O rosto inexpressivo e o silêncio de David estavam a assustar Adriana.
Ele mantinha os olhos presos ao chão e ela os olhos presos nele, e ninguém dizia nada. Ficaram assim durante alguns segundos. Adriana queria puder dizer-lhe alguma coisa mas precisava de uma reacção dele para o fazer mas esta tardava em chegar.
David que até então permanecera calado em frente a Adriana, sai da sala, em silêncio e sem olhar para Adriana. Ela estava a ficar cada vez mais confusa com a ausência de uma reacção dele. Ela precisava que ele disse-se o que fosse, mais que não fosse que a odiava, que não queria mais estar com ela, mas ela precisava de respostas, e só David lhas podia dar.
Ele vai até á cozinha, e Adriana fica onde está esperando que ele regresse à sala, mas ele não o faz, ela sente-o novamente no hall, vira-se e vê-o entrar cabisbaixo no quarto.
Ela não sabia o que fazer, se ir lá e enfrentá-lo ou simplesmente ficar ali á espera de uma resposta dele. O rosto doce de Adriana esmorece, e ela encaminha o seu corpo decadente até ao sofá e senta-se na ponta.
“E agora? O que é que eu vou fazer? Ele deve estar a odiar-me… Não disse nada! Nada de nada! Oh meu Deus! O silêncio dele está a matar-me! Agora foi para o quarto! O que é que eu faço? (pausa) Vou lá! (levanta-se do sofá) Não, não vou nada! Fico quietinha! (voltando a sentar-se) Mas és uma mulher ou uma formiga? Vou lá! (levanta-se de novo e encaminha-se á porta) ” – pensava Adriana
A porta do quarto de David estava aberta e de lá de dentro nem um único barulho se ouvia.
Adriana entra sorrateiramente no quarto e dá com David, sentado na lateral da cama com as pernas entreabertas e os pés assentes no chão, a trocar de sapatos. Calçava umas meias novas e outros ténis.
“Eu não acho isto normal! Eu digo-lhe uma coisa daquelas e ele vai simplesmente trocar de ténis com uma cara de enterro daquelas?” pensava Adriana cada vez mais confusa.
Ela caminha até ele e sentasse do seu lado. Ele nada faz perante a sua presença, nada a não ser apressar o que estava a fazer. Adriana perde a paciência! Ela precisava de respostas e ele não lhas dava. Ela trava-lhe o movimento, não permitindo que ele atasse os atacadores. Ele larga os fios, e fita a mão de Adriana que estava pousada no seu antebraço. Ele é incapaz de a olhar nos olhos, e era disso que Adriana precisava, de ver os olhos dele, o rosto dele, para tentar perceber o que ele estaria a sentir.
- David… - chama Adriana num sussurro ao qual ele não corresponde.
Ela ajoelha-se em frente a ele, e pousa as suas mãos nas pernas dele. Ele coloca as suas mãos grandes sobre as dela, pousadas em suas pernas. Adriana encosta a sua testa á dele, apesar de ele ter o rosto cabisbaixo.
- David… Por favor diz alguma coisa, esta espera está a matar-me… - pede Adriana tentando conter as lágrimas
David assente ao seu pedido, e olha-a.
Toda a expressão de Adriana se desvanece, todo o seu corpo se contrai de revolta perante o que dissera a David.
Ele estava com os olhos vermelhos, a controlarem-se para não chorar. Ela nunca tinha visto David chorar, e achava impossível alguma vez poder vê-lo mas lá estava ele, á sua frente, encarando-a, quase a chorar, contrariando todas as probabilidades.
- David… - chama-o num tom abafado pelas suas próprias lágrimas
Adriana levanta-se, senta-se novamente do seu lado e obriga-o a olhar para si.
- Perdoa-me… - pede ela encostando a sua cara à dele e já com as lágrimas escorrendo-lhe pelo rosto fora
- Não chora, meu amor… - pede David beijando-lhe o rosto ficando com algumas lágrimas salgadas nos seus lábios
- Como é que não o faço? Já viste como é que estás? – pergunta Adriana tentando controlar o choro em vão
- Isso passa… Foi só que eu não estava á espera…
- Nem eu estava David, mas ouve! Isto não muda nada! Nada de nada! Eu continuo a amar-te e não ligo para o que o meu pai disse! Para mim tu és o MEU David, quero lá saber se és português, brasileiro, por mim até podias ser chinês! Eu amo-te! – diz Adriana agarrando o rosto dele com uma mão
- Eu sei meu amor, mas você não pode opor-se assim dessa maneira a seu pai… Eu não quero ser o motivo de uma zanga entre vocês.
- E não és! A culpa foi dele! – diz Adriana
- Não interessa de quem é a culpa. Você só tem 17 anos, ainda é menor, ou seja você tem de fazer o que o seu pai entender que você tem de fazer! Perante a lei essa relação é crime!
- Mas eu sou independente… Só preciso de fazer os 18 anos, porque já moro sozinha, sustento-me com os trabalhos de modelo e…
- Não é uma questão de ser independente ou não, você ama a sua família. Você ama o seu pai, e você não vai aguentar ficar mal com ele…
- Mas ele é que me obrigou a isto… - diz Adriana em palavras estranguladas
- Mas ele é seu pai, ele deve saber o que é melhor p’ra você – diz David agarrando a mão de Adriana que lhe segurava o rosto
- Estás a querer dizer o quê? Que vais acabar comigo porque o meu pai disse aquilo? David eu não quero saber! Eu amo-te! Eu sei que só tenho 17 anos, e sim! Sou uma miúda, mas eu amo-te e tu disseste-me o mesmo por isso agora não me peças para te deixar assim… - diz Adriana desesperada e chorando
- Ei, não foi isso que eu falei…
- Bolas, David! Pára de te preocupar com o meu pai e a discussão que tive com ele! Eu digo-te uma coisa daquelas e eu quero saber o que estás a sentir, porque eu já percebi que te magoei e a única coisa que tu estás para ai a dizer é que não queres que eu fique chateada com o meu pai! – grita Adriana frustrada – Eu disse-te aquilo e tu deixas-me ali, sem dizer nada, e vens trocar de ténis? Sem me encarar, sem dizer uma única palavra! Afinal quem é que tem 17 anos?
Adriana sai do quarto furiosa, passa na sala agarrando na sua mala, David seguia atrás de si, e ela volta ao hall, dirige-se á porta de casa e sai. Sai, fazendo a porta bater com toda a dor do mundo, pelo menos toda aquela que invadira seu coração.
David percebe que acabara de meter a pata na poça.
13 comentários:
Simplesmente fantástico... Adorei..
Mas vais ter de publicar mais um.. Não nos podes deixar nesté suspanse..
é k mallll...
Lol
Agora foi ele k foi um bokado parvo...
lol...
fogo...oh dri tu matas.m...
lol
joka
Está um espectáculo!
Adorei o capítulo DRI, quero mais :)
Beijinhos
SP
Tu matas-me
Escreves muito bem drii com qualidade e sentimento pelo que fazes continua o capitulo ta lindo. TADINHOS DELES. Quero +++++++++....BJS.
Ta' excellente, Drii!!
AdOreii, mas vaiis nOs deiixar assiim durante quantO tempO??
BjnhOs, pOsta rapiido!!!
DiiDii
esta brutal publica outro hoje va la deixaste.me no suspense do caraças ...
melhor fanfic sem duvidas
bem dri, cada vez melhor, mesmo viciante :)
continua !
ohh, ela precisava do apoio dele, e ele vai trocar de tenis?? será que ele ta a pensar em ir falar com o pai dela??
oh dri, eles nao podem acabar...
tenta por outro, va la... bjs
Olá Adriana, olha passei para te dizer que a tua Fic é a melhor de todas. Podes acreditar, tens muito jeito para a escrita. Será que posso entrar em contacto contigo??
Precisava mesmo de te dizer uma coisa!!
É muito importante para mim, gostava mesmo da falar contigo, por favor diz algo para onde te possa contactar!
Ai, David David... Lol. Está muito fixe, estou ansiosa pela continuação!!!
ai o david anda a meter a pata na poça!
devia pensar um bocado antes de dizer as coisas...lol
Estou a adorar ler esta fanfic! Continua!
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