quarta-feira, 13 de julho de 2011

Capítulo 110 – Amar a 628 Km de distância também é amar (Parte VI)



A pequena Sofia acabou por regressar para o meu colo e foi aí que tomou lugar para darmos início à refeição. Como entradas a Brenda preparou um rodízio de todo o tipo de marisco, o que noutra altura me teria deixado radiante, naquele momento pouco me importou. A vontade que tinha de comer era nula e apenas o fazia por questões de sobrevivência e por grande insistência de Paula.

- Mad’inha, estás tão t’iste, é po’que o Caracole não está cá?

- Não, amor… A madrinha só está cansada, só isso… - a minha mão delineou uma carícia na bochechinha dela

- O Caracole! – exclamou num tom de voz aberto e sorrindo

- Não, amor… É mesmo só cansaço!

- Não é isho, mad’inha… O Caracole, está cá! – ela deu um pulo do meu colo e desatou numa correria frenética pelo jardim

Bastou-me segui-la com o olhar e o meu coração perdeu o ritmo, pois ali, bem perto, prostrava-se David. Este segurou-a no colo, com todo o carinho do mundo, como já era hábito seu.

- Oioi, garotinha! – os lábios dele, deram um ligeiro toque na face direita dela

- Oioi, mulecão! – a menina cumprimentou-o e ambos se riram com as palavras dela, pois sempre fora o jeito deles se saudarem 

- Como cê tá?

- Bem e tu? – ela passou as suas mãos pequeninas pelo rosto nele e tenho de admitir que senti inveja de não o puder fazer mais

- Tô bem… - vi-o forçar um sorriso e ainda nem se tinha apercebido da minha presença, pois aí as coisas iriam piorar

- Os teus olhos… - a pequenina parou para o encarar – Não brilham mais, estão tristes… - um beicinho sereno delineou os delicados lábios de Sofia

- É a vida, moçinha… - ele deu-lhe um beijinho na testa e avançou na direcção da mesa, mantendo a menina no seu colo - Alô gente, boa tarde! – a voz dele inundou todo o espaço circundante e apesar de ele não me ter visto logo, todo o meu corpo gelou

O meu olhar prendeu-se rapidamente no de Paula, pois ela garantira-me que ele não iria estar ali. Senti um nó enorme formar-se no meu estômago e por uma questão de segundos, o meu coração perdeu a vida.

- E aí, mano? Sempre vieste… - Ruben deu-lhe um aperto de mão e sorriu

- Sim, sempre é melhor que ficar fechado em casa, né?

- Sim, é isso mesmo! Estavas a precisar de sair…

- Se senta, Davi’! Ainda vem a tempo do almoço! – a Brenda esboçou um enorme sorriso enquanto colocava na mesa mais um prato para ele

Finalmente o olhar dele cruzou o meu, um fogo ardeu dentro de mim e quase me queimou de tanta dor. Acho que nunca havia sentido nada assim… Um laivo de tristeza, com toda a certeza, pintou os meus olhos e estes fixaram-se na mesa, quando se tornou impossível encará-lo mais. Porém ele nem se moveu, ficou ali a olhar-me, enquanto todos os outros o faziam. Olhavam-nos esperando qualquer reacção, provavelmente uma discussão, mas essa nunca chegou a acontecer… Ele sorriu cordialmente a Brenda, como que agradecendo o lugar posto na mesa e com a pequena Sofia no colo, ocupou-o, sem me olhar mais ou proferir qualquer palavra.

- Davi’, quer sumo de laranja ou cerveja? – questionou Luisão

- Cerveja, por favor…

Aquela resposta provocou-me alguma estranheza, pois ele raramente bebia álcool, muito menos num almoço de amigos e tão pouco cerveja. Apesar de toda a admiração que o pedido dele me possa ter causado, não ousei sequer olhá-lo, nem por um segundo que fosse… Todos naquela mesa sabiam do sucedido e como me senti muito envergonha por o ter deixado, baixei a cabeça e assim permaneci durante toda a refeição.

- Olha lá, David… Porque é que não trouxeste os teus pais? – o Ruben nunca se conseguia manter calado, apesar de serem horas de comer e não de conversar

- Meus pais foram almoçar na casa de uns amigos…

- Que amigos, mano?

- O Sr. Francisco e a Dona Isabel… - quando ouvi o nome dos meus pais, e apesar de ter os olhos presos ao prato na minha frente, estes esbugalharam-se em sinal de admiração

- Foram almoçar juntos? – questionou o Ruben, tão surpreso quanto eu

- Sim, foram… Na casa deles! Queriam estar juntos antes da gente ir embora pra semana…

- Hum, tá bem… - o Ruben e eu trocámos um olhar surpreso, mas porém discreto

- Mad’inha… - a voz da Sofiazinha despertou-me

- Diz, meu amor… - fiz-lhe um carinho nas faces e esta saltou para o meu colo

- Não go’to de te velhe ashim t’iste…

- A madrinha não está triste, isto já passa, sim? – dei-lhe um pequeno toque de lábios na testa e ela aninhou-se no meu corpo

- Vocês não estão mais juntos, num é? – a menina falou baixinho e olhou-me

- É, meu amor… É isso…

- A mamã disse que ele vai embolha…

- Vai, meu anjo… Ele vai embora…

- É por isho, que vocês acabalham?

- É Sofia linda, é por isso… - mantivemos o tom de voz baixo, para mais ninguém ouvir a nossa conversa

- Ele vai para onde?

- Para Madrid, meu amor… Para Madrid… - respondi num sorriso triste e por minutos a menina ficou em silêncio digerindo tudo

- Mamã, Madrid fica muito longe? – questionou Sofia, olhando Brenda e todos na mesa pararam para a observar

- Um pouco, meu anjo…

- Quão longe, mamã?

- 628 km, meu anjo! – ela sorriu e continuou a comer a sobremesa

Um silêncio arrebatador dominou todos os presentes e um sofrimento delineou os rostos de que era mais próximo a mim e a David, o que era o caso de Paula e Roberto. Admirei Sofia alguns segundos e fui-lhe fazendo pequenas festas nas faces rosadas pela tenra idade, mas foi quando ela se desprendeu do silêncio, que proferiu algumas das palavras mais sábias que alguma vez ouvira na minha vida, e vindas somente de uma menina de 3 anos…

- Shabes, Ad’iana… Amar a 628 km de distância, também é amar… - proferiu num tom perfeitamente audível a qualquer dos presentes

Mesmo que lhe quisesse ter respondido, o que não era de todo o caso, a televisão do pequeno alpendre anunciou uma série de notícias do Benfica e assim que a imagem do presidente surgiu todos se silenciara o volume subiu.

“ – Sr. Luís Filipe Vieira, quando é que o Benfica irá fechar o negócio com o Real Madrid por David Luiz?

- O Benfica não fechou, nem irá fechar negócio com o Real Madrid por David Luiz…

- Mas membros da equipa madrilena afirmam que há negócio em vista e o jogador declarou disponibilidade para sair…

- O David é e continuará a ser jogador do Sport Lisboa e Benfica, durante esta época… Ele tem um contrato firmado por mais 3 anos e tudo implica que irá cumpri-lo!

- O Real Madrid não atingiu o valor pretendido pela SAD encarnada?

- Não é uma questão de valores… O David Luiz simplesmente não está à venda por esta época! O treinador precisa do jogador e este solicitou-me a sua permanência no clube!

- Mas David Luiz afirma querer sair do clube…

- O David não afirmou nada, tudo o que vi até agora foram rumores em páginas dos jornais, eu conversei com ele e o assunto está resolvido…

- Conversaram sobre o quê?

- O David pediu-me para ficar no clube…

- A permanência foi negociada através de um melhoramento de ordenado?

- Lamento, mas o teor da conversa só interessa ao clube… Apenas posso dizer que o David Luiz irá ficar na Luz esta época e que o único negócio com o Real Madrid é o de Di Maria, que hoje viaja para a capital espanhola… Não tenho mais nada a dizer, com licença… “

A notícia teve fim e o repórter seguiu com o noticiário, dando conta de outros acontecimentos banais e próprios de um país pequenino como Portugal. E que sentido tinha aquilo? Que sentido tinha eu ter deixado David, para depois estar a ver aquilo na televisão? O David continuou a comer sem pronunciar uma palavra e o olhar de Paula e Ruben tocou o meu numa típica expressão de “Eu bem te avisei…”
Sim, eles tinham-me avisado, mas naquele momento já era tarde mais para qualquer acção, que não de arrependimento…

- Vais ficar, Caracol? – os olhinhos de Sofia brilharam e ela correu para os braços dele

- Vou garotinha, vou… - ele sentou-a no seu colo e não demorou menos de nada até ela o abraçar fortemente

- Ai, adoro-te, caracol… Adoro-te… - todos sorriram com aquele acto de carinho

- Eu também adoro você, garotinha… - ele sorriu meigamente e deu-lhe um beijinho na testa

Acho que ninguém na mesa se importou em como eu me estava a sentir, apesar de puderem ter pensado no assunto. A única pessoa que esboçou qualquer preocupação foi Paula, que ao sentir que não encarava ninguém, me deu um leve toque com o pé debaixo da mesa.

“Então, amor?” – gesticulou com os lábios

Limitei-me a assentir positivamente com a cabeça, num sinal de que estava tudo bem e montei o melhor sorriso que consegui. O meu telemóvel tocou e no ecrã vi o nome da minha mãe, o que me serenou o coração naquele momento.

- Com licença… - pedi e levantei-me caminhando para uma zona mais afastada do jardim – Olá, mãe linda…

- Olá, meu anjo, como estás?

- Bem e a mãe?

- Bem também… Estás num almoço em casa do Luisão?

- Estou, como sabe?

- Não sabia, mas estou com os pais do David e quando eles me disseram que o David tinha ido, pensei que também o podias ter feito e fiquei preocupada… Por isso é que te liguei!

- Não fique, mãe… Eu estou bem, pelo menos o melhor que é possível, tendo em conta a tortuosa presença dele…

- Viste o noticiário? O presidente falou aos jornalistas…

- Sim, eu vi… Quer dizer, todos nós vimos agora mesmo… - levemente solucei, ficando com os olhos rasos de lágrimas, mas nenhuma caiu devido ao meu orgulho

- Ele vai ficar, filha… Se calhar foste precipitada…

- Sim, agora vejo que fui, mas é tarde para voltar atrás, mãe…

- Mas não é tarde para falares com ele, pedir desculpa…

- Eu conheço o David, ele nunca me irá perdoar, mãe…

- Claro que vai, meu amor… Quem ama, acaba sempre por perdoar de alguma forma…

- Não me parece, mãe… Aquele David ali dentro é diferente daquele que um dia conheci, parece mais amargurado… - deixei de ouvir a minha mãe e o telemóvel deu sinal que a chamada tinha caído – Que treta! – refilei comigo mesma e com o pequeno aparelho electrónico

- Nisso cê tem razão… - a voz dele surgiu nas minhas costas e estanquei completamente – Esse Davi’ não é mais o mesmo…

- Não sabia que estavas aí… - disse muito calmamente, virando-me de frente para si e desposta a finalmente encarar o problema

- Estava, vim só ver você se contorcendo de culpa por me ter deixado, por me ter humilhado daquele jeito! – ele falou num tom de deboche, que eu lhe desconhecia totalmente

- Eu sei que errei, eu pedi desculpa na carta e não sabes como me custou fazer aquilo… - argumentei a meu favor

- Ah é? Pô, tô cheio de pena de você… O largado fui eu, a humilhação em frente dos meus pais foi minha, mas cê é que a pobre coitadinha, tem razão!

- David, não me fales assim! – os meus olhos ficaram rasos de lágrimas e o meu coração apertadinho, pois nunca havia visto David daquele jeito – Não sou nenhum animal, tenho sentimentos, bolas!

- Porque é que eu me hei-de importar com seus sentimentos se você está nem aí pros meus?

- Pára com isso, tenta compreender-me… - as primeiras lágrimas rolaram-me pela face e morreram nos meus lábios cerrados de tanta amargura na voz dele

- Não me pede pra te compreender, porque sinceramente é isso que eu tenho tentado fazer esses dias e quer saber? Não consigo… Não tem compreensão possível! Cê brincou com meus sentimentos, cê me machucou… Cê falou que ia ficar comigo e na primeira oportunidade me deixou… Com uma carta! – acusou num tom de voz mais exaltado e com os olhos vermelhos de tanta raiva

- Só usei a carta, porque não era capaz de acabar contigo cara a cara, sabendo que te ia magoar do jeito que magoei…

- Cê pode ter muito defeito, mas cobarde eu não sabia que cê era… - falou com algum sarcasmo

- Não é cobarde, é humana! – gritei e ficámos ambos em silêncio durante alguns segundos olhando-nos, enquanto as lágrimas persistiam em percorrer as minhas bochechas – Bolas, David… Eu sei que errei, acredita que tive a plena noção disso, antes mesmo de ter escrito aquela maldita carta, mas se o fiz, foi porque te amo… Porque te amo e não ia aceitar que dissesses adeus a um sonho de menino, para ficar comigo em Portugal!

- Então nisso cê pode ficar sossegada, não fiquei por sua causa… Fiquei por mim!

- Pronto, ficaste por ti, por mim eu nunca aceitaria! Só queria que fosses feliz…

- E eu era feliz, antes de cê ter acabado comigo… Aí eu era muito feliz!

- Já pedi desculpa… Será que não podes aceitá-las e seguir em frente com isto?

- Cê tá achando o quê? Que agora como eu não vou mais embora, eu jogo aquela carta no lixo, esqueço o que aconteceu e contínuo do seu lado?

- Não é isso que vai acontecer? – questionei, quando senti o órgão vital que me mantém viva mirrar no lado esquerdo do meu peito

- Óbvio que não… Não consigo perdoar você! – gritou com as primeiras lágrimas a correrem pelo rosto

- Mas nós podemos tentar, eu amo-te e tu amas-me…! – supliquei desesperada, segurando-o pela gola da t-shirt

- Não… Eu um dia amei você! Amei a Adriana corajosa, destemida, que ficava do meu lado pra tudo, que dava tudo por mim, agora essa Adriana sumiu…

- Não, não! Ela continua aqui, eu estou aqui, David! – bati levemente no meu peito, mas voltei a segurá-lo para perto de mim recorrendo à sua gola

- Não, não dá mais… Um dia o Davi’ amou você, mas também não foi esse Davi’ daqui… Esse é um Davi’ novo, um Davi’ muito machucado, um Davi’ que não consegue mais amar você… Que não consegue, nem quer! – ele retirou as minhas mãos de cima do seu corpo e afastou-me com uma enorme indiferença em cada movimento seu

- Não, por favor… Por favor… - eu entrei em total desespero, não me queria humilhar, mas também não o queria perder – Não faças isso, eu amo-te, David! O nosso amor não pode acabar assim… Sempre fomos loucos um pelo outro, super apaixonados…

- Disse bem… Fomos! Eu não sou mais…

- Como não? O que é que queres dizer com isso?

- Acabou, Adriana… Acabou!

- Não, não, por favor! – os gritos desesperados que soltei ouviram-se por todo o jardim, pois o burburinho animado que provinha do alpendre deixou de se ouvir

- Adriana, não arma barraco… Aceita que acabou e segue sua vida!

- Eu amo-te, nós estamos muito apaixonados, David… Não digas que não me amas mais! – implorei sentindo todas as partes de mim morrerem

- Mete uma coisa na sua cabecinha: a paixão acabou!

Aquelas palavras embateram de frente contra mim, fazendo-me despistar do meu caminho. Daquela vez não perdi o controlo, não gritei, não implorei…
A seriedade que ele usou para falar, fez-me perceber que falava muito a sério e como ele mesmo solicitara, eu não ia fazer nenhum barraco. Limitei-me a olhá-lo, ainda com as lágrimas a correrem-me pelas faces. Ajeitei as minhas roupas, passei os dedos trémulos nas maças do rosto e encarei-o cheia de força. Era altura de me despedir e para isso limitei-me a usar um curto olhar. Curto, mas sentido… E não correspondido. Virei-lhe costas e preparei-me para regressar à mesa, mas algo me fez parar antes.

- David, só mais uma coisa… - chamei-o, virando-me novamente de frente para ele

- Fala… - disse friamente, pois devia estar à espera que eu implorasse novamente pelo seu perdão

– Se me esqueceres, esquece-me bem devagarinho… - disse calmamente e retomei o meu caminho na direcção da mesa

Fiz aquele pedido porque sabia que o sentimento que ele negava sentir ia acabar por consumi-lo de tanta dor e sofrimento, assim como me estava a consumir naquele mesmo momento. Ele olhou-me um pouco surpreendido, mas mais do que isso, magoado, muito magoado, pelo menos bem mais do que eu esperava.
Aproximei-me da mesa, segurei a minha mala e forcei um sorriso, que era largamente denunciado pelos meus olhos vermelhos de lacrimejar.

- Obrigada pelo almoço Brenda, mas tenho de ir… - lamentei-me educadamente

- Mas já? – questionou um pouco desiludida

- Sim, desculpa… - olhei Paula, que expectante assistia à conversa – Mas acabou… - disse indirectamente referindo-me a David e assim acabei por responder ao que Paulinha tanto queria saber – Boa tarde a todos!

Atravessei o jardim, indo na direcção do portão e à medida que me ia aproximando dele, as minhas passadas iam ficando mais largas e mais desesperadas, na procura de um porto seguro, onde pudesse extravasar tudo aquilo que estava a sentir. Assim que me encontrei na rua, encostei-me a um poste e chorei desalmadamente. Não sei precisar quantos minutos ali fiquei, mas quando as lágrimas secaram, ergui a cabeça.
Não adiantava mais chorar por uma pessoa que não ia voltar, não adiantava mais lamentar-me por ter feito o que fiz ou desejar não tê-lo feito. Era hora de virar a página, ensaiar o sorriso mais bonito, recompor o coração e ensiná-lo a bater novamente.

***

(David)

Naqueles dias me reuni com o presidente do clube e somente expressei a minha vontade, que agora nada tinha a ver com Adriana, mas somente com minhas decisões profissionais. Meus pais me deram o maior apoio e não me deixaram sozinho nem um minuto, mas tiveram de sair para ir almoçar em casa dos pais de Adriana, apesar de tudo eles eram amigos e assim devia continuar sendo apesar do fim do nosso relacionamento.
Acabei indo na casa do Lu e da Bre, num almoço com a galera toda, me tinham garantido que ela não ia estar lá, mas ainda que tivesse, alguma hora a gente ia ter que se enfrentar e infelizmente essa hora chegou mais cedo… O almoço foi estranho para todos e quando ela se afastou para atender um telefonema, segui ela.

- David, vais onde? – perguntou a Paula segurando meu braço

- Acertar umas pontas soltas, não se preocupa, vai ficar tudo bem…

Ela me soltou e eu fui pra junto de Adriana. A conversa não podia ter sido pior, tive de me montar de forte e indiferente, mas por dentro estava morrendo por a estar magoando daquele jeito… Mas depois da dor que ela me havia feito sentir, aquilo não era nem de perto suficiente e ataquei num ponto que apesar de ser mentira, ia abalar de vez com ela… “A paixão acabou…”, relembro que foram exactamente essas as palavras que fizeram ela me olhar e desistir, me deixou ali sozinho, mas não sem antes fazer um último pedido.

- David, só uma coisa… - me chamou, se virando novamente de frente para mim

- Fala… - disse friamente, pois estava à espera que ela implorasse novamente pelo meu perdão

– Se me esqueceres, esquece-me bem devagarinho… - disse calmamente e retomou o meu caminho na direcção da mesa

Fiquei num pranto desesperado, era tudo o que eu menos queria, mas que sabia que ia acontecer… Esquecê-la bem devagarinho, na pior das hipóteses, nunca a esquecer! Fechei meus olhos e as lágrimas correram a fio, tinha dito aquilo somente para a magoar, mas infelizmente aquilo me estava machucando também.

- Dê… - a voz de Paula trepidou pelo ar e me obrigou a abrir os olhos, mostrando pra ela o meu estado – Oh meu amigo…

- Paulinha… - tentei chamar por ela, mas minha voz vacilou e acabei chorando

- Vem cá, Dê… - ela abriu os braços e me aninhou junto do seu corpo e confortando

- Ai, acabou… Acabou… - sussurrei, desejando no mais íntimo de mim estar vivendo um pesadelo

- Eu sei, eu sei… Tem calma… - ela passou suas mãos nos meus cabelos, sem nunca me soltar do seu abraço tranquilizante

Tinha perdido ela, em parte por escolha própria, mas não dava mais pra seguir amando, ou pelo menos, eu é que não tinha mais forças para isso… Pelo menos não com ela!



Aqui vos deixo mais um capítulo, espero que gostem!
Não se esqueçam de comentar, pois é muito importante saber o vosso feedback! :)
Beijinhos
Drii
 
 
P.S - Para quem perguntou nos comentários do capítulo anterior, a música chama-se "Set Fire to the rain - Adele" :)

24 comentários:

DiiDii disse...

Oh que capitulo mais triste .. :(
Mas mesmo assim muito bem escrito .. Gostei muito, minha linda .. :D
Continua linda .. :)

BjnhO linda

Unknown disse...

Minha Lindona

Sabes perfeitamente o que acho deste capítulo, a reacção do David é perfeitamente normal... afinal o moço além de ter ficado com o orgulho ferido, ficou magoado pela forma como a Adriana o deixou :S

Minha GDF li o capítulo quando o mostraste e agora que o reli aconteceu-me exactamente o mesmo, sabes o que me fizeste lembrar??? Pois, as nossas conversas, aquelas em que hoje quando nos relembramos partimos o coco a rir... aqueles momentos só nossos que só as GDF sabem... foram e continuam a ser (quando os relembramos) qualquer coisa

Mas voltando à FIC que é o que interessa, estou a amar o rumo da história e sei que o que nos reservas só pode melhorar mais, minha linda pediste-me a opinião sobre o que estás a planear fazer e disse-te sinceramente o que pensava, por isso quero ver essas ideias a fluírem o mais rapidamente possível, quero ler mais, muito mais :)

Amo esta história :)

Adoro-te lindona :)

Beijinhos

Ana disse...

fantastico...

qero mais... so espero que eles se entendam...

continua...

Lígia disse...

Oh Dri conseguis-te pôr-me a chorar...
Nem acredito que seja verdade eles não podem acabar assim, foram feitos um para o outro.
Sei que já deves estar farte de saber disto, mas tu realmente escreves lindamente e eu adoro ler tudo o que escreves!
Acredita tens aqui uma leitora assídua e completamente viciada :)
Bem neste momento só me resta dizer que fico ansiosamnete
(para não variar) à espera do próximo capítulo!
Um beijinho desta tua seguidora, Lígia :)

ElsaNeves disse...

Céus!!!!! Estou em choque, que forte!!!
Eu não li "acabou a paixão", pois não???
Ai Dri tu não tens mesmo noção do que é ler estes teus capitulos... Brutal.
Fantástico!!!
Beijinhos.

Anónimo disse...

Drii minha linda s2
Adoro Adoro Adoro Adoro Adoro Adoro !
Chorei tanto :'(
Obg por me responder , a música é muito linda '
Continuua logo tá amor s2

Bjoos da Brasileirinha Gabii ♥

Tania disse...

Fantastico..muito bom mesmo !
Melhor fic desde o inicio...
love it
beijos*

Sóh Isabel disse...

AMEIIII DRIIII
És a melhor!!!
Continua

Katyanne disse...

OMG *.*
Pela primeira vez, uma FanFic conseguiu pôr-me a chorar :o
Não pares de escrever nunca !
A sério, amei e quero muito ler mais e mais e mais...!
Continua , beijinhos :)

Diana Ferreira disse...

minha Linda, eu fiquei sem palavras com este capitulo! foi tao lindo e intenso que fiquei com o meu coraçao apertadinho de ver tanto a Adriana como o David a sofrerem desta maneira! :/
Tá BRUTAL E FANTÁSTICOO! :D
Que mais hei de dizer? tou sem palavras... quero mais e mais! ;)

beijinhos Linda ;)

paula. disse...

primeiro de tudo, vais apanhar na boca!!!

segundo, tá lindo, emocionante e qualquer coisa de outro mundo. até tenho medo de onde tu possas parar, meu amor!

amo-te muito, meu orgulho! beijão! ♥♥

Rita Bastos disse...

é impossivel as nossas emoções não reagirem, está fantástico, parabéns :)

Catarina disse...

Conseguiste por me a chorar... Happy? XD
Esta lindo como sempre! So tenho pena que as coisas estejam assim tao mal entre os dois =/
Agora quero a reconciliação =P
Fico à espera do proximo!
Bjs

Fabi disse...

PER-FEI-TO!

Ana Sousa disse...

Oh Drii, isto até me deixa sem palavras para falar disto, porra.
Adorei, adorei, adorei. Mesmo com eles chateados.. faz parte da história não é verdade?
O que interessa acima de tudo é a escrita, e a tua é fabulosa. Perfeita :D
Estou viciada minha amiga, viciada!
Estão todos perfeito, cada vez dá mais vontade de ler uma camada de capitozões teus xD
Quero mais minha linda
Beijão :D
Ana Sousa

Anónimo disse...

Amei, amo a tua escrita! Que maravilha os teus capitulos!
Ai mas este capitulo é tao triste!
Espero que não fiquem muito separados oh :(
Quero mais rapidinho!
Beijinhos

Helena disse...

Olá!
Acompanho a tua fic há bastante tempo (não me recordo bem, mas creio que desde o inicio), e este é o primeiro comentário que faço.
Tinha de te dar os parabéns, porque a qualidade da fic foi sempre positiva e foi sempre aumentando. Algo muito importante quando lemos alguma coisa, é sentirmos que a narrativa está escrita com uma linguagem cuidada, o que nem sempre acontece neste universo das fics.
Há já algum tempo que estou completamente viciada na história, e estou ANSIOSA pelo próximo capitulo!
Beijinhos, parabéns, e continua!

Jo disse...

Oh meu anjinho, o que poderei eu dizer mais desta escrita TÃO maravilhosa?
Deixas-me deslumbrada de cada vez que nos presenteias com estes capítulos completamente envolventes e emocionantes *-*
Este particularmente tocou-me deixando-me inclusive, escapar umas lagrimazitas!
Sabes o quão estrondosa és neste projecto... e só me resta pedir mais e mais! ^^
Beijão minha gatona lindjinha :)
Adoro você <3<3<3

Anónimo disse...

Olaaa


Adoreiii :) , escreves lindamente :)


O David e a Adriana não podem ficar separados :(


Quere-os juntinhos :)


Continua :)


Beijinhos :)

Anónimo disse...

A primeira fic que li foi a tua, decobri-a por acaso no fim do verão passado, é viciante porque o teu dom para a escrita faz-nos querer sempre mais.Acho que é a primeira vez que comento,não é por mal,mas não sei o que escrever perante uma pessoa que escreve tão bem.Quanto a este capitulo fizeste-me deitar umas lágrimas,o que também não é difícil,tá simplesmente fantástico, é muita emoção. A Adriana como se costuma dizer "procurou,achou", agora há que viver as consequencias do seu acto, não foi por falta de aviso, e a reacção do david é perfeitamente normal.Não gosto de os ver zangados, mas a vida também é assim, mas tu de certeza que tens algo muito bom guardado para eles, é o que eu espero.
Estou em pulgas para ler o próximo, continua
Bjs

Fernanda

Jéssica disse...

Bem meteste me a chorar e não é coisa fácil.. Por isso é bom que os juntes novamente antes que me dê um ataque cardíaco xD Parabéns

- disse...

Amei amei amei *-*
Simplesmente lindo ^^
Tu escreves tão bem !
Mal posso esperar pelo próximo capítulo :)

http://onedirectionfanficpt.blogspot.com/

Anónimo disse...

dri adorei adorei adorei chorei tanto olha kero mais porfavor mas eles vao fikar juntos

Marina Alves disse...

Mais uma vez está BRUTAL, amei!

Parabéns, continua.
beijinhos :)

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