Aquele momento constrangedor durante o jantar tinha-me deixado sem jeito. Eu percebi que a pequena Sofia não tinha feito de propósito mas eu não pude deixar de me sentir um pouco aborrecida com a situação apesar de toda a felicidade que senti com o pedido de Sofia, era um privilégio saber que ela gostava de mim até aquele ponto e que o Luisão e Brenda confiavam em mim para desempenhar aquele papel.
Mas aquilo não apagava aquilo que aconteceu.
Acho que os pais dele já tinham percebido claramente que eu era a namorada dele.
Estavam todos os convidados lançados na pista de dança e David estava à conversa com a Inês, Ruben, os seus pais e o Gustavo. Ele estava lado a lado com os pais e ia-me lançando alguns olhares que eu teimei em não corresponder.
- Quero um Malibu-cola por favor! – pedi ao barman e encostei-me ao balcão
Ele demorou alguns segundos a misturar a bebida e eu aproveitei para observar a sala. Alguns casais dançavam, outros conversavam, a pequena Sofia brincava com umas bonecas na companhia da Andreia, que como sempre estava carinhosa, eu desconfiava que ela iria dar uma excelente mãe. Sorri ao ver o quão ternurenta ela era com Sofia.
Os meus pensamentos foram interrompidos pelo barman que pousou a bebida à minha frente.
- Aqui tem! – disse-me sorrindo educadamente
- Obrigada – agradeci forçando um sorriso
Dei um gole na palhinha e senti uma mão quente pousar-me nas costas. Pelo tamanho e pelo toque pude adivinhar que era David.
- Não fica grilada com aquilo não! Os meus pais vão fingir que não ouviram nada… Relaxa! – ouvi a voz dele muito próxima do meu ouvido e virei-me para ele apoiando o cotovelo no balcão
- Mas foi chato… Constragedor… - revelei-lhe aborrecida tentando manter o meu rosto o mais afastado possível dele
- Não fica assim não! Vem cá! – ele puxou-me para perto dele
- David, olha aí… - adverti-o tentando manter-me longe mas não consegui
A sua mão quente desceu desde o topo das minhas costas até ao fundo das mesmas, conseguia sentir a respiração dele nas maças do meu rosto, sorri-lhe. O toque dele acalmava-me sempre.
- Deixa eu viver esse momento com você… Esquece os meus pais. Eles mesmo que vejam a gente juntos não vão falar nada! Deixa eu beijar você! Por favor! – pediu-me ele aproximando o seu rosto do meu fazendo uma caricia leve com o seu nariz na mina bochecha
- Tu és muito mimado! – acusei-o rindo-me, passei-lhe a mão pelo rosto, deixei-a subir até aos seus cabelos desembaraçando alguns caracóis e ele riu-se num trejeito traquina
- Você que me acostumou mal! Culpa sua! – ripostou e eu perdi todos e quaisquer argumentos
- Tens razão! Culpada! Mas não me importo de te mimar assim… Mereces! – passei-lhe a mão pelo rosto e com as pontas dos meus dedos contornei-lhe os lábios
- Desse jeito você acaba comigo! É a minha perdição! – desabafou rindo
- Hum… É uma boa pessoa por quem te perderes! – brinquei e ambos nos rimos, o silêncio instalou-se e fixámos o olhar um no outro
- Só um beijo vai… - implorou num olhar doce e eu abanei a cabeça levemente negando-lho – Por favor… Unzinho… - ele insistiu
Eu cedi, não havia como não ceder àquela carinha de anjo, de olhos arregalados que me imploravam por um carinho que fosse. Eu amava-o e ele tinha razão, eu tinha de permitir a ambos viver aquele momento, lado a lado.
- Tás à espera de quê? – perguntei sorrindo-lhe levemente e ele acompanhou-me
Eu sabia que David era suficientemente grande para me cobrir, e que assim os pais dele pouco veriam do beijo o que me tranquilizava muito mais. Ele estava de costas para eles e tapava a nossa troca de carícias por completo. Suspirei de alívio contra os lábios dele.
- Te amo por demais, minha perdição! – sussurrou contra os meus lábios
Os lábios quentes dele tocaram a minha boca nervosa. Mas bastou-me isso.
Isso, e só isso para os meus lábios, que estavam tensos numa linha perfeita, se desfazerem num sorriso na calmaria dos seus lábios.
As nossas bocas estavam esborrachadas uma contra a outra.
A língua dele passou atrevidamente no meu lábio inferior e eu senti-me corar de vergonha com medo que os pais dele vissem. Ele quebrou o beijo e sorriu perante o meu nervosismo.
- És muito louco, tu! – afirmei ciente do que ele acabara de fazer e afastei-me do balcão virando-me de frente para David, de lado para o sitio onde os pais dele estavam e ele seguiu-me o gesto
- Louco, sim! Por você! – confessou sorrindo
Senti os braços de David enlaçarem a minha cintura, tentei retrair-me mas não deu.
O toque de David já era demasiado natural. ~
Apercebi-me de uma coisa, eu não tinha de me apresentar aos pais do David como namorada dele mas também não tinha de me coibir de trocar caricias com ele, até porque aquilo se estava a tornar uma tortura muito pouco suportável.
Senti os meus pés deixarem o chão, quase sempre que ele me abraçava era necessário fazê-lo devido á nossa diferença acentuada de alturas.
Senti os lábios macios dele contra o meu pescoço, estremeci e ele abafou uma gargalhada no meu pescoço.
- Safado! – acusei-o ao ouvido
- Apaixonado, é o que é! – foi a única resposta que me deu e foi a única que precisei de ouvir
Sorriamos um para o outro, e eu cometi o enorme erro de olhar na direcção dos pais dele, eles olhavam-nos. Eu senti-me congelar, talvez aquela não tivesse sido a melhor decisão. Acho que o David se apercebeu das minhas inseguranças e por isso me apertou mais contra o peito dele.
O meu corpo gelou, os meus ombros contraíram-se e os meus lábios cerraram-se. Tinha entrado num estado de nervosismo tal tentando imaginar o que passava pela cabeça da mãe dele.
Em alguns segundos ela esclareceu as minhas dúvidas. Não tive bem a certeza inicialmente pois ainda estávamos relativamente longe mas pude ver, juro que sim, os cantos da boca da mae dele subirem ligeiramente e seguidamente rasgarem-se num sorriso. Não pude conter sorrir também, não sei se aquilo tinha sido uma aprovação, mas enterrei a minha cabeça no ombro de David com uma certeza. A única que me acompanhou neste último mês: eu amo-o!
Mas aquilo não apagava aquilo que aconteceu.
Acho que os pais dele já tinham percebido claramente que eu era a namorada dele.
Estavam todos os convidados lançados na pista de dança e David estava à conversa com a Inês, Ruben, os seus pais e o Gustavo. Ele estava lado a lado com os pais e ia-me lançando alguns olhares que eu teimei em não corresponder.
- Quero um Malibu-cola por favor! – pedi ao barman e encostei-me ao balcão
Ele demorou alguns segundos a misturar a bebida e eu aproveitei para observar a sala. Alguns casais dançavam, outros conversavam, a pequena Sofia brincava com umas bonecas na companhia da Andreia, que como sempre estava carinhosa, eu desconfiava que ela iria dar uma excelente mãe. Sorri ao ver o quão ternurenta ela era com Sofia.
Os meus pensamentos foram interrompidos pelo barman que pousou a bebida à minha frente.
- Aqui tem! – disse-me sorrindo educadamente
- Obrigada – agradeci forçando um sorriso
Dei um gole na palhinha e senti uma mão quente pousar-me nas costas. Pelo tamanho e pelo toque pude adivinhar que era David.
- Não fica grilada com aquilo não! Os meus pais vão fingir que não ouviram nada… Relaxa! – ouvi a voz dele muito próxima do meu ouvido e virei-me para ele apoiando o cotovelo no balcão
- Mas foi chato… Constragedor… - revelei-lhe aborrecida tentando manter o meu rosto o mais afastado possível dele
- Não fica assim não! Vem cá! – ele puxou-me para perto dele
- David, olha aí… - adverti-o tentando manter-me longe mas não consegui
A sua mão quente desceu desde o topo das minhas costas até ao fundo das mesmas, conseguia sentir a respiração dele nas maças do meu rosto, sorri-lhe. O toque dele acalmava-me sempre.
- Deixa eu viver esse momento com você… Esquece os meus pais. Eles mesmo que vejam a gente juntos não vão falar nada! Deixa eu beijar você! Por favor! – pediu-me ele aproximando o seu rosto do meu fazendo uma caricia leve com o seu nariz na mina bochecha
- Tu és muito mimado! – acusei-o rindo-me, passei-lhe a mão pelo rosto, deixei-a subir até aos seus cabelos desembaraçando alguns caracóis e ele riu-se num trejeito traquina
- Você que me acostumou mal! Culpa sua! – ripostou e eu perdi todos e quaisquer argumentos
- Tens razão! Culpada! Mas não me importo de te mimar assim… Mereces! – passei-lhe a mão pelo rosto e com as pontas dos meus dedos contornei-lhe os lábios
- Desse jeito você acaba comigo! É a minha perdição! – desabafou rindo
- Hum… É uma boa pessoa por quem te perderes! – brinquei e ambos nos rimos, o silêncio instalou-se e fixámos o olhar um no outro
- Só um beijo vai… - implorou num olhar doce e eu abanei a cabeça levemente negando-lho – Por favor… Unzinho… - ele insistiu
Eu cedi, não havia como não ceder àquela carinha de anjo, de olhos arregalados que me imploravam por um carinho que fosse. Eu amava-o e ele tinha razão, eu tinha de permitir a ambos viver aquele momento, lado a lado.
- Tás à espera de quê? – perguntei sorrindo-lhe levemente e ele acompanhou-me
Eu sabia que David era suficientemente grande para me cobrir, e que assim os pais dele pouco veriam do beijo o que me tranquilizava muito mais. Ele estava de costas para eles e tapava a nossa troca de carícias por completo. Suspirei de alívio contra os lábios dele.
- Te amo por demais, minha perdição! – sussurrou contra os meus lábios
Os lábios quentes dele tocaram a minha boca nervosa. Mas bastou-me isso.
Isso, e só isso para os meus lábios, que estavam tensos numa linha perfeita, se desfazerem num sorriso na calmaria dos seus lábios.
As nossas bocas estavam esborrachadas uma contra a outra.
A língua dele passou atrevidamente no meu lábio inferior e eu senti-me corar de vergonha com medo que os pais dele vissem. Ele quebrou o beijo e sorriu perante o meu nervosismo.
- És muito louco, tu! – afirmei ciente do que ele acabara de fazer e afastei-me do balcão virando-me de frente para David, de lado para o sitio onde os pais dele estavam e ele seguiu-me o gesto
- Louco, sim! Por você! – confessou sorrindo
Senti os braços de David enlaçarem a minha cintura, tentei retrair-me mas não deu.
O toque de David já era demasiado natural. ~
Apercebi-me de uma coisa, eu não tinha de me apresentar aos pais do David como namorada dele mas também não tinha de me coibir de trocar caricias com ele, até porque aquilo se estava a tornar uma tortura muito pouco suportável.
Senti os meus pés deixarem o chão, quase sempre que ele me abraçava era necessário fazê-lo devido á nossa diferença acentuada de alturas.
Senti os lábios macios dele contra o meu pescoço, estremeci e ele abafou uma gargalhada no meu pescoço.
- Safado! – acusei-o ao ouvido
- Apaixonado, é o que é! – foi a única resposta que me deu e foi a única que precisei de ouvir
Sorriamos um para o outro, e eu cometi o enorme erro de olhar na direcção dos pais dele, eles olhavam-nos. Eu senti-me congelar, talvez aquela não tivesse sido a melhor decisão. Acho que o David se apercebeu das minhas inseguranças e por isso me apertou mais contra o peito dele.
O meu corpo gelou, os meus ombros contraíram-se e os meus lábios cerraram-se. Tinha entrado num estado de nervosismo tal tentando imaginar o que passava pela cabeça da mãe dele.
Em alguns segundos ela esclareceu as minhas dúvidas. Não tive bem a certeza inicialmente pois ainda estávamos relativamente longe mas pude ver, juro que sim, os cantos da boca da mae dele subirem ligeiramente e seguidamente rasgarem-se num sorriso. Não pude conter sorrir também, não sei se aquilo tinha sido uma aprovação, mas enterrei a minha cabeça no ombro de David com uma certeza. A única que me acompanhou neste último mês: eu amo-o!
15 comentários:
magnifico...
acabas sempre na melhor parte...
quero mais...
posta mais hoje por favor...
continua...
tou completamente viciada e tou adorando a tua fan fic...
Mais um grande capitulo, fantastico.
Muito bom, adoro a tua fic.
Beijinho
ai rapariga...nao tenho mt a dizer.te apenas: fanfic espetacular!! --> e que qero maiSS!!
*)
capitulo disrito com todos os promenores, esse e todos ou outros teus..realmente sabes o que fazes XDD
Adriana, 5 letras : L I N D O !!!
Amei, mesmo, maravilhoso !!
Parabéns!!
Continua
Beijãoooo !!
GDF ^^
( Túnel xD )
lindooo lindoooo lindoooo driii amoooo
Opá... Lindo, adorei
E cm a tua manager já sabia deu para me animar :P LOOL
Deixo um palpite, a seguir vem o ponto de vista do David!!! :P
Ah hoje esqueci-me de te dizer, mas tenho aquilo da fic quase feito :P
Beijinhos :P
estava a ver que ela nunca mais cedia...
fantástico
beijos***
muito booom
continua adoro a tua fic :P
cutchiiiiiii +.+
o que quer dizer grilada? xD
Fantástico já não era sem tempo, estava a ser teimosa xD
Continua ***
Kiss
Grilada quer dizer em "bom" português - passada!
Espero ter ajudado :D
Ohh amei Drii +.+
Cada vez gosto mais da tua história hehe :P
Continua :b
Dri quando chegar o capitulo 100 vamos fazer uma festa... eheheheheh
Tou a brincar mas no capitulo 100 escreve algo hot.loool é so uma opinião ta bem. Adoro a tua fic d+++++++++++++++++++...
Bjao fc bem
Amei Dri!
Quero mais!!!
A tua fic é fantastica mesmo!
Beijinho
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