quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Capítulo 55 - Já tomou uma decisão...

Jardim da casa:

Adriana caminhava lado a lado com Ruben enquanto os outros ficavam ligeiramente mais para trás. Adriana olhava o chão, e tomava atenção á maneira como o seu pequeno pé, sim pequeníssimo comparado com o de David, se moldava ao chão e afastava pequenos grãos de areia que estavam no caminho.

Ruben – Que cara é essa?
Adriana – A minha… Há dezassete anos!
Ruben – Oh, tu percebeste… Esta história de Juilliard está-te a matutar a cabeça não está?
Adriana – Como uma pessoa que eu conheço diria… Está virando o meu mundo ponta cabeceira! (imita o sotaque brasileiro de David e Ruben ri-se discretamente)
Ruben – Qual é a dúvida? Sempre foi um dos teus sonhos…
Adriana – Foi, tu sabes que foi.
Ruben – Já não é?
Adriana – As pessoas mudam… Os sonhos também…
Ruben – Os teus mudaram?
Adriana – Não disse isso mas há essa hipótese não há? (olhando para Ruben)
Ruben – Pensa bem no que vais fazer, pode ser uma oportunidade única na vida, mas há outras coisas que tu também não vais querer perder aposto…
Adriana – Oh, nem tu imaginas quanto (suspirando) Mas chega de deprimir! Vamos levá-los a dar uma volta por aí… Bora jogar snooker!
Ruben – Para quê? Para nos dares uma grande abada como sempre e gozares?
Adriana – Deixa-te disso! No estado em que estou quem leva a abada sou eu! (riem-se)



Salão de jogos:

Ruben – Não vale Adriana! Deixaste-nos ganhar!
Inês – Cala-te amor! Ganhámos porque merecíamos!
Ruben – Nada disso! A Adriana é fera nisto! Ela fez de propósito! Quero a desforra!
Adriana – Só quem perde é que pode pedir isso!
Ruben – Mas eu mudo essa regra! Joga comigo á seria!
Adriana – Não estou com muita pachorra! Joga tu com o Savi, Romanella! (estendendo-lhe o taco e dirigindo-se ao balcão) Uma água se faz favor! (dão-lha e ela paga-a) Obrigada! (sorrindo e dando um gole na garrafa ao mesmo tempo que desvia o olhar para a mesa de Snooker onde os outros jogavam)

Volta a aproximar-se da mesa de snooker e fica concentrada no jogo.
Um rapaz alto, loiro, de olhos azuis aparece do lado de Adriana e mete-se com ela sem a conhecer de lado nenhum.

Ricardo – Olá, o meu nome é Ricardo!
Adriana – Ah, ainda bem! Bonito! (olha-o de soslaio)
Ricardo – Obrigada! Eu sei que sim! (gabando-se)
Adriana – (ri-se) O nome! Não tu!
Ricardo – Ah… Isso! Autch! Directa tu!
Adriana – Realista! (Falava com ele mas nem sequer olhava para este)
Ricardo – Sendo assim posso adoptar a mesma abordagem… Directo! O teu número?
Adriana – Vinte e três!
Ricardo – Hã?
Adriana – O meu número, na minha camisola do Benfica… (gozando com ele e todos se riem da agilidade de Adriana)
Ricardo – Não percebes-te… (ignorando a enorme nega que levara) O teu número de telefone?
Adriana – Hã… Claro! Mas é melhor eu dar depressa porque o meu namorado deve estar ai quase a aparecer…
Ricardo – Namorado?
Adriana – Sim, olha estás a ver aquele ali? (apontando para um homem que jogava na máquina virtual de boxe) Aquele ali no boxe! (o homem tinha montes de tatuagens, e era um bruta montes de todo o tamanho) É ele o meu namorado, por isso eu dou-te o meu número mas tem de ser rápido porque ele é violento!
Ricardo – Bem ele parece mesmo feito para ti, se calhar é melhor não me meter de qualquer das formas foi um prazer! (engolindo em seco) Adeus! (afasta-se)

Todos esperam até ele se afastar completamente e desatam-se todos a rir.

Inês – Muito bom Adriana! (entre gargalhadas) Isto é sempre assim?
Adriana – Às vezes. Estes chavalos não se mancam! Mas eu faço sempre o mesmo, escolho o tipo com o pior ar possivel na sala e digo que é o meu namorado! (meio orgulhosa da sua “técnica”)
Andreia – E isso resulta sempre?
Adriana – Acho que este momento fala por mim!
David olhava Adriana muito divertido mas ele estivera os cinco minutos que durara a conversa sempre pronto para entrar em acção e poder defender Adriana, ele ruía-se de ciúmes.
Adriana – Bem eu vou andando para casa…
Ruben – Não é preciso, divirtam-se! Aproveitem até ás seis! Eu vou dar uma volta. Não se preocupem que estou cá ás seis! Talvez antes! (sai pela porta)



Paragem de autocarros:

Adriana – Boa tarde quero um bilhete para o Baleal se faz favor!
Funcionária – Ida e Volta?
Adriana – Sim, claro.
Funcionária – 3.80 euros se faz favor.
Adriana – Obrigada (recolhendo o bilhete e o troco)

Sentou-se no banco da paragem dos autocarros e esperou que o seu autocarro viesse, toda a sua viagem foi feita em silêncio, perdida em pensamentos.
Passa no local do seu acidente e um arrepiu corre-lhe a espinha mas agora nada de mal lhe podia acontecer, estava segura, e ela sabia-o.




Praia do Baleal:

Adriana estava há mais de duas horas sentada na praia.
As respostas vinham mas tardavam a ir de novo, era uma dúvida demasiado controversa.
Tudo pesava! De um lado: o seu sonho, Diogo, prestígio, cumprir também o sonho dos avós e pais e do outro: David, os seus amigos, a sua entrada na faculdade de Lisboa, a sua vida cá.
As coisas estavam equilibradas.

Adriana – Porquê? Porque é que eu tive de o conhecer logo agora? Logo agora? Ele ama-me (solta um leve sorriso) e eu… eu não sei… Gostava de conseguir dizer o mesmo! Gostava mesmo mas o meu coração está tão leve para amar mas a minha cabeça tão pesada… E depois Juilliard… Talvez seja um sinal a dizer que não devemos ficar juntos… (o mar revolta-se ligeiramente) Ok, tudo bem. Já percebi que não é isso! Mas esta relação é tão difícil… Tão difícil… (falava sozinha)

Eram 4 da tarde quando Adriana finalmente se levantou e apanhou o autocarro de volta para casa, o percurso foi feito novamente em silêncio, mas agora não lhe pesava a consciência, mas sim o coração! A decisão estava tomada!



Casa dos Amorim, 17.00h:

Adriana mete a chave á porta de casa, estavam todos na sala e ela passa sem dizer nada a ninguém e vai para o quarto.
Põem-se a ouvir a música “Flowers for a ghost – Thiriving Ivory” e esta conseguia ouvir-se no piso de baixo.


Sala:

Ruben e Inês conheciam Adriana e o significado daquela música, e por isso entreolham-se cúmplices.

Inês – Oh não… (desabafa)
David – Que foi?
Inês – A música…
David – O que é que tem?
Inês – A Adriana tomou uma decisão!
Ruben – Ela houve esta música sempre que o faz!
David – Eu vou lá!
Ruben – David…
David – Eu vou Ruben, me desculpa!


Quarto 1:

Adriana – And who will bring me flowers when it’s over… (cantarolava acabando de arrumar as poucas coisas que trouxera)
David – Posso? (espreitando á porta)
Adriana – Claro! (desliga a música)
David – Pode continuar escutando…
Adriana – Não é preciso eu já…
David – Já tomou uma decisão… (completou a frase dela)
Adriana – Como é que tu? (pensa) O Ruben! Ele conhece-me mesmo!
David – E? Qual foi?
Adriana não tinha coragem de dizer a David.
David – Você vai embora… (decifrando o silencio dela)

Os olhos de Adriana começam a encher-se de lágrimas e ela tenta controlar o soluçar.
David abraça-a e era exactamente daquilo que Adriana precisava! De David. Ela rende-se ao seu abraço e enrola os seus braços em torno da cintura dele. Ele apertava-a contra si de uma maneira que lhe tirava um pouco da respiração mas o calor do abraço era tão confortável que fazia esquecer qualquer coisa.
As lágrimas de Adriana corriam-lhe o rosto e desaguavam no peito de David.

Adriana – Perdoa-me! Perdoa-me! (dizia abafada no abraço até que David se afasta ligeiramente mas sem nunca a soltar)
David – Não perde perdão, todos temos os nossos sonhos. E eu não vou a lado nenhum eu vou continuar aqui esperando. Isso não muda nada! Eu continuo te amando!

Os olhos de David brilhavam de sinceridade.

Os lábios de ambos selam um beijo doce e apaixonado. Adriana percorre a linha do maxilar dele de beijos e acaba com mais uns quantos no pescoço, de um cheiro inebriante, cheiro de David. Ela reconheceria o seu perfume onde fosse e mais nenhum lhe dava a calma que o dele lhe proporcionava.

Adriana – Obrigada! (abafada no pescoço dele)
David – Te amo!

E por momentos David quase que pode jurar ouvir Adriana sussurrar um “Amo-te” mas talvez fosse só o seu desejo tão grande daquela palavra a traí-lo e ficaram ali, abraçando-se durante o que lhes pareceu uma eternidade.

16 comentários:

Patty B disse...

opa dri ela n pode ir...

opa

Mé disse...

Ai Driii!! Não vás embora não :( Tadinho do David...
Tem de ficar juntinhos, FELIZES!!!
Adorei o capitulo mesmo ****
Bjinhos

Janee disse...

thanks driiii adorei *-* mas eu adoro tudo o que sao capitulos desta fic :)

ohhh ela nao vai! vai? se ela for o david vai atras so pode... eles nao se vao separar nao pode!

Anónimo disse...

dri adoro a tua fic...
por favor posta outro...
bjs e continua, a história é linda

Ana M. (anamoreira.dl@gmail.com) disse...

Oh Dri,

conseguiste num só capitulo fazer-me rir à gargalhada e chorar...

Está maravilhoso! Parabéns!

beijinho

marta disse...

Fiquei triste Dri com este capitulo,muito mesmo, não sei que rumo queres dar a historia mas acredita que nenhum amor por maior que seja conseguesuperar a distancia...E lembra-te não condenes logo á partida um grande e lindo amor sem antes lutares por ele mesmo que seja em ficção. Bjs.

Anónimo disse...

Dri, é linda a tua fic, é linda a forma como tu escreves, é lindo o que tu fazes...Ela não pode ficar sem ele!!
Parabéns!
Beijo
ASS: Bianca ( do chat) : )

Anónimo disse...

Ohh eles agora vão ficar longe um do outro. Esperemos que esta distância não dite o fim da historia de amor.

Marisa

Anónimo disse...

Lindo lindo... Amei...

escreves mesmo muito bem... continua...

bjs*

Báh

Anónimo disse...

Amei Dri mas eu nao quero que ela se vá embora..oh
Mais!

Anónimo disse...

Adorei dri :D
Amo a tua fic a serio!

Catia disse...

Ai Dri ela nao se pode ir embora :(
Eu quero romance :P
Amei claro

Anónimo disse...

dri posta mais, fic ta tao bonita, um so episódio por dia é tao pouco, tenho ficado smp curiosa. va posta mais. bjs

pipa

Anónimo disse...

METE MAIS, METE MAIS , METE MAIS ... :D

Anónimo disse...

+++++++++ p.f

é mesmo mt bom...

Unknown disse...

O meu Deus...

uma crise de choro neste capitulo...

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