domingo, 28 de novembro de 2010

Capítulo 96 - Hoje é um grande dia! (Parte II)

A noite em casa do David deu-me conforto, segurança mas eu agora estava sozinha a subir o elevador do meu prédio.
Sentia-me sozinha e ainda faltavam três andares até ao meu apartamento.
Os momentos da noite anterior invadiram a minha cabeça, como é que eu não tinha sido capaz de me defender? Como é que eu tinha deixado que aquele homem me tivesse tocado daquela maneira tão suja. O elevador deu sinal e eu saí, abri a porta da minha casa e entrei.
Pousei a mala no aparador, dei uma olhada pela sala e deixei o meu corpo tombar sobre o sofá.
Sentia-me vazia, o meu corpo doía por dentro em sítios que eu desconhecia que tinha.
O meu telefone tocou e eu apenas tive de me esticar para o alcançar sobre a mesa de apoio.

- Sim? – atendi não reconhecendo a voz

- Adriana? – perguntaram do outro lado do telefone

- Sim, sou eu! Quem fala?

- Sou eu! A Professora Cláudia! Eu liguei para o teu telemóvel mas estava desligado…

- Pois, roubaram-me o telemóvel ontem professora… -informei

- Mas está tudo bem contigo?

- Sim tudo óptimo! Mas a professora precisa de alguma coisa? – perguntei curiosa

- Ó Adriana tu não te lembras mesmo pois não? – perguntou-me

- O quê?

- Adriana, hoje ás duas e meia temos apresentação da turma de dança aos pais e amigos…


Eu gelei, havia-me esquecido por completo, tinha faltado ao treino da manhã e senão fosse a minha professora a ligar-me nem poria lá os pés.

- Eu esqueci-me! Esqueci-me completamente! – revelei num tom de voz agonizada – Nem avisei os meus pais nem nada! Não vou lá ter ninguém a ver-me!

- Lamento Adriana mas sabes bem que tens de vir á mesma… - informou-me

- Sim eu sei professora… Aí estarei! Até logo!

- Até logo! – e desliguei o telefone.

Fui até ao meu quarto, tomei um banho e vesti uma roupa simples, tinha de ir á esquadra, comer qualquer coisa, ir á escola, e ver se ainda tinha tempo de ir comprar um telemóvel e com isto tudo não iria ter tempo de passar em casa antes do jogo por isso a roupa que levasse seria já para o jogo.


Depois de me vestir, tirei o meu saco de desporto para fora, coloquei lá a minha roupa, as minhas ligaduras e sapatilhas.
Saí na direcção da porta de casa mas fui interrompida pelo telefone da minha casa a tocar novamente.
- Meu amô!
- Olá amor! – parei e sorri por momentos
- Tá tudo bom com você? – perguntou

- Tudo óptimo David mas ainda agora saíste daqui… - relembrei-o

- Eu sei mas era só p’ra saber se você precisa que eu a vá buscar em algum lado ou mande alguém vir buscar você p’ra vir ver o jogo…

- Não é preciso David, mas eu depois falo contigo melhor pode ser? – disse apressadamente

- Tá com pressa?

- Sim!

- Vai onde?

- Olha esqueci-me completamente que tenho apresentação de dança esta tarde aos pais e amigos e nem avisei ninguém e nem fui ao ensaio esta manhã – revelei

- É a que horas meu amô? – perguntou

- Ás duas e meia, por isso tenho de passar a correr na esquadra, ir comer qualquer coisa e seguir para a escola!

- Tudo bem… Então a gente se vê no fim do jogo tá?

- Sim, amor. Espero por ti nos camarotes!

- Tudo bem, beijo! Te amo! – despediu-se

- Eu também! Beijo! – fiz uma breve pausa e completei o discurso – David! – ele aguardou em silêncio – Boa sorte!

- Brigada, minha minininha! Boa sorte p’ra você também! – pela sua voz adivinhei-lhe um sorriso rasgado, daqueles que tanto o caracterizavam

- Obrigada! – sorri e desliguei a chamada

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Cheguei à escola, era uma da tarde, ainda não tinha almoçado mas já tinha passado pela esquadra. Apresentei queixa, tive de fazer a descrição física do homem e preencher um monte de papéis mas eu sabia que aquilo não ia dar em nada. Dizem que a justiça não tarda mas neste país tem tendência a nem se fazer.
Entrei pela porta principal mas tomei um atalho directo aos bastidores. A primeira pessoa que vi foi Diogo, mal nos falávamos e o ambiente entre nós era sempre muito pesado mas somos bons profissionais e como tal aprendemos que tínhamos de saber trabalhar juntos não deixando os problemas pessoais interferir nos pessoais. Olhei-o e apenas acenei com a cabeça. Na minha frente surgiram rapidamente Ana, Kika, Catarina e Débora. Vinham lançadas na minha direcção.


- Adriana? – gritou Débora

- Estamos quase na hora! – gritava Kika ao mesmo tempo

- Tens de te arranjar – rematou Catarina também gritando ao mesmo tempo

- Hey! – todas se calaram – Acalmem-se! Eu sei que estou atrasada mas eu nem comer comi por isso respirem, mantenham-se calmas porque eu também estou! – assegurei e sai em direcção aos camarins virando-lhes costas sem ouvir mais nenhuma palavra

Eu dividia camarim com Débora e Catarina, elas entraram mas não disseram nada. Eu soltei o meu cabelo encaracolado e dei-lhe uns suaves jeitos com o ferro. Coloquei um tom forte nos olhos e deixei os lábios simples. Vesti o meu vestido e coloquei as ligaduras no pé esquerdo.
Senti que elas me observavam pelo espelho mas não diziam nada.

- Tenho alguma coisa na cara? – elas negaram com a cabeça – Estou mal? – elas repetiram o gesto – Então? – perguntei enervada

- Ainda não viste? Eles não vieram contigo? – perguntou Catarina

- Eles? Comigo? Mas quem? Vocês tão loucas? – perguntei elevando-me da minha cadeira

- O David… - disse Débora timidamente

- …e os pais dele e mais alguns do grupo… - acrescentou Catarina

- O David? O meu David? – perguntei entusiasmada

- Sim, quem é que havia de ser? – perguntou Catarina – Estão lá fora, na terceira fila… São mais que as mã…


Não a deixei acabar a frase e saí na direcção do palco.
Passei a correr pelo Francisco que treinava as elevações e quase o derrubei mas já longe ainda gritei um “Desculpa!”.
A sala ainda estava vazia, apenas eles junto da terceira fila e os pais de Catarina e de Débora falando no fundo da sala. Não hesitei, saí de trás das cortinas e corri, atravessei o palco numa correria frenética e atirei-me. Ao sentir o chão novamente continuei a correr e atirei-me nos braços de David que entretanto notara a minha presença e deixara um sorriso acompanhar o brilho do seu olhar. Abracei-o com todas as minhas forças enquanto ele me elevava ligeiramente do chão. Ele pousou-me no chão e eu pude ter uma visão de quem estava atrás dele, vi todos os amigos do grupo inclusive Bianca, Paula, Inês, Andreia e Brenda, elas eram talvez as pessoas de quem eu era mais próxima.
Abracei-as a todas muito feliz o último que se seguia na fila era Ruben. Ele agarrou-me ao colo e eu ri-me.


- Sempre a provar que sou baixinha! – brinquei e todos se riram – O que é que vocês estão aqui a fazer? – perguntei retomando o meu lugar ao lado de David, passando-lhe o braço em torno da cintura

- O David fez-nos um convite de última hora e nós não hesitámos! – esclareceu Bianca num grande sorriso

- Tu não existes! – exclamei olhando-o nos olhos, estes brilhavam apesar de ele não dizer nada
- Existe! Acredita que existe! Tens aí um homem e pêras! – disse divertida Paula

- Pelo menos lá grande ele é! – salientei eu

- Pena não ser grande coisa! – brincou Ruben, todos se riram perante a falsa irritação de David

- Não fala assim de mim, babaca! – reclamou tirando por breves segundos a mão da minha cintura para lhe dar uma belinha na nuca

Ouvi uma voz que me era estranhamente familiar cruzar o ar, era Diogo. Senti os músculos de David contraírem-se de tensão.

- Adriana? – ele surgiu atrás de nós

- Sim… - virei-me para ele e o David acompanhou-me o movimento – Precisas de alguma coisa?
- Não, só que a professora já ouviu dizer que não comeste e pede-te que vás comer algo para não te sentires mal… - informou

- Ok, obrigada! – respondi-lhe com um certo desprezo e virei-me de novo para os meus amigos

Senti que David estava aborrecido e olhei-o. Apertei-o contra mim e sorri-lhe discretamente mas ele não me correspondeu e manteve o seu ar sisudo.
A conversa prosseguia animada no grupo por isso aproveitei, coloquei-me em bicos de pés e com a minha mão puxei a cabeça de David para baixo obrigando-o a ouvir-me.


- Vais ficar assim comigo porquê? – perguntei ao seu ouvido e olhei-o nos olhos esperando uma reacção

- Assim como? – perguntou num sussurro perfeito contra a minha orelha

- Assim… Chateado… Com esses olhos, sem sorriso… - estiquei-me novamente em pontas de pés para chegar ao ouvido dele

- Não vou ficar assim não, só não me agrada ter esse cara por perto… - constatou ciumento

- Eu estou contigo não estou? Então? Que importa com quem danço, ou falo? Esquece isso! – pedi ao seu ouvido e quando o encarei vi novamente um sorriso no seu rosto – Assim gosto mais! – disse sorrindo também

Ele precipitou os seus lábios na minha direcção mas eu virei a cara, permitindo-lhe apenas um beijo na minha face direita. Ele percebeu que haviam mais pessoas no auditório e se queríamos manter aquilo público era melhor termos em atenção as demonstrações de afecto.
Retribui-lhe o beijo no rosto, com um outro na sua face quente mas mais demorado, mais apaixonado.

- Te amo, viu? – perguntou-me sorrindo

- Eu também! – passei-lhe a mão nos caracóis e ele fez uma cara com jeito de menino pequeno travesso – Tenho de ir comer qualquer coisa antes da apresentação! Já volto! – informei todos e saí correndo na direcção do bar

Voltei com meio pão com fiambre na mão, era o máximo que conseguia por no estômago a uma hora daquelas.

- Vai comer só isso? – perguntou David preocupado

- Sim!

- Isso é muito pouco…

- Oh, está óptimo! Olha tenho de ir para dentro, tenho de ir aquecer…
- Tudo bem! Vai lá! Boa sorte! – sorriu-me e eu vi nos lábios dele a vontade de me beijar, e eu estava igual mas tive de me conter

- Boa sorte! – desejaram todos

- Boa sorte, minha filha! – desejou a Dona Regina e um arrepio percorreu-me o corpo~

Não estava à espera que ela me disse-se aquilo individualmente e sorri de alegria.

- Obrigada! – agradeci tentando conter as lágrimas e corri até entrar nos camarins


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- Tás pronta? – perguntou Diogo surgindo por trás de mim

- Sim, estou! – confirmei segura.


A apresentação correu bem e todos pareceram gostar do trabalho que toda a turma preparou apesar de ter sido evidente os aplausos frenéticos durante toda a apresentação minha e de Diogo.
Saí do palco depois dos agradecimentos e vesti-me. Despedi-me do pessoal e fui até junto dos outros.

- Nossa, cê foi show de bola! – elogiou Luisão num sorriso que lhe provocava uma covinha muito engraçada na bochecha

- Obrigada! – agradeci envergonhada

- Viu, mãe? Eu não falei p’ra você que ela era nota dez? – disse David na direcção da mãe e eu fuzilei-o com o olhar

- Nota dez? Nota mil! Cê teve muito bem! Além de ser uma menina linda é muito talentosa! – elogiou-me e eu corei

- Obrigada, Dona Regina! – sorri discretamente

- E aí, gata? Quer que eu te deixe já no estádio? – perguntou-me David

- Hum… Eu ainda tenho de ir ao colombo ver se compro um telemóvel novo e peço segunda via do meu cartão… Quero ver se mantenho o mesmo número…

- Mas eu posso te deixar lá… Fica bem perto do estádio!

- Não quero dar trabalho… - informei sorrindo

- Dá trabalho nada! Vem que eu te deixo! – ele puxou-me por uma mão e seguimos atrás de todos os outros.


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Deixei o saco desportivo no carro dele, e ele seguiu viagem com os pais para o estádio.
Eu devia estar á mais de uma hora no colombo e faltavam apenas 65 minutos para o jogo começar. Mas finalmente eu tinha um telemóvel que gostava e a segunda via do meu cartão. Apressei-me a montar o telemóvel e pedi ao senhor que mo carrega-se na loja enquanto eu dava umas voltas ao centro comercial e ele acedeu facilmente ao meu pedido.
Tinha finalmente o telemóvel na mão e liguei para David na esperança de ainda o encontrar nos balneários, enquanto me encaminhava para o estádio com o cachecol do glorioso ao peito.
- Alô?
- Oi! Sou eu amor! – disse sorrindo

- Ué? Ainda não tá no estádio? – perguntou desiludido

- Não, estou a caminho… Devo chegar um bocadinho atrasada mas queria dar-te Boa sorte antes de entrares em campo! – informei

- Obrigado, meu amô! Olha eu tenho mesmo de ir que a gente vai entrar em campo. Te amo, gata!
- Também eu! Beijo! Boa Sorte! Dá cabo deles! – pedi em brincadeira e desliguei ouvindo as gargalhadas dele do outro lado do telefone

Demorei mais ou menos 10 minutos a chegar ao estádio e quando lá cheguei já o Benfica perdia um a zero contra o Nacional da Madeira. Entrei nos camarotes e vi as meninas e os pais de David.

- Boa Noite! – cumprimentei sentando-me do lado de Bianca

- Tás boa? – perguntou-me sorrindo

- Óptima e tu?

- Também tirando o resultado do jogo… Foi o Kardec que fez auto golo… A Matie está passada!

- A Matie?

- Sim, a Matilde! É a namorada dele…

- Hum, mas esta equipa anda demasiado enamorada! – rimo-nos as duas mas fomos interrompidas pelos gritos dos adeptos que gritavam entusiasmados com a jogada que se criava. Javi cruzava para junto da baliza e ao minuto 16’ o Aimar marcava de cabeça igualando o marcador.

“GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLO!” gritou-se no estádio e eu abracei-me a Bianca e saltámos as duas que nem duas maluquinhas mas era por uma boa razão
O jogo seguiu e até ao intervalo não houve mais nenhum golo e eu sentia David tenso, nervoso.
À entrada para a segunda parte vi David olhar na direcção dos camarotes, e penso que me viu pois o seu rosto desmanchou-se num enorme sorriso.
A segunda parte começou e mantearam-se e mais 8 minutos com o marcador empatado até que ao minuto 53’ David rematou da grande área para o fundo das redes do adversário.
Viu-o correr na direcção das câmaras, fez um coração no ar e gritou “Mãe, eu te amo!”.
Olhei para a Dona Regina e vi-a sorrir, não me contive e larguei um breve sorriso perante a felicidade dela, era um gesto bonito o de David.


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O jogo acabou e eu esperei por David nos camarotes ao lado das meninas e dos pais dele.
Vi-o chegar meia hora depois do fim do jogo, com um sorriso gigante e os caracóis ainda húmidos.

- Parabéns, meu filho! – a Dona Regina abraçou-o e ela apertou a mãe contra o seu peito
- Te amo, mãe! Foi p’ra você!

- Obrigada, meu filho! – ela agradeceu visivelmente emocionada e soltou-o dando-lhe espaço para o pai também o abraçar e felicitar

- E você vai ficar aí olhando ou vai vir me cumprimentar? – perguntou David sorrindo e com os braços abertos na minha direcção

Soltei um sorriso travesso e atirei-me nos braços dele. Acho que ele nunca me havia apertando com tanta força mas eu adorei aquela sensação.

- Parabéns, meu caracolinhos! – felicitei-o ao ouvido

- Também foi p’ra você! Te amo! – confessou

- Obrigada! Eu também te amo! Muito! – confessei num sussurro claro ao seu ouvido
Ele pousou-me no chão e soltou-me.

- E aí! Agora já posso apresentar vocês… Mãe, Pai, essa daqui é a Adriana, minha namorada há exactamente hoje um mês e Adriana esses são meus pais – apresentou David descontraidamente
Rimo-nos os quatro porque era desnecessário qualquer apresentação formal, porque já não havia duvidas quanto ao estatuto que nos unia.

- Prazer! – disse a mãe de David sorrindo

- O Prazer é meu! – sorri e o Senhor Ladislau também me sorria

- E agora a gente pode ir jantar que eu tou morrendo de fome? – perguntou David esfregando o estômago

- Podemos sim! – sorri e dei-lhe a mão

Caminhámos os quatro até às garagens do estádio, tínhamos uma noite longa e divertida pela frente...

14 comentários:

Catarina disse...

Amei!!!

Quero mais...

Continua...

Bjs

A Vida De Uma Adolescente disse...

AMEI!!!

A Vida De Uma Adolescente disse...

AMEI!!!

A Vida De Uma Adolescente disse...

AMEI!!!

A Vida De Uma Adolescente disse...

AMEI!!!

A Vida De Uma Adolescente disse...

AMEI!!!

A Vida De Uma Adolescente disse...

AMEI!!!

A Vida De Uma Adolescente disse...

Queres mais, ou está bom assim???
Está mesmo optimo Adriana C... (Ok, eu nao digo XDD, mas ainda nao me esqueci XD)

Beijinhos

Gosto muito de ti *.*

Sofia32 disse...

Está simplesmente fantástico..

Continua, a tua fic é mesmo uma das melhores..

Beijinhos

Anónimo disse...

lindo, perfeito...

quero mais...

posta mais hoje, por favor...

continua...

Bianca. disse...

Já o disse, mas digo mais uma vez :
PERFEITO ^^
LINDO... +.+
Amei xD
Aquela parte dos camarotes *.*
Continua !
Beijãooooooo ( L ) ( L )
=D

Annie disse...

Adorei mesmo,

Matiee disse...

Olha euu :P
woow, estava mesmo fula hein ? :D
gata, tji amo (L)

ElsaNeves disse...

Muito bom, já sabes adoro a tua fic.
Muito bom mesmo.
Olha gostei muito também do video, k dança brutal.
Só podia ser brutal p ficar bem com a tua fic.
Continua
Beijinho

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