Ela reconhece o toque, sabia que não era de David.
Apesar de saber que não era David algo em si ainda lhe alimentava a esperança de que estava errada, de que poderia ser ele, mas o seu olhar revelou-lhe algo diferente, algo que já esperava.
Levanta a cabeça e vê Diogo à sua frente.
- Ah! És tu! – diz Adriana muito desiludida
- Sim, sou. Estavas á espera de outra pessoa? – pergunta ele apesar de saber quem ela procurava
- Não, ninguém em especial… - mente ela, pousando o seu olhar nas mãos que seguravam o telemóvel
- E então, miúda? Estás aqui fora a fazer o quê? Não estas a gostar da festa? – pergunta ele sentando-se do seu lado
- Nem por isso, eu fui arrastada para aqui. Eu sabia que não devia ter vindo… - diz ela deixando o seu corpo tombar sobre as costas do banco
- Eish, onde é que está a Adriana? A minha Adriana? Ela estava sempre pronta a festas… - diz ele, sorri fingindo que a procurava
- Oh, está aqui! – ri-se ligeiramente da brincadeira dele - Mas a disposição hoje não é muita… - confessa Adriana fixando o seu olhar sobre o Tejo
- Porquê? Por ele? – Adriana não lhe responde – Queres falar? – pergunta ele expectante
- Sabes nos últimos dias tenho guardado muita coisa para mim e sinto-me a explodir a qualquer instante…
- Desabafar faz bem… - dizia Diogo confortando-a
- Pois mas olhando para trás não me imaginava um dia, na situação que estou, a falar contigo… Muito menos a desabafar…
- As pessoas mudam! Eu mudei!
- Eu sei, sei que agora tenho o meu Diogo de volta, o amigo de infância, de longas conversas…
- Eu estou pronto a ouvir-te! Sabes que sim! Conta-me tudo vá!
- Eu voltei, fiquei bem com ele – Adriana sorri relembrando esses momentos – E como mais natural contei ao meu pai sobre o namoro, ele não aceitou bem… - Diogo olha para ela tentando perceber o porquê – Porque ele é brasileiro – diz ela esclarecendo-o, desviando com a mão direita uma pequena mexa de cabelo que lhe caia sobre o rosto
- A sério? Não julgava o teu pai assim… - confessa Diogo muito admirado erguendo as sobrancelhas como sinal do mesmo
- Nem eu! E literalmente forçou-me a acabar com ele porque ainda sou menor e ele manda em mim! – diz Adriana com uma certa fúria na voz
- Agora pode parecer mau, mas com o tempo isto melhora… Vais ver que sim! Sabes que tens aqui um amigo! – diz Diogo dando-lhe a mão
Adriana olha para a junção das duas mãos. Ao contrário do que sempre fora, a união daquelas duas mãos, a de Adriana e Diogo, já não parecia tão perfeita como em tempos.
Quando ao unir a sua mão á dele, havia uma única e total certeza, era ele que ela amava.
Agora a realidade era diferente, e aquelas mãos unidas estavam longe da perfeição.
Daquela perfeição que Adriana experimentara com David, porque com ele era tudo tão fácil como respirar, as mãos unidas, perfeitamente, como se sempre estivessem destinadas a estarem assim, juntas, numa carícia. O seu coração já não batia por sentir a mão de Diogo apertando a sua, pois o seu coração agora tinha um único e eterno dono, David.
Agora Diogo não batia em nada David.
Nenhuma sensação, nenhum sentimento, Adriana confirma aquilo que já sabia, Diogo já não era nada mais para si do que um velho e bom amigo.
Que bem sabia poder finalmente conversar com Diogo, e ver o amigo honesto que sempre conhecera. Ela sorri.
- Vamos voltar para dentro? – pergunta-lhe ele já de pé
- Vamos! – ela levanta-se
- E quero um sorriso grande nessa cara, pequenina! – diz Diogo passando o seu braço em torno do corpo dela e abrindo a porta do restaurante para entrar
Eles entram no restaurante, os olhos de David pousam neles os dois. Os ciúmes consomem-no mas não havia nada que ele pudesse fazer, afinal ela já não era sua namorada, por muito que isso lhe custasse.
Adriana e Diogo chegam á mesa, sentam-se lado a lado.
Era noite de música ambiente no restaurante, começa a dar uma música que Adriana adorava.
“Happy Ending – Mika”
Adriana não resiste, e levanta-se, agarra em Débora e começam as duas a dançaricar, entre risos e gargalhadas abafadas pela musica, entre abraços, brincadeiras de criança, e rodopios patéticos, mas completamente perfeitos em cada volta e contra-volta.
E ao mesmo tempo que dançavam, cantavam a música. Adriana não aguenta e pousa os olhos em David, que a olhava.
Da mesma maneira de sempre. Finalmente vê o “velho” David, não consegue evitar um sorriso tímido, ele ainda não a esquecera por muito que tentasse passar essa imagem para se fazer de forte.
A noite corre, ambas as mesas muito animadas, Adriana já devia ter bebido 5 ou 6 caipirinhas mas mantinha-se calma e recatada sentada a um canto da mesa. Ela olha para o relógio, eram horas de ir para casa, ela levanta-se os pés falham. Todos na mesa olham para ela.
- Upsi! Demasiada caipirinha! – diz ela rindo-se e todos a acompanham em gargalhadas deliciosas
- Bem, obrigada por terem vindo pessoal mas é melhor irmos andando… - dizia Ana
Todos se levantam, e tomam rumo às suas casas. Adriana, Débora e Diogo ficam para último.
- E agora quem é que a leva a casa? – pergunta Diogo a Débora
- Ninguém pá! Vou de metro! – diz Adriana levantando-se e dirigindo-se á porta
- Vais de metro o quê? Não digas parvoíces! Estás a cair de bêbada! – ordena Diogo puxando-a de novo para perto da mesa
- Mas quem é que está bêbada pá? – pergunta Adriana gritando e as poucas pessoas que estavam no restaurante, eles os três e o grupo do Benfica, olham para ela
- Tu! – respondem os dois amigos em uníssono e os olhares dispersam
- Que chatos! – refila Adriana cruzando os braços em frente ao corpo.
- É melhor levá-la a casa dos pais, não vamos deixa-la sozinha… - diz Débora
- Pois é melhor… Queres que a leve? – pergunta Diogo
- Não te importas? – pergunta Débora
- Nada disso, eu levo-a não te preocupes – diz Diogo seguro
Débora despede-se deles e sai.
- Olha lá fofinho! Podíamos sair por aí, procurar uma boa discoteca e rebentarmo-nos na pista de dança! – dizia Adriana agarrando-se a Diogo
- Sim, sim! Vamos mas é para casa!
- Para a minha ou para a tua? – pergunta Adriana aproximando o seu rosto de Diogo
- Cada um para a sua! Anda lá! – diz Diogo tentando puxá-la
- Olha lá fofinho, sabes que tu és capaz de ser um dos namorados mais giro, que já tive? O mais cabrão! Mas o mais giro! – dizia Adriana, já fora do seu estado normal, passando o indicador no nariz de Diogo
- Adriana, agora a sério! Vamos andando antes que te arrependas de algum disparate – alerta Diogo retirando os braços de Adriana de volta do seu pescoço
David vira aquela proximidade de Adriana e Diogo e isso enerva-o, uns ciúmes que o consomem por dentro, silenciosos, mas impiedosos. Ele sai do restaurante aguardando os outros lá fora.
Agora era a mesa dos encarnados que se levantava todos saem e despediam-se lá fora junto aos respectivos carros.
Quando Diogo tentava puxar Adriana para fora do restaurante e desciam as escadas resmungando um com o outro.
- Pois, vais-me levar para casa daquele velho, que me fez a mulher mais infeliz do mundo! Odeio-o! – refilava Adriana num tom de voz elevado e audível a todos os presentes
- Ele é teu pai! – acalmava-a Diogo
- Pois! Infelizmente! – disse Adriana entre dentes
- Adriana… - chama-a Diogo
- Pronto lá vêm vocês com esses moralismos! Ele fode-me a vida e eu nem mal dele posso falar!
– Adriana cruza os braços á frente do peito e acelera o passo até ao carro de Diogo – Leva-me para casa então!
- Era o que eu estava a tentar fazer antes de começares a refilar comigo! – diz Diogo destrancando o carro – Entra vai!
Adriana digere-se á outra porta do carro passando por trás do carro de Diogo, e David dirige-se ao seu passando pela parte da frente do carro de Diogo.
Por sinal os carros estavam lado a lado, a porta de pendura de Diogo com a porta do condutor do carro de David. Adriana estremece ao ver a mão de David no manípulo do Audi Q7. Adriana levanta o olhar, David olha para si. Apenas se podia abrir uma porta de cada vez.
David abre então a porta do carro de Diogo a Adriana.
- Passa! – diz ele inexpressivo num tom de voz muito seco
- Obrigada – agradece Adriana docilmente entrando no carro
- Não tem nada de agradecer! – diz ele friamente fechando a porta do carro
David entra no seu carro, arranca, Adriana tenta controlar as lágrimas, Diogo percebe e então faz toda a viagem até à casa dos pais dela em silêncio.
21 comentários:
poxa dri, ainda nao foi desta... junta-os la, por favor... obrigado por teres posto outro cap, es a maior, tens imenso jeito, mas tb es mazinha, coitadinhos...
bjs
lindo...
quero mais, por favor...
continua, se poderes posta mais hoje...
Ó ceus como é que ela vai embora e nem fala com ele, mesmo ele estando ao pé dela????
Isto é mesmo um sofrimento!!!
Muito bom Dri, e já merecem um grande reencontro...
Vou ficar á espera do próximo.
Gostei como sempre :D
Mas gostava é vê-los juntos Dri :x
Continua ^^
Pois, é muito sofrimento mesmo! ;P Dri, faz com que o pai reconsidere, please! Coitadinhos, já sofreram tanto...!!!
lindo quero mais ....
adoro dri adoro :P
adoro so me apetece mais e mais
amei quero mais
como sempre gostei xDD
continuaa xp
que sofrimento...
muito bom, como sempre..
continua ^^
A
m
e
i
+.+ !!!
oh..estão os dois a sofrer... e ela bêbada, ui, diz umas coisas xDD
beijinhos, e continuaa
adoro adoro adoro dri continua
hoje nao postas dri?? eles têm que ficar juntos?? va, publica la o reconciliação, o pai tem pensar no sofrimento dela, e deixa-la namorar com ele... posta la hoje linda...
bjs
drii posso te dar uma sugestão porque nao incluis na fic uma fa por exemplo ou uma vizinha mais ousadas a aproveitar a oportunidade ja que eles" acabaram" a dar em cima dele e a presiona-lo e ele a muito custo resistir nao sei mas acho que ia apimentar a coisa ainda mais. Mas mesmo que nao aceites a sugestão vou continuar a adorar a tua fic e mesmo linda acredita. PARABENS.
Eu gosto imenso da tua FanFic, Dri, mesmo muito e acho que já sabes disso...^^
Junta-os outra vez, vá lá!!
Mas a reconciliação tem de ser super super romântica! *.*
Continua !
Beijo!
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