Dois dias depois do confronto com David os ânimos estavam mais calmos. Eu já não chorava a toda a hora, não tinha o maior sorriso do mundo na cara como se pode imaginar, mas estava de pé… Tinha força para seguir em frente, para seguir com a minha vida e para já, isso era o necessário.
A primeira que coisa que fiz foi livrar-me de todas as recordações dolorosas de David e da nossa relação.
Fui à dispensa e trouxe de lá uma caixa de cartão. Caminhei até à sala e coloquei-a no centro da mesa de apoio, pois tinha como destino todas as provas de que o nosso amor havia sido real, mas mais do que isso… Que havia sido vivido!
Comecei por recolher todas as fotografias minhas e dele, quer do quarto, quer da sala ou do hall e coloquei-as bem no fundo da caixa. Por cima acrescentei tantas outras coisas, desde livros, CD’s, flores já secas e terminei arrumando algumas camisolas dele, que estavam entre os meus pertences.
Fui à dispensa e trouxe de lá uma caixa de cartão. Caminhei até à sala e coloquei-a no centro da mesa de apoio, pois tinha como destino todas as provas de que o nosso amor havia sido real, mas mais do que isso… Que havia sido vivido!
Comecei por recolher todas as fotografias minhas e dele, quer do quarto, quer da sala ou do hall e coloquei-as bem no fundo da caixa. Por cima acrescentei tantas outras coisas, desde livros, CD’s, flores já secas e terminei arrumando algumas camisolas dele, que estavam entre os meus pertences.
Aquela caixa fez pousio debaixo da cama do quarto de hóspedes e estava determinada a não lhe tocar por tempo indefinido, pelo menos até o meu coração estar recomposto, se é que isso algum dia seria possível…
Fui até à cozinha na esperança de conseguir preparar alguma coisa para o almoço, mas foi totalmente em vão, só de olhar para aquela comida toda fiquei enjoada e cansada, por isso acabei por me jogar no sofá e aí fiquei até o som irritante do meu telemóvel me interromper o descanso.
- Estou sim? – coloquei o telemóvel no ouvido e sentei-me no sofá
- Alô, alô, miúda! – uma voz doce e calma, que me era familiar surgiu do outro lado do telefone
- Catarina? És tu? Oh meu Deus, que saudades! – um rasgo de ternura preencheu todo o meu coração em cacos e finalmente consegui sorrir – Que é feito de ti, miúda?
- Olha, regressei a Lisboa… Finalmente em bom porto!
A Catarina era uma colega minha dos tempos do secundário, uma sportinguista ferrenha, mas que tinha estado do meu lado em quase todos os momentos amargos que a vida me proporcionara.
- Ai, estás em Lisboa? Que bom, que bom! Temos de marcar qualquer coisa…
- Claro que sim, tenho de aproveitar antes que a tua onda de concertos comece, senhora estrela! – ela riu-se e eu também, por muitos problemas que aquela miúda pudesse ter na sua vida, um sorriso nunca lhe faltava
- É quando tu quiseres, meu amor! – afirmei alegremente, pois achei que talvez me fosse fazer bem conviver com uma pessoa que amava muito e era naturalmente muito bem-disposta
- Então é daqui a duas horas no Colombo! – a sua voz espevitada apanhou-me de surpresa e com o olhar percorri a minha figura, que ainda se encontrava dentro de um pijama
- Daqui a duas horas? Estás doida! – gargalhei levemente, pois não levei a sério a sua proposta visto que era tão em cima da hora
- Não, estou a falar muito a sério… Já me chegou aos ouvidos que andam umas tristezas para esses lados e por isso quero-te muito rapidamente no Colombo, linda e maravilhosa para uma tarde só de mulheres!
- Uma tarde de mulheres? Mas e então a faculdade? Tenho aulas daqui a uma hora e meia…
- Não importa, já passaram os exames e os trabalhos, ias para lá pastelar e além disso as meninas vão todas faltar! Vá lá, vem connosco, vai ser divertido e sempre matamos saudades… - tornou-se difícil e impiedoso resistir àquele pedinchar saudoso de Catarina
- Pronto, topadíssimo! Daqui a duas horas no Colombo então… - sorri levemente
- Ah, assim é que e falar! Encontramo-nos naquele largo principal como sempre, pode ser? – questionou-me e por trás ouvi as comemorações das restantes meninas
- Sim, lá estarei daqui a duas horas!
- Não te atrases!
- Nada disso, relaxa… Beijinho, gatita!
- Beijinhos, princesa! Adoro-te!
- Também te adoro, pequena! Até já… - desliguei o telefone e respirei pesadamente
Era certo que a vida seguia, que era altura de sair, de me divertir, de ver novas caras e conhecer nova gente, mas ainda era tudo muito recente e apesar de eu aparentar estar bem e feliz, pelo menos minimamente, por dentro sentia-me em estilhaços. De qualquer das formas, acabei por levar a cabo um esforço extra e ir encontrar-me com as meninas. Como sempre detestei chegar atrasada onde quer que fosse, corri para o duche, escolhi uma roupa muito rápida e simples e saí de casa, tendo como destino as garagens do Colombo.
Só o simples acto de ter tocado o volante do meu carro e ter rodado a chave na ignição fez com que vacilasse e por consequência disso, todo o percurso foi feito com as lágrimas a correrem-me a fio pelas faces. Dei graças a Deus por ter levado óculos de sol e não ter colocado maquilhagem naquele dia, pois assim sempre dava para disfarçar um bocadinho.
- Ela nunca mais chega… - ao chegar por trás delas ouvi a Catarina lamentar-se num tom de voz dominantemente tristonho
- Se calhar apanhou trânsito, também a avisaram mesmo em cima da hora! – disse Ana, outra das minhas amigas do tempo do secundário
- Estou mesmo aqui! – esbocei um sorriso forçado e coloquei-me na frente delas
- Oh piolha, que saudades! – a Catarina lançou-se na minha direcção e acabou por me abafar num dos seus abraços carregados de ternura
- Podes crer, miúda… Que saudades!
Queria ter sido mais amável, mais carinhosa, mas o meu coração estava tão partido pelos acontecimentos recentes que não consegui. Acho que elas perceberam que algo não estava bem e por isso não disseram mais nada. Cumprimentei todas, uma por uma: Débora, Ana, Catarina e Kika. O grupinho de sempre novamente reunido para uma tarde de animação, pelo menos para elas. Seguimos para a Pizza Hut e ficámos numa mesa redonda de cinco.
- Não sei o que hei-de comer… - rabujou a Ana ao ler a ementa pela centésima vez e já com o empregado de mesa à espera somente do seu pedido
- Oh Ana despacha-te, o senhor está à espera… - relembrou Kika dando um gole no copo de ice tea que entretanto o senhor já trouxera
- Não se preocupem, eu tenho tempo… - respondeu-nos sorridente e calmo
- Olha pode ser uma pizza vegetariana então… De massa fina!
- Pronto, trarei já os pedidos! – o senhor sorriu uma última vez e retirou-se na direcção da cozinha
- Aleluia, estava difícil, Ana! – a Catarina riu-se levemente, pois não perdia uma oportunidade que fosse para provocar alguém
- Oh, sabem como sou… Gosto de pensar bem nas coisas! E não sabia bem o que me apetecia comer!
Nesse exacto momento as restantes meninas, exceptuando a Ana a eu, que estava completamente longe de tudo aquilo, reuniram-se num uníssono perfeito.
- Há coisas que não mudam! – aí todas gargalharam fortemente, tendo mesmo a mesa do lado reparado em nós e rido também, mas eu não fui capaz, limitei-me a sorrir levemente enquanto as minhas unhas brincavam com o papel da mesa
A diferença de animação que se fez sentir no grupo, levou a que elas trocassem olhares entre si, intercalando-os com outros piedosos sobre mim. Elas conheciam-me, sabiam que algo não estava bem, algo não estava certo e não conseguiram conter-se.
- Não vais tirar os óculos de sol? – perguntou Débora meio a medo
- Aqui dentro não está muita claridade… - apontou Ana de forma cautelosa
- Sim, têm razão! – forcei um sorriso e iniciei o movimento para o fazer
Sabia que o meu aspecto não devia ser dos melhores. Encontrava-me sem maquilhagem e com os olhos fatalmente vinculados pelas poucas horas de sono e as muitas de choro. Retirei-os e deixei expostos os meus olhos inchados em consequência de todas as lágrimas que derramara naquelas últimos dias. Elas olharam-me em sinal de admiração, pois já me conheciam há mais de cinco anos e muito dificilmente me tinham visto daquele estado. Forcei um sorriso e coloquei os óculos sobre a mesa, do lado do meu telemóvel.
- Adriana… - Catarina, que se encontrava na minha frente, murmurou muito baixinho
- Que foi? – perguntei com um sorriso na cara, que tinha tanto de grande, como de falso
- A tua cara… - ela proferiu estas palavras quase num sussurro, mas que me foi totalmente perceptível
- Que tem? Estou assim tão feia sem make? – acabei por arrastar o tema para a brincadeira, mas só para não dar parte fraca
- Tu deves estar farta de chorar, tens os olhos num estado lastimável… - confirmou Catarina, olhando-me carregada de preocupação
- Não, deve ser impressão tua! – voltei a falsear um sorriso de orelha a orelha
Quando uma delas ia tentar retomar a conversa fomos interrompidas com a chegada dos pedidos e agradeci por isso
- Ora aqui estão os pedidos… - constatou o senhor posicionando os tabuleiros no centro da mesa – Espero que esteja do vosso agrado, bom apetite!
- Obrigada! – respondemos todas em uníssono
Antes que o tema anterior à chegada da comida se retomasse, servi-me da primeira fatia de pizza e comecei a comer calmamente, sem lhes dar grande bola. Queria simplesmente estar no meu canto, sem ninguém a fazer-me perguntas, sem ninguém a relembrar-me constantemente da presença do David, ou melhor da presença que ele em tempos ocupara na minha vida e que naquele momento era substituida somente pela sua ausência.
- Hum, está deliciosa! – tentei meter conversa, ao reparar nos olhares à deriva sobre mim enquanto comiam
- Tu não vais mesmo falar sobre o que aconteceu para estares assim? – a Catarina não era mulher de desistir por nada, nem mesmo por uma finta como a que eu tinha feito, ou melhor, que tinha tentado fazer
- Não há nada pra falar… E eu não estou assim, não estou de modo nenhum, estou simplesmente eu, a Adriana de sempre…
“… a Adriana de sempre, antes de ter conhecido o David” acabei por completar nos meus mais profundos pensamentos, relembrando assim todos os motivos que me tinham levado àquele deprimente estado de alma, que teimava em se reflectir no meu rosto, estampando-o de consternação e tristeza.
- Não sei quem estás a tentar enganar, mas as tuas amigas de anos e anos, não é de certeza… - relembrou Kika que se prostrava do meu lado direito na mesa
- Meninas, eu estou bem, a sério que sim… - tive de parar de falar um pouco, pois senti os meus olhos a quererem ceder e renderem-se às emoções evidentes e tão recentes – Não tenho nada, que não acabe por passar com o tempo!
Acho que por me verem quase à beira das lágrimas, elas preferiram não insistir mais no assunto, uma vez que foi perceptível, toda a dor que me provocava. Os temas acabaram por derivar, ao fim de alguns minutos de silêncio, e quando retomei à realidade, quando o meu coração permitiu à minha cabeça esquecer o David e as nossas recordações durante alguns minutos, dei com elas a actualizarem-se dos relacionamentos umas das outras e sabia que isso iria ter um preço… pelo menos para mim!
- Então e tu, Adriana… Como vão as coisas com o David? – questionou Débora inocentemente, uma vez que elas nada sabiam do sucedido, mas isso estava prestes a mudar
Automaticamente que ouvi o nome dele vindo da boca de outra pessoa, o nó que eu tanto demorara a desmanchar de dentro do meu coração durante aqueles dias, voltou a surgir e mais apertado do que nunca. Compreendi que eu não amenizara em nada a dor naqueles dias, somente a tinha ignorado, a tinha camuflado de novas sensações e sentimentos, mas naquele momento veio tudo ao de cima. Apesar das lágrimas terem turvado momentaneamente os meus olhos, encarei-as e assumi uma postura de frieza, que não era de todo habitual em mim, mas era minha maneira de me defender da dor que estava a sentir e em parte, uma maneira de permitir que essa mesma dor não se agravasse devido ao facto de estar a falar nele.
- Não vão! – uma resposta curta e breve, mas que ainda assim me fez soluçar de emoção
- Como assim, não vão? – a Catarina olhou muito espantada para mim e aqueles seus olhos azuis esverdeados, ficaram nublados por um cinzento desinquietante
- Muito simples… Não vão! – voltei a firmar a resposta anterior e dei uma dentada na minha fatia de pizza, como se estivesse a falar do assunto mais natural do mundo
- Como assim? Acabou? – questionou a Ana de olhos esbugalhados e boca semiaberta num perfeito “O”
- Sim, acabou…
- Acabou e tu estás assim? Calma... A falar com essa descontracção? – a Débora conhecia-me e sabia que estava somente a montar um personagem que era completamente distante do meu verdadeiro “eu”
- Que querem que diga? Acabou, acabou e agora é seguir em frente…
- Adriana, hello?! Estamos a falar do mesmo David? Do teu David?
- Sim, estamos a falar do que era o meu David… Acabou meninas!
- Como é que estás? – perguntou a Catarina, numa voz oscilante pelo medo e receio de me ver chorar
- Bem, vai dando pra levar… Não há nada que o tempo não cure! – esbocei um ténue e forçado sorriso e continuei a comer
- Adriana, podes falar connosco, somos tuas amigas… Ninguém te quer tanto bem como nós! Podes ser sincera e dizeres o que estás a sentir…
- Querem mesmo saber? – fiz uma breve pausa até todas acenarem positivamente com a cabeça – Estou uma merda, apetece-me chorar e gritar a toda a hora! Sinto-me totalmente desamparada e sem vontade de voltar, mas tirando isso estou bem, muito bem!
- Como é que isso aconteceu? – percebi que de todas a Catarina era a mais surpresa ou talvez por ser curiosa, fosse a que procurava mais respostas
- Os jornais… - concluiu Ana, antes mesmo de eu dizer o que fosse
- Sim, isso mesmo… Ele ia recusar a proposta por minha causa e então eu deixei-o, é o melhor para todos!
- Deixaste-o, Adriana? – a Débora mostrou-se muito surpreendida
- Sim, deixei-o e peço desculpa, mas não quero falar mais no assunto meninas… - decidi recolher-me um pouco, expor os meus sentimentos e emoções não era de todo um dos meus actos preferidos, uma vez que era característica própria da minha personalidade resguardar-me sempre que sofria
Elas não insistiram mais no assunto e o almoço prosseguiu acompanhado de uma partilha de histórias do primeiro ano de faculdade, pelo menos da parte delas, pois eu limitei-me a ouvir, ou pelo menos a fingir que ouvia. Quando chegámos ao fim, dividimos a conta em cinco partes iguais e assim procedemos ao pagamento.
- Bem, acho que vou andando para casa… - disse enquanto nos encaminhávamos para fora do restaurante
- Já?
- Sim, tinham pensado em mais alguma coisa?
- Claro, achas que eu vinha a Lisboa, planeava uma farra e limitávamo-nos a almoçar? Estás doidinha, só pode!
- Oh, não ligues… Quais são os planos então?
- Já vais ver! – a Catarina sorriu e puxou-me por um braço
À medida que nos afastávamos da zona de restauração e nos aproximávamos da zona das lojas, comecei a perceber para onde ela nos levava. Por momentos achei que estava louca, que ela não ia fazer uma coisa daquelas e por isso aguardei em silêncio até chegarmos ao destino. Pelo caminho tive de passar em frente a uma das lojas preferidas de David e de onde provinham a maioria das suas roupas. Uma nostalgia invadiu-me ao recordar todas as vezes que o acompanhara nas idas àquela loja para comprar qualquer coisinha nova e que lhe assentava sempre como uma luva. A Catarina sentiu as minhas pernas vacilarem e o ritmo das minhas passadas abrandar quando passámos à porta e por isso mesmo puxou-me com alguma veracidade, não me permitindo cessar o trilho que percorríamos lado a lado, rumo a um dos piores sítios possíveis para eu frequentar naquele momento.
- E aqui vamos nós! – gracejou com um enorme sorriso no rosto
Ela parou no destino, que eu já adivinhava como certo: o Funcenter. Iriamos com toda a certeza jogar bowling e que pior lembrança poderia haver naquele momento, que me atirasse para tão perto de David? Era certo que o momento ia doer, ia machucar e então estava na hora de montar a minha melhor personagem… A mais convincente, a mais segura e a mais certa. Esbocei um sorriso falso e forçado e olhei para todas com uma certa naturalidade, que nada tinha de sincera.
- Boa tarde, jogo para 4 pessoas! – solicitou a Catarina, pois como sempre a Kika estava de fora, não se ajeitava nada com aquilo, então preferia nem sequer gastar dinheiro
- Preferência pela pista? – questionou o empregado
- Ah… - antes que a Catarina falasse, resolvi interrompê-la
- Pista 4, por favor… - solicitei com um sorriso, pois sempre que ia com o David ali havia uma discussão devido à minha preferência pela pista 4 e pela preferência dele pela pista 1
- Com certeza… Sapatos?
- Três 37 e um 38, por favor! – a Catarina segurou a minha mão assim que me sentiu mais nervosa e creio que nervosa não era bem a palavra correcta
Eu estava somente nostálgica, queria por um lado sair dali e livrar-me das recordações que já atabalhoavam os meus pensamentos, sem ainda sequer ter posto a bola a rolar, mas por outro queria ficar, ficar e enfrentar a dor… Deixar de ser cobarde, deixar de me lamentar, deixar de sofrer e enfrentar tudo! Enfrentar este mundo e o outro, enfrentar as incertezas dos rostos desconhecidos, enfrentar o júbilo desinquietante daqueles que me eram tão próximos e estavam tão felizes, completamente alheios à minha dor. A obrigação que tinha para com elas, colou os meus pés ao chão e apenas me permitiu movê-los em direcção à pista… à 4, como havia solicitado.
- Vamos lá a isso, minhas meninas! Cheira-me que hoje vão levar uma daquelas e saem daqui de pernas bambas! – gabou-se Catarina na sua típica expressão animada, que era capaz de entusiasmar qualquer um e em qualquer outro dia isso teria funcionado comigo, senão estivesse onde estava
- Sim, sim, confia nisso, Catarina, mas confia só! – a Débora soltou uma gargalhada estridente enquanto calçava os sapatos de jogo
- Adriana, não te vais calçar? – perguntou Ana, que estava sentada do meu lado desempenhado essa mesma tarefa
- Sim, vou… Claro! – depois de despertar do meu mundo de lembranças, encerrei o enorme álbum do passado, que estava escancarado no meu pensamento e decidi tentar divertir-me um bocadinho, ou pelo menos fazer uso ao dinheiro que tinha gasto para aquelas jogadas
- Catarina, és a primeira! – disse Kika super entusiasmada e enquanto espectadora, quando a listagem da ordem de jogo surgiu no ecrã de jogadas
- Aqui vou eu, caras amigas! – ela segurou uma bola firmemente e lançou-a para um strike quase perfeito, que apenas não se realizou por teimosia de dois pinos, que apesar de terem balançado, não tombaram – Viram? Façam melhor se conseguem! – ela deu um leve toque de anca e todas se riram
Seguiu-se a Débora, que como sempre não melhorara ainda em nada o seu jeito para o bowling e somente conseguiu derrubar dois pinos. Depois veio a Ana que apesar da sua falta de jeito no lançamento da bola, conseguiu derrubar todos os pinos logo à primeira tentativa. Todas comemoraram e seguiu-se a minha vez. Avancei para a pista sem qualquer convicção, mas no entanto não me foi nada difícil derrubar tudo de uma só vez, porém fi-lo sem nenhum sorriso nos lábios.
- Boa, miúda! – ouvi a voz de Catarina nas minhas costas
Falseei um novo sorriso e quando rodei a minha cabeça, acompanhando o meu corpo, de frente para ela, tive uma imagem perceptível do que não queria ver pelo menos nos próximos tempos: David. Ali estava ele, encabeçando a pista onde jogava com as meninas, do lado dele tinha um amigo, que eu conhecia somente de vista. Um sorriso cínico delineava cada traço da sua expressão e a cada movimento seu tinha mais a certeza que estava fixo em mim, nas minhas acções e formas de agir. Nada disse, limitei-me e sorrir para as meninas, entretanto um pouco mais composta, mas nem assim consegui demonstrar ponta de felicidade.
- Nossa, é muito atrevimento… - ouvi o David murmurar junto do amigo, mas ainda assim fingi que não me tinha sido suficientemente audível
Virei costas e sentei-me no meu banco, onde na frente se delineava a sombra dele, que nem por um segundo me deixou de atormentar. Vi que as meninas olharam surpresas para mim, quando o viram ali, mas naturalmente que não se atreveram a tocar no assunto, nem que fosse de raspão, nem que sem intenção de me magoarem.
- Estás bem? – sussurrou Kika juntinho do meu ouvido e limitei-me a rasgar um pequeno sorriso e assentir positivamente com a cabeça
Vi o David juntar-se a um grupo de pessoas na pista 1, como era claro! Distingui rapidamente os seus pais, Ruben, Gustavo e uma rapariga, que era muito sorridente e natural. Um laivo de curiosidade e ao mesmo tempo de ciúmes, despoletou em mim uma roda de sentimentos e emoções. Será que ele teria arranjado alguém? Assim tão rápido? Questionei-me a mim mesma durante alguns segundos, mas após observar melhor os traços da jovem moça percebi que já a vira antes, em qualquer lado… Só não sabia bem onde.
Antes de mais tenho mesmo de agradecer por todas as palavras que deixaram nos comentários ao último capítulo, estes incentivos são sempre importantes e fazem-me escrever ainda com mais prazer!
Aqui vos deixo mais um capítulo, espero que gostem!
Não se esqueçam de comentar, pois é muito importante saber o vosso feedback! :)
Beijinhos
Drii ♥
21 comentários:
lindoooooooooooooooooooooooooooooo, meu amor! lindo! t.t
és e serás sempre o meu orgulho!
Amo-te para além de amar! ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Isto é viciante +.+
Está lindo, lindo, lindoooo! É impossível querer parar de ler!
Continua :)
Ola :)
Ameiii :) ..... Eles têm de fazer as pazes , não os gosto de ver separados , foram feitos um para o outro :b , acho que a moça que a Adriana viu é a irma do david :)....
Continuas a escrever lindamente :)
Continua :)
beijinhos
LINDO como todos os outros, mas também muito triste .. :(
Tadinhos, vê lá se aqui a escritora acaba com isto rapidamente, sim? :)
Continua linda .. :D
BjnhO
fantastico...
quero mais...
continua...
Lindooo Drii !
PERFEITO ♥
Mais será que dá pra juntar esses dois bem rapidinho ? hihi Beijinhos Minha Linda s2
Cada vez estou mais viciada naquilo que escreves é incrível...
Naturalmente estou ansiosa pelo próximo capítulo xD
Continua :)
Beijinhos Lígia.
Minha linda :)
Já sabes que adorei o capítulo, já te tinha dito LOL
Mas vim aqui reler o capítulo, pois o que é bom deverá ser lido quantas vezes as que pudermos :)
Aproveito também para deixar aqui escrito mais uma vez como tantas outras já o fiz, como adoro esta FIC
Cativaste-me desde logo pela forma como escreves e que desenvolves a história :)
Nunca me chateio de pedir mais :)
Continua minha linda
Bjs
esta muito bom, parabens
posta rapido por favor
beijinhos e continua
Olá Adriana,
É com um enorme prazer que comento este teu episódio. Não costumo comentar frequentemente os teus capítulos, mas achei que hoje o deveria fazer. A tua fic é daquelas que me fazem chorar, rir e ficar absolutamente espectante pelo teu próximo capítulo. Gostaria por isso de dar a minha opinião. O David, sempre tentou e lutou pela Adriana, por isso acho que agora deveria ser Adriana a lutar pelo David, até o ter finalmente. No final do capítulo referes-te a uma mocinha, espero que essa moça, não seja carolina, a ex namorada de David. Acredita que gostava mesmo que a Adriana e o David ficassem juntos,têm de ficar e vão ficar, assim o espero.
Muitos parabéns Adriana, tudo de bom ! *
Adoreii, ai mas é tão triste vê-los chateados :s
Será que a rapariga é a Carolina? :O
Beijinho, continua!
Porque é que tenho um pressentimento que essa rapariga é a Carolina?
Drii, não faças com que o David arranje alguem e a Adriana também não.. Please, eles merecem ficar juntos ^^
Beijinho
Olá minha linda Dri
Que mais poderia eu dizer, senão AMEI! Está como sempre muito bem escrito, com descrições perfeitas e carregadinho de sentimentos que nos parecem tao reais.
AMEI, AMEI, AMEI
Fico ansiosa pelo próximo :)
Ah, e muito obrigada pelo comentário fantástico deixado na minha fic... és a maior, pequenita :)
Beijão
Ana M (http://ladoaladofanfic.blogspot.com)
ansiosa pelo próximo!!
Estou "marradona" nesta fic:b
beijinho
Amei! Completamente perfeito!
Quero mais rapido!
AMO A TUA FIC!!!!
Beijinhos
Porque é que estes teus capitulos sabem sempre a pouco?! Talvez porque a historia é tao boa e viciante que nao ha capiutlo que me valha XD
Amei como sempre e quero mais como sempre =P
Fico à espera do proximo!
Bjs
Mais um capítulo bombástico!
Continua...
Bjs :) :)
Estes capítulos são sempre muito pouco, para o bem que escreves!
Quero mais... Muito maaaaaaaaais!
Beijos :D
SofiaCa.
Bom demais para já ter acabado!
Posta mais jaaaaaaa, pff! *-*
É a melhor fic de sempre q n acabe nunca
QUERO MAIS :D :D :D
Como sabes adoro o que escreves, amo. Mas quero tanto ve-los juntos e vem aí tempestade...
Só quero mais e mais.
Beijinhos.
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