Adriana procurava uma entrada de metro o mais perto possivel mas nem sinal, ela estava nervosa e por muito que tentasse não conseguia parar de chorar. Finalmente vê uma entrada de metro, passa rapidamente o passe e entra na linha. O metro não demorou muito mais que dois minutos a chegar. Ela entrou e realizou o percurso até sua casa, sentada a um canto de uma carruagem quase vazia, chorando, e ignorando todas as chamadas dos amigos, e de David.
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Casa do Fábio:
- Eu já estou a ficar preocupado manz! Ela não atende! – confessava David, caminhando de um lado para o outro com o telemóvel no ouvido, e coçando a cabeça
- Tem calma, aquilo foi alguma coisa que o pai lhe disse! Ela deve estar no metro e não ouve o telemóvel… - dizia Inês tentando acalmar toda a gente
- Sim, claro! E logo a Adriana que é uma aficionada em telemóveis! – desboca-se Fábio e Andreia pisa-o – Aii!! – grita de dor mas disfarça – Aii, mas pode estar cheio de gente e ela não ouvir! – diz num tom tosco e visivelmente forçado que não convence ninguém
- A mim também não me atende… - confirma Ruben realizando uma chamada
- Se calhar devias procurá-la na casa dela… - sugere Inês
- Sim, talvez mas depois da maneira que ela saiu daqui, não sei… - diz David – O melhor é eu ir andando p’ra minha casa. Boa noite gente! – diz cabisbaixo e despede-se de todos
- Boa noite! – respondem-lhe em uníssono e David sai
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Casa de Adriana:
Finalmente ela chegava a casa, pousa a chave sobre o tocador do hall, e sente o seu coração apertado, suprimido das lágrimas que ela controlou durante todo o caminho até casa.
Vai até ao seu quarto. Pousa as suas coisas, veste um pijama, agarra numa almofada e numa mantinha e segue para a sala. Agarra no comando da televisão e deita-se no sofá. Não liga a televisão, prefere ficar em silêncio, enroscada na manta.
Ela estava visivelmente triste, mas mais do que isso estava magoada e muito desiludida com a atitude do pai. Mas ele de certa forma até tinha razão, ela era menor de idade, e apesar de já viver sozinha ela teria de fazer o que o pai queria, mas isso não implicava ter de ficar longe de David. Ela não queria desrespeitar, nem podia, as ordens do pai mas também não podia magoar David que sempre estivera ali para ela, e a tinha apoiado em tudo.
Adriana, e sem querer, acaba por se lembrar dele, enterra mais a sua cabeça na almofada. O cheiro dele! O cheiro que ele tinha deixado naquela almofada na noite antes de ela ter partido para os Estados Unidos. E finalmente, as lágrimas que ela tanto suprimira correm-lhe pelo rosto. Como é que ela iria acabar com David quando na verdade não era o que queria?
O telefone de casa toca, Adriana estende o seu braço em esforço até ao telefone, era Débora, ela atende.
- Olá Olá meu amor! – dizia Débora muito alegre do outro lado do telefone
- Olá – diz Adriana muito desanimada
- Eish… Que voz é essa? – pergunta Débora preocupada
- Nada de especial… Está tudo bem! – disfarça Adriana e senta-se no sofá
- Nada? Claro! Eu conheço-te Adriana… O que é que aconteceu? – pergunta-lhe a amiga num tom sério
Adriana rende-se, começa a chorar e a soluçar, deixando Débora preocupada
- Adriana? O que é que aconteceu, amor? Fala comigo – pergunta-lhe a amiga muito preocupada
- Foi o meu pai! Eu fui jantar a casa do Fábio com o pessoal, já tinha contado ao David, estávamos bem, mas o meu pai apareceu lá, falamos, e ele literalmente exigiu-me que me afastasse do David! – dizia Adriana soluçante
- Nós já não tínhamos conversado sobre isto?
- Já, mas agora é diferente! O meu pai tem razão, eu sou menor e eu tenho de fazer o que ele manda. Ele deixou-me sem saídas! – diz Adriana desesperando
- Olha amor, tem calma! Eu vou para ai! – dizia Débora começando a agarrar nas suas coisas
- Não é preciso! Descansa que amanhã há aulas! – pede Adriana
- Nada disso! Tu és a minha melhor amiga! Estou a caminho! Até já! – e desliga a chamada muito apressada.
Débora não demorou muito a chegar, não tocou á campainha, não era preciso! Ela tinha uma chave da casa e entrou. A sala estava vazia, ela não via ninguém. Adriana ergue o seu corpo do sofá e levanta a cabeça para que Débora a pudesse ver. Adriana estava em péssimo estado, tinha os olhos inchados de chorar e estava muito olharenta.
- Adriana… - diz Débora num tom piedoso correndo para junto da amiga. Abraça-a – Oh amor, lamento tanto…
- Oh Débora… - diz Adriana num sussurro abafado pelo choro que não cessava
- Amor, calma isto vai-se tudo resolver! – dizia Débora tentando acalmá-la
- Não vai! O meu pai está mesmo decidido – diz e volta a cair no choro
- Calma, calma! – pedia Débora perdendo todos os argumentos que haviam para acalmar a amiga
Adriana chorou nos braços de Débora durante alguns minutos, mas o cansaço acabou por vencê-la.
- Olha, vou fazer-te um chazinho e depois vais dormir, ok? – perguntou Débora mas Adriana nem lhe respondeu
Débora estava na cozinha a preparar o chá e Adriana levanta-se e vai até à janela. Ao longe vê carros a passar, rápidos, com pressa, movimentando-se. Pessoas a caminhar na rua, juntas, a falar, passeando. A vida continuava apenas a de Adriana parecia presa naquilo que acontecera. Tudo á sua volta seguia mas a sua vida parecia parada num ponto sem viragem. Olha para a lua, e a recordação do primeiro beijo com David, na praia, à noite, com a lua como única testemunha. Sorri levemente, já não havia mais lugar nos seus olhos para lágrimas. O seu olhar desvia-se para a entrada do prédio. Ela julgou estar a ver mal, mas era um carro igual ao de David que estacionara em frente ao prédio. Com certeza outra pessoa com um carro igual. Uma pessoa sai do carro. Não existem coincidências! Era David.
- Adriana, anda o chá está pronto! – diz Débora pousando o tabuleiro sobre a mesa – O que é que tanto vês ai na janela?
- O David… Está lá fora – diz Adriana surpreendentemente calma
- O David? De certeza? – pergunta aproximando-se da janela para confirmar
- Deixa! Vou-me deitar… - diz Adriana afastando-se da janela
- Mas e ele? – pergunta Débora confusa
- Ele nada! Se tocar dizes que não estou… - diz Adriana dando um gole no chá em cima da mesa – Ou então nem abres!
- Tens a certeza? – pergunta Débora receosa
- Sim, neste momento não vou saber o que lhe dizer… - Adriana preparava-se para sair da sala mas a campainha toca
Ambas entreolham-se. Débora dirige-se calmamente ao auscultador e atende.
- Sim?
- Adriana? – pergunta David com um traço de nervosismo a rasgar-lhe a voz
- Não, é a Débora. Ela já está a dormir… - inventa
- Ah… Eu precisava de falar com ela – diz desiludido
- Pois mas ela já esta mesmo a dormir… - mente novamente
Adriana deixa a chávena que estava na sua mão cair ao chão depois de esta muito tremelicar nas suas mãos. Ouve-se um estoiro.
- Que foi isso? É ela? Está acordada? Ela não quer falar comigo? – pergunta David acelerado
- Ouve, ela está aqui mas está cansada. Vocês falam amanhã… É melhor – afirma Débora calmamente
- Ela tá fugindo de mim e eu só queria uma explicação p’ra isso! – diz David também sereno
- Não é algo que eu possa resolver, espera por amanha e vocês conversam. Tchau David, Beijinhos – Débora pousa o telefone do auscultador
Quarto:
Estavam as duas deitadas na cama, quase a dormir mas Adriana interrompe o silêncio
- Foi por pouco! Vamos dormir… - diz Adriana aconchegando-se na cama
- Podes fugir agora, mas não podes fugir para sempre! Boa noite! – diz Débora virando-se para o outro lado
Aquilo ficou a matutar na cabeça de Adriana e foi o suficiente para tornar difícil ela pregar olho.
16 comentários:
Adorei drri
posta mais um hoje
va-la!!
LINDO, DRI!
Quero mais *-*
continuo a dizer, coitadinhos dos dois... nao os deixes separados dri, eles nao podem ficar assim... apreça la a reconciliaçao assim nao tem piada...
se der poe outro, por favor, qd eles tao assim separados tou smp ansiosa que façam as pazes, so mais um dri...
bjs
Drii adoro!
Quero maaais :D
Eu já só quero ler o próximo.
É excelente a tua fic Dri.
Beijo
capitulo 78 - não podes fugir para sempre! ora bem adriana maria, tu nao podes fujir para sempre! Por isso agarra nesse teu rabo lindinho e toca a razelo para aqui e põe mais um capitulo sff...
senão vao haver consequencias tipo eu ter um avc cerebral do qual nao vou recuperar porque precisava de um pouquinho mais de fic e tu nao me deste XD
O pai da Dri nao lhe pode fazer isto nao pode! :O
ela tem de pedir emancipação aos tribunais... ela pode... afinal ela consegue sustentar-se sem precisar dor pais... e depois ja pode ficar com o david *.*
e agora... que tal mais?
pleaseeeeeeeeeeeeeeee (I'm on my knees girl!)
keep fierce! love u... beijo driiii :D
Como ja te disse no chat a tua fic continua linda...Continua...BJS. Ja tou a ficar sem palavras para descrever a tua fic lol .
oh dri, poe-nos juntos outra vez, nao gosto assim, ela tem q convencer o pai, e a mae dela pode dar uma ajudinha, afinal ficou contente da filha namorar com o david!! poe outro dri va la
Lindo
Quero mais, please!
Gostava que o David ficasse com a Adriana de uma vez por todas, por favor nao os separes!
Continua...
Está muito bom Dri.. Mas agora se fazes favor publica outro e de preferência volta a juntá-los.. xD
amei
eles tens de ficar juntos :P
posta mais, ta mt tristinho...
por favor
Dri
nem sei mais como dizê-lo. Amo a tua fic. Está linda a históra, sempre em evolução.
Parabéns pela escrita, pequenita :P
beijinhos
Dri, está muito fixe, mas coitadinhos, já passaram por tanto... Têm de ficar juntos! Como alguém já disse, a mãe bem que podia dar uma ajudinha... ;P
Muito bom :)
Espero que postes mais hoje :)
UII isto ta cada vez mais interressante...quero mais e mais e mais!!! :D
by: biaC^A *)kiSS
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