quinta-feira, 28 de julho de 2011

Capítulo 111 - A vida segue... (Parte VI)


(Ruben)
O percurso até casa do David foi feito quase de olhos fechados, afinal já tinha perdido a conta ao número de vezes que lá tinha estado e pelas mais variadas razões, e infelizmente a que me levou lá nesse dia não foi de todo a melhor. Estacionei o carro na garagem, pois o porteiro já estava familiarizado comigo e subi até ao andar onde o apartamento dele se situava, sem sequer fazer uso do elevador.
- Já vai… - foi a voz da Dona Regina que em surdina se fez ouvir do outro lado da porta, assim que pressionei o botão da campainha – Oi, meu filho!
- Olá, tia Rê! – ela deu-me um abraço, que teve tanto de carinho, como de instinto maternal, o que na Dona Regina já era bastante habitual
- Entra, Ruben… - ela afastou a porta o suficiente, para eu conseguir entrar no “mundo” de David e acho que nunca estivera tão nervoso por me embrenhar nele
- Obrigado, tia… Com licença! – de forma educada, bati as solas dos sapatos no tapete da entrada e ingressei no apartamento
- Então, meu filho, como cê tá?
- Estou bem, tia… E a senhora?
- Também estou bem, dentro dos possíveis! – estava com esperança que aquele sorriso afável surtisse um efeito calmante em mim, para a conversa que planeava ter dentro de minutos, mas infelizmente isso não aconteceu – Então, veio jogar uma partidinha na PlayStation com o Davi’?
- Não, tia… Infelizmente o assunto que me traz hoje aqui é um pouco mais sério… - indaguei, enquanto o meu corpo se movimentava num acto quase impensável rumo à sala
- Tá com algum problema, meu filho? – imediatamente a Dona Regina reagiu, passando a mão no meio dos meus omoplatas e esboçando um sorriso reconfortantemente familiar e doce – Se senta…
- Não, estou só a precisar de dar dois dedos de conversa com o David… Coisa rápida, mas tenho mesmo de o fazer antes de os senhores irem embora para o Brasil… - tomei um dos lugares vagos no sofá da sala, que se encontrava totalmente vazia – Ele não está em casa?
- Tá sim… Tá no quarto, no mesmo sítio onde tem estado esses dias todos! Só sai pra ir no banheiro e buscar comida! Isso e quando algum dos meninos vem cá a casa pra disputar aí um joguinho, mas ele recusa sempre, por isso é que fiquei feliz em te ver, achei que com você, ele fosse topar! – pela expressão pesarosa da mãe dele , percebi que ela estava atormentada, o que só podia significar que aquele tipo de comportamento anormal e degradante continuava a ser imagem de marca do novo David Luiz
- Se o David pensa que é assim que vai resolver qualquer problema está muito enganado… Afinal, só está a ignorar a realidade ao invés da apagar! – instintivamente os meus ombros contraíram-se num jeito que teve tanto de natural, como de à vontade
- Ele tá assim meio bobo, mas quando chegar no Brasil, com os primos, os amigos, a irmã, a coisa melhora! – soltámos dois sorrisos breves e totalmente movidos pela esperança de o ver um pouco melhor – Meu filho, me fiz uma coisa… Cê sabe alguma coisa da Adriana?
- A Adriana? Vim agora de casa dela…
- Como ela está? Melhor do que naquele dia do Colombo...?
- Não, tia… Nem melhor, nem pior, mas isso é um assunto que vim resolver agora! – um sorriso misterioso tomou posse da minha boca e vi que isso a deixou ligeiramente confusa – Posso ir ver do David, então?
- Claro, meu filho… É como se a casa fosse sua! – a mão dela acompanhou as palavras e num único movimento, agitou-se no ar, indicando-me o caminho rumo ao quarto dele, que eu já tão bem conhecia
Bati à porta numa sucessão ritmada, que David iria saber reconhecer, pois era quase como que o nosso código, mas para surpresa das surpresas não obtive qualquer resposta da sua parte. Repeti o gesto, mas o acontecimento repetiu-se e vi-me então forçado a entrar sem qualquer ordem de permissão. Encontrei-o deitado sobre a cama, que permanecia por fazer. No corpo somente tinha uma t-shirt e uns calções de praia listados e o relógio habitual, que usava religiosamente no pulso esquerdo, era ausência claramente notória.
- Mano… - chamei por ele, mas como estava de olhos presos na televisão da parede e a ouvir música em altos berros, nem deu pela minha chegada
Confesso que não resisti a comparar mentalmente o estado dele com o de Adriana. Não quis tomar partidos de ninguém, mas ela parecia muito mais sofrida na sua dor, muito mais desgostosa pelo fim da relação. Vê-lo assim tão descontraído fez subir em mim uma certa raiva, que infelizmente acabou por explodir.
- David, ei! – mandei um puxão forte nos phones e estes saltaram-lhe dos ouvidos com uma facilidade tremenda – Não me ouviste chamar-te? A ouvires música desta maneira vais acabar surdo…
- Que é que cê tá fazendo aqui…? – de sobrancelha arqueada num jeito prepotente, ele encarou-me
- Vim ver-te, falar contigo…
- Pô, se foi minha mãe que pediu pra cê vir aqui me encher o saco, pode já ir saindo, manz… - tão depressa como me olhou, acabou por me ignorar, iniciando um vai e vem com os canais televisivos, que chegou a ser irritante devido à sua velocidade
- David, bolas! – o meu tom de voz subiu, eu não queria discutir com ele, mas chamá-lo à razão tornou-se inevitável – Faz o favor de desligar essa merda e ouvir-me!
Não sei se foi devido ao meu berro, mas facto é, que ele acabou mesmo por fazê-lo e atirou o comando para o lado vazio da cama. Olhou-me, pois já devia saber do que iria falar, aliás, da única coisa possível que se poderia falar numa altura daquelas e que fosse de interesse comum.
- Não tens vergonha…? – comecei por questionar, enquanto lhe dava tempo para se sentar na beira da cama bem de frente para mim, que permanecia de pé junto do guarda-vestidos – Não tens vergonha do que lhe fizeste? Naquela tarde…
Não tive sequer de referir o nome de Adriana, para ver os olhos de David iluminados pelo reflexo das luzes na superfície lacrimejante dos seus olhos, e os seus lábios trémulos, que levavam a cabo um esforço tremendo para auxiliarem as lágrimas a não lhe rolarem pelas faces.
- Ruben… - a voz dele perdeu intensidade e durante escassos segundos falhou – Eu não sei do que cê tá falando…
- Sabes… É claro que sabes, David! – sem eu dar conta, a minha testa enrugou-se, espelhando o tom de censura impresso na minha voz
- Não… Não sei mesmo do que cê tá falando!
- Então senão sabes eu vou avivar-te a memória… - depois de breves segundos em silêncio, iniciei uma das conversas mais duras da minha vida – Não tens vergonha de a teres beijado, só para a fazer crer que estava tudo bem? Não tens vergonha de teres-te rido dela, de a teres magoado e mesmo depois de a veres a chorar a teres deixado lá sozinha? E pior, não tens vergonha de mesmo depois disso tudo, ainda teres tido a capacidade e o sangue frio de mandar aquelas bocas em relação ao outro?
Quanto mais eu falava, mais os olhos dele ficavam brilhantes e húmidos, pois ele sabia tão bem quanto eu, que aquelas atitudes não eram tipicamente suas e que um dos seus valores mais forte era não fazer mal a ninguém, muito menos com intenção.
- Já te recordas agora?! – rematei, cruzando os braços em frente ao peito e aguardando a intervenção dele naquela conversa, que eu planeava que fosse a dois, apesar de saber que ele não iria facilitar
- Ela fez por merecer, Ruben… Não a defende, tá? – o corpo dele, moveu-se velozmente até permanecer frente a frente comigo
- Não a defendo, David? Porra, ela é a minha melhor amiga! – tenho de confessar que me exaltei um pouco, aquela atitude dele estava a tirar-me do sério
- E eu também sou o seu e no entanto é ela que cê tá aí defendendo!
- Eu não estou a defender ninguém, David! Eu simplesmente estou a ver os meus dois melhores amigos sofrerem, porque se amam, mas estão a milhas um do outro, é só por isso que estou aqui a ter esta conversa contigo! Porque acabei de sair de casa dela e queres saber como a encontrei?
- Não, não quero saber…! – apesar da sua resposta ter sido negativa, a expressividade do seu corpo e respectivos movimentos, fizeram-me crer que estava mais interessado no estado dela do que aquilo que dizia estar
- Mas eu digo-te na mesma… Encontrei uma Adriana completamente diferente daquela que conheço! Uma Adriana frágil, que está a sofrer, porque sim, sabe que errou, mas tem sentimentos e tu naquela maldita tarde, pisaste-os sem sequer te importares com o estado em que ela estava…
- Ruben, eu falei que não queria saber… - relembrou-me, agitando a cabeça em sinal de negação e fazendo um esforço enorme para que a vermelhidão não corrompesse os seus olhos
- A miúda não faz mais nada sem ser chorar! Está num estado lastimável, David… Não come, pouco ou nada dorme, não sai de casa só com medo de esbarrar com qualquer coisa que a faça recordar de ti… Não quer sentir, só para não se lembrar que ainda te ama, mesmo depois daquilo que lhe fizeste naquela tarde… Acho que por vontade dela já não estava mais cá, porque ela errou sim, errou muito, David, e ela sabe disso, mas naquela tarde tu perdeste toda e qualquer razão com aquela merda de atitude…
- Eu já falei que não queria saber! – um berro mais feroz de David inebriou-me o pensamento com mil e uma memórias
Finalmente eu tinha conseguido da parte dele uma atitude, pois ao gritar comigo, ainda que o tivesse feito sem surdina, ele levantou-se da cama num impulso e encarou-me com aqueles dois olhos verdes, mas totalmente rodeados de uma imensidão vermelha, que o denunciavam.
- Finalmente te vejo reagir, David! Caramba… Onde raio está o rapaz meigo que não faz mal a ninguém? Onde raio estava ele naquela tarde, que te permitiu fazer aquilo?
- Esse Davi’ morreu, quando leu cada palavrinha daquela esconjurada carta!
- E vais guardar essa mágoa para sempre, mano? Ela ao menos admitiu que errou… Sabe que errou e pediu-te desculpa por isso, mas tu preferiste acabar com ela, tudo bem… Estás no teu direito! Agora tratá-la como trataste naquela tarde, isso não te posso admitir, porque ela é um ser humano, David… Só que se ela não teve coragem para te pôr um travão, para te pedir que não a tratasses daquele jeito, então agora estou aqui eu… Como teu melhor amigo, a pedir-te por tudo o que é mais sagrado para decidires o que queres!
- Eu já decidi o que quero, não amo mais ela… - David teve de desviar os seus olhos dos meus, só assim eu não lhe permitiria vacilar com o meu ar de clara represália
- Estás a tentar enganar quem, David? A ti? A mim? Olha digo-te então que comigo não resulta… Está claro como a água que ainda a amas, porque senão amasses, não estavas em baixo e nem sequer te terias dado ao trabalho de agir daquela forma, porque quem não ama, não dá assim tanta importância…
- Eu sei do que eu tô falando, manz…! – respondeu-me de forma seca e num tom monocórdico
- Não… O problema é exactamente esse, é que este David não sabe, nem daquilo que fala, nem aquilo que faz… Se de facto não queres mais nada com ela, então não repitas aquela gracinha, porque se eu sonho que o fizeste, nunca te irei conseguir perdoar, David…
- Eu não preciso do seu perdão, nem do dela, aliás… Eu não preciso de ninguém! – o jeito como ele me encarou, falando de forma arrogante e numa pose altiva, levou-me à loucura, sim era essa a palavra certa
- Não? Não precisas de ninguém? Olha que bom, David, porque se continuas assim é exactamente assim que vais acabar: sem ninguém! Não há ninguém que te consiga aturar mais com essas atitudes de merda e sabes que mais? Ainda bem que não amas mais a Adriana, nem a queres, porque nesta altura, era eu que não a deixava voltar pra ti! – finalmente atingi o ponto fraco de David, depois de muito esforço, muita luta e uma dose extra de brutalidade
- Não, não diz isso… - ele baixou a cabeça e senti que o desespero havia domado todo o seu corpo
- Não digo o quê? Que não te quero mais com ela? Não quero mesmo! – continuei a picá-lo, mas agora de forma mais calma, mais contida, apenas o suficiente para saber que ia conseguir levá-lo à rendição e trazer o antigo David de volta
- Não, não diz isso… Não fala como se eu não fosse mais bom o suficiente pra ela!
- E não és, David… Ela fez-te sofrer, mas o que fizeste foi desumano! Nunca tinha visto a Adriana assim, nem mesmo pelo Diogo!
- Não fala o nome desse cara na minha frente! – alertou-me de uma forma, que teve tanto de brusca como de abrupta
- Porquê? Diz-me… Tens medo de perdê-la para ele?
- Manz, não fala isso nem brincando… - ouviu-o soluçar levemente de forma aflitiva, o que me fez compreender que esse era provavelmente um dos seus maiores medos desde que os vira juntos na garagem do Colombo
- Olha que corres sérios riscos de isso acontecer, se continuares aí a lamentar-te e a agires que nem um cabrãzinho! – não tive qualquer problema em ser duro nas palavras que utilizei, no final de contas precisava de chamá-lo à razão e a confiança que tinha com ele, permitia-me fazê-lo
- Ela não vai querer ele de volta… Ele a machucou muito…
- Tanto como tu, não… Aliás, comparado contigo, a dor que ele lhe causou foi uma comichãozita! Mas pronto, fica aí parado, que daqui a uns tempos falamos e logo vemos quem tinha razão! – pisquei o olho e esbocei um sorriso irónico, era óbvio que eu sabia que Adriana não tencionava nem de longe voltar para Diogo
- Ela falou alguma coisa pra você acerca dele? – a voz dele estremeceu só de equacionar a hipótese de a ver nos braços de outro, especialmente daquele “outro”
- Não sei, mas mesmo que tivesse falado é óbvio que não te vou dizer nada, David!
- Ela falou, portanto… - a fala dele perdeu intensidade e o seu corpo encostou-se à cabeceira da cama, em visível sinal de desalento
- E vais ficar aí? Vais cruzar os braços e simplesmente desistir? Que grande homem, sim senhor! Era mesmo o tipo de atitude que esperava da tua parte, David…
- Ruben, entende uma coisa… Eu não consigo voltar pra ela!
- Tudo bem, não consegues voltar, mas então não voltes a fazer o mesmo que no Colombo… Lembra-te só disso!
- Eu não vou fazer… Relaxa!
- Obrigada por pelo menos respeitares o que te peço agora…
- Tô fazendo isso por mim, pra não sair mais magoado disso tudo… Lembra só ela de uma coisa: ela até pode voltar pro Diogo, mas nunca ninguém vai amar ela como eu amei!
- Falas uma coisa e ages em contrário a isso, não te compreendo, David… A sério que não! Agora percebo o que ela quer dizer quando diz que não te reconhece mais…
- Um dia ela vai entender porque a deixei para trás... Agora parece uma desculpa boba, e sei que você deve estar pensando que sou uma pessoa horrível e talvez nem tenha acreditado nas minhas palavras, mas eu fiz isso por mim e por ela. Agora ela está livre, pode seguir em frente, aquilo que a prendia já não é mais um argumento. Será melhor para todo mundo…. Confia em mim!
Ali bem na minha frente, o David deu a sentença final e encerrou a última página daquela história de amor. Ele desistiu dela sem qualquer explicação plausível, sem sequer se preocupar em procurá-la para um pedido de desculpas. Ele estava sem dúvida mudado, não havia como negar, mas eu sabia que mais cedo do que ele pensava, o chão iria escapar-lhe debaixo dos pés e aí seria obrigada a despertar para uma realidade nada apelativa e nada, mas nada feliz…

****

(D. Regina)
Desde que o Ruben tinha entrado no quarto de meu filho, que alguns berros mais estridentes se tinham feito ouvir, alguns deles bastante compreensíveis, mas que pra mim não faziam qualquer sentido, pois parecia não saber sobre o que eles falavam, mas claro que deduzi que o tema fosse a Adriana. Estava sentada no sofá da sala, com os barulhos da conversa um pouco alterada deles como fundo, quando de repente esta cessou e vi o Ruben saindo do quarto de David.
- Meu filho, já vai…? – questionei, inclinando levemente a cabeça para o puder ver no hall de entrada
- Vou sim, tia Rê… Já terminei a minha conversa com o David!
- Vocês se exaltaram um pouco… Tá tudo bem?
- Não se preocupe, tia… Só estive a abrir os olhos ao seu filho, mas pelos vistos não deu em grande coisa…
- Que aconteceu naquela tarde do Colombo? – senti ele ficar estranho, como se fosse preparar pra mim mentir, mas eu já conhecia aquele muleque o suficiente para o travar antes mesmo dele o fazer – Eu ouvi, Ruben… O que é que o Davi’ aprontou pra ela?
- Tia, não quero arranjar mais problemas cá em casa… Se quiser mesmo saber pergunte-lhe a ele, pode ser que lhe responda…
- Ruben, me diz, por favor… Esse nó não vai sair do meu coração até eu saber, é angústia de mãe…
- A tia vai ficar desiludida se eu lhe contar… - o Ruben baixou seu olhar de forma intuitiva e se segurou na ombreira da porta, como se fosse revelar algo de assustador, algo realmente grave
- Prefiro saber do que ficar na ignorância… Me diz, Ruben!
- Tudo bem, tia… - se aproximou no seu jeito meigo, com passadas leves e seguras, para tomar o lugar do meu lado – Não fique chateada com o David, porque eu dei-lhe nas orelhas, mas compreendo o lado dele, pois estava e continua muito magoado…
- Ruben, não enrola, me diz de uma vez… - o meu coração ficou apertadinho, eu já sabia que ele tinha feito borrada, mas precisava saber o quê, senão não ia conseguir sossegar
- Então naquela tarde no Colombo… - ele segurou minha mão e começou falando
Tudo o que ele me disse me revoltou de um jeito desconfortante, de um jeito que me machucou. Aquele que ele dizia ser o dono daqueles actos não era meu menino… Meu Davi’ não era assim e eu sabia disso! Ele tava domado pela dor, mas nada, nada justificava aquele comportamento. Num primeiro momento tive vontade de levantar daquele sofá e dar uma surra nele, como se fosse um garotinho pequeno, mas depois compreendi que o sofrimento o moveu àquela atitude e uma vontade enorme de o abraçar e reconfortar nos meus braços subiu em mim.
- Não tô acreditando, Ruben… Cê tem certeza?
- Tenho, tia… A própria Adriana contou-me a história, mas eu já desconfiava…
- Pucha… Eu sei que ela errou, Ruben e eu sei que ela é sua melhor amiga, mas errou muito em tê-lo deixado daquele jeito e sem qualquer certeza relativamente ao futuro, mas essa garota deve tar se sentindo muito mal…
- E está mesmo, tia Rê… Não parece aquela miudinha alegre que conhecemos, está triste, como nunca a vi antes! – pelos olhinhos de tristeza do Ruben, vi que estava muito preocupado com ela e por isso seu estado devia ser realmente deplorável
- O Davi’ tem de pedir desculpa pra ela…
- O Ruben não vai aceitar humilhar-se a esse ponto e acho que a Adriana não vai querer ouvi-lo…
- Não… Ele vai ter de pedir e ela vai ter de escutar!
- Tia, esqueça… Eu conheço estes dois, não vale a pena insistir, eles decidiram seguir em frente um sem o outro, o máximo que pudemos fazer é apoiá-los…
- Não me conformo… Não me conformo de ver eles tristes desse jeito, mas ainda assim se amando, não faz sentido! – agitei minha cabeça, pois toda a situação me atormentava desconcertantemente 
- Para eles faz e por isso temos de respeitar…
- Ao menos vou querer pedir desculpas em nome dele, em nome da família… Afinal não foi essa a educação que eu e o Lau demos pra ele!
- Ela não vai querer ouvi-la, Dona Regina… A Adriana quer estar sozinha, não quer ver, nem estar com ninguém e muito menos alguém que lhe relembre o David!
- Mas não custa tentar, meu filho…
- Vai perder o seu tempo, tia… Ela é teimosa!
- Só me darei por vencida, quando levar um grande não! – afirmei mais decidida do que nunca
- A tia é que sabe, mas eu tenho de ir andando…
- Já, meu filho? Não quer ficar pra jantar com a gente? O Gu e o Lau tão chegando daqui a pouco!
- Não, obrigado, tia… A Inês está em casa à minha espera, temos os últimos preparativos do casamento para acertar… - enquanto se desculpava, seu corpo se ergueu do sofá e ocupou o espaço vazio na minha frente
- Pronto, meu filho, cê que sabe… Se mudar de ideia aparece aí com a Inês!
- Claro que sim… Obrigado, tia… - dei um abraço nele e esbocei um sorriso afável de gratidão pelas informações que me dera
Acompanhei Ruben até à porta e fui espreitar David, completamente jogado em cima da cama. Pelo silêncio da casa, consegui escutar o soluçar dele, que chorava baixinho, só pra não dar parte fraca, só pra não mostrar que era humano, o mesmo David de sempre e que estava sofrendo por amor.
- Oh, meu anjo… - deitei do lado dele na cama e rapidamente, ele se jogou nos meus braços, tal qual fazia em bebê
- Ai, mamãe… Tá doendo muito, não aguento mais isso…
- Calma, meu neném… Calma… - minhas mãos afagaram seus cachinhos de menino reguila e meus lábios polvilharam sua testa de beijinhos – Vai ficar tudo bem…
- Promete, mãe… Promete que vai ficar tudo bem… - implorou soluçando, num choro que chegava a doer de tão aflitivo que era
- Prometo, meu doce… Vai ficar tudo bem, tudo bem…
- Vai doer perder ela pra sempre…
- Eu sei, meu menino, mas cês é que escolheram assim…
Apertei ele mais pra mim, comecei embalando nossos corpos ao ritmo da canção de ninar que cantava para ele em pequenininho, mas sem pronunciar uma única nota dela. Ele acalmou e não demorou nada a vê-lo adormecido em meus braços, mas com o rosto vincado pela dor. Estava muito certa que ele ainda amava Adriana, apesar da carta que ela deixara preenchendo a sua ausência, mas sabia que apesar dos erros dos dois, ela merecia um pedido de desculpas e isso, só eu poderia fazer naquele momento.

****

(Adriana)
Lembro-me de ter adormecido no conforto dos braços do meu melhor amigo de longa data… É a memória mais presente que tenho, antes das longas e contínuas doze horas de sono, que se abateram sobre o meu fragilizado corpo. Quando levantei a cabeça, bastante pesada devido à dormência que anestesiava todas as partes do meu corpo, apenas me deparei com uma luz difusa, que embrenhava no meu quarto, circundando todo o espaço envolvente e provinda somente de quatro fileiras de brechas da persiana, entreaberta. O corpo quente de Quimera, aquecia-me a pele engelhada dos pés, que em tempos dispersos, havia sido aquecida pelo corpo quente do meu querido David… E mesmo não querendo acabei por me recordar dele, com um simples gesto e por uma coisa que tinha tanto de banal, mas ao mesmo tempo de especial.
- Oi, garotona… - dei uma festa na zona lombar da cadela e esta rapidamente se moveu, permitindo-me a mim, erguer da cama sem qualquer dificuldade – Obrigada, Quimi…!
Fui até à casa de banho, olhei-me ao espelho e passei o rosto por água, numa tentativa forçada de despertar e relaxar os meus músculos, ainda contraídos pelo longo espaço de tempo que usara para descansar. Lavei os dentes, tomei um duche e uma vontade de sair, de me divertir e ver pessoas, subiu em mim. Dessa forma dirigi-me ao armário do meu quarto, disposta a arranjar-me levemente, nada demais… Apenas o suficiente para estar apresentável e passar despercebida na volta que planeava dar pela baixa lisboeta.
Um “bichinho” arranhou o meu estômago e uma vontade súbita de comer qualquer coisa, abalou-me de rompante. Dirigi-me à cozinha em passadas vagas e serenas, não tinha qualquer pressa, pois era somente eu, no meu mundo e sem precisar de dar justificações a ninguém. Servi-me apenas de um copo de leite frio, pois de alguma forma o meu pensamento continuava atabalhoado no passado que construíra do lado de David e isso surtia em mim os seus efeitos… Não comer, não dormir… Mas percebi que aos poucos isso iria melhorar, apenas precisava de paciência, esforço e alguma calma. Ouvi o meu telefone de casa tocar, pois o meu telemóvel permanecia desligado, tal qual como tivera nos últimos dias, mas ainda assim não hesitei atender, pois o número era-me desconhecido.
- Estou sim? – acolhi num tom educado e julgando tratar-se de alguém que não me era cógnito
- Oi, Adriana, é você? – aquele jeitinho meigo de falar, aquela voz, aquele sotaque foram-me imediatamente familiares
- Dona Regina…? – questionei somente por via das dúvidas, não fosse a minha cabeça estar a baralhar-me, induzindo-me ao erro
- Sim, sou eu, minha filha…
- Olá… Está tudo bem consigo?
- Sim, tudo bem comigo, meu amô, e com você?
Ouvi-la, fez-me recordar de duas coisas. Primeiro, a minha mãe e a capacidade que ela possuía de me acalmar nos momentos mais difíceis da minha vida e também com a Dona Regina poderia quase ser assim, uma vez que me tratava como uma filha e eu a tratava como se fosse a minha segunda mãe e na verdade ela era-o. Depois recordei inevitavelmente o David… Claro! Ironicamente, ele iria estar sempre assim, iria ser sempre uma pedra no meu caminho, um percalço na minha alma, um peso no meu coração.
- Também… Tudo bem! – clareei um pouco a voz de forma a parecer o melhor possível, mas dificilmente conseguiria enganar alguém, com aquele quanto de consternação na fala
- ‘Tava ligando porque a gente parte pro Brasil amanhã e antes de ir queria tomar um café com você…
- Desculpe, Dona Regina, mas estou um pouco ocupada…
- É só um café, Adriana… São 10 minutos, é só isso que peço pra você! – a forma como a voz dela me implorou por apenas alguns minutos da sua atenção, acabou por me inviabilizar a possibilidade de negar tal pedido
- Mas… Só eu e a senhora, certo?
- Claro, minha filha… Só a gente! Não se preocupa que ele não vai… - não quis de todo parecer mal-educada, mas não contive um suspiro de alívio ao constatar que David não marcaria presença
- Sendo assim… - encolhi os ombros e com o telefone ainda junto do meu rosto, sentei-me no braço do sofá, pois as minhas pernas ainda se encontravam doridas de tantas horas passadas na cama
- Na esplanada perto aqui de casa, às 14h tá bom pra você, meu anjo?
- Sim, pode ser, Dona Rê…
- Então lá te esperarei, minha filha! Beijo, fica com Deus…
- Beijo para a senhora também! Fique com Deus… - sorri levemente, pois consegui encontrar em cada uma daquelas palavrinhas o conforto necessário para tomar coragem para sair de casa e rumar até junto da rua dele

***

- Anda, Quimi… Vem! – juntei os lábios humedecidos e com um movimento complexo da língua produzi um assobio, que era o meu modo de comunicação com a minha mais fiel companheira
Tinha acabado de estacionar o carro junto ao café onde iria então encontrar-me com a mãe de David, quando abri a porta dos bancos de trás para deixar a Quimera sair. Claro que ao reconhecer a zona em que nos encontrávamos, iniciou uma corrida meio tresloucada na direcção da rua, que nos levava ao prédio dele, mas graças a Deus tive tempo de a segurar e prendê-la pela trela. Desse modo dirigi-me então ao café e, rapidamente na esplanada, reconheci a Dona Regina. Esta estava sentada majestosamente numa cadeira de verga e tinha na sua frente uma mesa, ensombrada pelo enorme chapéu que impedia o sol quente, do início de Verão português, de a sufocar.
- Boa tarde, Dona Regina… - acerquei-me dela e esta rapidamente se levantou, para me presentear com dois beijinhos ternos
- Boa tarde, minha filha! – sorriu-me de forma reconfortante, o que de certa forma me levou a relaxar um pouco e a ignorar qualquer carga formal que aquela conversa pudesse acarretar
- Desculpe o atraso, mas resolvi trazer a Quimera para dar uma voltinha…
- Não se preocupe, Adriana… Senta! – com a mão indicou-me a cadeira que se prostrava do seu lado direito e em qualquer momento hesitei tomá-la
- Com licença… - pedindo permissão, desviei-a para trás, prendi a trela de Quimera no braço da mesma e sentei-me
- Vai querer um café normal?
- Sim, por favor, Dona Regina…
- Moça… - ela fez sinal para que a rapariga que nos servia se aproximasse e pudesse assim anotar o nosso pedido – São dois cafés normais e uma garrafa de água, por favor…
- Com certeza, a água é fresca? – questionou-nos
- Sim, fresca, por favor… - a mãe de David acenou positivamente com a cabeça, num jeito delicado e esboçou um sorriso movido de total educação
- Trarei já, com licença… - a jovem rapariga retirou-se e acabei por a perder de vista quando enveredou por detrás do balcão, já no interior do café
- Então… - quis iniciar a conversa e tomar controlo do assunto que nos tinha trazido ali, mas não fui capaz – Está tudo bem consigo?
- Sim, minha filha… Tudo bom! E você?
- Também… Tudo óptimo! – montei um sorriso de orelha a orelha, mas por dentro senti o meu coração desfalecer
- Tá meio murchinha, você… - o nariz de Dona Regina torceu levemente e ela olhou-me por cima da expressão carrancuda de quem não era facilmente enganada, nem pelo melhor dos sorrisos, que tinha tanto disso como de falso
- Não, estou só cansada… Nada que umas boas horas de sono não resolvam! – aquele maldito sorriso não desapareceu dos meus lábios, apesar de saber que não era ele que a iria conseguir convencer
- Não precisa disfarçar, Adriana… Eu sei de tudo o que ele fez!
Naquele preciso momento o sangue deixou de correr-me nas veias, o meu coração, do lado esquerdo do meu peito, deixou de bater, para segundos depois começar a mover-se a uma velocidade estonteante e num acto quase que involuntário deixei de respirar. O meu nariz não permitiu mais ao ar que entrasse e engoli a seco a saliva que se havia formado na minha boca, mas nem assim impedindo a secura que dominou os meus lábios devido ao nervosismo.
- Aqui estão os cafezinhos… - fomos interrompidas pela chegada da Soraia, sim… era esse o seu nome, pelo menos era o que constava na plaquinha que trazia presa no avental – E a sua garrafinha de água… - esboçou um sorriso de empregada competente, enquanto ia libertando os nossos pedidos em cima da mesa, mas eu e a Dona Regina não tirámos os olhos uma da outra durante um segundo, iniciando mentalmente a conversa que se avizinhava – Vão desejar mais alguma coisa?
- Não, obrigada… - tive de desviar o olhar da mãe dele, pois aquele jeito tão profundo de me encarar, como se compreendesse tudo aquilo que me estava a passar pela cabeça, começava a queimar-me a alma de uma forma estranhamente desconfortável
- Se precisarem é só chamar, com licença… - mais uma vez fomos deixadas a sós e o silêncio tornou-se factor dominante
Coloquei o açúcar na minha chávena, apesar de ter por hábito beber o café sem nenhum, mas precisava adoçar a boca, talvez na tentativa falhada de amenizar os dissabores que a conversa, que persistíamos em adiar, me poderia trazer. Agitei freneticamente a colher no interior da chávena de loiça, provocando um tilintar que denunciava claramente o meu estado de nervosismo, mas por outro lado a mãe dele mantinha-se serena. Abriu a garrafa de água jogando um pouco dentro do copo e deu dois goles, mantendo sempre o olhar em mim, apesar de eu preferir manter o meu baixo e preso à superfície da mesa.
- Como é que sabe de tudo…? – questionei num sussurro, que rompeu o ar, tão rápida e inesperadamente como abandonou os meus lábios
- O Ruben… Ontem esteve lá em casa falando com o Davi’ e me contou! – naquele instante tive uma enorme raiva de Ruben, pois achei que ele não tinha qualquer direito de ter contado uma coisa que lhe confidenciei, ainda por cima acerca do que era, mas depois deduzi que não o havia feito por mal, mas somente para conseguir fazer com que David parasse de agir daquela forma
- Não importa mais, Dona Regina… - tentei desvalorizar o assunto, tentei apagar da minha memória as recordações daquela tarde, que naquele momento começavam a inundá-la novamente
- Claro que importa, minha filha… Aquela não foi a educação que dei pro Davi’, por isso mesmo lhe devo um pedido de desculpa…
- Não, nada disso, Dona Regina! – intervim prontamente, pois tinha a plena noção que ter a mãe dele a pedir-me desculpa no seu lugar era uma completa injustiça – A senhora não tem nada a ver com isto…
- Tenho sim, ele é meu filho e se agiu assim, em alguma coisa eu devo ter falhado na educação dele…
- Não, a senhora é uma óptima mãe, o David só fez o que fez porque estava magoado… Não o culpo por nada disso, a sério que não!
- Mas guarda mágoa, minha filha… Sofre! Isso se vê só olhando em seus olhos… - em meia dúzia de palavras a mãe de David resumiu aquela que para mim era a maior das verdades
- Sim, é verdade, mas se sofro a culpa é única e exclusivamente minha… Eu é que o deixei e ele simplesmente se vingou! – esbocei um sorriso leve, mas que sofreu um ténue rasgo de ironia
- Minha filha, eu não vou dizer que só ele teve culpa, nem vou passar a mão em sua cabeça, porque cê sabe que errou…
- Sim, eu sei que errei, sempre o admiti! – interrompi-a imediatamente, mas sem me usar de qualquer tom brusco, pois não queria descarregar nela a raiva que guardava de David
- Sim, você admitiu e eu sei que ama o Davi’, mas então não entendo porque desistiu tão fácil de tudo…
- Eu não desisti, Dona Regina! Eu simplesmente não o quis impedir de viver o seu sonho e ir para o Real Madrid… Mas sim, sei que não devia ter deixado aquela carta, nem tão pouco tê-lo feito sem haver uma decisão definitiva por parte do clube…
- Isso podia tudo ter sido evitado, meu anjo… Esse seu sofrimento e o dele…
- Eu sei disso, mas agora também não adianta pensar mais nisso, não vou resolver nada a massacrar-me constantemente com isso!
- Sim, é verdade… Ele não está mais disposto a ter você de volta e você já percebi que vai seguir sua vida… - a Dona Regina esboçou um sorris triste, pois acho que como todos os outros, julgou que aquilo iria acabar em casamento
- Tem de ser… Não posso ficar presa a isto pra sempre, não posso estancar a minha vida só porque o David não faz mais parte dela… Acredite que nunca quis ver isto falhar deste jeito, Dona Regina…
- Eu sei que não, minha filha… Nem você, nem ele, nem eu… - ela limitou-se a ciciar e bebemos o restante café em silêncio
Despedi-me com um certo sentimento de nostalgia a habitar em meu peito, afinal depois do fim do meu relacionamento com ele, não poderia adivinhar quando voltaria a ver os seus pais. Tive uma enorme vontade de chorar, pois aprendera a amar a família dele como se fosse minha, porque eles já faziam parte de mim, tal como ele um dia fizera e naquele momento, acabara de perder não uma, mas duas grandes partes de mim… Tomei o lugar de condutor do meu carro e parti naquela incerteza. De quando os voltaria a ver… E a ele, especialmente de quando o voltaria a ver…


Antes demais quero pedir imensas desculpas por ter demorado tanto a postar, mas tive um problema pessoal, que me deixou sem cabeça para me dedicar à escrita e espero que entendam... Depois quero aproveitar para agradecer o avultado número de comentários que me têm deixado nos últimos capítulos, é muito importante receber todo esse apoio! :)
Por isso aqui vos deixo mais um capítulo, espero que gostem e não se esqueçam de continuar a aumentar o número de comentários à história!
Beijinhos a todas as minhas queridas leitoras! :)
Drii

36 comentários:

paula. disse...

GRANDÃO, né, meu amô!

tá mesmo lindo, e nesta última parte cê já sabe o que me aconteceu!
tji amo beijozão!

Annie disse...

Claro que adorei como sempre, está claro. Este sofrimento mata-me , faz alguma coisa pff e dá um pouco de paz aos dois.
Eu não aguento vê-los assim, separados, tristes ...
O Rúben bem tentou colocar algum juízo naquele cabeça dura do David, acho que acima de tudo está a ser o melhor amigo de ambos.
A Dona Regina uma mãe e uma amiga exemplar mas o que mais me faz sofrer é a nossa Adriana.
Adorei, e espero sinceramente que os problemas pessoais já estejam resolvidos e se encontre tudo bem contigo.
Desejo, que nos próximos dias nada te atrapalhe e que em breve (muito, muito em breve) nos brindes com mais um capítulo ... Que nos brindes com a tua excelente forma de comunicar e acima de tudo com a tua excelente imaginação.
Beijinhos, Annie

Anónimo disse...

Então , a espera teve lá seu lado bom né ? hehe
AMEEEEI meu amor , continuuua *-*
Beijooos !
Gabii

Ana disse...

adorei...

quero mais...

continua...

Fabi disse...

Lindo! Lindo!

Anónimo disse...

Adorei, adorei adorei. O David e a Adriana têm de ficar juntos rápidos.

Bianca. disse...

Está muito bom mesmo! Lindo! :')
Continua!
Beijo :)

Anónimo disse...

a maneira como escreves tem o dom de me emocionar...é impressionante como consegues passar tão bem para o papel os sentimentos.
é mesmo fantástica esta história.
espero ansiosamente pelo próximo capitulo.
continua!!

Jéssica disse...

Quanto ao capitulo não tenho nada a acrescentar. Escreves muito bem, e transmites-nos todos os
sentimentos que passas de ti para os personagens.

Ainda não percebi o motivo pelo qual o David não corre de uma vez por todas atrás da Adriana? A um dia de ir para o Brasil espera que o avião e o oceano apaguem, ou pelo menos guardem os problemas, as angustias, as tristezas que ambos sentem?

Gostei da atitude do Rúben, tem sido um grande amigo para ambos. No entanto o que o David lhe disse: "Um dia ela vai entender porque a deixei para trás... Agora parece uma desculpa boba, e sei que você deve estar pensando que sou uma pessoa horrível e talvez nem tenha acreditado nas minhas palavras, mas eu fiz isso por mim e por ela. Agora ela está livre, pode seguir em frente, aquilo que a prendia já não é mais um argumento. Será melhor para todo mundo…. Confia em mim!". Isto não tem sentido. Primeiro mostra sofrimento só de pensar que a Adriana poderá voltar para o Diogo, e depois dá uma desculpa esfarrapada?

Como eu sempre tenho ouvido dizer, "Não existem amores impossíveis... Existem pessoas incapazes de lutar por aquilo a que chamam amor."
Definitivamente o David está a ser cobarde.

Agora que já dei o meu 'sermão' só espero que esteja tudo bem contigo e que postes mais um capitulo rápido *.*

Beijinho

Anónimo disse...

ola esta lindo mjas vala eles fikam juntos de antes ele ir bjs

Castro disse...

O Ruben esteve muito bem em relação ao casmurro do David, mas parece que não adiantou de muito :(
O sofrimento dos dois é terrivel, tens que fazer alguma coisa para acabar com ele menina Dri e espero que o david não vá para o Brasil antes de resolverem as coisas.
Beijinho, continua, pois a fic é fantastica e a tua meneira de escrever a unica.

P.S.:Quando ao demora em publicares, não há problema, nem sempre estamos bem e nem sempre temos cabeça para isto, sinceramente espero que as coisas se tenham resolvido e que estejas bem.

Sóh Isabel disse...

Adorei Dri...Como sempre escreves maravilhosamente bem, estou ansiosa pelo novo rumo desta história.
Continua Assim

Beijinho

Soh

Anónimo disse...

E cá ficamos nós á espera de mais um capitulo.
Esses 2 nunca mais tomam juizo, que birra de parva :P

Anónimo disse...

Oie Oie (:


Ameiii , lindo , lindo (l)

Tens de os juntar rapidamente sim ? É tão triste ve-los separados e tristes :b


Quero mais *_*


Beijinhos*

Anónimo disse...

porque é que acho que vai ser no casamento do ruben que estes dois se vão entender?? ai espero que seja !!

Muitos parabéns Drii, tá fantástico !

Anónimo disse...

ESTOU A CHORAR ...
isto nao é normal :(
Quero vê.los juntos rapidamente

beijinhos

Raquel

Anónimo disse...

Adorei.. Espero q aqueles dois fiquem juntos rápido : p..

Beijinhos e Continua (:

Anónimo disse...

Eu fiquei com a ideia que eles vão fazer as pazes no casamento. Dri, eu quero um capítulo o mais rápido possível que estou super ansiosa!

Beijinhos e continua (:

Diana Ferreira disse...

estive eu cerca de 5 minutos especada a olhar para o pc a tentar escrever nem que fosse uma palavra... e nada. e sabes pq? porque nao existe palavras suficientes para descrever o que eu senti ao ler este capitulo! tá espectacular desde a primeira palavra até à ultima, está ESTRONDOSOO!!! :D

pedir mais um capitulo é pouco, eu imploro para que nao demores muito a publicar o resto das novidades! :b sei que às vezes fica dificil, compreendo-te bem porque estou na mesma situaçao, mas se precisar de esperar dois, tres, quatro ou mais dias para ler o proximo, eu espero! :)

beijinhos minha Linda ;)

Anónimo disse...

Muito fixe, PARABÉNS! :D
Agora podias publicar muitos capítulos, até eles se entenderem novamente, loool. Estava a brincar.... continua com o bom trabalho! :D :D

entreamigas disse...

Lindinha não sei o que dizer, podia dizer o que digo sempre, está lindo, sempre a surpreender-me, adoro a tua forma de escrever... Mas a verdade é que já se torna monótono, sinto que cada elogio que faça não transmite nem 1/10 daquilo todas sentimos qd lemos um cap teu... Um simples fantástico ou fenomenal é muito pouco para elogiar o que escreves...
Compreendo que tenhas problemas pessoais e se algum dia precisares de alguma coisa é só dizeres, todas nós temos uma vida para além das fics e uma vida real, que não se resolve a carregar no delete como acontece qd não gostamos de algo que escrevemos. Leves o tempo que levares a escrever, eu e tantas outras meninas estaremos aqui para ler smp o cap seguinte.

Sei que muitas vezes não comento e é uma enorme falha e por isso te peço desculpa, mas acredita que desde o inicio desta históra que não passou um capitulo que eu não lesse mais de 3 x's... O problema é que nem sempre tenho tempo para comentar os caps como deve ser. É uma história linda, que vale cada milésima de segundo que uma pessoa passa a lê-la...

Mts beijinhos minha linda,

Clara

Katyanne disse...

Espantoso como sempre *.*
Adorei :)

Anónimo disse...

Muito bom! Grande história, grande trabalho e grande talento! Já sabes, estamos à espera de mais... :D

ElsaNeves disse...

Li no dia que o publicaste mas nesse dia estava um bocado ocupada mas hoje vim só para comentar.
O que começa a ser uma tarefa muito dificil... porque o que tenho a dizer é o mesmo, adoro, amo o que escreves. Cada momento que descreves da dor causada por um final de relacionamento é perfeito.
No final do capitulo só consigo desejar o próximo. É fantástico.

Beijinhos linda.

Anónimo disse...

Amei!
Lindooooooo!
A tua fic e maravilhosa!
Amo amo a tua fic!
Quero mais rapidinho!
Beijinhos

Anónimo disse...

A forma como tu escreves é espectacular, tens a capacidade de conseguir prender uma pessoa do inicio ao fim da história, de um capitulo !

Continua a escrever da maneira que escreves, para mim é um privilégio poder ler o que escreves.

Beijinhos, espero que quanto aos problemas espero que esteja tudo bem :)

Rita Calisto

Catarina disse...

Opa nao gosto nada de os ver assim =(
Amei como sempre e mal posso esperar para ler o proximo! Fico à espera
Bjs

Sofia32 disse...

Está FANTÁSTICO... Adorei como sempre, adoro a tua escrita..

Continua Beijinhos

Anónimo disse...

proximo capitulo rápido...please:)
adoro esta história

continua...

Anónimo disse...

Podes me dizer o nome da música sff ? :p

Rita Calisto

Lígia disse...

AMEI como sempre...
Continua está fantástico *_*
Beijo :)

Mary disse...

Sabes uma coisa?
Cada vez amo mais a tua fic!
Amei mesmo, mesmo, mesmo todos os capítulos até agora! Tive saudades de ler a tua fic!
Continua!
Bjs

Anónimo disse...

ADOREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI

publica rapidinho sim??

beijinhos

Anónimo disse...

Oi Drii, és fantastica !
publica o mais rápido que puderes ;D
beijinhos

Anónimo disse...

adoreiii podes-me dizer o nome da musica que da quando se abre a pagina :)

Anónimo disse...

Adorei Adorei mesmo!!

Estou ansiosa pelo proximo!!

Podes dizer qual o nome da música presente neste momento se faz favor?

Beijinhos, Patrícia*

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