidade destas…
- Oh Paulo… Paulinho, sabe que a idade a mim ainda não me pesa, graças a Deus… Mas se estiverem cansados podem sempre ir beber uma garrafinha de água, que eu vou continuando a minha voltinha! – sugeri, enquanto tirava mais uma fotografia a umas pequenas casas tipicamente coloridas, situadas numa aldeia totalmente rural
- Não… Isso queria a menina! Nós ficamos! – assegurou sem nunca deixar a voz vacilar
- Mas, Paulo… - o outro segurança tentou protestar e quando olhei reparei como estava pálido e suava a bica
- Não, Sérgio! Nós ficamos! – insistiu o Paulo, assegurando o seu papel de chefe de segurança
- Pronto, façam como preferirem… - virei-lhes costas e continuei a descer a enorme ladeira forrada a pedras de granito, que tinham uma irregularidade inquietante, mas que não foi suficiente para me impedir de caminhar
Encontrei vários grupos de crianças e quando uma menina muito simpática me interceptou o caminho, pois reconhecia-me devido ao meu trabalho, não resisti em dar-lhe um autógrafo e tirar consigo uma fotografia.
- Menina Adriana, está tarde… Temos de regressar, daqui a duas horas tem o seu voo! – relembrou-me o Paulo ao surgir na minha frente, quando me preparava para fazer a máquina fotográfica disparar mais umas quantas vezes
- Já, Paulo? – contra-argumentei pois a vontade de abandonar aquela terra era muito pouca, na verdade quase nenhuma
- Sim… A Alice já estará à nossa espera no aeroporto, vamos por favor…
- Tudo bem… Vamos lá a isso!
Não valia a pena discutir, se perdesse aquele voo de regresso a Portugal, provavelmente só conseguiria outro no dia seguinte, o que era o mesmo que dizer que toda a minha agenda ficaria atrasada e isso seria motivo de histerismo para Alice, que apenas com um atraso de cinco minutos entrava em pânico. Acabei por me rir com os meus próprios pensamentos, enquanto caminhava em passadas largas até ao carro, que havia ficado junto da areal.
- Boa tarde! – cumprimentei o motorista que se encontrava no exterior da viatura, tragando o seu cigarrito e deliciando-se com um copinho de plástico de café, que estava quase no fim
- Boa tarde, menina! – respondeu-me naquele seu doce sotaque de brasileiro e apressou-se a beber o muito pouco que lhe sobrava do café somente com um sorvo, mas quando se preparava para apagar o cigarro que ainda não ia a meio, resolvi intervir
- Não tenha pressa… Fume lá o seu cigarrinho descansado, porque ainda temos tempo! – sorri-lhe de forma amável e enveredei para dentro do automóvel, que se encontrava vazio, mas rapidamente foi ocupado por Paulo e o outro segurança
Aguardámos a entrada do motorista, que na sua pose modesta se revelou extremamente envergonhado por me ter feito esperar, mas não me importava minimamente com isso. Não era rainha, mas sim uma pessoa normal como tantas outras e o pobre senhor bem que precisava da sua pausa para descanso, depois de ter passado o dia a andar comigo de um lado para o outro.
- Me perdoe, menina… - indagou cabisbaixo enquanto colocava o cinto em redor do corpo
- Não se preocupe com isso, não tem problema! – reforcei a minha afirmação com um ténue sorriso e ajeitei o meu corpo no canto direito do banco de trás
O senhor seguiu caminho e eu acabei por me concentrar na paisagem, que me acompanhou durante toda a viagem. De um lado, o mar e do outro, as pequenas casas de cariz rural, que enquadravam perfeitamente naquele cenário avassaladoramente magnífico. Aos poucos senti-me em casa… A cada árvore uma lufada de ar fresco, que me renovava a alma. A cada pessoa no calçadão uma nova sensação de companhia do meu lado, apesar de estar somente entregue a solidão. Aos poucos tudo se começou a tornar familiar… Familiar até demais! Até que eu descobri o porquê. Aquela rua… Aquelas pessoas e aquela praia! Eu já tinha visto aquele cenário, eu já tinha estado ali… Há um ano! Quando observei a janela do lado do Paulo, perscrutei com o olhar algo que não ansiava e nem esperava ver tão cedo. A casa verde das portadas brancas… Ai, que sensação de nostalgia, de saudade… Era a casa dele! Pela primeira vez em quase três semanas, estava o mais perto dele que me era possível tendo em conta as condições em que a nossa relação, ou melhor… a nossa não-relação, se encontrava. Um aperto enorme conseguiu o meu peito e quanto mais aquela imagem de tornava nítida, mais a minha respiração teimava em tornar-se atabalhoada e irregular.
- Pare o carro! – ordenei, num sufoco estrangulado pelo desespero do impasse em não saber o que fazer
- Está tudo bem, menina? – Paulo, que se encontrava do meu lado esquerdo, segurou-me imediatamente pelo braço e observou-me, de modo a entender se me estava a sentir mal – Está a sentir-se bem?
- Espere só um pouco… - comandei o motorista e este limitou-se a desligar o carro, surgindo depois um silêncio tenebroso, que dominou por completo o ambiente
- Menina, que se passa? – o meu segurança agitou-me levemente na esperança, que eu o olhasse, mas no entanto encontrava-me bem mais interessada em observar a casa verde tão familiar, que se prostrava diante dos meus olhos, tentando adivinhar o que se passaria no seu interior
Encarei aquilo como um sinal do destino… Primeiro o convite de Belle e depois o ter chegado ali por pura coincidência, sem nunca o ter solicitado ao motorista, que guiava o carro onde me deslocava. Tirei a mala, que durante toda a viagem seguira no meu colo de cima do mesmo e precipitei-me para fora da viatura.
- Adriana, onde é que vai? – fui interceptada pela voz de Paulo e pelo seu enorme corpo, que me barraram qualquer movimento
- Paulo, entre no carro, eu venho já! – tentei tirá-lo da minha frente, mas se eu seguia para a esquerda, ele também, se eu seguia para a direita, ele acompanhava-me os movimentos e assim sucessivamente – Paulo, pára já com isso! – vociferei de modos alterados e perdendo assim toda a compostura, mas estava desejosa por alcançar os muros daquela casa e por fim transpor aquele portãozinho
- Mas onde é que a menina vai?
- Eu vou àquela casa… Preciso de dois minutos, só isso! É só isso que peço…
- Então eu vou consigo! – sugeriu de forma altiva e como se quem possui-se ali o poder de ordem fosse ele e não eu
- Paulo, quem manda aqui sou eu… Pode ser mais velho, mas trabalha para mim, por isso enfie-se no carro, que eu só demoro dois minutos, prometo!
- Não, lamento imenso, menina, mas tenho ordens da Dona Alice para não deixar…
- Paulo, está-me a irritar com essa conversa… - olhei em meu redor, respirei fundo e regressei ao olhar temível do meu segurança – Oiça bem o que lhe vou dizer, porque só o irei fazer uma vez e uma vez apenas! – ele quedou-se em silêncio esperando para ouvir as minhas palavras – Você vai sair-me da frente, enfiar-se neste maldito carro e deixar-me ir… - quando senti que ele iria quebrar o meu discurso, apressei-me a prossegui-lo – E eu vou demorar dois minutos e só dois minutos apenas, para depois estar de regresso e seguir viagem… Estamos entendidos?
- Sim, menina… - por incrível que pareça ele acabou por ceder, o que nos primeiros segundos me deixou estupefacta, mas orgulhosa das minhas capacidades de persuasão – Mas aguardo-a junto do carro…
- Mas deste lado da estrada! – forcei ali um negócio, onde era mais que óbvia beneficiária
- Sim… Dois minutos, depois vou buscá-la! – alertou-me imediatamente
- Sim… Volto já! – esbocei um sorriso de agradecimento e passei aquela estrada numa correria infernal
Uma sensação de Deja Vu assaltou a minha memória… As vezes que passara aquela estrada ainda se avivavam em mim. As vezes que sentira os meus cabelos sobreporem-se aos meus traços, fazendo-se acompanhar de uma doce maresia, que baptizei como sendo somente brasileira, ainda tocavam a minha pele… E todas as vezes que o fizera com ele do meu lado, segurando-me a mão de forma a guiar-me até sua casa. Depois da felicidade do passado, um nó impulsionado pelo presente, atou o meu estômago e não me deixou alegrar mais aquele dia. Um burburinho emanava de dentro dos quatros muros, uma mistura de vozes, conotadas pelo sotaque brasileiro, juntamente com um sambinha delicioso como música de fundo. Afinal era aquela a sensação de quando nos sentimos em casa… Pé ante pé aproximei-me do portão, mas não resisti e detive-me observando por cima do muro, as pessoas que davam vida àquele espaço exterior. Apesar de estar de saltos coloquei-me em biquinhos de pés, mas nem isso foi o suficiente para que me vissem, pois do lado de fora do muro uma enorme árvore ensombrava a minha visão.
- Há coisas que não mudam… - confessei a mim mesma, enquanto me deliciava com aquele quadro que se estendia bem na frente dos meus olhos
Ao fundo do jardim, uns primos de David tocavam instrumentos e davam som àquele samba que eu escutara pela primeira vez, poucos segundos antes. A criançada andava de roda da piscina entre palhaçadas, apesar de estar quase a escurecer, e os mais velhos encontravam-se perfeitamente entretidos, entre dois dedos de conversa e a mesa de matraquilhos e snooker. O meu olhar identificou todos aqueles que me tinham sido apresentados há um ano atrás e mais facilmente o fiz com a Dona Regina, o Sr. Ladislau, a Belle e o marido. Um sorriso tomou a minha face e uma brisa aqueceu o meu coração, aquela era e seria sempre, independentemente da minha história com David, uma família pra mim.
- Cuidado, crianças! – alertou a sempre atenta mãe de David
- Sim, tia Rê! – responderam todos num uníssono perfeito e engraçado, e jogaram-se na água entre acrobacias desalinhadas
O meu coração ansiava por uma só pessoa, apesar desta não se encontrar presente, mas queria tanto puder abraçá-los… Queria tanto rever e falar com aquelas pessoas que há já tanto tempo não via. Os meus pés simplesmente seguiram as pisadas do coração e direccionaram o meu corpo para o portão, que acabei por não transpor inicialmente.
- MÃE! – aquela voz… aquela bendita voz, que durante aqueles dias tanto havia atormentado os meus sonhos – OH MÃE! – as minhas mãos já se encontravam no ferro forjado do portão, mas não foram capazes de o empurrar
- QUE É, DAVI’?
- Ah… Finalmente encontrei a senhora! – o seu jeito protector e carinhoso, pelo qual sempre fora conhecido, veio ao de cima, quando rodeou os ombros da Dona Regina e lhe beijou o topo da cabeça
- Precisa de alguma coisa, meu anjo?
- Tô com fome… Ainda falta muito pro jantar ficar pronto?
- Não… Talvez mais uns dez minutos! – a mão dela traçou o rosto dele e um sorriso maternal acolheu seus lábios – Vai brincar com os meninos que logo logo o jantar tá saindo!
- E aí, mulecada? – aquela animação eu não lha via desde que as notícias da sua saída do Benfica, haviam abalado a nossa relação – Há aí um espacinho pra mim na piscina?
- Vem, Davi’, vem! – imploraram alegremente pela presença dele e este acabou por lhes conceder
Despiu a t-shirt negra que envergava, livrou-se das enormes havaianas e jogou-se naquelas águas agitadas, pelas brincadeiras dos meninos pequenos. Num movimento quase que automático, vi o Lucas abeirar-se do pescoço dele e permanecer então no seu colo. A partir daí desejei não ter visto mais nada… Ele estava feliz… Tão, mas tão feliz… Brincava com os meninos, sorria, gargalhava e claramente não o fazia por obrigatoriedade, mas como é que conseguia? Como é que ele conseguia estar assim separado de mim? Quase sem dar conta os meus olhos começaram a ficar nublados pelas lágrimas que rapidamente se preparavam para cair. Olhei para trás de modo a certificar-me que o carro e os meus seguranças ainda se encontravam lá à minha espera e vi o Paulo já se preparando para me ir buscar ao outro lado da rua. Foquei novamente as minhas atenções no jardim e quando dei conta tinha os olhos da Dona Regina cravados nos meus. Num acto de estúpida imprudência e descuido fui apanhada nas malhas do destino, que teimavam em arrastar-me até àquela família, até ele… Não podia ser descoberta, não podia! Não podia entrar naquela casa, não podia deixar que ele me visse, não podia destruir aquela sua felicidade… Não podia e não tinha esse direito. O meu indicador ergueu-se junto dos meus lábios em sinal de silêncio e apenas assim ela compreendeu a mensagem: ignorar-me. Ambas olhámos David, que sorria afavelmente, como não devia fazer há muito, e encarámo-nos uma última vez… Tanto eu como ela soubemos o que foi dito naquelas palavras silenciosas. Tanto foi dito, tanta coisa acordada e somente nós saberíamos. Acenei-lhe e mandei pelo ar um beijinho, adornado por um sorriso triste. As lágrimas caíam-me a pique pelo rosto, mas precisava desaparecer dali… Agora é que nunca mais equacionaria correr atrás dele, agora é que nunca mais tentaria reconstruir a nossa felicidade. Não olhei para a estrada, mas ainda assim passei-a a correr, tendo sido apanhada no caminho por Paulo, que já se encontrava a meio-percurso para me ir buscar.
- Menina…! – proferiu assim que reparou no meu estado lastimável
- Não, Paulo… Agora não!
O meu passo apressado só estagnou quando joguei o meu corpo combalido e inerte no banco traseiro do automóvel. Queria parar de chorar e não conseguia, queria ter forças para seguir em frente como ele, mas infelizmente não as tinha. Respirei fundo, tentei acalmar aquele soluçar aflitivo e observei o condutor pelo espelho retrovisor.
- Siga… Eu tenho um avião para apanhar! – alertei de forma fria e desgostosa, talvez porque uma parte de mim tivesse achado que iria permanecer naquela casa alguns dias como acontecera no Verão passado
O meu corpo retraiu-se a um canto e assim segui até ao aeroporto, com o rosto cheio de lágrimas e o queixo a tremelicar de tanta mágoa. Embarquei sem olhar mais para trás e prometendo a mim mesma uma coisa… Era hora de seguir em frente!



Antes demais quero aproveitar para agradecer o avultado número de comentários que me têm deixado nos últimos capítulos, é muito importante receber todo esse apoio! :)
Por isso aqui vos deixo mais um capítulo, espero que gostem e não se esqueçam de continuar a aumentar o número de comentários à história!
Beijinhos a todas as minhas queridas leitoras! :)
Drii

35 comentários:

entreamigas disse...

Nem sei que te dizer menina dri... nestes ultimos capitulos tens conseguido deixar-me com as lágrimas nos olhos. Tanto sofrimento não faz bem a ninguém e tu consegues transmitir esse sofrimento de tal maneira que parece que nós leitoras estamos a assistir a tudo isto sem poder fazer nada, sem poder dar um abraço confortante ou apenas dizer-lhe algumas palavras amigas... estou mortinha para que os juntes, mas algo me diz que ainda demora...

Mts bjs minha linda :P

Clara

Anónimo disse...

Amei!
Lindooooo!
Mas eles separados? Não, não pode ser!
Ele tem de saber que ela está aqui!
oh :(
Quero mais!
Beijinhos

Anónimo disse...

Chorei tanto a ler isto, escreves mesmo bem.
Quero o David e a Adriana juntos, sim?

Ana disse...

adorei...

quero mais... so espero que eles se entendam

continua...

P.s.do dia 11 ate 21 nao vou poder ler nem comentar a tua fic, vou de viagem para madrid, mas quando voltar comento...

Tania disse...

Fantastico !
Esta emocionante como sempre, sempre anciosa pelo proximo.
beijinho

Catarina disse...

Ja nao consigo ver a adriana e o david separados ... Agora era uma boa altura para os juntares XD
Cada vez mais viciada na tua fic =P
Fico à espera do proximo!
Bjs

Anónimo disse...

Perfeitoo , Muito Perfeito !
Mais pra ficar ainda mais perfeito só falta esses dois ficarem juntos novamente ... Vou esperar anciosamente pelo próximo meu amor (L)
Beijoos !

Anónimo disse...

Oie Oie (:

Adoreiiii :


Tens de os juntar rapidinho :)


Quero mais *_*




Beijinhos*

Annie disse...

Chorei no fim deste capítulo. A parte em que ela manda "calar" a dona rê é sem dúvida a que mais me emocionou e a que me fez acreditar que esta história era real, e que estava a passar diante dos meus olhos.
Não os deixes muito tempo assim, afastados, sem falarem. Oh :( não mete piada vê-los sofrer, assim.
Ele tem de saber que ela ainda o ama e que esteve a menos de dez metros dele. Ele tem de perceber as atitudes da nossa menina :/

Alexandra Reis disse...

LINDO! MAGNIFICO! e isto nem se compara à grandiosidade do capitulo. está msm bonito...
espero bem que eles se entendam depressa :)
Beijão!

Anónimo disse...

TENS KE POR MAIS RAPIDO PK SENOA TEM MUITAS REPETISOES MAS ADDDDDDDDDDDDDDDDPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Unknown disse...

Linda estou a adorar estes capítulos, aliás como todos os outros.

A forma como escreves deixa-me "com os cabelos em pé" estou a ler e a imaginar o sofrimento destas alminhas!

Quero mais, já sabes como amo aquilo que escreves

Beijocas minha linda :)

Anónimo disse...

Lindo demais :')
agora ela volta para tras e vai ter com ele (a)
Queria pedir-te um favor, manda a musica para o meu mail, porque nao gosto das que têm o rap no meio.
mail: joana_slb787@hotmail.com
Obrigada linda ... continua assim :)

Ana Sousa disse...

Primeiro, desculpa não andar a comentar but, I Love this *-*
Mesmo!
Cada capitulo... Tão lindo, meu Deus!
Ansiosa pelo resto t.t
Beijinhos minha linda :)
Ana Sousa

Sóh Isabel disse...

Driii...minha linda!
Adorei de paixão!
Tens um talento incrível e estou ansiando mais :)
Despacha-te ;P

Mary disse...

Olha, sabes uma coisa? Apetece-me tanto chorar!
Fogo, pah! Adorei o capítulo!
Estou ansiosa pelo próximo!
Bjs

Jéssica disse...

Acho que já está mais do que na altura de o David correr atrás da Adriana :)

Parabens e é altura de seguir em frente, os dois

ElsaNeves disse...

Cada vez se torna mais dificil comentar porque estou sempre a repetir-me, mas é a pura verdade. É lindo, fantástico o capitulo.
Cada cena que descreves envolve-me por completo, é impossivel não me emocionar. Parece real.
Sabes muito bem que o que quero é vê-los juntinhos, já sei que demora, porque é assim mas a ansiedade de ler o próximo capitulo é sempre a mesma ou maior. Não dá para desligar de modo algum da tua fic, estou presa na tua "teia" Dri.
Brutal!!!
Quero mais rapidinho por favor.
Beijinhos.

Bianca. disse...

Está excelente! Aquele momento na casa da D.Rê, pra mim, foi mesmo arrepiante! :')
Adorei!
Continua.
Beijo :)

ChanaSilva disse...

Está espetacular, espero que continues assim :)
estou à espera do próximo capitulo :)
Beijinhos
PS: ainda estou a começar a minha fic, mas espero que passes por lá :) ( www.quandooamoreumaloucura.blogspot.com )

Anónimo disse...

Parabéns pelo capitulo :)continua

Anónimo disse...

que lindo Drii .puseste-me a chorar

Anónimo disse...

oh que lindo...eles deviam ter-se encontrado.
parabéns, mais uma vez emocionaste-me.
continua com o trabalho fantástico que tens feito e não leves muito tempo a postar o próximo capitulo :)

bjx*

Castro disse...

Mais um capitulo emocionante, é fantastico como por momentos parece que somos nós que estamos a viver esta hístória.
Acho que realmente está na hora de acabar com este sofrimento, eles não merecem.
Beijinho e Parabens pela fic.

Diana Ferreira disse...

que mais hei-de dizer minha linda? está simplesmente fantástico e começo a ficar desesperada com esta história, quero ver o david e a adriana juntinhos de novo, sim?? :)

fico a aguardar o proximo, nao demores muito! :p

beijinhos =)

Anónimo disse...

Muito fixe, esperamos por mais :)
Já agora com se chama a nova música?

Anónimo disse...

lindo..
continua :)

Anónimo disse...

que lindooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo :)

Anónimo disse...

está mesmo espectacular a sério :D

Raah disse...

Tou a morrer de ansiedade, tou desejande de ver os proximos capitulos ! xD

Anónimo disse...

que programa usas para as imagens??
já agora o nome da música :P

Tenho a dizer que sigo estar historia desde o inicio e é viciante.Parabens por este trabalho !

Raquel

Ritááá disse...

Está lindo como sempre! É sempre com uma enorme vontade que venho ler um novo capítulo, e tenho a dizer-te que me surpreendes sempre!
Continua!
P.S- vê se os voltas a juntar :p
Beijinho
Ritááá xD

Anónimo disse...

Quando é que publicas mais, estou "em pulgas"! :S
A história está mesmo fixolas!

Anónimo disse...

oh...:( ainda não é hoje que publicas o novo capítulo.

momo disse...

mais pff

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