sexta-feira, 8 de abril de 2011

Capítulo 106 - O tempo leva tudo menos a saudade... (Parte IV)

Assim que os braços do David envolveram o meu corpo foi o bastante para me sentir segura, não dissemos mais nada no aeroporto, ele limitou-se a unir a sua boca à minha e muito calmamente demonstrar-me que estava ali para tudo, só para mim, como mais ninguém estava. Descemos até às garagens, entrámos no carro dele e conduziu até à minha casa para me deixar. Já eram quase seis da manhã quando chegámos e uma luz difusa impregnava pelo corredor do hall. Ele pousou as suas coisas no chão da entrada, deu-me a mão e puxou-me até ao sofá da sala. Sentei-me completamente em silêncio, ele tomou o espaço livre do meu lado direito e juntou-se a mim na falta de palavras. O ambiente estava pesado e o silêncio que dominou durante largos minutos incomodou-me e mais do que isso, magoou-me. Precisava de um carinho, de um conforto e ele limitou-se a personificar a mudez.

- David… - a minha voz soluçou levemente, acompanhando as lágrimas que cobriam as minhas faces

- Porquê que você não falou nada pra mim? – a voz dele era de clara desilusão

Olhei-o e apenas o vi com os cotovelos apoiados nos joelhos e o queixo pendente nos puxos cerrados e erguidos no ar. Fitava o nada, fitava um ponto no vazio e era incapaz de me olhar.

- Era o teu sonho… Não te podia fazer isso, amor… - tentei manter a calma, mas as lágrimas continuaram a fluir pelo meu rosto

- Era o meu sonho, mas será que você não entende que eu te amo, pô? Que me preocupo com você e que se você me tivesse falado, eu tinha apanhado o primeiro avião pra tar junto de você?

Foi a primeira vez que me olhou desde que estávamos naquele espaço, os seus olhos verdes estavam raiados de vermelho e foi claro, tão claro para mim, que o tinha magoado ao omitir-lhe aquilo durante aqueles dias, mas se o tinha feito, a minha única preocupação era resguardá-lo e permitir que ele vivesse o seu sonho em plenitude, sem nada nem ninguém para atrapalhar.

- Mas era exactamente isso que eu não queria! Que te viesses embora! – falei mais irritada por estar a ser tão incompreendida

- Por isso me mentiu! – o tom de acusação que ele usou magoou-me e despoletou ainda mais as lágrimas nos meus olhos

- Bolas, David! Será que não entendes que se te menti foi apenas a pensar em ti, no melhor para ti e no teu sonho! Será que não entendes isso? – a minha voz saiu mais alterada, ergui-me do meu lugar e as lágrimas dominaram-me violentamente

O silêncio voltou a imperar, apenas se ouvia o meu soluçar descontrolado, virei-lhe costas e enterrei a cara nas mãos.

- Oh amô… - senti o calor do seu corpo em redor de mim – Me perdoa…

Os braços dele viraram-me para si delicadamente e eu rendi-me, deixei-me repousar nos seus braços e chorei indefinidamente.

- Só queria o melhor para ti… - sussurrei ainda com as lágrimas nos olhos e nas faces

- Shiu, não fala mais nada… Fui um babaca, amô! Me perdoa! – os polegares dele enxugaram carinhosamente as minhas faces e inevitavelmente ao sentir o seu toque as minhas pálpebras fecharam-se

- Beija-me… Preciso sentir-te… - pedi num sussurro e a minha respiração pesada embateu contra os lábios dele

Um sorriso completamente delicioso surgiu-lhe na face, as mãos dele entalaram a minha face entre as mesmas e os seus lábios caminharam vagarosamente até encontrarem os meus. As nossas línguas acabaram por seguir o ritmo dos nossos lábios e envolveram-se num bailado harmonioso e apaixonante. Selámos o beijo com leves carícias apenas nos nossos lábios e senti-me a pessoa mais amada do mundo. Depois dos cinco dias mais difíceis da minha vida sem David aquele momento era de completa rendição e entrega.

- Obrigada, por estares aqui do meu lado… - falei muito baixinho junto da sua boca

- Não tem que agradecer, vou ficar sempre… Não vou deixar você nunca, mas não me exclui nunca mais da sua vida desse jeito… - pediu num olhar meigo

- Não, não voltarei a fazê-lo… - prometi-lhe e tencionava cumprir, especialmente depois de ver como aquela mentira o tinha magoado

- Como estão seus pais, amô? – falou carinhosamente e iniciou uma brincadeira com os meus cabelos

- Como é que achas? A minha mãe está péssima, o meu pai está a apoiá-la, mas perder um pai nunca é fácil… Já pra não falar na minha avó que está um caco! – as lágrimas nos meus olhos já tinham secado, mas a tristeza ainda dominava a minha voz e expressões

- E como cê tá, amô? – a voz dele tremeu, ele sabia bem a resposta à pergunta e era completamente desnecessário tê-la feito

- Como, amor? Tu já me conheces, meu anjo… - passei as mãos pelos doces caracóis de menino que lhe cobriam a cabeça

- Tem razão… Pergunta boba! – ele uniu rapidamente os seus lábios aos meus e as nossas línguas envolveram-se momentaneamente – Eu te amo… Não vou deixar você nunca, agora eu tou aqui…

O meu corpo enterrou-se no dele, as nossas salivas misturaram-se novamente e um beijo calmo

e doce, deu lugar a um mais louco e completamente frenético. Um enorme desejo de amar e ser amada, despoletou em mim.

- Faz-me tua, David… - a minha voz saiu embargada pelo sabor da sua boca – Quero ser tua… - pedi num sussurro que direccionou a minha respiração descompassada de encontro aos lábios entreabertos dele

- Amô… - o tom de voz dele foi receoso, como se tivesse medo de me magoar, de me forçar a algo que eu não queria, mas eu queria, queria tanto e precisava tanto

- David, eu estou a pedir… Faz-me tua… - um leve sorriso delineou os meus lábios e deixei que o corpo dele me guiasse até ao meu quarto

As mãos dele seguraram-me pelos quadris e elevando-me do chão deitou-me suavemente em cima da cama. Não movi um único músculo e deixei que ele me movimentasse como era seu desejo. O seu corpo cobriu o meu e a sua boca abarcou a minha de forma calma e serena, já não o sentia assim tão perto há tanto tempo que não consegui evitar e um arrepio percorreu a minha espinha desde o topo.

- Tem certeza, amô? – perguntou com todo o carinho do mundo ao mesmo tempo que cobria o meu rosto de beijinhos rematando com um na ponta do nariz

- Toda a certeza do mundo… - o meu sussurro vagaroso foi suficiente para o convencer

Ele olhou-me nos olhos e só por isso soube que falava a verdade, eu precisava muito sentir-me amada, aquilo iria diminuir a dor que me inundava a alma. Os lábios dele desceram para o meu pescoço, para a minha barriga, levantou a camisola e acabou por cobrir o meu abdómen de leves beijinhos e por onde passou, no caminho recto que traçou até ao meio dos meus seios, deixou um rasto de saliva. Com todo o carinho e cuidado do mundo despiu-me a camisola e logo de seguida desapertou-me as calças. Ele teve de se levantar e muito calmamente despiu-mas e eu nem me movi da minha posição na cama. Vi-o desembaraçar-se das suas calças e da camisola, para novamente colar o seu corpo ao meu. O seu peso começou a ser desconfortável e ele apercebeu-se disso, pois deslocou levemente o seu corpo para o lado, mas mantendo-se em cima de ti, porém sem exercer a mesma força. Dessa vez foi a minha boca a procurar a dele e ainda mal a tinha encontrado e já as nossas línguas se balançavam harmoniosamente na união dos nossos lábios. As minhas mãos tocaram as suas costas despidas e as minhas unhas ligeiramente acusantes enterraram-se na carne dele, mas parei assim que o ouvi silvar de dor. Por entre beijos e gemidos abafados livrámo-nos das últimas peças de roupa que ainda cobriam os nossos corpos e ali, naquele quarto, despojados um para o outro entregámo-nos como nunca antes o havíamos feito. O corpo dele movimentava-se dentro do meu delicadamente, podia ler em cada gesto seu uma atenção redobrada para não me magoar. Sabia que ele apenas me queria amar, lentamente, num ritmo só nosso e que funcionava perfeitamente bem em sintonia. Foi nesse nosso ritmo que atingimos o prazer máximo e gememos em surdina, selando o momento. E depois daquele dia, um dos piores da minha vida… Consegui finalmente sentir-me amada, completamente desejada pelo homem que eu mais queria.

***

Naquela noite, depois das longas juras de amor trocadas e de todo o carinho de David, acabámos por adormecer logo após a entrega mútua. Acordei horas depois, não sei precisar ao certo quantas, mas o sol já ia alto e o David já não estava mais do meu lado na cama. Levantei-me sobressaltada, e mesmo descalça e somente enrolada no lençol que cobriu a minha cama na noite anterior, corri pela casa fora tentando encontrar David e não precisei procurar muito. Lá estava ele, sentado no sofá da sala, já vestido com uns jeans de lavagem escura e uma camisola preta. A sua expressão era indecifrável e o seu olhar prendia-se no vácuo, o que me deixou levemente perturbada. Tentei aproximar-me dele em silêncio, mas acabei por esbarrar contra uma mesinha, mas apressei-me para que nada caísse. Apesar do meu esforço, acabei por fazer barulho o que despertou o David do seu transe.

- Ué amô, já tá de pé? – perguntou muito calmamente num breve sorriso

- Sim… Estás acordado há muito tempo?

- Nem por isso, só o tempo de tomar um banho e vestir uma roupa lavada!

- Ainda bem… - não evitei e consegui sorrir momentaneamente – E o meu beijão? – perguntei assim que me acerquei dele

- Tá aqui… Vem cá, vem… - a voz carinhosa dele arrastou-se, ao mesmo tempo que me puxou para me sentar do seu lado no sofá

Uniu as nossas bocas, mas ao contrário do que eu esperava o “beijão”, tinha saído bem mais aquém das expectativas e das minhas necessidades, era-me muito fácil compreender que ele ainda estava magoado pela mentira. Ainda assim esbocei um sorriso educado e iniciei um diálogo.

- Vou tomar um banho… - levantei-me do sofá

- O Ruben ligou, amô! – avisou num tom calmo, mas inquietante

- Sim? O que é que ele queria? – eu sabia bem sobre o que o assunto devia tratar, mas preferia nem sequer saber

- Ele ligou pra avisar que hoje vai haver o velório o dia todo e amanhã de manhã é o funeral… - o meu corpo todo tremeu com aquelas palavras e fui incapaz de me mover ou dizer fosse o que fosse

O David levantou-se, tomou lugar junto de mim e envolveu-me no seu abraço.

- Vais estar do meu lado, não vais, David? – perguntei com medo que ele me abandonasse ainda devido à mentira

- Vou, claro que eu vou, muleca… Vou ficar do seu lado sempre! – o sorriso dele acalmou o meu coração

- Vou tomar banho então, quero ir para o velório logo que possível!

- Eu vou tar esperando você aqui, pedi dois dias ao Benfica por motivos pessoais… - ele disse aquilo de uma forma que eu não pude contestar devido à mentira que já tinha imposto na sua ausência

- Obrigada… - foi a única coisa que eu podia dizer e pelos vistos foi a única que ele queria ouvir, pois a sua boca esboçou um sorriso de alívio

***

Passei o dia todo no velório do lado da minha família, o David não me largou um segundo que fosse, mas eu estava consequentemente a chorar devido aos “pêsames” e “condolências” que me eram dados. Ainda que David mantivesse a mínima distância, a sua mão nunca se separava da minha e o seu olhar nunca abandonava a minha figura sofredora. Foi um dia longo, no fim já nem tinha forças para chorar, queria passar ali a noite, ficar até a última pessoa sair e poder despedir-me do meu avô, mas não me foi permitido isso especialmente por David.

- Amô, isso não vai te fazer bem… Vamo’ pra casa, vamo? – não podia resistir à voz carinhosa dele, mas o meu desejo sobrepunha-se

- É o meu avô, David! Ele está ali sozinho… Vai ficar aqui a noite toda sozinho… Deixa-me fazer-lhe companhia… - pedi com as lágrimas nos olhos

- Amô, isso não vai fazer bem pra você, nem pra sua família, vamo pra casa, por favô… Amanhã cê se despede dele, agora vamo pra casa… - a voz carinhosa dele despedaçou totalmente o meu coração

Não disse mais nada ao ver que não iria sair vencedora, dei um beijo em todos os que amava, um último olhar ao corpo já gélido e cadáver do meu avô, e saí de mãos dadas com o homem da minha vida. Passei a noite nos braços dele, chorando e durante um único momento que fosse, ele nunca se queixou, nunca me pediu silêncio, nunca me pediu que desse tréguas para conseguir descansar. Limitou-se no seu doce acto de altruísmo, a afagar-me os cabelos com todo o cuidado do mundo e noite dentro seguir acordado, embalado pelo cair incessante das minhas lágrimas. A manhã que eu tanto temia acabou por chegar mais cedo do que aquilo que eu precisava, finalmente eu tinha parado de chorar e o David já dormia sereno do meu lado. Levantei-me, fui até à sala, sentei-me no sofá e coloquei no meu colo papel e caneta. Iria escrever uma carta de despedida, sim! Um sabia que o meu avô não a ia ler, mas colocar essa hipótese, sossegava-me o coração. Com as lágrimas na cara, comecei a redigi-la…

“Querido avô,

Hoje é o dia mais triste da minha vida, é o dia em que me despeço de si e nunca pensei fazê-lo tão cedo. Sim, eu sei que não gosta de despedidas, que para si não existem “Adeus”, mas sim “Até já”.

Embora eu queira respeitar e honrar essas suas perseveranças, hoje não é dia para tal. Não quando o perdi, não quando me vejo confrontada com a dura realidade da existência de um “Até já” indefinido, que não me dá qualquer certeza de quando, ou mesmo, se de que algum dia o voltarei a encontrar.

Lembro-me de ser pequena, sonharmos juntos, com um futuro… Fizemos planos, castelos no ar que foram tão facilmente demolidos por isto que chamam de vida, por esta tão grande e injusta incógnita. Eu pergunto-me… Porquê o senhor? Porquê agora, avôzinho? Porquê agora, quando eu ainda tinha tanto pra lhe dar, tanto para lhe provar, tanto para lhe mostrar? Ainda era suposto ver-me acabar a faculdade… A sua primeira neta formada! Era suposto ver-me casar, caminhar até ao altar, na direcção do homem que amo, com tanta certeza como o rio corre para o mar. Era suposto conhecer os seus bisnetos e aí, e só aí, quem sabe, e só porque tem mesmo de ser, morrer velhinho, do lado da avó que sem si está e ficará tão sozinha. Era suposto… Era, era, era! Era, mas nada será assim, infelizmente…

O avô não estará mais aqui para nenhum destes momentos, a avó permanecerá sozinha e o meu mundo mais pobre… Menos alegre, com menos cor, sem sol! Acredito que a esta hora o avô esteja bem melhor, pelo menos não sofre e essa é a única coisa que me faz sentir bem… Se é que podemos chamar bem a isto.

Ao menos sei que não sofre mais, e sim… Ninguém merece sofrer, mas o avô não merecia mesmo! Mas porquê? Porquê o avô? Porquê um castigo tão grande de Deus, terei eu feito assim tanto mal, para receber um castigo assim? Ficar sem o avô… Tão cedo e quando eu ainda precisava tanto de si! Vou cumprir a promessa que fiz no leito da sua morte, quando os seus lábios soltaram o último suspiro e ser feliz! Prometi-lho e irei sê-lo, muito feliz! Mas prometa-me o avô também uma coisa… Nunca se esqueça de mim e um dia… Só um dia… Senão for pedir muito, perdoe-me por não o ter conseguido salvar, mas acho que estava fora do meu alcance…

Hoje despeço-me de si, porque o Destino assim obrigada, mas garanto, de si jamais me esquecerei…! Porque lembrá-lo é fácil, esquecê-lo, nunca mais!

Descanse em paz, eu orarei por si! Com amor, da sua neta Adriana”

Quando acabei de escrever a carta, não sabia o que me doía mais, se alma ou o coração. Sentia-me podre, sentia-me menos eu, mais pobre… Sentia-me sem o meu avô, uma das razões da minha existência. A respiração pesada de David invadiu o ar, as mãos dele pousaram nos meus ombros e limitei-me a tocá-las levemente.

- Já acordada? – ele rodeou o sofá e sentou-se do meu lado

- Não tinha sono… - enxuguei as lágrimas que ao fim de tantas, já não incomodavam como inicialmente David

- Tava escrevendo? – ele olhou para o papel sob o meu colo

- Sim… Uma carta de despedida… Para o meu avô… - o meu coração mirrou, mas dos meus olhos nem uma única lágrima brotou – Queres ler? – estendia-a na sua direcção

- Me deixa? – o David contraiu-se quando lhe estendi o papel, calculei que tivesse medo de invadir o meu espaço, mas esse já era mais do que dele

- Claro… - sorri levemente e ele agarrou o papel meio a medo – Podes ler, sempre problemas… Para ti não há segredos! – tranquilizei-o

Ele sorriu-me e lentamente os seus olhos colaram-se à carta muito atentos. Permanecemos em silêncio, ouvi a respiração de David acelerar pouco a pouco, e ainda ele ia a meio quando duas lágrimas tingiram o papel de carta. Comovi-me… Como é que era possível ele sofrer com uma dor que não era a dele, com uma perda que não era a dele, pelo simples facto de me amar, e de me querer ver bem? Toquei-lhe levemente o rosto enxugando o rasto das lágrimas, mas ele continuou a ler. Quando deu a leitura por terminada, fechou os olhos, dobrou o papel de carta em três e finalmente ganhou coragem para me olhar. Limitei-me a sorrir-lhe levemente e ele aproximou-se muito devagar, para não invadir o meu espaço sem pedir permissão.

- Não chores, amor… - pedi assim que o envolvi nos meus braços e as lágrimas fluíram nos meus olhos

- Me mata saber que cê tá sofrendo desse jeito… - sussurrou junto do meu ouvido, ainda soluçando

- Shiu… Sofrer faz parte da vida, fica do meu lado e acredita que dói tudo muito menos… - a minha vista alcançou o seu rosto e os seus olhos esverdeados estavam mais límpidos do que nunca

- Não é castigo de Deus, meu amô… É a lei da vida! Não vê isso como um castigo, mas como mais um teste… - percebi facilmente que ele lera atentamente e absorvera cada linha

- Não aguento mais prova nenhuma… São provas demais! – murmurei sentindo as lágrimas travarem-me a voz sonante

- Aguenta, amô! Cê é forte, que nem seu avô ensinou você a ser! – não deu pra controlar um leve sorriso – E… Não havia nada que você pudesse fazer, não se culpa… Não tava ao seu alcance, os médicos não conseguiram porque já não tinha de ser, estava escrito assim, meu anjo…

As palavras dele trouxeram uma paz que reinou sobre mim, deixei-me ficar nos braços dele toda a manhã até chegar a hora de seguir para o tão doloroso momento. Era chegada a hora, ele estava ali do meu lado e quem mais me amava… também não faltaria!

15 comentários:

DiiDii disse...

Ohh Drii que capitulO maiis WOW.. NãO tenhO palavras.. =/
Ameii... (:
COntiinua liinda!! =)
BjnhO

Anónimo disse...

Este capitulo está mesmo lindo, a maneira da Adriana se despedir do avô foi muito bonita...
chorei a ler a carta...
Eu sei como dói quando perdemos alguém tão especial, alguém insubstituível, alguém que nunca mais vamos encontrar igual...
Parabéns!

Adorei mesmo!!

Bjs.

Elsa disse...

Dri, como sempre está fantástico!

Nos meus dois últimos comentários já falei tudo o que tinha para falar, por isso só vou reforçar mais uma vez que está brutal!

Continua

Bjs

ElsaNeves disse...

Dri:
Eu não sei que mais te dizer, é impossivel não sentir. É fantástico.
É realmente verdadeiro. Tudo o que escreves é puro e eu fico completamente encantada.
Obrigada por me dares o privilegio de ler o que escreves.
Beijinhos.

paula. disse...

ai meu amor t.t

tu sabes mexer com o meu coraçãozinho melhor que ninguém, e acredita que isto mexeu muito comigo!

como já te disse em privado, e volto a repetir para que todas as pessoas possam ler, e que eu sei que concordam também, és a pessoa mais talentosa que eu já conheci em toda a minha vida.

fico orgulhosa quando percebo que és minha, que tudo isso que sai de ti, pertence-me, tal como eu, esta bodeguita te pertenço a ti!

quando leio esta fic, e penso que um dia poderá acabar, sei que tenho o privilégio de continuar a ler textos teus... e aqueles textos que tenho na minha caixinha, só para mim, que foram escritos por ti.

sabes bem como te amo, mas sei como é bom lê-lo, amo-te mais do que tudo, sempre!

Joana #14 disse...

espetacular! tenhp as lagrimas a beira dos olhos... quero mais e rapidinho...
beijocas,
My Love 14

Ana disse...

bem... ta fantastico... com este capitulo vieram-me as lagrimas aos olhos...

quero mais...

continua...

entreamigas disse...

Começo a não ter palavras para descrever estes capítulos. Quando acho que que não consegues fazer melhor que a perfeição, um turbilhão de emoções mostram-me que estou errada. Está lindo, de certa forma consegues transmitir-nos parte do que se sente nessas alturas.

Parabéns minha querida! Fico à espera de mais.

Beijinhos

Guigui

Sofia32 disse...

O capítulo está fantástico, tal como todos os outros. A tua forma de escrever é simplesmente fantástica..

Eu já li o capítulo ontem mas devido a acontecimentos ainda muito recentes não consegui comentar, por isso cá estou agora a comentá-lo!!

Beijinhos e continua

Anónimo disse...

oh meu Deus, estou a jorrar lágrimas desde que comecei a ler este capitulo.

continu a escrever esta fic ou outra coisa qualquer, tens futuro!!

beijinho
Joana

Ana Novo disse...

Simplesmente fantástico. É impossivel, mesmo para os leitores mais desatentos, não soltar uma lágrima, mesmo que seja apenas uma, com tal sentimento nesta escrita.

Obrigada :')

Ana Sousa disse...

Mais uma vez chorei! Chorei pelo que li, pelo que "vi" e pelo que senti, pelo que me fizeste sentir a ler estes capítulos. É algo tão woow !
Não sei mais o que te dizer, alias, o que havia para dizer já foi dito, tanto por mim como pelas outras meninas.
Miúda és um talento, uma alma cheia de dádiva.
AMO, MESMO .
Tens algum blog em que postes os teus textos? Gostava de ter o privilégio de os ler.. :x
Beijinhos
Ana Sousa* --» http://respirarde23.blogspot.com

Anónimo disse...

Olaaa


Adoreii o teu blog...


A historia é linda...Podes contar com mais uma leitora :d



beijinhos

A Vida De Uma Adolescente disse...

Aii Dri, já me estás a fazer chorar tanto :S
Eu perdi a minha avó há uns aninhos e ela era a minha 'mãe', por isso indentifico-me plenamente com isto =\ Beijocas.
LY

(vê lá se apareces!)

Bianca. disse...

Para mim, este capítulo é uns dos melhores. Está lindo, eu chorei que nem um perdida.
Tem qualquer coisa de especial este cap!
Está simplesmente PER- FEI- TO !!
Eu AMEI!
Continua!
Beijo Grande <3<3

Enviar um comentário