sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Capítulo 91 - Não quero acordar nunca mais!

“ADRIANA”

Depois daquela troca de juras de amor eu agarrei nas minhas coisas e descemos os dois o elevador, desta vez bem juntinhos um ao outro.
Eu seguia à esquerda dele, o seu braço esquerdo rodeava a minha cintura e eu pousava a minha cabeça no peito dele e a minha mão na sua barriga tonificada.
O elevador chegou ao piso das garagens e ele deu-me um beijo muito carinhoso na testa e só depois saímos em direcção ao carro. Só nos separámos porque tínhamos de entrar no carro. Trocámos sorrisos cúmplices, abrimos as portas do carro, entrámos e sentámo-nos lado a lado.

- Então vamos onde, amor? – perguntei-lhe enquanto ambos colocávamos os cintos de segurança
- Hum… Surpresa amor! – disse-me sorridente pondo a chave na ignição

- Oh, não vale! Diz lá… pedinchei com os meus grandes olhos muito abertos

- Hum… Bem amor na verdade eu não sei onde levar você… - confessou envergonhado e eu ri-me

- Oh amor já podias ter dito! Olha porque é que não vamos dar uma volta por Lisboa? – sugeri
- Hum… Você é de cá aposto que já conhece isso tudo de uma ponta a outra, não tem piada não! – refilou

- Hum… Então porque é que não vamos ao oceanário? – sugeri muito entusiasmada porque fazia um tempão que eu não ia lá

- Hum… Porque não antes o jardim zoológico que fica aqui mais perto – sugeriu David em tom de gozo

- É isso mesmo! Vamos! – rematei muito determinada

- Eu tava brincando amor… - disse-me

- Mas eu não! Vamos lá por favor! – pedinchei novamente

- Cê acha que a gente com esse tamanhão todo temos idade para ir no jardim zoológico? – perguntou-me num tom pejorativo

- Ó, e agora há lá idades para ir ao jardim zoológico! – refilei com ele

- Bem, se é isso que você quer… -ele olhou para mim e a minha expressão era de um claro sim – Então vamo, né! – exclamou ao mesmo tempo que metia as mudanças para fazer marcha atrás
Em dez minutos, e porque às quatro e meia ainda não havia trânsito nós chegámos rapidamente ao jardim zoológico. Nas bilheteiras começámos logo uma pequena discussão para saber quem pagaria os bilhetes de entrada.
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- Sou eu! – exclamei estendendo a nota de vinte na direcção da senhora da bilheteira que nos olhava muito confusa

- Não, sou eu! – insistiu ele afastando a minha nota e pondo a sua em riste

- Amor, a fila tem de andar! Pago eu! – afirmei já num tom chateado

- Não liga p’ra ela não moça! Quem paga sou mesmo eu! – e dito isto afastou a minha nota e atirou a dele para mais perto da senhora que tentava manter-se calma com aquela situação

- Aqui está o troco – disse a moça muito tímida dando-lhe o troco

- Muito obrigada e nos desculpe! – desculpou-se David e deu-me a mão para nos afastarmos da bilheteira

- Fogo! És mesmo teimoso! – reclamei quando já estávamos suficientemente afastados das bilheteiras

- Ah, fala o roto ao nu! – respondeu-me perspicazmente

- Hum, olha o raio do brasuca ah! A aprender ditados portugueses!

- Então… Agora que tou namorando uma portuguesinha tem de ser né? – perguntou rindo e não procurando uma resposta

Agarrou a minha cara, suprimindo-a por entre a sua mão, fazendo a minha boca unir-se num beicinho e a minha cara numa espécie de careta e beijou-me rapidamente apenas nos lábios.
- Ah portuguesinha! Que engraçado – ainda reclamei e ele roubou-me outro beijo para me calar – Isso cala-me com beijos! – refilei mais uma vez

- Hum, vai dizer que não gosta! – disse numa pose muito convencida mas sem me largar ou travando o passo ritmado que levávamos

- Oh gosto, claro que gosto… – confessei envergonhada.

Passámos o resto da tarde às voltas no Jardim Zoológico, andámos no teleférico, vimos o espectáculo de animação marinha e os restantes animais do zoo. Aproveitámos para namorar, nunca largámos a mão um do outro, e apesar de não haver muita gente no zoo, talvez porque fosse dia da semana, e felizmente ninguém o abordou, mas mesmo assim mantivemo-nos tão discretos quanto possivel, coibindo-nos assim de demonstrações de afectos mais acesas.
Eram sete e meia da noite quando terminámos a tour completa e chegámos novamente ao portão.

- Ai amor, tou cansadão! – queixou-se abraçado a mim e continuando a andar

- És tu e eu! E ainda por cima estou de saltos! – queixei-me também e apertei mais a cintura dele com o meu braço que a envolvia

- Quem manda vir de saltos?

- Olha quem me manda namorar com um homem de um metro e oitenta e oito?
- Cê é que é piquinina eu sou normal! – ripostou

- Olha-me este! Pequenina o tanas, ó! Pequena, mas chego a muito sítio onde as grandes não chegam! – mostrei-me ofendida e amarrei a burra

- Nem quero saber onde é que você chega! – disse num sorriso maroto
- David Luiz Moreira Marinho, deixa-te de esses pensamentos ó! - refilei com ele

- Oh amor, vamo embora, tou cansadão! – voltou a queixar-se

- Calma amor! Estamos a andar não estamos? – olhei para ele e a expressão dele foi óbvia - Olha eu apanho um táxi e tu assim segues já para casa… - sugeri para nos despacharmos

- Hum hum! Nada disso! – afirmou agitando os caracóis no ar – Você vem comigo! Vamo aproveitar bem o dia juntinho porque depois o tempo fica curto pr’á tar junto!

- Hum… Mas estás cansado não estás? – perguntei-lhe compreensiva

- Estou mas p’ra você há sempre tempo e energia! – afirmou sorridente

- Hum…. Estou a ver Sr. David! – disse-lhe numa cara séria que depressa desfiz – Então e queres ir comer? Já está quase na hora do jantar – informei-o passando o meu olhar pelo relógio que tinha no pulso

- Pois… Se calhar já comia qualquer coisinha já… - afirmou passando a mão no estômago

- Então e queres comer em algum sitio especial? Minha casa, tua casa, fora? – perguntei aguardando uma decisão dele

- Hum… Em minha casa não há nada… Na sua cê ia ter trabalho e eu não quero! Por isso vamo jantar fora! – disse sorridente quando já nos aproximávamos do seu carro

- Então e queres ir onde amor? – perguntei-lhe novamente deixando a decisão nas mãos dele

- Não sei… Cê tá afim de alguma coisa em especial?

- Hum, sei lá só não quero um restaurante muito cheio… Queria estar numa boa contigo, só contigo! – salientei esta última frase

- Então relaxa que eu acho que já tou tendo uma ideia! – afirmou sorridente, roubou-me um beijo, puxou-me até junto do carro e abriu-me a porta para que entrasse, gesto esse que agradeci com um sorriso terno

Ele conduziu durante mais ou menos dez minutos até chegarmos à porta de uma pizzaria, ele entrou e eu fiquei no carro.
Vi-o tirar uma nota muito grande de cinquenta euros e pareceu-me que ele acabara de subornar o empregado para conseguir obter a pizza naquele momento e sozinha dentro do carro acabei rindo ao observar aquela cena. Em menos de dez minutos ele estava dentro do carro com duas caixas de pizza na mão, um saco com duas latas de refrigerante e guardanapos que pousou no banco de trás.
Voltou a ligar o carro e seguiu caminho. Não sei bem onde estávamos porque era de noite, mas tinha a certeza que estava em Lisboa.
Quando já nada me fazia adivinhar o caminho reconheci umas luzes muito fortes acesas que formavam um arco no ar, a minha visão clarificou-se e vi então que aquelas eram as luzes do último anel do estádio da luz.

- Esqueceste-te de alguma coisa? – perguntei convencida de que a única razão que nos podia ter levado ali era o facto de ele ter deixado lá algo

- Não, nada disso! – esclareceu-me com a maior das naturalidades

- Então? Estamos aqui a fazer o quê? – perguntei-lhe cada vez mais curiosa

- Bem vinda ao nosso restaurante privado! – afirmou muito serenamente enquanto levantava uma mão do volante apontando na direcção do estádio
- Hã? Estás a gozar! Não vamos comer aqui! – disse-lhe muito calmamente

- Não estou não! Vamos mesmo comer aqui! Com lugar exclusivo e VIP! – declarou sorrindo

- Tu não existes! – disse meio incrédula mas terrivelmente comovida com aquele gesto, e abanando a cabeça em sinal de negação

- Ah existo sim! Pode apalpar para ter a certeza! – ordenou-me sorrindo quando dava a curva para entrar no parque do estádio

- Pode apalpar! – imitei o sotaque dele - Isso querias tu ó caracolinhos! – disse-lhe com algum desdém mas sem esconder um sorriso no rosto

- Mas eu deixo! – insistiu num tom sacana

- Que tu deixas que te apalpe sei eu, ó! – disse-lhe na brincadeira

Estacionámos o carro e entrámos no estádio, eu com o saco na mão e ele com as pizzas, mas nem assim nos largámos as nossas mãos livres iam coladas uma à outra.
Andávamos por corredores, e estes começaram a deixar de parecer tão familiares como era hábito e apercebi-me então que estávamos na entrada do túnel. Olhei para ele num gesto muito admirado e ele limitou-se a sorrir muito naturalmente como se aquilo não fosse nada de especial.
E na verdade não era, ele pisava aquele mesmo chão todas as semanas, e todas as semanas era por ali que entrava em campo para brilhar ao lado dos seus colegas com a camisola de cor berrante no corpo e águia ao peito.
Chegámos á saída do túnel, olhei em meu redor e senti-me esmagada!
Completamente minúscula, mais do que aquilo que já era. As luzes rasantes conferiam ao espaço uma atmosfera maravilhosa. O meu queixo caiu, e os meus olhos arregalaram-se e deixei-me ficar assim absorta naquele ambiente.
O David deve ter achado que estava parva mas nem todos tinham o privilégio de ver o estádio do ponto que ele o via. E depois de conhecer todos os cantos do estádio aquele era sem dúvida o melhor.
O David soltou-me a mão durante breves instantes, tirou-me o saco da comida e a minha mala da mão e pousou-os sobre o banco de suplentes encarnados enquanto eu fiquei no mesmo sítio, perdida na estrutura grandiosa que me rodeava. Ele colocou-se do meu lado e agarrou-me a mão.
Depois de ter digerido finalmente a vista do estádio da luz dali, olhei para ele que me sorria fascinado não sei se pela minha expressão ou se por mim mesma, e depois olhei para os meus pés que estavam em saltos altos e começavam visivelmente a doer-me e que em combinação com a relva não eram do melhor.

- Agora percebo porque é que não se joga futebol de saltos – brinquei e ele riu-se comigo

- Quer que eu vá buscar uns ténis ou umas chuteiras p’ra você? – perguntou-me muito prestável

- Não deixa! Eu fico mesmo descalça não há problema! – disse pragmaticamente e descalcei-os ficando com os pés no chão

Fiquei visivelmente mais baixa do que ele e ele riu-se

- Estás-te a rir de quê?

- De você, meu amor. Assim sem saltos cê nem um beijo me consegue roubar! – disse fazendo-me pirraça

- Também quem é que precisa de beijos teus? – perguntei-lhe a fim de o irritar

- Hey mazinha você! Tava brincando… - desculpou-se e roubou-me um beijo na cara

Ele deu-me a mão e puxou-me para o relvado, a relva estava fresca e meio húmida mas não me importei, o David levou-nos até aos bancos de suplentes onde estava a nossa comida. Preparámos tudo, sentámo-nos no chão lado a lado, e começámos a comer.

- Me desculpa o jantar ser isso daqui mas era o mais rápido que havia! – desculpou-se acabando de mastigar uma dentada de pizza

- Sem problemas amor, mas de facto não imaginava fim de dia melhor! A comer pizza, no estádio da luz com o melhor namorado do mundo! – disse sorrindo e olhando-o nos olhos – Ah mas eu bem vi a maneira como subornaste os senhores com aquela nota de cinquenta euros para puderes trazer logo a pizza que devia pertencer a alguém… Nunca pensei David Luiz! És um homem tão correcto, tão honesto e a roubar a pizza alheia! – disse brincando e ele riu-se comigo

- Culpa sua! Por você faço qualquer loucura! – disse muito convicto e eu acreditei

- És louco!

- Sou louco sim! Por você! – disse-me aproximando o seu rosto do meu e tocando-me os lábios

Os meus lábios frios pressionaram os dele levemente com algum ardor, senti-o sorrir ligeiramente. As nossas línguas invadiram a boca um do outro sem precisar de pedir autorização e entrelaçaram-se num compasso ritmado. Quebrámos o beijo e sorrimos.

- Loucura de amor é bom! – acrescentou dando uma dentada na pouca pizza que lhe sobrava na mão

- Loucura de amor é saudável! Se for contigo, melhor ainda! – acrescentei e toquei com o meu rosto no dele, pousei o resto da pizza

- Não vai comer mais? – perguntou-me preocupado
- Não…. Estou cheia!

-Fraquinha! – picou-me com ar de miúdo malandro

- Fraquinha? Coitado! Dou-te um bailinho! Até de bola sou melhor que tu! – respondi á picardia à letra

- Ah! Quero ver isso! – disse levantando-se e tirando uma bola que estava junto ao banco de suplentes

David avançou para dentro das quatro linhas e começou a dar toques na bola como que desafiando-me a fazer melhor. Juntei-me a ele e ele passou-me a bola para as mãos.
Deixei a bola cair sobre os meus pés, dei uns toques alternados com os pés, outros com os joelhos e por fim terminei com uma sequência de quatro com a cabeça e o David olhava-me espantadíssimo. Na verdade ter vivido a minha infância rodeada pelo Ruben e pelo meu primo Carlos tinha-me trazido alguns benefícios como o facto de até me safar com a bola.

- Fraquinha hã? – perguntei desafiando-o
- Isso foi sorte! – disse-me tentando desviar o assunto – Vamo ver como você é em campo!

- Não te metas comigo! Ainda levas um golaço! – ameacei na brincadeira

- Vamo ver! – rematou David a conversa afastando-se na direcção na baliza

A bola estava nos meus pés comecei a olhar para ele ao mesmo tempo que avançava na direcção da baliza com a bola nos pés. Ele olhava para mim já com um sorriso vitorioso.
Cheguei ao pé dele, estávamos a pouco mais de dois metros, ele avançou para me tirar a bola.
E eu podia até desenrascar-me mas ele era o David Luiz por isso agarrei na bola com as mãos e despistei-o desatando a correr na direcção da baliza. Ele foi apanhado desprevenido e desatou a correr atrás de mim quando eu já levava um bom avanço.
Eu ria-me certa de que iria ganhar mas o meu passo traiu-me abrandei por breves instantes o suficiente para ele me apanhar.
Então pousei a bola no chão, quando já estava a três metros da baliza e chutei-a, foi golo certo.

- GOOOOOOLOOOOOO! – gritei para o provocar e sambei ligeiramente

Encolhi-me esperando o momento que David chegasse a mim e foi rápido. Ele agarrou-me por trás pela cintura levantando-me do chão e eu encolhi instantaneamente as pernas e agarrei-me a braço dele que rodeava a minha cintura

- David põe-me no chão – pedia em riso

- Sua batoteira! – reclamava ele enquanto encostava o seu queixo ao meu ombro e nos rodava no mesmo sitio

- Eu ganhei-te ó! Isso é desculpa de perdedor!

- Claro, se você tivesse jogando Rugby ganhava mas isso é futebol! – reclamava ele e eu ainda me ria mais

Ele pôs-me finalmente no chão e sorriu-me.

- Vá lá, admite lá que até me safo! – pedi-lhe

- Ah… Já vi pior – disse não querendo admitir a verdade

Acabámos os dois por nos rirmos e abraçados.

- Amo-te David! – disse com o meu rosto em frente ao dele

- Eu amo mais! – jurou-me e sem me dar tempo de ripostar beijou-me apaixonadamente

Um sopro de ar correu o estádio e eu tremi nos braços dele.

- Tá com frio? – perguntou-me preocupado

- Estou descalça – disse-lhe não tirando aos mãos do seu pescoço e olhámos os dois para os meus dedos descalços que se arrebitavam no ar

- Vem cá! – disse-me e agarrou-me ao colo tal qual sua noiva

- Isto é mesmo só para mostrares que és forte não é? – perguntei-lhe tentando brincar com ele
- Ué, e não sou? – perguntou e ambos nos rimos

Ele levou-me até ao banco de suplentes e eu fiquei sentada ao colo dele, com a minha cabeça aninhada no seu peito e ele passando os seus dedos pelos meus cabelos. Trocamos carícias e beijos apaixonados até altas horas da noite. Ele acabou por me deixar em casa e seguiu para a sua. Se aquilo foi um sonho então eu não quero acordar nunca mais...

15 comentários:

JoanaR disse...

Muito fixe o capítulo! Grande ideia a do David! :D

Anónimo disse...

Magnifico, excelente, lindo...

Quero mais... Tou muito curiosa...

Continua... Se poderes posta mais hoje... por favor...

Castro disse...

LINDO *.*,jantar no estádio da Luz, belo restaurante :P

Adoro a tua fic Dri, PARABENS!

beijinho, continua :D

Beatriz disse...

Que tarde...:)
Estou a adorar ler a tua fic, Dri.
Continua!

Anónimo disse...

Está perfeito!!

Que não queria um jantar no estádio da Luz, com aquele homem perfeito como namorado!??

Sem dúvida um sonho...
Mas os sonhos são projectos de vida. =D


Dri continua, és uma escritora excelente!!


Bruna

Bianca. disse...

Sensacional !! Amei, Dri !!
Este capítulo está um espectáculo, uma maravilha, um espanto...olha podia estar aqui dias a descrever a tua Fic !!
Amei completamente !!
Muitos Parabéns !*.*
Muito bom mesmo ^^
Beijão !

Janee disse...

*_* quero mais!

by the way http://pablitoaimar.blogs.sapo.pt/

Catarina disse...

Lindo...

Continua

Bjs

Anónimo disse...

ADÓRÉI!!!!

mssc23 disse...

Está simplesmente magnifico..
Adorei!!

Camila disse...

eu gosto muito da tua fic, mas gostava de saber porque nao publicas te o meu comentário no capitulo anterior. se é por causa do link da minha fic desculpa

dplsnts23 disse...

adorei ta mesmo fixe
gostei da ideia de a fanfic ser escrita na primeira pessoa

ritaaa disse...

adoro
quero mais

guida disse...

amo :P

filipa disse...

gosto bue da tua fanfic obrigado por escreveres para nos :P

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