Todos se riem com ela e é David, o primeiro a aproximar-se de Adriana para verificar se ela estava bem e ajudá-la a levantar-se.
David – Estás bem? (agachando-se perto dela agora já sentada no chão)
Adriana – Acho que nunca me senti tão bem! (olhando-o nos olhos)
David – Ainda bem que não se machucou… (estende-lhe a mão para a levantar e quando o faz ficam muito próximos)
Todos reparam no clima que se instalou sobre eles mas Inês é a mais corajosa, e também já alegre o suficiente para iniciar uma brincadeira.
Inês – É o amor!! (cantando e os outros juntam-se a ela)
Inês, Luisão, Fábio – Que mexe com a minha cabeça e me deixa assim!
Ruben – Importam-se de se calarem e seguirem caminho para casa? (esticando o dedo no ar, apontando em frente) Por este andar chegamos lá quando amanhecer…
Adriana – Ehhh! Exagerado! (afastando-se de David)
Adriana prossegue o resto do caminho até casa sempre na galhofa, saltando, cantando, enfim aproveitando o seu estado “alcoolicamente feliz” para esquecer tudo.
4:45 H, porta de casa dos Amorim
Ruben – Shiiu! Importam-se?
Adriana – Anda lá com isso ó! Abre a porta (rindo-se á gargalhada)
Ruben – Eu?? Tu é que tens a chaves?
Adriana – Ups! Esqueci-me delas… (ri-se mas desta vez ninguém a acompanha)
Fábio – Então tocamos á campainha… (estendendo o dedo para o fazer)
Todos – NÃO! (gritam)
Ruben – Shiiiiiiiu! E agora? Alguma sugestão… Para além da campainha? Os meus pais já devem estar a dormir, assim como o resto do pessoal cá de casa e a Catarina não está cá...
Adriana – A janela!
Ruben – Ai sim! Claro! Vamos todos entrar pela janela? Grande ideia!
Adriana – Eu entro! Eu abro a porta! (ar tolo)
Andreia – Eu acho melhor não… No estado em que ela está Ruben…
Ruben – Mais alguma ideia? (ninguém responde apenas se ouvem gargalhadas, agora mais controladas, de todos) Então será a janela!
Adriana já descalça, puxa ligeiramente a saia do seu vestido para cima, abre a janela e inicia uma nova brincadeira.
Afasta-se dois metros da janela.
Adriana – Eu vou uma!
Ruben – Adriana… Anda lá com isso a sério!
Fábio - Força! Dá-lhe gás! (todos se riem e apoiam-na com gritos de incentivo)
Adriana – Eu vou duas! Eu vou…
E antes que pudesse acabar a contagem, já tinha corrido e atirando-se de cabeça para dentro da janela, que tinha logo um sofá por baixo dela.
Ouve-se um enorme estrondo. Adriana atirara-se de cabeça, caíra sobre o sofá e dera uma cambalhota, meio tosca.
Ruben – Estás bem? (preocupado)
Adriana – Óptima! (caída no chão ergue a mão no ar e ergue o polegar como sinal de estar tudo bem, e os outros apenas lhe conseguem ver esse gesto do lado de fora da janela o que volta a provocar gargalhada geral naqueles que já estavam alegres)
Ruben – Ó minha mãe! Onde é que eu me fui meter! Calem-se já ou dormem todos na rua! (nesse momento Adriana abre a porta, ainda meio despenteada, e atarantada da queda)
Adriana – Vá agora o Ruben manda! Todos dormir, meninos! (gozando)
Ruben – Deixa-te de coisas! Amanhã, tu e eu, conversamos!
Adriana – Hum… Que medo! (brinca)
Ruben – Vai tudo a subir para os quartos e deitarem-se! Já!
Todos entram dentro de casa e seguem para o andar de cima para se deitarem, todos á excepção de Ruben, Inês, Adriana e David.
Ruben – Vai-te deitar Adriana! Por favor!
Adriana – Eu vou! Eu estou a ir! Não estás a ver-me? (Finge aproximar-se das escadas)
Ruben – O que eu estou a ver é que estás muito bêbada!
Adriana – Ó fofinho, chamaste-me bêbada? (voz doce e aproximando-se dele)
Ruben – Sim chamei, chamei!
Adriana – Mau, mau , mau ,mau ,mau! (chateada)
Ruben – Mau, mau, mau, mau, mau digo eu! Vai-te deitar!
Adriana – Fogo! Estás uma seca! Nunca foste assim!
Ruben – E tu também não eras assim!
Adriana – Estúpido!
David – O Ruben tem razão… Vamos todos deitar-nos. Vem cá vem!(agarra nos braços de Adriana para a ajudar a levar para cima)
Adriana – E tu larga-me! Não venhas para aqui mandar pertardos!(sacudindo-se para David não a agarrar) Eu consigo muito bem ir pelas minhas pernas!
David – Larga de ser teimosa! A gente ajuda você! (tentando agarrá-la outra vez)
Adriana – Não quero! Deixem-me! (Volta a sacudir-se mas tem de se baixar ligeiramente para conseguir mais força pois David agarrava-a com mais firmeza)
Ruben – Então se queres ir sozinha vai mas pelo menos tá calada!
Adriana – Sim senhor chefe! (gozando)
Adriana inicia uma correria para subir as escadas rapidamente, mas o pé falha-lhe num degrau e ela cai nas escadas apoiando as mãos para não bater com a cara.
Adriana – Não digam nada! (levantando-se)
Ruben – Eu avisei-te… (tom de voz irónico)
Adriana – Sim, Sr.Sabe-tudo! Tchau!(Inês segue-a)
Mas a noite não acabava aqui…
4 comentários:
Maravilhoso Dri ! Sempre espectacular! Espero mais dois esta noite :)
Lindoooo =D
Adoro *.*
msmo engraxado dri...
a parte mais gira foi o tranbolhao do adriana...
lol
Ai o que eu me ri com este capítulo!
Olá! Sou uma nova leitora da tua fic. Só ia para comentar quando acabasse de ler, mas este capítulo tinha de comentar. Está espectacular!!! Mesmo! Ri-me tanto, mas tanto com as descrições das figuras dela! Ai está demais!
Parabéns! Escreves muitíssimo bem!
Kiss
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