quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Capítulo 44 - Finalmente sozinha

Adriana sobe as escadas de casa a correr, veste umas calças de ganga mais justas, calça umas botas de montar, veste uma t-shirt vermelha e ata o seu cabelo numa trança.
Com a mesma rapidez com que sobe as escadas desce-as atravessando o jardim onde todos estavam sem sequer dar tempo de alguém lhe dirigir uma palavra que fosse.

Catarina - ADRIANA! EI! ADRIANA! (esta finalmente pára e volta atrás)
Adriana - Sim? (ainda ofegante)
Catarina - Onde é que vais? As cavalariças são para ali...
Adriana - Eu sei mas eu vou buscar o Sultão... Não me vai saber tão bem senão for o meu cavalo...
Catarina - Tens a certeza? Ainda é muito longe daqui até tua casa...
Adriana - Não te preocupes... Volto num instante! Importas-te é que o deixe cá nas vossas cavalariças e amanhã o caseiro o venha buscar?
Catarina - Força! Estás á vontade! Vai com cui... (Adriana já tinha saido disparada novamente a correr)...dado!

Ainda corre bastante até chegar á sua casa mas finalmente alcança-a e entra na sua casa para ir ver os avós.

Adriana - Olá avó! Olá avô! (beija-os)
Avó - Então? Como correram as provas mia bambina?
Adriana - Bem... Tive vinte a tudo!
Avô - É a minha neta! Agora apronta-te para os exames de artes visuais...
Adriana - Eu sei avô não se preocupe. Ainda volto cá depois do casamento. Vou levar o Sultão para um passeio e deixo-o nas cavalariças dos Amorim. Amanhã o caseiro vai lá buscá-lo. Pode ser?
Avò - Claro! O Sultão está doido de saudades... Já não o montas desde o Natal...
Adriana - Beijinhos avó! Beijinhos avô! Fui! (sai disparada)
Avô - Esta juventude de hoje... Sempre com pressa, sempre com pressa...
Avó - No nosso tempo não era nada assim pois não, meu velho?
Avô - Oh... No nosso tempo...

Adriana entra disparada nas cavalariças.
Ela estava mesmo a precisar daquele momento. Aparelhou o cavalo, montou-se em cima dele e saiu disparada num galope furioso pelos campos fora.
O galope de Sultão fazia o chão tremer, Adriana segurava as rédeas com firmeza e o vento rasgava-lhe o rosto, fazendo as poucas mexas soltas da sua trança voarem.Era uma sensação única e indescritível. Ali, Adriana sentia-a ela, sem qualquer pudor, sem qualquer medo, confessava os seus maiores medos e os seus maiores segredos.
Sem quase dar conta disso, o tempo passou a correr e Adriana já tinha atravessado os limites da herdade da sua família e estava muito próxima da casa dos Amorim.
Já podia ver a casa, ouvir as gargalhadas divertidas que vinham da piscina e poucos segundos depois já conseguia ter uma imagem daquele quadro perfeito, um quadro onde ela não se encaixava.

Catarina - Ei! Estava a ver que já não voltavas... (Dando pela presença dela)
Adriana - Eu perdi a noção do tempo...
Catarina - Não duvido... Daqui a nada vamos todos sair para o jantar de ensaio na Quinta do casamento. Vamos agora todos arranjar-nos...
Adriana - Tudo bem, eu vou só por o Sultão nas cavalariças... Eu arranjo-me depressa.
Sofia - Olha um cavalho! (vendo Adriana e correndo para junto dela)
Adriana - Queres fazer uma festa? (Sofia encolhe-se ligeiramente e Adriana desce do cavalo) Ele não faz mal. Anda cá! (pega nela ao colo e ergue a menina até junto da cabeça de sultão e deixa-a fazer-lhe festas) Vês? É meiguinho!
Sofia - É giro! Gosto dele! (Adriana ri-se e coloca-a no chão) Mãe! Pai! Quero um cavalho! (correndo para junto deles)
Adriana - Bem, vou levá-lo então. Até já!
Catarina - Até já!

Adriana volta a subir para o cavalo e leva-a a trote para as cavalariças, mas quando passa por os outros que estavam no jardim David olha-a, com olhos de desilusão, mas acima de tudo mágoa e arrependimento.




Cavalariças:

Adriana estava sozinha, já tinha colocado Sultão numa divisória mas falava com ele enquanto lhe acariciava o focinho, entre beijos e festas.

Adriana - Eu sou uma tola! Onde é que eu estava com a cabeça quando por momentos alucinei que eu e o David podiamos funcionar? Não me canso de sonhar... Eu sei, eu sei. Tens razão a culpa é minha! É verdade! Mas aquilo com o Diogo foi um beijo técnico! Muito convincente é verdade, mas técnico. Mas também quem é que me mandou não acreditar no que o David disse? Eu sabia que no fundo ele seria incapaz de fazer uma coisa daquelas... Se eu não me tivesse armado em tola secalhar agora podia estar bem com ele... E tu viste? Viste a maneira como ele olhou para mim?
David - Como é que eu olhei pra você?
Adriana - (estremece) Ai que susto!
David - Não queria assustar você... Você não vai responder à minha pergunta?
Adriana - Não era sobre ti...
David - Eu ouvi... TUDO!
Adriana - Ouviste mal decerteza! Estás a fazer confusão... (vira-lhe costas mas ele puxa-a por um braço)
David - Eu sei bem o que eu ouvi... Quanto tempo mais é que a gente vai evitar ter essa conversa?
Adriana - Eu tenho de me ir arranjar para o jantar... Devias fazer o mesmo... (Adriana sai em direcção à casa deixando David para trás)

7 comentários:

Patrícia B. disse...

Oh k fofinho...lol...

tadinho dele...

Janee disse...

Não vejo a hora de o Ruben e a Inês os trancarem num quarto XD quero maisssss please. Acho que agora só posso vir aqui ler o resto depois do jogo do nosso benfica, mas por favor nao deixes de colocar mais um. pleaseeee:) Beijo dri

Anónimo disse...

Nem eu Janee =)

Anónimo disse...

Como sp está mt fixe! continua... estou à espera do momento em q eles vão finalmente ficarem sozinhos...

Anónimo disse...

Ai que lindo dri, que perfeito!

Anónimo disse...

Amei como sempre!

Mé disse...

Ai tadinho dele.....fala lá com ele, não sejas má :D

Bjinhos!!

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