A noite tinha sido perfeita! Há muito tempo que eu não se sentia assim tão completa, tão feliz e com um homem que realmente me amava do seu lado.
Ele tentava abrir a porta de casa, no meio da penumbra do corredor, e eu olhava-o sorrateiramente e os meus lábios rasgavam-se num sorriso.
Cada contorno do seu rosto, do seu corpo e da sua personalidade faziam-me crer que eu era a mulher mais sortuda do mundo por ter do meu lado, aquele que eu considerava ser, o melhor homem do mundo.
- Tá olhando assim para mim porquê? – perguntava-me ele divertido ao mesmo tempo que tentava acertar com o buraco da fechadura
- Sei lá! – respondi-lhe eu descontraidamente
- Sei lá não é resposta! Tenta outra vai! – disse ele conseguindo abrir finalmente a porta
- Porque te amo! – respondi-lhe o mais sinceramente possível
Às vezes até me sentia mal, mas era inevitável controlar os meus olhares, ele é tudo o que se podia desejar. Bem, na verdade ele é muito mais do que o que se podia desejar.
Ele estancou com a minha resposta, acho que não estava á espera, não era a primeira vez que lhe dizia que o amava mas aquele “Porque te amo!” soou tão sincero, tão genuíno! Disse-o do coração, sem pensar no que responder, foi espontâneo. E agora eu começava a perceber que amar o David tornara-se tão espontâneo, e necessário, como respirar.
Ele demorou alguns segundos a digerir a minha resposta, porque havia sido apanhado de surpresa, acho que ele achou que eu ia responder tudo menos aquilo, naquele momento. Quando finalmente se recompôs os olhos dele brilhavam e um sorriso contrastante havia inundado o seu rosto perfeito.
Eu delirava com aquele sorriso, quando ele me sorria assim acho que todas as partes do meu ser tremiam num misto de nervosismo e emoção.
O meu coração disparou quando o vi vir na minha direcção, com aqueles olhos fixos em mim, na minha boca. Eu sabia que ele me ia beijar, e não queria fazê-lo ali. Escapei-lhe por entre os braços, puxei-o levemente entrando dentro de casa e fechei a porta atrás de nós.
Ele percebeu que eu não queria beijá-lo no corredor, qualquer pessoa poderia aparecer, e mesmo que não aparece-se ninguém, aquilo fazia parte da minha personalidade, eu amava-o mas não gostava de expor assim os meus sentimentos, as minhas demonstrações de afecto, em frente de pessoas que eu não conhecia, e aqueles momentos eram só meus e do David e eu não queria ter de correr o risco de ter de partilhá-los com mais ninguém.
Ele sabe como eu sou, e apenas soltou uma gargalhada abafada e voltou a dirigir-se para mim da mesma maneira, com o mesmo olhar, aquele que me deixava tão fraca mas com o coração a mil.
Antes de algo ser dito ou feito ele pousou o saco de desporto e o meu casaco sob a mesinha do hall.
Posso jurar que quando as mãos dele tocaram o meu rosto, a minha pele ardeu sob as palmas das suas mãos.
O seu toque tão quente, tão macio, tão seu, e que eu podia reconhecer, onde fosse, sem hesitar durante um segundo sequer.
Ele fechou os olhos e eu fechei os meus também, as suas mãos continuavam postas no meu rosto, e eu, em gesto de resposta e dando-lhe uma espécie de sinal de permissão para me beijar, pousei as minhas mãos pequenas, comparadas com as dele, sob a camisa que cobria o seu peito.
Os meus olhos não viam, mas as minhas mãos sentiam que a distância entre nós estava a encurtar e nos meus lábios sentia já a respiração ofegante de David.
A minha mão direita, que estava pousada sobre o lado esquerdo do seu peito, sentia o seu coração descompassado e em perfeita harmonia com o meu, que da mesma forma desesperada batia por um beijo.
Senti os seus lábios quentes a tocarem levemente os meus. Tentei unir as duas bocas mas ele fugiu-me, eu abri os olhos e vi-o na minha frente, com os dele também abertos e sorrindo como sinal de satisfação, ele queria provocar-me, fazer-me “sofrer”. Eu podia ler esse desejo na sua expressão marota e sempre brincalhona.
Voltei a fechar os olhos, não iria deixar aquilo barato.
Ele voltou a aproximar-se do meu rosto, voltei a sentir a respiração dele nos meus lábios entreabertos, segundos depois senti os seus lábios tocar muto levemente nos meus. Tentei afastar-me mas ele desceu uma das mãos do meu rosto para a minha cintura, puxou-me forte contra o seu corpo, e beijou-me. Acho que ele adivinhou que eu não iria deixar aquilo barato e antes que eu lhe fizesse o mesmo, ele adiantou-se e deu-me um beijo.
Oh Meu Deus! E que beijo! Os lábios dele aplicavam uma pressão sobre os meus, não me magoava, mas revelava um enorme desejo. Ele aplicou alguma pressão também na minha cintura e empurrou-me ligeiramente, de maneira a que rodámos mais ou menos 45º e empurrou-me, mas com todo o cuidado para não me aleijar, contra a parede, mas sem nunca separarmos nossas bocas.
Senti um arrepio percorrer-me a espinha quando ele enterrou a cabeça dele no meu pescoço e me beijou. Senti algo húmido e quente contra a minha pele, era a língua dele. Movimentava-se juntamente com os lábios contra o meu pescoço e dava-me uma sensação indescritível.
Senti então uma leve mordiscada na pele do pescoço, eu tremi da cabeça aos pés, nas mãos de David, até a força nos joelhos me faltar e ele solta uma gargalhada abafada no meu pescoço.
Ele descontrolava-me com aquelas pequenas brincadeiras, e ele sabia-o tão bem mas mesmo assim fazia-as porque lhe dava um certo gozo ver-me assim desorientada, a tremer que nem varas verdes nos seus braços.
Ao fim de algumas brincadeiras, divididas entre o meu pescoço e o lóbulo da minha orelha, finalmente volto a ver-lhe o rosto.
E que perfeição! A luz ligeira que invadia o corredor, pela janela da sala e vinda do pequeno candeeiro, em cima do aparador do hall onde estávamos, deixava-o mais belo que nunca.
Os olhos dele brilhavam, estavam ligeiramente mais escuros e um sorriso tímido invadia-lhe o rosto.
Beijei-o no canto direito da boca, foi a vez de ele tremer. Tinha de provocá-lo mais um pouco.
- Tenho de ir andando – sussurrei-lhe ao ouvido em jeito de provocação e tentando afastar-me dele dando a entender que tinha mesmo de me ir embora
E de facto tinha mesmo de ir, estava a ficar tarde e eu ainda tinha de apanhar um táxi para casa pois não queria que ele tivesse de conduzir àquelas horas da noite.
Ele não deixou, puxou-me para ele e o meu coração acelerado fez ricochete no peito dele. Ele sentiu e sorriu vitorioso. Eu adorava estes joguinhos que sedução com David, faziam-me apaixonar sempre mais, e mais, e mais, pelo homem maravilhoso que era meu. Sim, meu! Que bem me sabe dizer isto.
Beijei-lhe a linha do maxilar, era a minha vez de brincar no pescoço dele. Beijei-o em pequenos toques dos meus lábios contra a pele dele.
O cheiro dele inebriava-me. Era um cheiro único, era só dele, como eu costumo dizer: era cheiro de David. Fiz-lhe uma carícia mais atrevida, e passei-lhe a minha língua na curva do pescoço, segui para a maçã-de-adão, e dei um pequeno beijo aí. Ele tremeu que nem um menino pequeno quando leva um berro. Eu ri-me sem ele ver, claro. Finalmente consegui perceber o prazer que ele tinha em sentir-me tremer por ele, pelo toque dele, porque eu também sentia o mesmo quando ele tremia por mim.
Desvie-lhe ligeiramente os caracóis, e entre os meus lábios puxei a pele do pescoço dele sem o magoar, soltei e dei um pequeno beijo na zona. Olhei para ele e sorri, ele pôde perceber pelo meu sorriso atrevido que lhe acabara de fazer um chupão, mas pela expressão dele não creio que se tenha importado, pois olhava para mim sorrindo maravilhado.
Beijei-lhe a boca e mordi-lhe o lábio inferior muito carinhosamente, quando ia a fugir da boca dele, senti os lábios dele puxarem os meus e a língua dele percorrer-me o lábio inferior de uma ponta à outra. Se a minha boca não tivesse unida à dele ter-se-ia aberto um sorriso do tamanho do mundo. As nossas bocas separaram-se selando o beijo com vários toques de lábios seguidos.
- Tenho mesmo de ir… - disse-lhe eu consciente de que já era tarde, ainda tinha de ir de táxi até casa e virei-lhe costas
- Não tem não… - disse-me ele num tom provocador e agarrando-me por trás a cintura e puxando-me contra o corpo dele, enterrou a sua cabeça no meu pescoço e mordeu-me o lóbulo da orelha, o que me fez estremecer novamente
- Tem de ser… Tu sabes que sim! – disse-lhe plenamente consciente de que a minha vontade era de ficar ali ou de que ele viesse comigo enquanto que ele continuava atrás de mim, agarrado à minha cintura beijando-me o pescoço, as costas, os ombros e as orelhas. Virou-me de frente para ele e encostou-me de novo à parede
- Fica comigo… Só mais essa noite… - sugeriu-me ele por entre vários beijos curtos e olhando-me profundamente nos olhos
Eu estava aterrorizada. Tinha medo da carga formal que aquilo acarretaria. O ambiente estava quente entre nós, estávamos sozinhos, em casa dele e a situação perfeita estava criada. Tremi só de pensar na ideia.
Eu sabia que estava preparada mas tinha medo do momento em si mas mais do que isso, tinha medo de o desapontar, pois não seria a primeira vez que ele fazia aquilo, ao contrário de mim.
Mas eu amo-o, não podia esperar uma vida inteira até deixar de ter medo, para me entregar a ele da última maneira que faltava, fisicamente. E se eu esperasse por esse momento a vida inteira na esperança de não ter medo, então acho que esse momento nunca chegaria.
Eu sei que o David não ia forçar nada que eu não quisesse, o problema era que eu queria, apesar de estar aterrorizada. Acho que o clima instalado dava a plena noção de qual era a minha vontade mas David ainda não tentara nada mais… O que devia eu fazer para lhe dar o sinal de avanço?
Olhei para baixo, e vi que ele estava excitado. Fiquei corada e acho que ele percebeu, pois tentou disfarçar a sua erecção forçando-me a olhar para o seu rosto, nos olhos dele. Era a situação perfeita para lhe dar sinal de que era aquilo que queria mas não sabia bem o que fazer ou como o fazer.
Deixei a minha mão, que até ao momento estava pousada no seu ombro, deslizar pelo peito, até baixo. Não sei como arranjei coragem de o fazer, mas fi-lo!
A minha mão ficou pousada no cinto de David, ele beijava-me mas sentiu a minha mão e então separou as nossas bocas e olhou para baixo, para confirmar que aquele toque era meu.
Ele levantou a cabeça na minha direcção, o seu olhar estava meio confuso mas muito brilhante.
Decidi que o que acabara de fazer tinha sido a maior estupidez da minha vida, senti-me corar, mas fui incapaz de tirar a mão do cinto dele agora que ele já a tinha visto.
Não sabia bem o que fazer, tentei sorrir mas o meu rosto estava congelado, completamente inerte mas o dele mostrava um sorriso escondido, mas eu não tinha a certeza se aquilo era um sorriso de felicidade ou um sorriso de “Não quero fazer isto… O que é que você tá fazendo?”.
Sem qualquer reacção, e com a (falta de) expressão dele só me ocorreu beijá-lo.
Senti então a mão dele, descer-me da nuca, para as omoplatas, meio despidos pelo vestido, e passar-me no meio da espinha, mesmo sobre o fecho do vestido. Quando chegou ao fundo das costas a sua mão parou e deixou de me beijar. Eu não queria que ele pára-se, por isso deixei a minha mão subir de novo para a sua barriga e acariciei-lhe os músculos tonificados, corei ligeiramente com o toque. Não contente com o facto de ele continuar sem me beijar de novo voltei a deixar a minha mão pousar sobre o cinto dele. Ele voltou a descer o olhar para confirmar que o toque era meu, encarou-me com os seus olhos castanhos-esverdeados e eles estavam mais escuros e as suas pupilas dilatadas.
- A gente não tem de fazer nada, não quero pressionar você – confessou-me sincero
- Mas eu quero amor… - confessei-lhe envergonhada
- Tem certeza, meu amor? – perguntou-me num tom de voz receoso mas muito carinhoso
- Toda a certeza do mundo! – respondi-lhe num sussurro
Ele sorriu-me e eu quase desvaneci nos braços dele. Deixei as minhas mãos subirem até ao peito dele e tocarem o primeiro botão da camisa com intenção de a desabotoar.
- Meu amor… – senti a voz dele falhar e pude perceber que ele ainda não estava convencido da minha decisão
- Quero ser tua! – sussurrei-lhe ao ouvido
Disse-lhe aquilo ao ouvido, porque acho que de outra maneira, encarando-o, teria sido incapaz de tal coisa.
Ele sorriu. Aquilo deixou-me satisfeita.
- Te amo! – ouvi da boca dele no meio do beijo que entretanto me dava
Muito timidamente, e como quem não sabia muito daquelas coisas deixei as minhas mãos empurrarem o casaco dele para trás e ele deu-lhe o jeito, foi o suficiente para o casaco cair ao chão.
Ele sorriu-me e eu sorri-lhe meio envergonhada. Eu não sabia o que fazer, era a primeira vez que o fazia e estava cheio de medo de parecer ridícula na frente dele.
Então voltei a beijá-lo, enquanto as minhas mãos percorriam a fileira de botões da camisa e os desapertavam um a um.
Ele agarrou os meus quadris entre as suas mãos grandes e quentes, o seu toque queimou-me a pele mesmo por cima do tecido do meu vestido.
Ele percebeu que eu estava nervosa, então agarrou-me na mão puxando-me para o quarto dele. Travei-lhe o movimento, e curvei-me ligeiramente, sem lhe largar a mão para retirar os sapatos de salto que deixei espalhados no hall junto do casaco dele. Ele riu-se e voltou-me a puxar com delicadeza. Ele seguia á frente e eu atrás, a mão dele tocou num pequeno interruptor do lado da porta que fez umas luzes fracas nas mesas-de-cabeceira acenderem quando ele se ia a virar para mim atirei-me nos braços dele e beijei-o como nunca o havia feito. Apanhei-o de surpresa, desprevenido, desarmei-o, ao menos assim estaríamos de igual para igual nessa noite: completamente desarmados um para o outro. Parei. Ele tirou a camisa, eu senti o meu coração disparar, o meu corpo estremecer, a respiração faltar-me, sentia-me como se fosse morrer. O tronco dele despido era perfeito, já o tinha visto em tronco nu, mas não naquelas circunstâncias, passei-lhe a minha mão gelada no peito descendo para os abdominais e a respiração dele acelerou seguida de um gemido de dor. Eu tinha sido um pouco cruel, ele estava super quente e as minhas mãos geladas dos nervos. Sorri-lhe como pedindo perdão e ele desmanchou-se também num enorme sorriso que me deixou pior do que já estava.
Em menos de dois segundos senti os lábios húmidos dele contra os meus e fechei os olhos, deixei-me levar. Beijá-lo era um acto tão natural como respirar, e igualmente essencial á minha sobrevivência.
Senti o tronco nu dele contra o meu corpo e as mãos dele percorreram todas as curvas e recantos do meu corpo.
As mãos dele percorriam as minhas costas e eu beijava-lhe o rosto, ele pousou as mãos no fecho e lentamente foi movendo-o até ao fim.
Ele olhou-me nos olhos, consegui perceber que ele me pedia permissão para continuar, assenti-lhe positivamente com a cabeça e ele pousou a mão na alça direita do meu vestido.
Foi descendo-a lentamente ao mesmo tempo que percorria o meu ombro com beijos, depois despiu-me a alça esquerda da mesma maneira. Olhou-me nos olhos, fiz o mesmo e sorri-lhe, ergui os braços no ar, queria que ele me tirasse o vestido e ele assim o fez.
- Te amo, como nunca amei ninguém…
- Quero tanto ser tua…
Muito carinhosamente foi puxando-o delicadamente e atirou-o para o chão, beijei-o.
Naquela noite explorara cantos da boca de David que desconhecia e ele fazia o mesmo na minha.
Ele descalçou-se e tirou as meias, ainda bem, detestava ver homens de boxers e meias. Eu desapertei-lhe o cinto, mas com os nervos as minhas mãos acabaram por atabalhoar-se todas ao tentar desapertar o botão e o fecho. Ele riu-se, olhou para mim como que pedindo permissão e fê-lo ele mesmo.
Ficámos então ambos em roupa interior.
Ele sentou-se no fundo da cama e eu deixei-me ficar encostada à parede que ficava de frente para onde ele estava, com as mãos atrás das costas, e baloiçando-me nos dois pés cruzados á minha frente. Eu sorria-lhe e ele fazia o mesmo para mim.
Se aquele momento ia mesmo acontecer eu tinha de ir buscar protecção. Foi a primeira coisa em que pensei, e desde que David tentara fazê-lo e me prometeu que esperaria pelo momento certo eu andava sempre com um preservativo, não fosse o momento certo chegar quando eu menos esperasse.
Então olhei em minha volta procurando a minha mala, lembrei-me que ficara no hall de entrada sobre o aparador. Dirige-me para lá mas senti uma mão ardente agarrar-me o braço com firmeza, era David.
Ele puxou-me contra si e os nossos corpos semi-nus ficaram colados e os nossos rostos a milímetros de distância.
- Tá indo onde? – perguntou-me ele num sussurro
- Buscar uma coisa… - respondi-lhe afastando-me dele e revirando a minha mala sobre o tocador
Encontrei o preservativo, escondi-o na mão, cerrei o punho e muito nervosa entrei novamente dentro do quarto onde ele esperava por mim sentado no fundo da cama.
Aproximei-me dele, deixei os meus joelhos descaírem ligeiramente, agarrei um punhado de cabelo dele, pois a cabeça dele estava ao nível da minha barriga. Brinquei com alguns dos seus caracóis enquanto ele se ria como uma criança.
Curvei-me e beijei-o enquanto a minha mão desceu do cabelo para o rosto. As nossas bocas separaram-se do beijo curto e eu estendi-lhe a mão abrindo-a e revelei o que havia no seu interior.
Ele riu-se, achei que estava a gozar comigo, mas só depois percebi o quão ridícula acabara de ser, era óbvio que um matulão como ele devia ter daquilo em sobra e demasia.
Ele agarrou no que tinha na mão e atirou-o para o chão, ele aterrou muito perto da porta do quarto e ambos olhámos para confirmar. Quando nos fitámos novamente ele colocou a mão esquerda na minha cintura e puxou-me para ele, obrigando-me a curvar as costas para o beijar.
Sem saber bem porque, reagi a um impulso do meu corpo e beijando-o coloquei a minha mão direita em torno da nuca dele, abri ligeiramente as pernas e sentei-me sobre o colo dele.
Conseguia sentir a excitação dele contra o meu corpo, em parte porque estava sentada em cima dele e não me havia lembrado de tal pormenor.
Ele parou de me beijar, acho que ficou surpreendido por eu tomar aquela iniciativa. Mas toda eu tremia dos nervos.
Ele beijou-me e deixou a sua boca escorregar dos meus lábios para a minha orelha.
- Relaxa, meu amor! – sussurrou-me ao ouvido e beijou-me de novo
Senti que ele se ia levantar e levar-me no seu colo. Ele estava em pé beijando-me, e agarrava-me na cintura, senti-me escorregar dos braços dele e então entrelacei as minhas pernas em torno da cintura dele.
Ele deixou uma das mãos subir até as minhas costas e deixou a outra na minha cintura.
As nossas bocas não se conseguiam separar. Ele andou comigo assim agarrada a ele com as pernas em torno do seu corpo, até á lateral da cama e muito delicadamente foi-se inclinando pousando-me em cima dela.
Parou de me beijar e eu só lhe conseguia sorrir. A boca dele descia agora para o meu peito, e ele percorreu a minha barriga com beijos. Eu estremeci e ele percebeu que me tinha deixado nervosa por isso não insistiu mais e voltou a procurar a minha boca.
Ele deitou-se sobre mim, ele era pesado mas era um peso agradável. O corpo dele estava quente, na verdade muito quente e o meu frio, por isso não recusei sentir aquela sensação tão agradável. Beijámo-nos, acariciámo-nos durante minutos, ele estava a ser super carinhoso e as mãos dele percorriam o meu corpo descobrindo cada curva, cada contorno.
Ele quebra o beijo e sinto o peso sobre o meu corpo desaparecer. Ele estava em pé ao lado da cama. Não percebi o que iria fazer por isso levantei-me e deixei-me estar sentada na cama. Ele abriu a gaveta da cabeceira e tirou lá de dentro um preservativo. Eu sorri-lhe. Tinha sido mesmo tosca ao achar que ele não teria daquilo para se precaver.
Coloquei-me de joelhos na cama, enquanto ele fechava a gaveta. Atirei as almofadas, vermelhas para o chão e abri a cama, puxei a colcha toda para trás até ao fundo da mesma enquanto ele olhava para mim. Ainda de joelhos fui arrastando-me em cima do colchão até chegar á lateral da cama onde ele se encontrava de pé.
Eu era mais baixa do que ele, e de joelhos em cima da cama a diferença de alturas continuava a ser considerável, por isso tive de puxá-lo, colocando a mão atrás do seu pescoço e puxando-o para mim para o conseguir beijar.
Ele foi deixando o seu corpo cair sobre a cama, e por consequência sobre mim.
Senti a mão ardente dele percorrer o meu corpo desde o topo da minha cintura, aos quadris e terminando nas coxas, eu tremia de medo mas um novo sentimento começava a apoderar-se de mim: o desejo. Ele empurrou o corpo dele contra o meu e eu senti todo o corpo dele, cada relevo, cada contorno, contra o meu corpo, quebrando o meu frágil auto-controlo.
Ele deixou os lábios dele percorrerem o meu decote, depois a minha barriga, o meu umbigo, parou, ele não queria que eu me sentisse forçada a nada. Eu também queria poder beijar o corpo dele. Dei uma reviravolta. Estava eu em cima agora. Beijei-o na boca, depois no peito tonificado, desci até á barriga e percorri cada contorno dos seus abdominais com beijos e algumas carícias com a minha língua. Voltei ao seu pescoço mas deixei as minhas mãos na barriga dele, elas desceram mais um pouco… Não sei onde arranjei coragem, mas acho que a naturalidade com que ele fazia tudo me estava a dar confiança para também o fazer. Beijava-lhe o pescoço e tocava-o por cima dos boxers, ele gemeu baixinho de prazer por entre os meus cabelos, pude perceber que não era pelos beijos no pescoço mas sim pelas carícias que lhe fazia. Ele travou-me os movimentos puxando-me os braços para o peito dele. Fiquei confusa, achei que estava a fazer alguma coisa mal. A minha cara contraiu-se de preocupação.
- Fiz alguma coisa de errado? – perguntei amedrontada
- Nada meu amor, cê tá sendo perfeita – confessou-me ele sorrindo imensamente
O meu corpo serenou, percebi que ele apenas não queria que eu insistisse em algo que podia não ser minha vontade apenas para o satisfazer. Delicadamente voltou-se a deitar sobre o meu corpo e beijou-me, acariciou-me, durante largos minutos. David era pesado e o meu corpo começava a ficar dormente então resolvi dar um pequeno impulso fazendo os nossos corpos rodarem e o meu ficar ligeiramente sobre o dele mas essa posição não me fazia sentir que estava eu sobre o controlo, até porque foi David que o tomou. Senti a mão esquerda dele, onde ainda tinha o relógio que ele raramente largava, percorrer-me a linha da coluna e pousar sobre o fecho do meu soutien. Uma nova preocupação invadiu-me. Ele iria ver-me nua e não era uma coisa a que eu estava habituada. Poucas pessoas me tinham visto assim, só a minha melhor amiga, a Débora, a minha mãe, e o meu primo, porque éramos muito chegados quase como irmãos e havíamos sido criados dessa mesma forma.
Senti uma enorme vergonha apoderar-se de mim e rapidamente o sangue aflorou-me as maças do rosto, travei o braço de David com a minha mão direita. David reparou e o seu rosto formou uma expressão confusa que pedia uma resposta.
- Tenho vergonha… – confessei-lhe em surdina e não precisava dizer mais porque ele percebeu ao que me referia
- De mim, meu amor? – perguntou ele baixinho com um sorriso carinhoso
- Desculpa mas não sou de expor o meu corpo e tu vais ver-me nua… - disse-lhe muito envergonhada
- Mas eu sou seu namorado, a gente tá junto, é a coisa mais normal… - disse ele com uma grande naturalidade
- Tenho vergonha na mesma… Sinto que me estou a expor… E eu tenho medo de te desiludir… Não sou perfeita, sabes… - insisti eu procurando perceber o que lhe ia na alma através do olhar
- Não tem vergonha de mim não, meu amor. Cê não se vai expor não! Cê vai ser minha e eu vou ser seu como nunca antes… Cê é perfeita e por isso o que quer que eu vá ver só vai confirmar as minhas suspeitas – disse ele divertido tentando acalmar-me
- Só tu! Desculpa-me! Isto é porque eu estou nervosa… - disse-lhe mais calma e com um sorriso tímido a espreitar-me os lábios
- Então relaxa! Eu te amo! Cê sabe disso! Você não tem que fazer nada que não queira! Eu posso esperar… Tenho todo o tempo do mundo! – disse ele muito calmo tirando a mão do fecho do meu soutien
- Não, não quero esperar! Eu amo-te! – disse-lhe muito convicta e voltando a colocar a mão dele sobre a minha espinha e ele sorriu muito carinhoso – Quero estar contigo… Esta noite quero ser tua. Quero que me faças tua, só tua!- acrescentei com um sorriso envergonhado e um brilho nos olhos que eram o bastante para reflectir a felicidade daquele momento
Ele olhou para mim uma última vez, com a mão pousada no meu soutien, como que pedindo permissão para continuar, sorri-lhe, roubei-lhe um outro beijo atrevido nos lábios, era a minha autorização para fazê-lo. Ele beijou-me a boca novamente, com um desejo, uma paixão, que eu nunca havia experimentado. Senti o elástico do soutien a fazer menos pressão nas minhas costas, ele já o tinha desapertado. Olhou-me nos olhos, encaminhou a sua boca para o meu ombro e percorreu-o de beijos até chegar á alça do soutien que carinhosamente desviou, primeiro uma, depois a outra. Num único movimento leve tirou-mo! Senti os meus seios despidos contra o peito dele. David colocou-se então de novo em cima de mim, impulsionou o seu corpo novamente contra o meu e ouvi-o gemer baixinho contra o meu pescoço. Colei mais ainda o meu corpo ao dele, achando que já não era mais possivel colá-los mais do que aquilo, e senti a erecção dele contra o meu corpo. Fiquei novamente nervosa, percebi que o momento estava breve e apesar de todo o cuidado e carinho de David eu não estava mais calma. Ele afastou ligeiramente o seu corpo do meu, fez um movimento rápido e voltou a colocar-se em cima de mim cuidadosamente. Percebi que ele estava agora completamente nu, mas desta vez não me senti envergonhada, ele tinha razão, estávamos prestes a unir-nos da última maneira possivel que nos faltava, a física, e vê-lo despido era a coisa mais natural do mundo. Ele sorriu satisfeito perante tanta calma minha. Senti então as mãos dele nos meus quadris, e os polegares dele a puxarem ligeiramente a única peça de roupa que me sobrava, o meu coração disparou e quase me faltou o ar. Ele ao contrário de mim parecia muito sereno, e tão naturalmente como que respirando, deixou-me nua debaixo do corpo dele. Ele olhava-me, não era um olhar perverso, mas sim um olhar doce, maravilhado.
Ele sorriu-me, beijou-me.
- As suspeitas confirmam-se, cê é perfeita! – afirmou num sussurro junto aos meus lábios, e com um sorriso doce, e os seus olhos colados nos meus
Fiquei feliz, não deu para esconder e os meus lábios rasgaram um sorriso enorme.
Ele voltou a beijar-me, agora os nossos corpos nus, estavam colados um no outro, ele agarrou no preservativo que estava em cima da cama, abriu-o e colocou-o. Voltou a fitar-me nos olhos e eu tremi! O momento tinha chegado!
Coloquei a minha mão sobre o peito dele, pedindo-lhe que esperasse, ele percebeu apesar de eu não ter usado palavras.
- David…
Sentia o coração dele bater acelerado, pude finalmente perceber que ele estava nervoso mas fazia um esforço por não o mostrar. Relaxei o meu corpo, retirei a minha mão do peito dele, beijei-o, sorri.
As palavras, os actos dele, faziam-me sentir mais segura. Estava pronta!
Ele posicionou então o seu corpo correctamente sobre o meu, e colocou uma das mãos na minha cara e outra na minha cintura.
- Eu te amo, meu amor! – jurou-me baixinho
- Eu também! – jurei-lhe também baixinho colocando as minhas mãos tremeluzentes nas costas dele
Senti então ele unir os nossos corpos num movimento muito suave, mas a dor invadiu-me. Faltou-me o ar e o meu coração parou durante breves segundos. Era uma dor suportável mas não agradável. Ele voltou a entrar em mim e senti-o aplicar mais pressão, gemi de dor e inevitavelmente cravei as minhas unhas nas suas costas, magoando-o sem intenção. Iniciou então um ritmo lento, e podia vê-lo conter-se para não gemer de prazer enquanto eu fazia o mesmo mas para não gemer de dor e não deixar as lágrimas, que se formavam por detrás das minhas pálpebras, escorrerem-me pelo rosto.
Tentei acalmar-me e pensava “Isto vai passar, calma, vai passar”, mas não passava. Só piorava e eu começava a deixar o desespero apoderar-se do meu corpo.
Nesse momento tive uma certeza, aquele iria ser o pior momento da minha vida e ficaria muito aquém daquilo que eu tinha imaginado para a minha primeira vez, iria ser só dor e eu iria estar demasiado preocupada com isso para conseguir sentir qualquer união que fosse com David. E isso magoava-me. Fazia-o por ele, por nós, porque o amava, uma experiência que estava a ficar muito longe daquilo que eu tinha imaginado, mas talvez eu é que estivesse errada e tinha imaginado as coisas como elas não eram. Ele continuava a mover-se contra o meu corpo, beijava-me a boca e eu aproveitava esses beijos para suprimir os meus gemidos de dor. O David olhava-me nos olhos, ele sabia lê-los e percebeu claramente que me estava a magoar mas ele não ia parar, até porque eu não queria que ele o fizesse. Ele abrandou, hesitou, parou de unir os nossos corpos tão frequentemente. Vi nos seus olhos uma enorme preocupação. Deixou-se ficar dentro de mim durante alguns segundos mas sem se movimentar, voltou a entrar no meu corpo muito suavemente apenas aplicando alguma pressão. De repente e quando eu já estava plenamente convencida que aquilo não era nada do que eu tinha imaginado, senti um calor a percorrer o meu corpo. Um calor que vinha de dentro, como um friozinho no estômago, que me enchia o peito e latejava na minha cabeça. E que calor tão agradável! Não sei explicar como mas começou-se a sobrepor à dor. E eu queria mais daquele calor, daquela sensação e David começava a afastar os nossos corpos, então abri as minhas mãos que estavam pousadas nas costas dele e puxei o corpo dele para junto de mim. A sensação voltou. Ele voltou a unir os nossos corpos num ritmo suave e constante. Percebi que aquele calor trazia prazer e que este era proporcionado pelo facto de David estar dentro de mim. Agora estava tudo mais calmo.
Os olhos dele acalmaram e a dor que eu sentia também. Ele continuava a impulsionar o corpo dele contra o meu num vai e vem calmo, o calor aumentava e eu gostava dessa sensação. Mas algo maior estava para vir. Uma sensação que eu não sei explicar, apoderou-se de mim, como uma grande lufada de ar desde o topo da minha espinha até á ponta dos meus pés. Fez o meu coração disparar, a minha respiração tornou-se acelerada e irregular, as minhas pernas semi-encolhidas, encolheram-se ainda mais de prazer e eu tentei suprimir um gemido de prazer mas este saiu-me pelos lábios, muito baixinho. O David olhou para mim, sorriu, ele estava feliz por eu ter deixado de sentir dor e por agora, quando já só sentia prazer, podermos partilhar aquela experiência de igual para igual.
Ele continuava com os movimentos, cada vez mais rápidos e intensos e igualmente o prazer aumentava, as nossas respirações ofegantes na boca um do outro, misturadas entre beijos, os nossos cheiros, os nossos corpos ligeiramente suados completamente em contacto.
O prazer aumentava e nós disfarçávamos gemidos prazerosos, contra o corpo um do outro, o prazer aumentava e aumentava. As minhas mãos percorriam as costas dele, a minha boca fazia pequenos chupões nos seus ombros e pescoço. Inconscientemente eu cravava-lhe as unhas nas costas a cada nova onda de prazer que me envolvia. Beijávamo-nos no meio daquilo tudo, e o prazer era constante, o desejo, a paixão, mas o amor. O amor! Oh meu deus! O amor! Eu sabia que amava David mas aquilo era o culminar de tudo, de todos os meses juntos, de todas os carinhos, de todos os beijos, mas também de todas as discussões, de todas as birras, era o culminar da nossa relação, de nós!
Os nossos corpos movimentavam-se então num ritmo único, as nossas respirações ofegantes numa só, dissemos que nos amávamos e chamamos um pelo outro vezes sem conta enquanto os nossos corações ritmados e latejantes batiam em nossos peitos.
Eu não queria que aquele momento acabasse mas comecei a sentir o prazer chegar ao limite, o David também, os gemidos suprimidos aumentaram, agarrei-me ainda mais ao corpo dele, pousei a minha boca no ombro dele e fechei os olhos.
Atingi o prazer máximo, gemi, desta vez não deu para conter, não gritei, mas gemi de uma maneira suficiente para ele conseguir ouvir minimamente. Cravei as minhas unhas nas costas dele e arrastei-as, acabando por o arranhar ligeiramente num acto inconsciente. Todo o meu corpo tremeu percorrido por um arrepio e depois contraiu-se.
Ainda sentia vagas ondas de prazer pelo meu corpo, fazendo-me gemer, o David continuava a mover-se dentro de mim, mais e mais, ouvia-o controlar os seus gemidos, cada vez mais constantes, até que senti todo o corpo dele como o meu, tremeu e de seguida contraiu-se. Senti-o pulsar de mim, soltei novamente um gemido muito pouco envergonhado que foi acompanhado por um do mesmo tom, de David.
Ele parou. Encostou a sua testa na minha e os seus caracóis provocaram-me algumas cócegas, mas eu nem me importei. Deixei as minhas mãos passarem das costas dele para os seus braços, eram fortes, musculados, e eram meus. Ele era meu. E agora eu era dele! Agora mais do que nunca. Como nunca fora de nenhum outro homem. Pertencia-mos um ao outro. Inegavelmente! Sorrimos olhando-nos olhos nos olhos. A boca dele precipitou-se na direcção da minha. Os lábios quentes dele, tocaram os meus, muito carinhosamente mas apaixonadamente. A língua dele enrolou-se na minha com alguma agressividade que me agradou e os lábios dele abocanhavam os meus. Selámos o beijo com um leve toque de lábios.
Senti o meu corpo completamente esgotado e o David também parecia esgotado de tudo aquilo. Arrisco-me a dizer que aquele foi o momento mais feliz e mais inesquecível que alguma vez viverei. Senti-o retirar-se de mim, gemi ligeiramente, estava dorida mas sentia-me extremamente bem. Tenho que admitir que depois daquele momento, senti-lo fora de mim, trouxe-me uma noção, uma sensação de vazio. Sentia-me assim, como que incompleta, como se ele lá estivesse estado uma vida toda e agora já não, apesar de não ser assim.
Ele deixou o seu corpo estafado, cair do lado esquerdo do meu, sorriu-me, retirou o preservativo, e tapou-nos com o lençol. Senti-me mais quente então.
Ainda meio envergonhada do que se tinha passado, aninhei-me no peito dele. Mas senti-o puxar-me muito fortemente para ele. Os nossos corpos nus ficaram colados. Frente-a-frente um para o outro. Agora já não havia nada que eu não conhecesse nele e ele em mim.
Os nossos rostos estavam distanciados por dois centímetros, talvez nem tanto. Olhava-o nos olhos e ele nos meus. Não dizíamos nada. Nem era preciso, o momento acabara de falar por si, e dissera tudo: Nós amamo-nos! Senti a mão dele, pousar na minha cintura e deslizar para as minhas costas e eu fiz o mesmo, pousei a minha mão sobre o braço dele que tocava as minhas costas. O cansaço começava a apoderar-se de mim, fechei os olhos e segundos depois senti os lábios dele contra os meus. Aplicavam uma certa pressão desconcertante e que me dava vontade de nunca deixar de os beijar e senti a língua dele invadir a minha boca momentaneamente. Correspondi. Quebrámos o beijo e sorrimos.
- Amo-te! – foi a única coisa que lhe consegui dizer
- Eu te amo! – respondeu-me ele também exausto mas muito sincero, falou com o coração
Ambos fechámos os olhos. Adormeci nos braços dele, com uma certeza confortante para a minha alma e coração, amanhã iria acordar, aquilo não iria ser um sonho, e estaria nos braços dele: O grande amor da minha vida!
Ele tentava abrir a porta de casa, no meio da penumbra do corredor, e eu olhava-o sorrateiramente e os meus lábios rasgavam-se num sorriso.
Cada contorno do seu rosto, do seu corpo e da sua personalidade faziam-me crer que eu era a mulher mais sortuda do mundo por ter do meu lado, aquele que eu considerava ser, o melhor homem do mundo.
- Tá olhando assim para mim porquê? – perguntava-me ele divertido ao mesmo tempo que tentava acertar com o buraco da fechadura
- Sei lá! – respondi-lhe eu descontraidamente
- Sei lá não é resposta! Tenta outra vai! – disse ele conseguindo abrir finalmente a porta
- Porque te amo! – respondi-lhe o mais sinceramente possível
Às vezes até me sentia mal, mas era inevitável controlar os meus olhares, ele é tudo o que se podia desejar. Bem, na verdade ele é muito mais do que o que se podia desejar.
Ele estancou com a minha resposta, acho que não estava á espera, não era a primeira vez que lhe dizia que o amava mas aquele “Porque te amo!” soou tão sincero, tão genuíno! Disse-o do coração, sem pensar no que responder, foi espontâneo. E agora eu começava a perceber que amar o David tornara-se tão espontâneo, e necessário, como respirar.
Ele demorou alguns segundos a digerir a minha resposta, porque havia sido apanhado de surpresa, acho que ele achou que eu ia responder tudo menos aquilo, naquele momento. Quando finalmente se recompôs os olhos dele brilhavam e um sorriso contrastante havia inundado o seu rosto perfeito.
Eu delirava com aquele sorriso, quando ele me sorria assim acho que todas as partes do meu ser tremiam num misto de nervosismo e emoção.
O meu coração disparou quando o vi vir na minha direcção, com aqueles olhos fixos em mim, na minha boca. Eu sabia que ele me ia beijar, e não queria fazê-lo ali. Escapei-lhe por entre os braços, puxei-o levemente entrando dentro de casa e fechei a porta atrás de nós.
Ele percebeu que eu não queria beijá-lo no corredor, qualquer pessoa poderia aparecer, e mesmo que não aparece-se ninguém, aquilo fazia parte da minha personalidade, eu amava-o mas não gostava de expor assim os meus sentimentos, as minhas demonstrações de afecto, em frente de pessoas que eu não conhecia, e aqueles momentos eram só meus e do David e eu não queria ter de correr o risco de ter de partilhá-los com mais ninguém.
Ele sabe como eu sou, e apenas soltou uma gargalhada abafada e voltou a dirigir-se para mim da mesma maneira, com o mesmo olhar, aquele que me deixava tão fraca mas com o coração a mil.
Antes de algo ser dito ou feito ele pousou o saco de desporto e o meu casaco sob a mesinha do hall.
Posso jurar que quando as mãos dele tocaram o meu rosto, a minha pele ardeu sob as palmas das suas mãos.
O seu toque tão quente, tão macio, tão seu, e que eu podia reconhecer, onde fosse, sem hesitar durante um segundo sequer.
Ele fechou os olhos e eu fechei os meus também, as suas mãos continuavam postas no meu rosto, e eu, em gesto de resposta e dando-lhe uma espécie de sinal de permissão para me beijar, pousei as minhas mãos pequenas, comparadas com as dele, sob a camisa que cobria o seu peito.
Os meus olhos não viam, mas as minhas mãos sentiam que a distância entre nós estava a encurtar e nos meus lábios sentia já a respiração ofegante de David.
A minha mão direita, que estava pousada sobre o lado esquerdo do seu peito, sentia o seu coração descompassado e em perfeita harmonia com o meu, que da mesma forma desesperada batia por um beijo.
Senti os seus lábios quentes a tocarem levemente os meus. Tentei unir as duas bocas mas ele fugiu-me, eu abri os olhos e vi-o na minha frente, com os dele também abertos e sorrindo como sinal de satisfação, ele queria provocar-me, fazer-me “sofrer”. Eu podia ler esse desejo na sua expressão marota e sempre brincalhona.
Voltei a fechar os olhos, não iria deixar aquilo barato.
Ele voltou a aproximar-se do meu rosto, voltei a sentir a respiração dele nos meus lábios entreabertos, segundos depois senti os seus lábios tocar muto levemente nos meus. Tentei afastar-me mas ele desceu uma das mãos do meu rosto para a minha cintura, puxou-me forte contra o seu corpo, e beijou-me. Acho que ele adivinhou que eu não iria deixar aquilo barato e antes que eu lhe fizesse o mesmo, ele adiantou-se e deu-me um beijo.
Oh Meu Deus! E que beijo! Os lábios dele aplicavam uma pressão sobre os meus, não me magoava, mas revelava um enorme desejo. Ele aplicou alguma pressão também na minha cintura e empurrou-me ligeiramente, de maneira a que rodámos mais ou menos 45º e empurrou-me, mas com todo o cuidado para não me aleijar, contra a parede, mas sem nunca separarmos nossas bocas.
Senti um arrepio percorrer-me a espinha quando ele enterrou a cabeça dele no meu pescoço e me beijou. Senti algo húmido e quente contra a minha pele, era a língua dele. Movimentava-se juntamente com os lábios contra o meu pescoço e dava-me uma sensação indescritível.
Senti então uma leve mordiscada na pele do pescoço, eu tremi da cabeça aos pés, nas mãos de David, até a força nos joelhos me faltar e ele solta uma gargalhada abafada no meu pescoço.
Ele descontrolava-me com aquelas pequenas brincadeiras, e ele sabia-o tão bem mas mesmo assim fazia-as porque lhe dava um certo gozo ver-me assim desorientada, a tremer que nem varas verdes nos seus braços.
Ao fim de algumas brincadeiras, divididas entre o meu pescoço e o lóbulo da minha orelha, finalmente volto a ver-lhe o rosto.
E que perfeição! A luz ligeira que invadia o corredor, pela janela da sala e vinda do pequeno candeeiro, em cima do aparador do hall onde estávamos, deixava-o mais belo que nunca.
Os olhos dele brilhavam, estavam ligeiramente mais escuros e um sorriso tímido invadia-lhe o rosto.
Beijei-o no canto direito da boca, foi a vez de ele tremer. Tinha de provocá-lo mais um pouco.
- Tenho de ir andando – sussurrei-lhe ao ouvido em jeito de provocação e tentando afastar-me dele dando a entender que tinha mesmo de me ir embora
E de facto tinha mesmo de ir, estava a ficar tarde e eu ainda tinha de apanhar um táxi para casa pois não queria que ele tivesse de conduzir àquelas horas da noite.
Ele não deixou, puxou-me para ele e o meu coração acelerado fez ricochete no peito dele. Ele sentiu e sorriu vitorioso. Eu adorava estes joguinhos que sedução com David, faziam-me apaixonar sempre mais, e mais, e mais, pelo homem maravilhoso que era meu. Sim, meu! Que bem me sabe dizer isto.
Beijei-lhe a linha do maxilar, era a minha vez de brincar no pescoço dele. Beijei-o em pequenos toques dos meus lábios contra a pele dele.
O cheiro dele inebriava-me. Era um cheiro único, era só dele, como eu costumo dizer: era cheiro de David. Fiz-lhe uma carícia mais atrevida, e passei-lhe a minha língua na curva do pescoço, segui para a maçã-de-adão, e dei um pequeno beijo aí. Ele tremeu que nem um menino pequeno quando leva um berro. Eu ri-me sem ele ver, claro. Finalmente consegui perceber o prazer que ele tinha em sentir-me tremer por ele, pelo toque dele, porque eu também sentia o mesmo quando ele tremia por mim.
Desvie-lhe ligeiramente os caracóis, e entre os meus lábios puxei a pele do pescoço dele sem o magoar, soltei e dei um pequeno beijo na zona. Olhei para ele e sorri, ele pôde perceber pelo meu sorriso atrevido que lhe acabara de fazer um chupão, mas pela expressão dele não creio que se tenha importado, pois olhava para mim sorrindo maravilhado.
Beijei-lhe a boca e mordi-lhe o lábio inferior muito carinhosamente, quando ia a fugir da boca dele, senti os lábios dele puxarem os meus e a língua dele percorrer-me o lábio inferior de uma ponta à outra. Se a minha boca não tivesse unida à dele ter-se-ia aberto um sorriso do tamanho do mundo. As nossas bocas separaram-se selando o beijo com vários toques de lábios seguidos.
- Tenho mesmo de ir… - disse-lhe eu consciente de que já era tarde, ainda tinha de ir de táxi até casa e virei-lhe costas
- Não tem não… - disse-me ele num tom provocador e agarrando-me por trás a cintura e puxando-me contra o corpo dele, enterrou a sua cabeça no meu pescoço e mordeu-me o lóbulo da orelha, o que me fez estremecer novamente
- Tem de ser… Tu sabes que sim! – disse-lhe plenamente consciente de que a minha vontade era de ficar ali ou de que ele viesse comigo enquanto que ele continuava atrás de mim, agarrado à minha cintura beijando-me o pescoço, as costas, os ombros e as orelhas. Virou-me de frente para ele e encostou-me de novo à parede
- Fica comigo… Só mais essa noite… - sugeriu-me ele por entre vários beijos curtos e olhando-me profundamente nos olhos
Eu estava aterrorizada. Tinha medo da carga formal que aquilo acarretaria. O ambiente estava quente entre nós, estávamos sozinhos, em casa dele e a situação perfeita estava criada. Tremi só de pensar na ideia.
Eu sabia que estava preparada mas tinha medo do momento em si mas mais do que isso, tinha medo de o desapontar, pois não seria a primeira vez que ele fazia aquilo, ao contrário de mim.
Mas eu amo-o, não podia esperar uma vida inteira até deixar de ter medo, para me entregar a ele da última maneira que faltava, fisicamente. E se eu esperasse por esse momento a vida inteira na esperança de não ter medo, então acho que esse momento nunca chegaria.
Eu sei que o David não ia forçar nada que eu não quisesse, o problema era que eu queria, apesar de estar aterrorizada. Acho que o clima instalado dava a plena noção de qual era a minha vontade mas David ainda não tentara nada mais… O que devia eu fazer para lhe dar o sinal de avanço?
Olhei para baixo, e vi que ele estava excitado. Fiquei corada e acho que ele percebeu, pois tentou disfarçar a sua erecção forçando-me a olhar para o seu rosto, nos olhos dele. Era a situação perfeita para lhe dar sinal de que era aquilo que queria mas não sabia bem o que fazer ou como o fazer.
Deixei a minha mão, que até ao momento estava pousada no seu ombro, deslizar pelo peito, até baixo. Não sei como arranjei coragem de o fazer, mas fi-lo!
A minha mão ficou pousada no cinto de David, ele beijava-me mas sentiu a minha mão e então separou as nossas bocas e olhou para baixo, para confirmar que aquele toque era meu.
Ele levantou a cabeça na minha direcção, o seu olhar estava meio confuso mas muito brilhante.
Decidi que o que acabara de fazer tinha sido a maior estupidez da minha vida, senti-me corar, mas fui incapaz de tirar a mão do cinto dele agora que ele já a tinha visto.
Não sabia bem o que fazer, tentei sorrir mas o meu rosto estava congelado, completamente inerte mas o dele mostrava um sorriso escondido, mas eu não tinha a certeza se aquilo era um sorriso de felicidade ou um sorriso de “Não quero fazer isto… O que é que você tá fazendo?”.
Sem qualquer reacção, e com a (falta de) expressão dele só me ocorreu beijá-lo.
Senti então a mão dele, descer-me da nuca, para as omoplatas, meio despidos pelo vestido, e passar-me no meio da espinha, mesmo sobre o fecho do vestido. Quando chegou ao fundo das costas a sua mão parou e deixou de me beijar. Eu não queria que ele pára-se, por isso deixei a minha mão subir de novo para a sua barriga e acariciei-lhe os músculos tonificados, corei ligeiramente com o toque. Não contente com o facto de ele continuar sem me beijar de novo voltei a deixar a minha mão pousar sobre o cinto dele. Ele voltou a descer o olhar para confirmar que o toque era meu, encarou-me com os seus olhos castanhos-esverdeados e eles estavam mais escuros e as suas pupilas dilatadas.
- A gente não tem de fazer nada, não quero pressionar você – confessou-me sincero
- Mas eu quero amor… - confessei-lhe envergonhada
- Tem certeza, meu amor? – perguntou-me num tom de voz receoso mas muito carinhoso
- Toda a certeza do mundo! – respondi-lhe num sussurro
Ele sorriu-me e eu quase desvaneci nos braços dele. Deixei as minhas mãos subirem até ao peito dele e tocarem o primeiro botão da camisa com intenção de a desabotoar.
- Meu amor… – senti a voz dele falhar e pude perceber que ele ainda não estava convencido da minha decisão
- Quero ser tua! – sussurrei-lhe ao ouvido
Disse-lhe aquilo ao ouvido, porque acho que de outra maneira, encarando-o, teria sido incapaz de tal coisa.
Ele sorriu. Aquilo deixou-me satisfeita.
- Te amo! – ouvi da boca dele no meio do beijo que entretanto me dava
Muito timidamente, e como quem não sabia muito daquelas coisas deixei as minhas mãos empurrarem o casaco dele para trás e ele deu-lhe o jeito, foi o suficiente para o casaco cair ao chão.
Ele sorriu-me e eu sorri-lhe meio envergonhada. Eu não sabia o que fazer, era a primeira vez que o fazia e estava cheio de medo de parecer ridícula na frente dele.
Então voltei a beijá-lo, enquanto as minhas mãos percorriam a fileira de botões da camisa e os desapertavam um a um.
Ele agarrou os meus quadris entre as suas mãos grandes e quentes, o seu toque queimou-me a pele mesmo por cima do tecido do meu vestido.
Ele percebeu que eu estava nervosa, então agarrou-me na mão puxando-me para o quarto dele. Travei-lhe o movimento, e curvei-me ligeiramente, sem lhe largar a mão para retirar os sapatos de salto que deixei espalhados no hall junto do casaco dele. Ele riu-se e voltou-me a puxar com delicadeza. Ele seguia á frente e eu atrás, a mão dele tocou num pequeno interruptor do lado da porta que fez umas luzes fracas nas mesas-de-cabeceira acenderem quando ele se ia a virar para mim atirei-me nos braços dele e beijei-o como nunca o havia feito. Apanhei-o de surpresa, desprevenido, desarmei-o, ao menos assim estaríamos de igual para igual nessa noite: completamente desarmados um para o outro. Parei. Ele tirou a camisa, eu senti o meu coração disparar, o meu corpo estremecer, a respiração faltar-me, sentia-me como se fosse morrer. O tronco dele despido era perfeito, já o tinha visto em tronco nu, mas não naquelas circunstâncias, passei-lhe a minha mão gelada no peito descendo para os abdominais e a respiração dele acelerou seguida de um gemido de dor. Eu tinha sido um pouco cruel, ele estava super quente e as minhas mãos geladas dos nervos. Sorri-lhe como pedindo perdão e ele desmanchou-se também num enorme sorriso que me deixou pior do que já estava.
Em menos de dois segundos senti os lábios húmidos dele contra os meus e fechei os olhos, deixei-me levar. Beijá-lo era um acto tão natural como respirar, e igualmente essencial á minha sobrevivência.
Senti o tronco nu dele contra o meu corpo e as mãos dele percorreram todas as curvas e recantos do meu corpo.
As mãos dele percorriam as minhas costas e eu beijava-lhe o rosto, ele pousou as mãos no fecho e lentamente foi movendo-o até ao fim.
Ele olhou-me nos olhos, consegui perceber que ele me pedia permissão para continuar, assenti-lhe positivamente com a cabeça e ele pousou a mão na alça direita do meu vestido.
Foi descendo-a lentamente ao mesmo tempo que percorria o meu ombro com beijos, depois despiu-me a alça esquerda da mesma maneira. Olhou-me nos olhos, fiz o mesmo e sorri-lhe, ergui os braços no ar, queria que ele me tirasse o vestido e ele assim o fez.
- Te amo, como nunca amei ninguém…
- Quero tanto ser tua…
Muito carinhosamente foi puxando-o delicadamente e atirou-o para o chão, beijei-o.
Naquela noite explorara cantos da boca de David que desconhecia e ele fazia o mesmo na minha.
Ele descalçou-se e tirou as meias, ainda bem, detestava ver homens de boxers e meias. Eu desapertei-lhe o cinto, mas com os nervos as minhas mãos acabaram por atabalhoar-se todas ao tentar desapertar o botão e o fecho. Ele riu-se, olhou para mim como que pedindo permissão e fê-lo ele mesmo.
Ficámos então ambos em roupa interior.
Ele sentou-se no fundo da cama e eu deixei-me ficar encostada à parede que ficava de frente para onde ele estava, com as mãos atrás das costas, e baloiçando-me nos dois pés cruzados á minha frente. Eu sorria-lhe e ele fazia o mesmo para mim.
Se aquele momento ia mesmo acontecer eu tinha de ir buscar protecção. Foi a primeira coisa em que pensei, e desde que David tentara fazê-lo e me prometeu que esperaria pelo momento certo eu andava sempre com um preservativo, não fosse o momento certo chegar quando eu menos esperasse.
Então olhei em minha volta procurando a minha mala, lembrei-me que ficara no hall de entrada sobre o aparador. Dirige-me para lá mas senti uma mão ardente agarrar-me o braço com firmeza, era David.
Ele puxou-me contra si e os nossos corpos semi-nus ficaram colados e os nossos rostos a milímetros de distância.
- Tá indo onde? – perguntou-me ele num sussurro
- Buscar uma coisa… - respondi-lhe afastando-me dele e revirando a minha mala sobre o tocador
Encontrei o preservativo, escondi-o na mão, cerrei o punho e muito nervosa entrei novamente dentro do quarto onde ele esperava por mim sentado no fundo da cama.
Aproximei-me dele, deixei os meus joelhos descaírem ligeiramente, agarrei um punhado de cabelo dele, pois a cabeça dele estava ao nível da minha barriga. Brinquei com alguns dos seus caracóis enquanto ele se ria como uma criança.
Curvei-me e beijei-o enquanto a minha mão desceu do cabelo para o rosto. As nossas bocas separaram-se do beijo curto e eu estendi-lhe a mão abrindo-a e revelei o que havia no seu interior.
Ele riu-se, achei que estava a gozar comigo, mas só depois percebi o quão ridícula acabara de ser, era óbvio que um matulão como ele devia ter daquilo em sobra e demasia.
Ele agarrou no que tinha na mão e atirou-o para o chão, ele aterrou muito perto da porta do quarto e ambos olhámos para confirmar. Quando nos fitámos novamente ele colocou a mão esquerda na minha cintura e puxou-me para ele, obrigando-me a curvar as costas para o beijar.
Sem saber bem porque, reagi a um impulso do meu corpo e beijando-o coloquei a minha mão direita em torno da nuca dele, abri ligeiramente as pernas e sentei-me sobre o colo dele.
Conseguia sentir a excitação dele contra o meu corpo, em parte porque estava sentada em cima dele e não me havia lembrado de tal pormenor.
Ele parou de me beijar, acho que ficou surpreendido por eu tomar aquela iniciativa. Mas toda eu tremia dos nervos.
Ele beijou-me e deixou a sua boca escorregar dos meus lábios para a minha orelha.
- Relaxa, meu amor! – sussurrou-me ao ouvido e beijou-me de novo
Senti que ele se ia levantar e levar-me no seu colo. Ele estava em pé beijando-me, e agarrava-me na cintura, senti-me escorregar dos braços dele e então entrelacei as minhas pernas em torno da cintura dele.
Ele deixou uma das mãos subir até as minhas costas e deixou a outra na minha cintura.
As nossas bocas não se conseguiam separar. Ele andou comigo assim agarrada a ele com as pernas em torno do seu corpo, até á lateral da cama e muito delicadamente foi-se inclinando pousando-me em cima dela.
Parou de me beijar e eu só lhe conseguia sorrir. A boca dele descia agora para o meu peito, e ele percorreu a minha barriga com beijos. Eu estremeci e ele percebeu que me tinha deixado nervosa por isso não insistiu mais e voltou a procurar a minha boca.
Ele deitou-se sobre mim, ele era pesado mas era um peso agradável. O corpo dele estava quente, na verdade muito quente e o meu frio, por isso não recusei sentir aquela sensação tão agradável. Beijámo-nos, acariciámo-nos durante minutos, ele estava a ser super carinhoso e as mãos dele percorriam o meu corpo descobrindo cada curva, cada contorno.
Ele quebra o beijo e sinto o peso sobre o meu corpo desaparecer. Ele estava em pé ao lado da cama. Não percebi o que iria fazer por isso levantei-me e deixei-me estar sentada na cama. Ele abriu a gaveta da cabeceira e tirou lá de dentro um preservativo. Eu sorri-lhe. Tinha sido mesmo tosca ao achar que ele não teria daquilo para se precaver.
Coloquei-me de joelhos na cama, enquanto ele fechava a gaveta. Atirei as almofadas, vermelhas para o chão e abri a cama, puxei a colcha toda para trás até ao fundo da mesma enquanto ele olhava para mim. Ainda de joelhos fui arrastando-me em cima do colchão até chegar á lateral da cama onde ele se encontrava de pé.
Eu era mais baixa do que ele, e de joelhos em cima da cama a diferença de alturas continuava a ser considerável, por isso tive de puxá-lo, colocando a mão atrás do seu pescoço e puxando-o para mim para o conseguir beijar.
Ele foi deixando o seu corpo cair sobre a cama, e por consequência sobre mim.
Senti a mão ardente dele percorrer o meu corpo desde o topo da minha cintura, aos quadris e terminando nas coxas, eu tremia de medo mas um novo sentimento começava a apoderar-se de mim: o desejo. Ele empurrou o corpo dele contra o meu e eu senti todo o corpo dele, cada relevo, cada contorno, contra o meu corpo, quebrando o meu frágil auto-controlo.
Ele deixou os lábios dele percorrerem o meu decote, depois a minha barriga, o meu umbigo, parou, ele não queria que eu me sentisse forçada a nada. Eu também queria poder beijar o corpo dele. Dei uma reviravolta. Estava eu em cima agora. Beijei-o na boca, depois no peito tonificado, desci até á barriga e percorri cada contorno dos seus abdominais com beijos e algumas carícias com a minha língua. Voltei ao seu pescoço mas deixei as minhas mãos na barriga dele, elas desceram mais um pouco… Não sei onde arranjei coragem, mas acho que a naturalidade com que ele fazia tudo me estava a dar confiança para também o fazer. Beijava-lhe o pescoço e tocava-o por cima dos boxers, ele gemeu baixinho de prazer por entre os meus cabelos, pude perceber que não era pelos beijos no pescoço mas sim pelas carícias que lhe fazia. Ele travou-me os movimentos puxando-me os braços para o peito dele. Fiquei confusa, achei que estava a fazer alguma coisa mal. A minha cara contraiu-se de preocupação.
- Fiz alguma coisa de errado? – perguntei amedrontada
- Nada meu amor, cê tá sendo perfeita – confessou-me ele sorrindo imensamente
O meu corpo serenou, percebi que ele apenas não queria que eu insistisse em algo que podia não ser minha vontade apenas para o satisfazer. Delicadamente voltou-se a deitar sobre o meu corpo e beijou-me, acariciou-me, durante largos minutos. David era pesado e o meu corpo começava a ficar dormente então resolvi dar um pequeno impulso fazendo os nossos corpos rodarem e o meu ficar ligeiramente sobre o dele mas essa posição não me fazia sentir que estava eu sobre o controlo, até porque foi David que o tomou. Senti a mão esquerda dele, onde ainda tinha o relógio que ele raramente largava, percorrer-me a linha da coluna e pousar sobre o fecho do meu soutien. Uma nova preocupação invadiu-me. Ele iria ver-me nua e não era uma coisa a que eu estava habituada. Poucas pessoas me tinham visto assim, só a minha melhor amiga, a Débora, a minha mãe, e o meu primo, porque éramos muito chegados quase como irmãos e havíamos sido criados dessa mesma forma.
Senti uma enorme vergonha apoderar-se de mim e rapidamente o sangue aflorou-me as maças do rosto, travei o braço de David com a minha mão direita. David reparou e o seu rosto formou uma expressão confusa que pedia uma resposta.
- Tenho vergonha… – confessei-lhe em surdina e não precisava dizer mais porque ele percebeu ao que me referia
- De mim, meu amor? – perguntou ele baixinho com um sorriso carinhoso
- Desculpa mas não sou de expor o meu corpo e tu vais ver-me nua… - disse-lhe muito envergonhada
- Mas eu sou seu namorado, a gente tá junto, é a coisa mais normal… - disse ele com uma grande naturalidade
- Tenho vergonha na mesma… Sinto que me estou a expor… E eu tenho medo de te desiludir… Não sou perfeita, sabes… - insisti eu procurando perceber o que lhe ia na alma através do olhar
- Não tem vergonha de mim não, meu amor. Cê não se vai expor não! Cê vai ser minha e eu vou ser seu como nunca antes… Cê é perfeita e por isso o que quer que eu vá ver só vai confirmar as minhas suspeitas – disse ele divertido tentando acalmar-me
- Só tu! Desculpa-me! Isto é porque eu estou nervosa… - disse-lhe mais calma e com um sorriso tímido a espreitar-me os lábios
- Então relaxa! Eu te amo! Cê sabe disso! Você não tem que fazer nada que não queira! Eu posso esperar… Tenho todo o tempo do mundo! – disse ele muito calmo tirando a mão do fecho do meu soutien
- Não, não quero esperar! Eu amo-te! – disse-lhe muito convicta e voltando a colocar a mão dele sobre a minha espinha e ele sorriu muito carinhoso – Quero estar contigo… Esta noite quero ser tua. Quero que me faças tua, só tua!- acrescentei com um sorriso envergonhado e um brilho nos olhos que eram o bastante para reflectir a felicidade daquele momento
Ele olhou para mim uma última vez, com a mão pousada no meu soutien, como que pedindo permissão para continuar, sorri-lhe, roubei-lhe um outro beijo atrevido nos lábios, era a minha autorização para fazê-lo. Ele beijou-me a boca novamente, com um desejo, uma paixão, que eu nunca havia experimentado. Senti o elástico do soutien a fazer menos pressão nas minhas costas, ele já o tinha desapertado. Olhou-me nos olhos, encaminhou a sua boca para o meu ombro e percorreu-o de beijos até chegar á alça do soutien que carinhosamente desviou, primeiro uma, depois a outra. Num único movimento leve tirou-mo! Senti os meus seios despidos contra o peito dele. David colocou-se então de novo em cima de mim, impulsionou o seu corpo novamente contra o meu e ouvi-o gemer baixinho contra o meu pescoço. Colei mais ainda o meu corpo ao dele, achando que já não era mais possivel colá-los mais do que aquilo, e senti a erecção dele contra o meu corpo. Fiquei novamente nervosa, percebi que o momento estava breve e apesar de todo o cuidado e carinho de David eu não estava mais calma. Ele afastou ligeiramente o seu corpo do meu, fez um movimento rápido e voltou a colocar-se em cima de mim cuidadosamente. Percebi que ele estava agora completamente nu, mas desta vez não me senti envergonhada, ele tinha razão, estávamos prestes a unir-nos da última maneira possivel que nos faltava, a física, e vê-lo despido era a coisa mais natural do mundo. Ele sorriu satisfeito perante tanta calma minha. Senti então as mãos dele nos meus quadris, e os polegares dele a puxarem ligeiramente a única peça de roupa que me sobrava, o meu coração disparou e quase me faltou o ar. Ele ao contrário de mim parecia muito sereno, e tão naturalmente como que respirando, deixou-me nua debaixo do corpo dele. Ele olhava-me, não era um olhar perverso, mas sim um olhar doce, maravilhado.
Ele sorriu-me, beijou-me.
- As suspeitas confirmam-se, cê é perfeita! – afirmou num sussurro junto aos meus lábios, e com um sorriso doce, e os seus olhos colados nos meus
Fiquei feliz, não deu para esconder e os meus lábios rasgaram um sorriso enorme.
Ele voltou a beijar-me, agora os nossos corpos nus, estavam colados um no outro, ele agarrou no preservativo que estava em cima da cama, abriu-o e colocou-o. Voltou a fitar-me nos olhos e eu tremi! O momento tinha chegado!
Coloquei a minha mão sobre o peito dele, pedindo-lhe que esperasse, ele percebeu apesar de eu não ter usado palavras.
- David…
Sentia o coração dele bater acelerado, pude finalmente perceber que ele estava nervoso mas fazia um esforço por não o mostrar. Relaxei o meu corpo, retirei a minha mão do peito dele, beijei-o, sorri.
As palavras, os actos dele, faziam-me sentir mais segura. Estava pronta!
Ele posicionou então o seu corpo correctamente sobre o meu, e colocou uma das mãos na minha cara e outra na minha cintura.
- Eu te amo, meu amor! – jurou-me baixinho
- Eu também! – jurei-lhe também baixinho colocando as minhas mãos tremeluzentes nas costas dele
Senti então ele unir os nossos corpos num movimento muito suave, mas a dor invadiu-me. Faltou-me o ar e o meu coração parou durante breves segundos. Era uma dor suportável mas não agradável. Ele voltou a entrar em mim e senti-o aplicar mais pressão, gemi de dor e inevitavelmente cravei as minhas unhas nas suas costas, magoando-o sem intenção. Iniciou então um ritmo lento, e podia vê-lo conter-se para não gemer de prazer enquanto eu fazia o mesmo mas para não gemer de dor e não deixar as lágrimas, que se formavam por detrás das minhas pálpebras, escorrerem-me pelo rosto.
Tentei acalmar-me e pensava “Isto vai passar, calma, vai passar”, mas não passava. Só piorava e eu começava a deixar o desespero apoderar-se do meu corpo.
Nesse momento tive uma certeza, aquele iria ser o pior momento da minha vida e ficaria muito aquém daquilo que eu tinha imaginado para a minha primeira vez, iria ser só dor e eu iria estar demasiado preocupada com isso para conseguir sentir qualquer união que fosse com David. E isso magoava-me. Fazia-o por ele, por nós, porque o amava, uma experiência que estava a ficar muito longe daquilo que eu tinha imaginado, mas talvez eu é que estivesse errada e tinha imaginado as coisas como elas não eram. Ele continuava a mover-se contra o meu corpo, beijava-me a boca e eu aproveitava esses beijos para suprimir os meus gemidos de dor. O David olhava-me nos olhos, ele sabia lê-los e percebeu claramente que me estava a magoar mas ele não ia parar, até porque eu não queria que ele o fizesse. Ele abrandou, hesitou, parou de unir os nossos corpos tão frequentemente. Vi nos seus olhos uma enorme preocupação. Deixou-se ficar dentro de mim durante alguns segundos mas sem se movimentar, voltou a entrar no meu corpo muito suavemente apenas aplicando alguma pressão. De repente e quando eu já estava plenamente convencida que aquilo não era nada do que eu tinha imaginado, senti um calor a percorrer o meu corpo. Um calor que vinha de dentro, como um friozinho no estômago, que me enchia o peito e latejava na minha cabeça. E que calor tão agradável! Não sei explicar como mas começou-se a sobrepor à dor. E eu queria mais daquele calor, daquela sensação e David começava a afastar os nossos corpos, então abri as minhas mãos que estavam pousadas nas costas dele e puxei o corpo dele para junto de mim. A sensação voltou. Ele voltou a unir os nossos corpos num ritmo suave e constante. Percebi que aquele calor trazia prazer e que este era proporcionado pelo facto de David estar dentro de mim. Agora estava tudo mais calmo.
Os olhos dele acalmaram e a dor que eu sentia também. Ele continuava a impulsionar o corpo dele contra o meu num vai e vem calmo, o calor aumentava e eu gostava dessa sensação. Mas algo maior estava para vir. Uma sensação que eu não sei explicar, apoderou-se de mim, como uma grande lufada de ar desde o topo da minha espinha até á ponta dos meus pés. Fez o meu coração disparar, a minha respiração tornou-se acelerada e irregular, as minhas pernas semi-encolhidas, encolheram-se ainda mais de prazer e eu tentei suprimir um gemido de prazer mas este saiu-me pelos lábios, muito baixinho. O David olhou para mim, sorriu, ele estava feliz por eu ter deixado de sentir dor e por agora, quando já só sentia prazer, podermos partilhar aquela experiência de igual para igual.
Ele continuava com os movimentos, cada vez mais rápidos e intensos e igualmente o prazer aumentava, as nossas respirações ofegantes na boca um do outro, misturadas entre beijos, os nossos cheiros, os nossos corpos ligeiramente suados completamente em contacto.
O prazer aumentava e nós disfarçávamos gemidos prazerosos, contra o corpo um do outro, o prazer aumentava e aumentava. As minhas mãos percorriam as costas dele, a minha boca fazia pequenos chupões nos seus ombros e pescoço. Inconscientemente eu cravava-lhe as unhas nas costas a cada nova onda de prazer que me envolvia. Beijávamo-nos no meio daquilo tudo, e o prazer era constante, o desejo, a paixão, mas o amor. O amor! Oh meu deus! O amor! Eu sabia que amava David mas aquilo era o culminar de tudo, de todos os meses juntos, de todas os carinhos, de todos os beijos, mas também de todas as discussões, de todas as birras, era o culminar da nossa relação, de nós!
Os nossos corpos movimentavam-se então num ritmo único, as nossas respirações ofegantes numa só, dissemos que nos amávamos e chamamos um pelo outro vezes sem conta enquanto os nossos corações ritmados e latejantes batiam em nossos peitos.
Eu não queria que aquele momento acabasse mas comecei a sentir o prazer chegar ao limite, o David também, os gemidos suprimidos aumentaram, agarrei-me ainda mais ao corpo dele, pousei a minha boca no ombro dele e fechei os olhos.
Atingi o prazer máximo, gemi, desta vez não deu para conter, não gritei, mas gemi de uma maneira suficiente para ele conseguir ouvir minimamente. Cravei as minhas unhas nas costas dele e arrastei-as, acabando por o arranhar ligeiramente num acto inconsciente. Todo o meu corpo tremeu percorrido por um arrepio e depois contraiu-se.
Ainda sentia vagas ondas de prazer pelo meu corpo, fazendo-me gemer, o David continuava a mover-se dentro de mim, mais e mais, ouvia-o controlar os seus gemidos, cada vez mais constantes, até que senti todo o corpo dele como o meu, tremeu e de seguida contraiu-se. Senti-o pulsar de mim, soltei novamente um gemido muito pouco envergonhado que foi acompanhado por um do mesmo tom, de David.
Ele parou. Encostou a sua testa na minha e os seus caracóis provocaram-me algumas cócegas, mas eu nem me importei. Deixei as minhas mãos passarem das costas dele para os seus braços, eram fortes, musculados, e eram meus. Ele era meu. E agora eu era dele! Agora mais do que nunca. Como nunca fora de nenhum outro homem. Pertencia-mos um ao outro. Inegavelmente! Sorrimos olhando-nos olhos nos olhos. A boca dele precipitou-se na direcção da minha. Os lábios quentes dele, tocaram os meus, muito carinhosamente mas apaixonadamente. A língua dele enrolou-se na minha com alguma agressividade que me agradou e os lábios dele abocanhavam os meus. Selámos o beijo com um leve toque de lábios.
Senti o meu corpo completamente esgotado e o David também parecia esgotado de tudo aquilo. Arrisco-me a dizer que aquele foi o momento mais feliz e mais inesquecível que alguma vez viverei. Senti-o retirar-se de mim, gemi ligeiramente, estava dorida mas sentia-me extremamente bem. Tenho que admitir que depois daquele momento, senti-lo fora de mim, trouxe-me uma noção, uma sensação de vazio. Sentia-me assim, como que incompleta, como se ele lá estivesse estado uma vida toda e agora já não, apesar de não ser assim.
Ele deixou o seu corpo estafado, cair do lado esquerdo do meu, sorriu-me, retirou o preservativo, e tapou-nos com o lençol. Senti-me mais quente então.
Ainda meio envergonhada do que se tinha passado, aninhei-me no peito dele. Mas senti-o puxar-me muito fortemente para ele. Os nossos corpos nus ficaram colados. Frente-a-frente um para o outro. Agora já não havia nada que eu não conhecesse nele e ele em mim.
Os nossos rostos estavam distanciados por dois centímetros, talvez nem tanto. Olhava-o nos olhos e ele nos meus. Não dizíamos nada. Nem era preciso, o momento acabara de falar por si, e dissera tudo: Nós amamo-nos! Senti a mão dele, pousar na minha cintura e deslizar para as minhas costas e eu fiz o mesmo, pousei a minha mão sobre o braço dele que tocava as minhas costas. O cansaço começava a apoderar-se de mim, fechei os olhos e segundos depois senti os lábios dele contra os meus. Aplicavam uma certa pressão desconcertante e que me dava vontade de nunca deixar de os beijar e senti a língua dele invadir a minha boca momentaneamente. Correspondi. Quebrámos o beijo e sorrimos.
- Amo-te! – foi a única coisa que lhe consegui dizer
- Eu te amo! – respondeu-me ele também exausto mas muito sincero, falou com o coração
Ambos fechámos os olhos. Adormeci nos braços dele, com uma certeza confortante para a minha alma e coração, amanhã iria acordar, aquilo não iria ser um sonho, e estaria nos braços dele: O grande amor da minha vida!
32 comentários:
que lindo! <3
todos os outros 99 caps valeram por este.
Fenomenal, lindo, apaixonante, sao apenas alguns dos elogios que tenho para te dar... descreveste o momento de forma perfeita... Amei msm...
espero que inicies 2011 da mesma forma que terminas, mas contigo nao e dificil, tu tens smp excelentes caps...
Bjs e Bom Ano
Clara
tou sem palavras, adorei...
quero mais...
continua...
esta capitulo está algo assim para... o fantastico esta muito bom adorei. todos na vida davam tudo para ter um amor como este... simplesmemte lindo. parabens.
Uau! adorei Dri! está descrito de uma forma tão intensa! fiquei vidrada no pc completamente!
Cotinua com o excelente trabalho que tens feito, amo a tua fic.
Beijinhos e Bom Ano
Este capiitulO esta' demaiis!! =)
Brutal mesmO!! =P
QuerO maiis..
COntiinua..
BjnhOo
Gostei toda a descrição Dri! Continua! Beijinhos *.*
Tu escreves de uma forma tão real, adoro!
Eu poderia passar aqui bastante tempo a elogiar este capítulo 100, sim porque não há mesmo nada pra criticar neste capítulo. Eu diria que está assim algo:
Excelente
Brilhante
Especatcular
Maravilhoso
Amoroso
Ternurento
(..)
E por último : Taradoo!!! xD
Amei completamente este cap, amei !
Muitíssimos Parabéns e continua assim !
Beijãooooo <3<3
GDF // GDT (L)
fantástico.
escreves tão bem. continua a postar porque eu não perco um capítulo *.*
adorei mesmo, imensos pormenores.
ah, e feliz ano novo :)
bemm nem sei o qUE DIZEr, PARA elogiar eSSe capitulo. So quem le-lo vai entender verdadeiramente o que tentamos elogiar nele. E as verdadeiras sensaçoes que ele tem.
Ta verdadeiro, puro,intenso... simplesmente indiscritiVEL!!
AMEII!!
cada Vez Superas-te MAis e +Mais!+
FAntaSTiCO!! mesmO!!
bjo *)e bom ANOO noVo
simplesmente perfeitoooooooo , o melhor mesmo <3
continua assim , bom ano e que para o ano continuemos com a tua fic que é espectacular a melhor que alguma vez li *
Adriana, o que hei-de dizer sobre este capítulo. Já sabes a minha opinião, desde o dia que me mostraste pela primeira vez!!! Adorei!!!!
Continua… agora que começaram, quero mais momentos desses… :P
Adoro-te minha linda…
Ontem depois não falámos mais, por isso boas entradas e que o 2011 seja ainda melhor que o 2010.
Beijinhos
sem dúvida que está optimo :)
boas entradas drii
Nem sei como descrever este capitulo. Já disse que os teus caps são sempre fantasticos. Mas este esta simplemente especial e magnifico.
Incrivel a maneira como tu descrveste o momento, simplesmente fantastico.
Dri continua, escreves de uma maneira, deixa uma pessoa colaca ao monitor, fazes-me lembrar uma das minhas escritoras preferidas.
Um Feliz 2011 com mais sucesso ainda que o ano de 2010.
És fantastica.
Beijos Su
que perfeito!
Fantástico...perfeito mesmo! :D
Continua por favor...
Bom ano!
beijo
absolutamente lindo dri!
tu és fantástica, escreves como ninguém miúda!
parabéns!
Concordo com elas ! Táá mto fixe !! (:
Escreves bwé bem !!
Espero que continues adoro a tua fanfic !!!
Bjinho e ja agora feliz ano novo !!
Dri! :) Sabes que adoro a tua fic (embora não me lembre de ter comentado nunca aqui :O Desculpa!), mas este capítulo está especialmente divinal! Adorei mesmo! :D
Aproveito para te desejar um Feliz Ano 2011! Que este ano novo seja um optimo ano para ti e que todos os teus desejos e sonhos se realizem! Muita paz, saúde, felicidade... enfim, tudo de bom mesmo!
muitos beijinhos!
Está lindo *.*
Está tudo extremamente bem retratado:as sensações, os medos,o sentimento...
Tá espectacular, parabéns mesmo :D
E como não podia deixar de ser, quero a parte 2 :b
O blog "David Luiz " deseja a todos os visitantes /seguidores um 2010 recheado de alegrias e muito amor!
Bem Hajam!
A gerência:
www.david--luiz.blogspot.com
bem, este capitulo esta fantástico! a tua descrição da cena está tão bem feita que parece que é mesmo real. valeu a pena todo o tempo que estivemos à espera por este momento.
sigo a tua história desde o inicio e só espero que se prolongue por muito mais tempo. no fim, quem sabe, até poderias mandar para uma editora :) quem sabe não terias sucesso.
desejo-te um feliz ano novo :)
Oh ceus! Foi o melhor de todos! Valeu a pena a espera! :D
Foi tão real!
AMEI! *.*
Bom ano Dri!
Beijinho
Joaninhaa
OMG!!! Estou completamente arrasada!!! Este capítulo está tão mas tão belo, lindo, maravilhoso nem sei explicar... Entrei de tal maneira na narração que quando acabou fiquei estática sem mover um músculo!!!
Só podia ser no capítulo 100 xD
Parabéns após estes capítulos todos consegues sempre nos surpreender!!!
Feliz 2011 e que todos os teus desejos se realizem e que este novo ano seja ainda melhor que o que passou!!!
Beijinho*
não há palavras dri, a tua fic é de longe a melhor de todas. parece que sou eu própria que estou na história, é tão real! continua a escrever que tens um jeitão :)
beijinho, feliz ano novo e mal posso esperar pelo próximo capitulo*
LINDO!! *.*
Amei, o capitulo está fantástico.
PARABENS!
Meu Deus.... fiquei com o queixo no chão!!
Vais publicar a continuação hoje??
xD
Wow muitos parabéns, o capitulo tá fabuloso! Escreves muito bem mesmo, descreves a situação mesmo muito bem, mesmo muito real, tenho-te a dizer que me deixaste colada ao pc :p
A sério continua a escrever assim, qe vais longe! :D
Beijinhos e Bom Ano!
o melhor dos melhores !
esta capitulo *.*
parabéns dri !
Olá Dri:
Bem depois de uma segunda leitura acho k já tou preparada p o comentário.
Quando descobri o blog do David havia um capitulo teu lá e tive curiosidade de ler, na altura acho k já era o 6º. Aparti daí n perdi mais nenhum e li os k estavam já publicados. A tua fic foi a primeira k comecei a ler e k me conquistou p as outras e p o chat.
Mas sem duvida a tua escrita encantou-me, adoro a tua história, a forma como a contas, os pormenores ou seja tudo.
Este capitulo acho que despertou em mim um olhar de perfeição p o k escreveste, aquele momento parece verdadeiro, pela forma real que o descreves, por segundos senti aquele nervosismo.
Acho k tens dentro de ti um bichinho e k deves reconhece-lo, nunca se sabe o k o futuro te reserva.
Continua, vou ter muito prazer em ler o k escreves.
Beijinhos.
Adriana :| meu deus, quem me aqueceu o coração com este capítulo foste tu!
o quanto esperei por ele, de toda a tua fic, este episódio arrepiou o mais pequenino esporo do meu corpo. Foi uma noite perfeita, sem dúvida e tu minha linda és uma escritora inata <3
beijinho
Olá!
Adoro a tua fic e este capitulo está simplemente espectacular, mas preciso de ler a continuação o mais rápido possivel....
Continua...
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