O meu corpo estava sem forças, sentia-me destroçada. Eu já não amava Diogo, mas amei durante três anos e o primeiro amor, sim era isso que ele tinha sido na minha vida, ocuparia sempre um lugar especial. Soqueei levemente o capô do carro e encostei a minha testa ao tejadilho, até sentir uns braços quentes envolverem-me.
- Tem calma, tem calma! – reconheci-lhe imediatamente a voz, era Catarina
Não quis nem consegui dizer mais nada, deixei que ela me abraçasse e apertei-a procurando conforto. O meu choro não cessou, ela já não sabia o que me fazer, mas pouco a pouco, o meu peito serenou, as lágrimas pararam e o soluçar desapareceu.
- Mais calma? – enxugou-me as lágrimas que ainda me humedeciam o rosto
- Sim… - sorri-lhe levemente – Obrigada!
- Não me agradeças, estás bem?
- Sim… - hesitei, ainda me faltava uma coisa para ficar bem
- Precisas de alguma coisa?
- Não, preciso apenas de ir para casa e ter uma noite de paz… - suspirei
Catarina sorriu-me, desviei o meu olhar para o outro extremo do parque de estacionamento e vi o grupinho de sempre todo reunido, entre eles estava David e nesse momento não pude evitar que o meu sangue congelasse, olhei para Catarina procurando uma resposta.
- Sim, ele viu… - não precisei sequer de perguntar para obter uma resposta dela
- Bolas!
- Vimos todos… Veio tudo atrás dele para ver o que se estava a passar com vocês e quando chegámos aqui… Quando chegámos aqui…
- Viram-me a ter aquela conversa com o Diogo! Nem quero imaginar o que o David não deve estar a pensar… Os dois a chorar daquela maneira ainda vai achar que sinto coisas pelo Diogo, quando na verdade não sinto!
- Então senão sentes, se estás de consciência tranquila, não te preocupes… - ela sorriu e colocou-me um caracol desobediente atrás da orelha
- Obrigada -sorri-lhe – Acho que vou indo…
- Não, fica! Temos o jantar deles, fica, por favor…
- Não posso… A sério que não! – dei-lhe um beijo no rosto, acenei aos outros no fundo do parque de estacionamento, todos acenaram para se despedir e eu segui caminho rumo à paragem de autocarro mais próxima
- Tem calma, tem calma! – reconheci-lhe imediatamente a voz, era Catarina
Não quis nem consegui dizer mais nada, deixei que ela me abraçasse e apertei-a procurando conforto. O meu choro não cessou, ela já não sabia o que me fazer, mas pouco a pouco, o meu peito serenou, as lágrimas pararam e o soluçar desapareceu.
- Mais calma? – enxugou-me as lágrimas que ainda me humedeciam o rosto
- Sim… - sorri-lhe levemente – Obrigada!
- Não me agradeças, estás bem?
- Sim… - hesitei, ainda me faltava uma coisa para ficar bem
- Precisas de alguma coisa?
- Não, preciso apenas de ir para casa e ter uma noite de paz… - suspirei
Catarina sorriu-me, desviei o meu olhar para o outro extremo do parque de estacionamento e vi o grupinho de sempre todo reunido, entre eles estava David e nesse momento não pude evitar que o meu sangue congelasse, olhei para Catarina procurando uma resposta.
- Sim, ele viu… - não precisei sequer de perguntar para obter uma resposta dela
- Bolas!
- Vimos todos… Veio tudo atrás dele para ver o que se estava a passar com vocês e quando chegámos aqui… Quando chegámos aqui…
- Viram-me a ter aquela conversa com o Diogo! Nem quero imaginar o que o David não deve estar a pensar… Os dois a chorar daquela maneira ainda vai achar que sinto coisas pelo Diogo, quando na verdade não sinto!
- Então senão sentes, se estás de consciência tranquila, não te preocupes… - ela sorriu e colocou-me um caracol desobediente atrás da orelha
- Obrigada -sorri-lhe – Acho que vou indo…
- Não, fica! Temos o jantar deles, fica, por favor…
- Não posso… A sério que não! – dei-lhe um beijo no rosto, acenei aos outros no fundo do parque de estacionamento, todos acenaram para se despedir e eu segui caminho rumo à paragem de autocarro mais próxima
***
David
A Catarina se aproximou dela que tava chorando de forma descontrolada, a acalmou e quando dei por isso ela tava acenando a todo o mundo e foi embora.
Quis correr atrás dela, perguntar porque tava daquele jeito se finalmente Diogo tinha saído da sua vida, quis poder abraçá-la, lhe dar um beijo, mas meus pés não conseguiram desgrudar do chão.
-David, vamos então?! – a voz de Ruben me despertou – Tá tudo com fome…
- Sim, vamo… A gente se encontra no restaurante! – todo o mundo entrou nos seus carros com as respectivas namoradas e só eu tava sozinho, bateu uma saudade danada da minha muleca
Conduzi na direcção do restaurante, íamos no restaurante de sempre onde já tava tudo nos esperando e preparado para mais uma das nossas comemorações.
Minha vontade não era muita, bem, na verdade nenhuma! Ia estar todo o mundo com as suas mulheres, filhos e namoradas, e eu ali sozinho, sem a minha menina. Parei num semáforo, no próximo cruzamento eu podia virar para casa dela, instintivamente minhas mãos tomaram posição no volante com intenção de o fazer metros mais à frente.
O semáforo se coloriu de verde e eu acelerei, mas quando ia virar para a direita na direcção do seu apartamento, vi ela bem no passeio do meu lado direito. Caminhava sozinha e estava escuro, me contorci de preocupação. Fui abrandado o carro e abri o vidro para a puder ver.
- Adriana… - minha voz saiu suave, mas ainda assim ela deu um pulo, me olhou, mas continua a andar me obrigando a deixar o carro em andamento leve para acompanhar as suas passadas - Não sai por aí sozinha, entra no carro que eu te deixo em casa!
Ela me ignorou, não me respondeu e acelerou o passo. Entendi que ia ter de recorrer a uma abordagem mais bruta, acelerei o carro, p’ra ganhar avanço dela e estacionei na beira do passeio. Saí correndo atrás dela e ainda a apanhei.
***
Adriana
Ao vê-lo acelerar percebi imediatamente que a sua intenção era ganhar avanço e interceptar-me o caminho. Tentei andar mais depressa, mas o meu coração arrefeceu-me os músculos e não me permitiu fazê-lo.
- Pelo amor de Deus, espera! – ele puxou-me pelo braço direito e quando dei por mim estava de frente para ele, e com aqueles dois grandes olhos esverdeados cravados em mim
- O que é que queres? – fi-lo soltar o meu braço e afastei-me, aquela proximidade era maior do que aquela que eu podia suportar
- Quero levar você em casa, é de noite, tá escuro, não vai ficar andando sozinha por aí…
- Eu já estou habituada a andar sozinha…
- Mas eu não tou habituado a ver você sozinha por aí, por isso me deixa levar você! – ele implorava, podia lê-la na sua voz
- Tu tens o jantar, deve estar tudo à tua espera… - tentei dar uma desculpa plausível, mas infelizmente David tem sempre resposta para tudo
- Eles esperam, ou então você vem comigo… - um leve sorriso surgiu na sua boca
- Não, isso não! – respondi pronta e calmamente
- Então eu vou levar você, não tem discussão! – li-lhe a determinação na voz e em todos os gestos do seu corpo, perfeitamente delineado e esculpido pela sua profissão
- David, deixa-me ir sozinha! Já não estou tão longe como isso e ninguém me vai fazer mal!
- Esquece, eu vou mesmo levar você! Entra no carro! – tirou as chaves do bolso, mas eu nem me movi – Adriana, falei p’ra você entrar no carro!
- Não vou deixar que chegues atrasado ao jantar para me ires levar, lamento, mas não! – rematei certa daquilo que dizia
- Então vem comigo no jantar e depois eu te deixo em casa! – as palavras dele começaram a persuadir-me, a dar-me vontade de aceitar aquela proposta – Além disso todo mundo lá é seu amigo, faz parte da família e as meninas vão lá estar… - ele sabia bem como me convencer e atacou todos os meus pontos fracos
- Não quero ir… É tarde, estou cansada! – ainda assim tentei convencer-me a mim mesma a não aceitar
- É só um jantar, vem cedo e eu te deixo em casa, juro! – vi que estava a ser sincero e iria honrar a promessa se assim fosse minha vontade
- Tudo bem, eu vou… - afirmei sem qualquer sorriso, mas com um brilho nos olhos que me foi difícil de esconder
Já ele não se coibiu de fazer um sorriso lindo e que eu tão bem caracterizava de seu.
- Entra no carro, vai… - a sua voz tornou-se ainda mais meiga e eu fiz o que ele me mandou, não tinha eu senão outro remédio
***
Quando saímos do carro, David tomou lugar do meu lado e quase à porta do restaurante uniu a sua mão à minha com intenção de caminharmos lado a lado.
- David… - olhei para as nossas mãos unidas e ele repetiu-me o gesto – Não… - separei-as tão rapidamente como ele as uniu
- Não posso mais pegar sua mão? – vi que a minha atitude o tinha entristecido
- Não, não podes…- não o consegui olhar nos olhos e continuei o caminho recto até ao restaurante
- Porquê? – ele acompanhava a minha caminhada, mas ainda assim não desistia de obter as respostas que queria
- Porque não! – na verdade não tinha nenhuma razão especifica
- Porque não, não é resposta! – ele fez uma expressão chateada
- Olha, porque eu decidi assim… - mantive a calma, apesar da situação me incomodar
- Você decidiu assim, porquê? – finalmente alcançámos a porta do restaurante – Não me ama mais?
Estanquei com aquela pergunta, naquele momento não devia haver pergunta mais parva e sem nexo do que aquela. A minha vida podia estar virada do avesso, ser um mar de incertezas, mas uma certeza permanecia tão certa como o ar que respiro, eu amava-o e muito! Não precisei de responder, olhei-o nos olhos e entrei no restaurante.
- Adriana! – Bianca correu imediatamente para me abraçar e quase me derrubou
- Hey, calma que ainda me mandas ó chão! – não contive o riso e separámos o abraço
- O que é que estás aqui a fazer? – perguntou com um sorriso
- Vim ao jantar, o David não me deixou opção! – barafustei, mas na verdade estava feliz por ali estar
- Hum, gosto mesmo do David! – riu-se e eu ri-me com ela
- Se a situação fosse outra, dizia-te para teres calminha que o homem é meu!
- A situação só não é outra porque tu não queres! – pela minha expressão ela compreendeu que não queria mais falar – E então onde é que está esse belo rapaz que te convenceu a vir?
- Vinha mesmo atrás de mim… - olhei para a porta, mas não o vi, achei estranho pois já tinha dado mais do que tempo de entrar no restaurante
- Eu não vejo nada! – uma linha formou-se na sua testa
- Eu vou ver dele… Se calhar foi ao carro buscar alguma coisa, dois minutos! – pedi e saí do restaurante
Infelizmente a cena que encontrei foi tudo menos a que eu esperava.
Um aperto formou-se no meu peito ao ver David ali, sentando num banco, com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça entre as mãos. Vi uma gota de água cair no chão e apesar de não lhe conseguir ver o rosto deduzi imediatamente que tivesse a chorar. Tive remorsos, mas por outro lado fiquei confusa imaginando mil e um motivos para aquele choro e no mais íntimo de mim, rezei para que não fosse eu.
- David… - aproximei-me levemente dele e ele apressou-se a limpar as lágrimas que ainda humedeciam o seu rosto
- Fala, precisa de alguma coisa? – a sua voz conotou-se de uma frieza que me magoou profundamente
- Nunca mais entravas, vim ver de ti… - sentei-me no banco do lado dele, mas ele afastou-se – Já não me posso sentar perto de ti?
- Não! – foi seco e incapaz de me olhar nos olhos
- Porquê? – perguntei imediatamente
- Porque eu decidi assim! – usou as minhas próprias palavras para me atacar
- David, não hajas assim comigo, por favor… - pedi com as lágrimas a travarem-me a voz, mas totalmente determinada a não deixá-las cair
- Quer que haja como? Que te encha de mimo quando você me trata desse jeito?
- De que jeito? De que jeito é que te tratei? – apesar de as lágrimas teimarem em inundar os meus olhos eu não temi encará-lo
- Desse jeito, essa frieza… Nem me olha mais com carinho, nem me toca mais com aquele seu jeitinho… - hesitou e finalmente encarou-me - … não me diz mais que me ama…
- Tu sabes que eu t… - interrompeu-me
- Eu sei, eu sei… Mas queria ouvir da sua boca e você não me respondeu! – agitou a cabeça em jeito de desilusão
- Para quê tentar expressar por palavras coisas sobre as quais, só o coração se pode pronunciar? – um espasmo percorreu o meu corpo e arrepiei-me ao aperceber-me da profundidade das minhas palavras
Ele ficou emocionado com o que eu disse, fitou-me durante um período de tempo e eu não lhe neguei isso. Cada traço seu, podia até nem ser perfeito, mas aos meus olhos era muito mais do que isso, tive vontade de sorrir, mas a sua falta de reacção deixou-me assustada.
- Me beija… - sussurrou-me aquele pedido
- David…
- Por favor, me beija… É a única coisa que te peço! – olhei para o seu rosto ainda húmido do seu choro
Aproximei-me dele levemente, as minhas mãos agarraram o seu rosto e os meus lábios secaram a humidade que ainda permanecia nas suas bochechas. Ao primeiro toque dos meus lábios no seu rosto ele fechou os olhos e eu sorri ao ver aquele homem com jeito de menino pequeno bem na minha frente, tive uma vontade louca de o agarrar e nunca mais o largar.
- Me beija…. – voltou a pedir num sussurro e ainda de olhos fechados – Por favor…
Aproximei a minha boca da dele e ele abriu os olhos quando sentiu a minha respiração acelerada ir de encontro aos seus lábios.
As minhas mãos deslizaram das suas faces, agora secas, para a sua nuca, toquei levemente com a ponta do meu nariz na sua bochecha e senti-o sorrir ainda que de olhos fechados novamente.
Lentamente fui traçando um leve caminho desde a sua bochecha até à sua boca com leves beijos. Quando a minha boca encontrou a dele, rapidamente o seu doce sabor inundou a minha boca, assim como a sua língua que levemente envolveu a minha num bailado calmo. Não havia qualquer pressa naquele beijo. A mão direita dele ocorreu à minha nuca, arrepanhando-me alguns cabelos de forma embrenhada e a outra pousou na minha cintura e puxou-me fortemente para si. Terminámos o beijo com uns quantos toques de lábios leves.
- Te amo… - sussurrou ainda com os seus lábios juntos aos meus
- Eu também… - sorri-lhe e afastei-me
- Meninos, vamos jant… - o Ruben calou-se assim que percebeu que nos tinha interrompido – Desculpem, mas é que o pessoal quer todo jantar!
- Sim, nós vamos já! – respondeu David com um sorriso leve no rosto
Ergui-me do banco, ele percebeu que era minha intenção entrar, tentou dar-me a mão novamente, mas ao aproximarmo-nos dos nossos amigos soltei-lha. A minha cabeça estava num tormento, o meu estômago de pernas para o ar com aquele beijo, mas o meu coração batia lento e compassado no lado esquerdo do meu peito, governado pela única certeza que tinha, a de amar aquele homem acima de tudo e de todos, mais do que eu própria julgava possível.
19 comentários:
drii amei esta cap, esta lindo lindo lindo *.* estou sem palavras a tua forma de expressares os sentimentos GOD! é inexplicavel fogo. AMOO A TUA FIC CONTINUA E QERO O PROXIMO rapidinho :)
Não tenho palavras Dri... tá lindo, lindo +.+
Quero mais! :D
Beijinhos linda**
JúCa*
Que lindoooo! Quero mais minha querida, muito mais!
Adoro estas descrições fantásticas que me fazem imaginar cada momento.
Beijinhos
Guigui
driiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii tá lindooooooo *-*
Espectacular dri :)
Que fofinhos! Amei o capitulo! Escreves tão bem a serio! Amo a tua fic mesmo!
A Adriana tem de ser mais meiga com o David! :D
Quero mais!
Beijinhos
Lindo! Lindo!
Só uma palavra... Espectacular !
Beijinho :)
Oh, ta' tãO liindO este capiitulO.. *.*
QuerO maiis.. =D
BjnhOs
queo mais... tou super curiosa para ver os proximos capitulos...
ta maravilhoso...
continua...
Ai Dri tu matas-me! EU AMO ISTO OK? *.*
Porra, é tão triste quando chega ao fim :(
Mas eu espero *.*
Quero que continuees por muito tempoo :D
Beijinho
Ana Sousa
Só mais um , só mais um :D
AMEI.
CONTINUA
QUERO PROXIMO CAPITULO RAPIDO!!!!
ESTOU VICIADA
BJS
MONIK
O que dizer disto??? Acho que já te disse tudo o que havia para dizer!!!
Não me canso de pedir sempre mais... e tu bem sofres comigo LOOL não te deixo em paz :P mas é porque adoro mesmo aquilo que escreves e como o fazes!!
Já sabes, estou à espera do próximo!!!
Continua sempre... nunca desista de algo que fazes tão bem!!!
Beijocas!! Adoro-te minha linda :D
Continua Adriana!
Está fantástico como sempre :D
Maravilhoso! adorei... posta rapido, pode ser? por favor...
beijocas
Adorei!! Está simplesmente lindo!!
Agora qero a próxima parte fiqei curiosa!!
Bjokas e continua...
Tatty
CONTINUA @@@
Tu escreves... meu deus, ñ há palavras para decrever... perfeito :D
OUTRO POST RÁPIDINHOO SIIM +.+
:D
Lindo, fantástico, arrebatador... não sei o que dizer!!!
Este capitulo olhando friamente resume-se a um beijo, MAS é tremendamente completo, apaixonante, fascinante. Simplesmente brutal.
Dri tu tens mesmo um dom, este capitulo é prova disso.
Continua, já sabes o limite é 423 :) :) :)
Beijinhos
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