domingo, 21 de novembro de 2010

Capítulo 95 - A festa (Parte VII - David)

Capítulo dedicado à Bruna Migueis que amanhã celebra o seu aniversário e é uma fã da fanfic e uma benfiquista a 100%! Muitos Parabéns! :D


Eu abracei ela e a elevei ligeiramente no ar, senti ela desviar o olhar na direcção dos meus pais e por consequência os batimentos do seu coração falharam, apertei-a mais contra mim tentando fazê-la entender que fosse qual fosse a opinião deles sobre ela eu iria estar sempre ali para ela.
Pousei-a no chão.

- Vamo dançar? – perguntei-lhe

-Oh David… - disse num tom de voz molengão

- David nada! Vamo e ponto! – puxei-a pela mão até ao centro da pista de dança onde alguns casais e amigos dançavam

Ela colocou o braço esquerdo em redor do meu pescoço e eu coloquei a minha mão direita na sua cintura. Unimos as nossas mãos livres e colámos os corpos ficando ambos os rostos a centímetros de distância. O pessoal tava tocando uma música que a gente já havia ouvido no pagode da casa do Luisão pouco depois da gente se conhecer.

“Promessas- Sorriso Maroto” http://www.youtube.com/watch?v=dh0jydczxWc
Foi inevitável, ambos recordámos essa festa e sorrimos com as lembranças daquele dia, as melhores e as piores mas ambas nos tinham trazido até ali. Encostei mais o meu corpo ao dela, e juntei o meu perfil com o dela, testa com testa, nariz com nariz, e a gente se olhava assim, loucamente.
- Eu já te conheço é fácil de notar, fica transparente ver no seu olhar, o que está passando na sua cabeça… - vi os lábios dela formarem a primeira frase da música ao mesmo tempo que dançávamos, ela sorriu-me envergonhada

- Se eu não! Estivesse com você, estaria sem ninguém e faço promessas p’ra te provar…Te provar! - cantei baixinho também o inicio do refrão e ela me sorriu com um enorme brilho nos olhos
- Prometo ser fiel a você, te amar com o fogo da paixão, não quero mais ninguém, pode crer e deixo tudo em suas mãos – cantámos ambos sem afastar os nossos rostos um do outro

- Avise a quem queira saber que este amor é p’ra durar p’ra sempre! – finalizei eu fazendo-a rodar

- Amo-te! – confessou ela quando voltou a juntar os nossos corpos

A música acabou e eu e ela voltámos a nos aproximar do balcão. Eu me encostei nele e ela ficou na minha frente, virada de costas p’ra mim deixando o seu corpo se encostar no meu. As minhas mãos circundando a sua cintura pousaram na sua barriga e as mãos dela sobre as minhas entrelaçando os nossos dedos.

- Obrigada por estar aqui! – agradeci-lhe

- Não me agradeças! Era a minha obrigação! – respondeu-me na sua voz doce de sempre

- Não, na verdade é muito mais que a sua obrigação que na verdade não é nenhuma! – confessei sincero

- Como não é nenhuma? Claro que é! – disse-me segura – Sou tua namorada! Tinha de estar aqui!

- Obrigado! – só lhe consegui agradecer

Deixei o meu rosto se enterrar na nuca dela, percorri toda a sua espinha com beijos e senti toda ela se arrepiar. Fui subindo pelo pescoço, até passar pelos cabelos e chegar no topo da sua cabeça.
- Te amo, gata! – disse-lhe sorrindo

Ela não me respondeu e senti a mão dela apertar a minha com mais força.

- Promete que nunca me vai deixar, minha perdição? – pedi-lhe sorrindo

O corpo dela retraiu-se e senti o seu peito soluçar. Espreitei por cima do seu ombro tentando alcançar o seu rosto e vi os olhos dela rasos de lágrimas. Virei-a para mim e pude confirmar que ela se controlava por não chorar as lágrimas que tinha em seus olhos húmidos.

- Prometo! Prometo que nunca te deixo, meu meninão! – disse-me ela encarando-me olhos nos olhos

- Tá chorando porquê? – perguntei-lhe enxugando com o meu polegar uma lágrima teimosa que lhe correu pelo rosto

- Porque nunca ninguém me fez sentir assim... Porque te amo… - disse-me ela já com o choro controlado

- Obrigado! – agradeci
- Estás a agradecer-me por te amar? – perguntou-me ela arregalando os seus grandes olhos que tanto me encantam

- Tou sim, meu anjo! – respondi-lhe

- Não me agradeças por te amar, por te fazer feliz ao ser feliz! – ela me sorriu e enterrou a sua cabeça no meu pescoço

- Te amo! Te amo! – sussurrei no ouvido dela ao mesmo tempo que me curvava enfiando a minha cabeça no meio dos seus cabelos, e aquele cheiro tão familiar, aquele aroma tão doce, e que eu já conhecia tão bem como sendo da minha namorada, aquela que eu amo, me trouxe memórias, memórias tão boas de tudo aquilo que a gente já tinha vivido

- Eu nunca me vou fartar de ti! – disse-me ela abafando umas quantas gargalhadas discretas no meu pescoço

- Vai sim! Vai ver só! – respondi-lhe tentando alcançar a vista do seu rosto

- Não vou não! Tu és aquilo que quero… Não me posso fartar! – sorriu-me e tocou com o seu nariz levemente no meu

- Você é que é perfeita! – fui sincero

- Perfeita eu? Nada disso! Tenho um montão de defeitos! Chata, melga, implicativa, maluca, insegura, manienta… - enumerava com as mãos apoiadas no meu peito

- Linda, maravilhosa, simpática, única, sorridente… - interrompia-a sorrindo

- Uma tonta, paranóica, ciumenta… - continuo enumerando e eu voltei a interrompê-la

- Ciumenta? – perguntei intrigado

- Sim, não devo?

- Não, cê sabe que só tenho olhos p’ra você! – confessei e vi um brilho gigante no olhar dela

- Mas eu em ti confio, não confio é nelas! Pensas que eu não vejo que elas olham?

- Ah, deixa de bobagem!

- Bobagem nada! Com um namorado como tu tenho de ter muito cuidado! Um olho no burro e outro no cigano! – informou gesticulando com a cabeça de um lado para o outro

- Só você, meu amô! Até parece, elas tão nem aí!

- Nem aí uma ova! Elas ficam todas malucas quando te vêm passar, quando te vêm jogar, e quando vêm os teus caracóis a saltitarem, por isso quando se tem um namorado gato como tu tem de se ter muita atenção! – ambos soltámos algumas gargalhadas
- Cê com ciúmes fica uma delícia! – soltei um sorriso descarado e ela passou-me com os seus dedos no meu nariz – Boba! – demos um beijo leve nos lábios

- Vamos ali para ao pé do pessoal, temos de cantar os parabéns que daqui a nada o pessoal começa a ir embora amor… - ela puxou-me por uma mão até junto da mesa onde me deixou a falar com a galera enquanto saiu p’ra ir buscar algo

- Vocês ficam lindos juntos! – me confidenciou Andreia

- Obrigado! – foi a única coisa que consegui dizer porque vi Adriana chegar com um bolo de chocolate na mão, com duas velas acesas
- Parabéns a você, nesta data querida… - ela iniciou os parabéns e todos a seguiram

Ela se aproximou de mim com o bolo na mão, o pousou na mesa que estava na nossa frente e continuava cantando e batendo palmas mas me olhava nos olhos. Não consegui resistir e deixei o meu olhar preso nela até chegar a altura de soprar as velas. Fechei os olhos, deitei uma pequena lufada de ar pelos meus lábios apagando as velas que ardiam a minha mente viajou até os momentos que vivi com ela e pedi um desejo, mas esse eu guardo só p’ra mim, não posso correr o risco de não se realizar.

8 comentários:

Catarina disse...

Amei... adorei...

Continua... estou super curiosa pelo próximo!!!

Depois do que me falas-te...

Bjs da GDF!!!

Bianca. disse...

Bem... M A R A V I L H O S O !! +.+
Amei completamente !
Beijo !
(L)

Rita (miscarúúú) disse...

Ahhhhhh tão lindo!!!!
A serio, imagina ver este capitulo depois de passar a note de domingo a ver 'PS. I love you'... tou para aqui a chorar feita uma madalena!!!
maravilhoso

beijos***

Anónimo disse...

lindo, espectacular...

quero mais...

posta mais hoje por favor...

continua...

tou completamente viciada e tou adorando a tua fan fic...

AnOcass disse...

LINDOOO +.+ ... amei mesmo =DD

Continua :P

Anónimo disse...

Tá espectaular...
Amei, Dri.

Obrigada por me dedicares o capítulo.


Grande grande beijo *.*
Bruna Migueis

Janee disse...

AMEI DRIII *-*

primeiro amei o capitulo e 2º amei o novo design do blog muito giro sim senhor :)

estou cheia de saudades de falar contigo mulher!

beijão.

ElsaNeves disse...

Adoro, já sabes não perco um :)
Estou sp à espera de mais.
Beijinhos

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